Talkdesk anunciou investimento internacional de 6 milhões de dólares

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Cristina Fonseca e Tiago Paiva fundaram a Talkdesk, em 2012, direccionada para o desenvolvimento e venda de software para call centers. A startup lusa já conta com mais de 100 colaboradores e quer expandir e transformar o mercado de software utilizado nos call centers. 

A empresa já tinha conseguido, no ano passado, um investimento de 13,4 milhões de euros e voltou agora a conseguir outro a rondar 5,3 milhões de euros. Até agora o investimento total ronda o valor de 18,6 milhões de euros.

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A empresa DFJ, líder do primeiro investimento de risco, já tinha anteriormente investido em empresas bastante conhecidas do nosso dia a dia como o Twitter e o Skype. Além dos milhões angariados através do investimento feito pela Salesforce Ventures, a DFJ e a Storm Ventures, a Talkdesk será a partir de agora parceira da Salesforce, empresa de software conhecida por ter criado o CRM. Tiago Paiva diz que a parceria com esta empresa será benéfica para ambos, “Combinando as capacidades do software de call center da Talkdesk com o CRM da Salesforce, os agentes garantem que têm os dados necessários para informar de forma personalizada e efectiva os seus clientes”.

A Talkdesk  tem como principal objectivo, ajudar as PME (Pequenas e Médias Empresas) na criação de call centers de maneira rápida e eficaz. A empresa apresenta já uma carteira de clientes que inclui as conceituadas Dropbox, Chevrolet, wheather.com, entre outras…


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Jornal alemão fala de um “Milagre Português”, reconhecendo o esforço feito pelos empreendedores portugueses

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Há modas que vêm para ficar. Portugal está na moda, sim, mas creio que não só já o está há muito tempo, como que não vai embora assim tão cedo. Pois é, na verdade, o nosso país. Valioso, misterioso, surpreendente, bonito, histórico. Embora tente, Portugal é quase indiscritível. Mas o que é Portugal sem os portugueses? Os portugueses também são valiosos, e há que os reconhecer. E assim, por uma razão ou por outra, alguns o vão fazendo.

No passado dia 2 de Outubro, a edição online internacional do jornal alemão Der Spiegel escolheu falar de Portugal e dos portugueses. De como nós temos conseguido superar algumas das maiores dificuldades que um país pode passar, e o facto de que sabemos como dar a volta por cima. Helene Zuber, autora do artigo, diz mesmo: “A ressurgência da economia portuguesa é uma história de sucesso incrível.” Fala de como há agora toda uma nova geração de empreendedores e startups que renovam os espíritos de quem cá vive e ajuda a lutar contras as dificuldades que nos têm sido apresentadas.

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A Mónica e o João

Helene começa por descrever o que é estar na zona da Ribeira das Naus, onde observa os casais [que] se aconchegam nos bancos, um músico que toca melodia brasileiras no saxofone na rua, o rio Tejo que corre para sul e uma estátua gigante de Jesus que se consegue avistar na outra margem. Os turistas e locais põe os seus telemóveis no ar ao tentarem apanhar as melhores paisagens.” E neste ambiente em que se encontra, Helene diz que alguns vão ao tuk-tuk verde-lima de Mónica Santos e João Reis.

O início

O artigo começa por dar destaque a estes dois portugueses que montaram o “Mariá Limão”, “uma pequena carrinha de comida que vende limonada caseira e crepes, em pleno Julho.” Originalmente, Mónica Santos, de 33 anos, tinha trabalhado como assistente social, mas perdeu o emprego durante a crise. O mesmo aconteceu a João, de 38 anos, que estudou Matemática e Marketing na faculdade. “Nenhum queria deixar o seu país, tal como muitos da sua geração fizeram.”

Como também não era uma opção a de desistir, e aceitar as coisas como estavam, o que eventualmente levaria a que voltassem a viver em casa dos pais, quando souberam que o governo português estava a permitir que as pessoas montassem negócios nos tuk-tuks, pediram um crédito de 30.000€ às suas famílias e ao banco. Daí, compraram a máquina que já faz quase parte da paisagem lisboeta e todo o equipamento de cozinha que precisavam. “Embora Mónica tenha sempre gostado de cozinhar, agora vê-se a passar 10 horas do seu dia de pé, alternando com o João no grelhador de crepes e a espremedora.”

Agora

A Mónica e João já recuperaram metade do seu investimento. Com as coisas a correrem tão bem, João está também a considerar montar uma segunda carrinha de comida na praia da sua terra de origem, na região do Algarve, pois “gostava de dar emprego aos amigos desempregados que lá vivem.”

Mas tal como diz a autora do artigo, e bem, “eles não foram os únicos a perder o emprego.” Referindo a existência de uma “energia empreendedora e um novo espírito” em Portugal, continua a falar daqueles que não chegaram a sair do país à procura de outras oportunidades, e que, em vez disso, procuraram-nas por cá.

Decidiram correr riscos e estabeleceram os seus próprios negócios, “reinventando os produtos tradicionais, abrindo hotéis com novas características e restaurante não usuais. Desenvolveram software e tornaram-se designers de moda.”

“Ao fazê-lo, transformaram Lisboa num dos mais famosos destinos de viagem ao mesmo tempo criando um crescimento económico”, diz a jornalista.

Para a segunda parte do artigo, saltamos para a Embaixada, que é descrito pela autora como “um palácio do século 18 que foi convertido num centro comercial chique no quarteirão histórico de Lisboa” e ainda que “serve como uma espécie de embaixada para os melhores produtos feitos em Portugal.” E é assim que passamos a conhecer a Raquel.

 

Raquel Guedes

O início

“Apenas sentada em casa, sem respostas” diz Raquel Guedes, de 29 anos, ao falar de como se sentia depois ter vivido vários anos da sua vida a substituir professoras que estivessem em licença de maternidade, na Faculdade de Farmácia. Mas eventualmente cansou-se desse estilo de vida, chegando à conclusão: “Se não consegues encontrar alguma coisa na tua área, então tens que ter mais alguma a acontecer [na tua vida].”

Agora

Decidiu então lançar a sua própria linha de roupa de criança. Hoje em dia, Raquel aluga a sua própria loja dentro da Embaixada.

 

Como outros exemplos de sucesso, Helene não deixou de referir os casos da incubadora Startup Lisboa, que rendeu mais 250 empreendedores e criou 800 novos empregos, e o facto do Comité de Regiões da EU distinguir Lisboa como “Região Europeia Empreendedora” de 2015. E que comparativamente com outros países e cidades europeias, embora os nossos salários sejam mais baixos, e que os financiamentos não necessitam de ser tão dispendiosos, estamos a superar rivais como Amsterdão e Barcelona. Escreve ainda sobre a mais recente notícia de que “Lisboa irá ser anfitriã, nos próximos 3 anos, do Web Summit, uma das maiores conferências do seu tipo para jovens empreendedores tecnológicos, com 40.000 convidados previstos.”

E assim, passamos para a terceira e última parte do artigo, em que nos são apresentados mais 3 grandes casos de sucessos de portugueses que tiveram que perseverar para prosperar.

 

Duarte D’Eça Leal

“A verdade é que a crise foi uma oportunidade”, diz Duarte. Tem apenas 30 anos mas gere um dos hotéis mais hip de Lisboa – um hostel de luxo que só o nome diz tudo: “Independente”.

O início

“Quando tinha 15 anos, Duarte foi para o colégio interno de Oxford e mais tarde para a faculdade na “London Business School”. Uma década depois, começou a sua carreira numa grande empresa imobiliária na Grã-Bretanha.” Ao falar desses tempos diz:“(…)Senti que me estava a faltar alguma coisa”. Decidiu que preferia investir o seu talento em Portugal e tentar implementar as suas ideias no seu local de origem. “Eu senti que Portugal tinha muito potencial”, diz Duarte D’Eça Leal. E assim, no final de 2011, ele e os irmãos renovaram o palácio localizado no Bairro Alto e abriram um hostel e suites para os viajantes.

Agora

Duarte é o dono de uma dúzia de quartos, com tudo desde beliches a quartos duplos e suites, preenchidos com mobília vintage e tecidos portugueses. Existem dois restaurantes que estão colocados dentro do “Independente”. Mesmo com o aumento de impostos, o hostel prosperou e hoje já tem mais um edifício vizinho, conseguindo empregar ao todo 120 colaboradores.

“O sucesso de Duarte é o produto da sua própria iniciativa criativa.”

 

Filipa Neto

Com apenas 25 anos, Filipa poderia ter escolhido estabelecer o seu negócio em qualquer lugar da Europa, mas ela e os seus 13 colaboradores estão instalados em Lisboa.

O início

Filipa defende que quer ficar em Portugal e ajudar a trabalhar na sua parte, promovendo o crescimento do seu país. Há um ano e meio atrás, Filipa estabeleceu a start-up “Chic by Choice”, uma empresa que disponibiliza roupas de luxo para alugar online. Em primeiro lugar, conseguiu meio milhão de euros em capital de risco para lançar a empresa, “uma grande responsabilidade para uma jovem” diz Helene. E depois disso, foi trabalhar para alcançar os seus objectivos.

Agora

Do seu escritório em Lisboa, os colaboradores da “Chic by Choice” compram e enviam Haute Couture para toda a Europa. “A empresa é tão bem sucedida que Filipa quer contratar duas novas pessoas a cada mês. E não é tudo, ela diz com um sorriso: Em Agosto, ela adquiriu um concorrente alemão.”

Talvez os portugueses comecem a perceber. Ou melhor, a aperceber. A aperceberem-se da excelência que é Portugal, que são os portugueses, das suas excelentes capacidades e que, com ou sem obstáculos, por mais difíceis que sejam, conseguimos ultrapassá-los e prosperar. É importante que percebamos aquilo que se passa à nossa volta. É importante acreditar em nós e nos outros. Somos excelentes, e podemos começar a ouvir isso de americanos, alemães, ou de pessoas de qualquer outra nacionalidade, mas por que não começar a ouvir isso de portugueses?

 

Fontes: Spiegel.de
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TechMatch Global: Glexyz, Lapa, Movvo, Stuk.io e Wiseconnect vão a Bratislava

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A ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários acaba de anunciar as cinco startups portuguesas selecionadas para representar Portugal no TechMatch Global, um encontro mundial de investidores e empreendedores que se realiza em Bratislava, entre os dias 12 e 16 de outubro. Glexyz, Lapa, Movvo, Stuk.io e Wiseconnect (com o produto WiseCrop) são os finalistas nacionais escolhidos pelo painel de experts de Silicon Valley que avaliou os 15 projetos de negócio propostos pela ANJE.
Na capital da Eslováquia, as cinco equipas terão a oportunidade de integrar um conjunto de 60 startups internacionais eleito para um “match” com um grupo de classe mundial em matéria de investimento e mentoring: 20 investidores corporativos, cinco multinacionais e cinco “venture capitals” de Silicon Valley.
Convidada para parceira portuguesa da iniciativa, a ANJE foi responsável pela primeira triagem das melhores tecnológicas portuguesas. A qualidade dessas 15 startups justificou a criação de uma vaga extra, visto que as regras ditavam a seleção de apenas quatro empresas. A tecnologia, a inovação e a disrupção são ponto comum entre os empreendedores desta representação lusa, sendo que os projetos distinguem-se pela incorporação de soluções tecnológicas em diferentes áreas. A Glexyz é talvez o mais transversal dos negócios: possui uma plataforma virtual integrada, assente na cloud, que permite testar e otimizar produtos de forma rápida. Com projetos desenvolvidos à escala nacional e europeia, apresenta soluções aplicáveis a indústrias tão diversas como a aeroespacial, a automóvel ou a biomédica. A Lapa, por seu turno, dedica-se a produtos e serviços de proximidade com base na tecnologia Bluetooth, entre os quais um dispositivo que permite localizar objetos, colando-se a eles tal como uma verdadeira lapa. Já tem clientes em 60 países, já conquistou investidores e garante ter oportunidades de investimento para entidades ligadas às áreas de telecomunicações, internet das coisas, “wearables” e “hardware”.
Já a Movvo aposta na incorporação de tecnologia no universo do retalho, visto que apresenta uma ferramenta que funciona como um Google Analytics offline para os retalhistas. Com uma solução única de “indoor tracking”, a startup analisa a dimensão comportamental dos consumidores em espaços comerciais. Já trabalha com o Continente e com o Primavera Sound. A Stuk.io, por sua vez, insere-se no domínio da programação, apresentando uma biblioteca de formação para “software developers” que converte informação pré-existente em cursos online. Tem registado um crescimento mensal de vendas superior a 100%, contando com mais de 10 mil clientes, oriundos de mais de 100 países diferentes. Por fim, a Wiseconnect está no mercado com a marca Wise Crop e diferencia-se pela incorporação de tecnologia no setor primário, dispondo de um interface de ferramentas eco-friendly para produtores agrícolas, focadas na redução de custos operacionais e no aumento da produtividade.
“Estamos certos de que Portugal estará bem representado no TechMatch Global. Foi sem surpresas que a confirmarmos, com este processo de seleção, que Portugal tem vindo a percorrer um valoroso caminho na área do empreendedorismo tecnológico. Temos, de facto, um significativo conjunto de empresas que nos podem orgulhar do que tem sido feito. Este nível qualitativo é fruto do ecossistema que constituímos e que beneficia da ação cada vez mais concertada de agentes como universidades, centros de transferência de conhecimento, incubadoras, entre outros players de apoio à iniciativa empresarial, ao empreendedorismo e à inovação. Agentes que envolvemos desde o início neste processo de escolha dos negócios”, afirma o Presidente da ANJE, João Rafael Koehler. “Encontramos negócios de vocação global, com visão de mercado e com tecnologias verdadeiramente disruptivas. Foi difícil reduzir a nossa escolha a um grupo de 15 startups e foi com orgulho que assistimos à criação de uma vaga extra por parte da organização do TechMatch Global. Não temos dúvidas de que muitas outras teriam potencial para estar neste programa, mas estamos plenamente confiantes nesta seleção: estas empresas vão ombrear com os demais empreendedores representados e, certamente, fazer sucesso entre os investidores”, acrescenta o mesmo responsável.
Na mira de gigantes como Adobe, PayPal, Dell ou Sony 
Esta será a primeira vez que Portugal estará representado no TechMatch Global, sendo também a estreia da iniciativa fora de Silicon Valley. Como parceira convidada, a ANJE foi responsável pela primeira etapa de seleção e foi na sede nacional da associação que aconteceu o pitch final de seleção dos finalistas, bem como sessões prévias de coaching e preparação. A lista apurada pela ANJE era também composta pelas empresas Tradiio, Tuizzi, Line Health (PharmAssistant), Muzzley, Cuckuu, Tripaya, Facestore, iClio, Quidbox e GetSocial. Conjunto de startups que, apesarem de não passarem à fase seguinte, beneficiaram já de uma oportunidade única  de aprendizagem, networking e visibilidade. Isto porque o pitching que aconteceu na terça-feira, 21 de setembro, na presença de um expert norte-americano foi igualmente transmitido em direto para um grupo de investidores sediado em Silicon Valley. Venture capitalists que, de resto, contribuiram para a decisão final.
O TechMatch arranca com um prémio de 300 mil dólares, ao qual os participantes ficam desde logo habilitados. Durante as cinco jornadas, as 60 melhores tecnológicas participarão num programa dedicado, que envolve sessões de pitch com experts de Silicon Valley, uma mostra de tecnologia, encontros “b2b” e ainda um “demo day” com interação direta com representantes corporativos. A lista de participantes corporativos com presença confirmada inclui multinacionais e empresas de investimento tão conceituadas como: Adobe, Cisco, DoCoMo Ventures, Fujitsu, Honda, LG, Oracle, Salesforce, SanDisk, Sony, Citrix, Band of Angels, Hyundai Ventures, PayPal, AIG, Dell, SAP, Sales Force, First Focus – Learning Systems, Cogniance, TIBC, SVB, Sand Hill Angels, First Capital, Venrock, DFJ, Garage – Technology Ventures e Soft Ventures. Os projetos chegarão de países tão diversos como Espanha, Inglaterra, França, Itália ou até de algumas nações asiáticas.
Fonte: ANJE
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Empreendedorismo em debate no Business Networking International – Lisboa Líder

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O empreendedorismo foi o tema principal de um debate realizado na Estufa Real em Lisboa e que serviu para comemorar o sexto aniversário da Business Networking International (BNI) – Lisboa Líder. O foco esteve sobre o trabalho de equipa e os empresários presentes consideraram que os portugueses reagem positivamente quando se encontram em situações adversas.

Os oradores abordaram as razões do crescimento económico em Portugal, como levaram as empresas ao sucesso e a importância do networking. O CEO da Special Edition Holding, Tim Vieira, afirmou que “o empreendedor acredita que pode sempre fazer melhor”. A apresentadora Ana Rita Clara falou do projecto “Change It” para explicar que “a vontade de começar algo começa numa inquietude em nós”. No entanto, o membro do concurso Shark Tank destacou o papel das pessoas que trabalham à sua volta. A ideia foi corroborada pelos restantes convidados. O responsável da Mazars em Portugal, Luís Batista, acrescentou que “as pessoas são o cerne da nossa preocupação todos os dias”.

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A forma como os portugueses reagiram à crise mereceu um comentário de João Pedro Tavares. O Director da Accenture e Presidente da Junior Achievement em Portugal entende que “não podemos estar sempre a cair na lamentação”. A organização não-governamental promove o empreendedorismo jovem e a literacia financeira, além de criar espaço para os mais novos ganharem experiência num contexto protegido, o que significa aprender com os erros. Tim Vieira também considera que se “aprende quando as coisas correm mal”.
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Start-ups tecnológicas nacionais partem à conquista de Espanha

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Dez empresas tecnológicas da região Norte de Portugal partem à procura do seu crescimento internacional, participando em encontro de negócios de grande escala do sector TIC: a FEIRA ACEINT – A tecnologia na nova economia.

Vinte imagens a cada vinte segundos. As imagens avançam automaticamente à medida que os empreendedores apresentam uma ideia, um projeto empresarial, uma oportunidade de negócio. São 400 segundos de uma apresentação cuidada, prática e apelativa com promessa de grandes negócios. As chamadas PechaKucha 20×20, apresentações de formato simples e direto que as tecnológicas portuguesas selecionadas pelo BICMINHO vão utilizar como estratégia para atacar o mercado mundial a partir da Galiza.

Tudo isto acontecerá durante a FEIRA ACEINT – “A tecnologia na nova economia”, que terá lugar no próximo dia 2 de outubro na Cidade da Cultura da Galiza, em Santiago de Compostela. Trata-se duma iniciativa promovida pelo IGAPE – Instituto Galego de Promoción Económica da Galiza, com o apoio da Universidade de Santiago de Compostela e do BICMINHO – Centro Europeu de Empresas e Inovação.

 

INDUSTRIA 4.0 – A NOVA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

O setor TIC está a mudar. E cada vez mais rapidamente. Por isso, para as start-ups tecnológicas, em especial as TIC aplicadas à indústria, a internacionalização é determinante para o sucesso empresarial na era da nova revolução industrial das fábricas do futuro e da Industria 4.0.Nuno Gomes, Administrador Executivo do BICMINHO

Um encontro de negócios ambicioso que vai incluir, para além das apresentações PechaKucha 20×20, workshops, encontros bilaterais e encontros com investidores dirigido exclusivamente a start-ups tecnológicas da Eurorregião Norte de Portugal-Galicia, do sector TIC, em especial as TIC aplicadas à biotecnologia, à indústria agroalimentar, ao têxtil, ao turismo, ao automóvel, entre outras indústrias.

Será um espaço networking, para observar e para mostrar. Pequenas ações podem ter grandes efeitos e há que ter capacidade de adaptação. É a nova economia, a nova sociedade, a nova indústria. Um sistema global onde a partilha de experiências e de conhecimento entre os negócios é a chave do sucesso.

Confirmada está já a presença de dez empresas tecnológicas portuguesas que, com a ajuda do BICMINHO, terão a oportunidade de estabelecer parcerias, atrair investidores e aumentar as suas vendas internacionais. NQDA- Negro Esquisso, Slim Business Solutions, Plako, Northweb, Digital Species, Scale2Go, Ludik 380, Displr e Design by Bessa constituem a delegação portuguesa que, no seu conjunto, empregam já 50 trabalhadores e atingiram em 2014 uma faturação superior a 1 milhão e meio de Euros, dos quais cerca de 20% foram para o mercado externo.

 

ACE INT – EMPREENDER SEM FRONTEIRAS

Esta FEIRA ACEint – “A tecnologia na nova economia” realiza-se no âmbito do projeto ACEint – Empreender sem fronteiras (www.aceint.eu), um projeto que tem como objetivo fomentar a criação e internacionalização de empresas TIC com forte impacto positivo setores estratégicos de especialização inteligente da Eurorregião Norte de Portugal-Galiza.

Para além das aceleradoras de modelos de negócio, financiamento e internacionalização (www.aceint.eu/aceleradora-6/), o projeto ACEint lançou já um sistema de alertas sobre oportunidades de negócio internacionais para o sector TIC (http://aceint.eu/vigilancia-2/) bem como a realização de Estudos sobre o sector TIC internacional (www.aceint.eu/publicados-novos-estudos-sobre-o-sector-de-tic-internacional ) e um primeiro fórum de investidores em empresas TIC (http://codigocero.com/Inaugurada-en-Compostela-a-Lonxa-de-Financiamento-ACEint).

Trata-se de um projeto de cooperação transfronteiriça com investimento total de 837.000 Euros, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) no valor de 627.750 Euros, ao abrigo do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP).

 

Sobre o BICMINHO

O BICMINHO – CENTRO EUROPEU DE EMPRESAS E INOVAÇÃO é uma instituição sem fins lucrativos, certificada pela União Europeia com o EU-BIC para a promoção do Empreendedorismo e da Inovação, através do apoio à criação de novas empresas e à modernização e internacionalização das PME.

Com 15 anos de atividade, o BICMINHO atua ao serviço do interesse público da região e do país, tendo já apoiado a criação de mais de 200 novas empresas, com uma taxa de sucesso de 93%, responsáveis pela criação de mais de 2.500 novos empregos e de um volume de negócios global em 2014 superior a 30 milhões de euros. Na área da Inovação Empresarial e Internacionalização o BICMINHO apoiou mais de 500 PME, que empregam mais de 8.000 trabalhadores em termos globais representam mais de 650 milhões de euros de volume de negócios, das quais 150 foram apoiadas ao nível da internacionalização.

O conceito EU-BIC (European Union Business and Innovation Centre) são um caso de sucesso com mais de 30 anos da intervenção da União Europeia. Criados em meados da década de 80 pela DG REGIO (então DG XVI), os EU-BIC promovem a criação de novas empresas inovadoras e ajudam as PME a inovar, através do apoio à inovação, incubação e internacionalização, promovendo o desenvolvimento económico das regiões, criando novos empregos e desenvolvendo novas ou PME existentes, atuando como um importante agente de desenvolvimento regional.

Os EU-BIC são um exemplo clássico de como as atividades financiadas pela União Europeia podem e devem ter um impacto concreto no crescimento económico e no aumenta da competitividade europeia. Em termos globais, os mais de 150 EU-BIC criaram milhares de novos negócios e dezenas de milhares de novos empregos qualificados e sustentáveis.

Em 2013, os mais de 150 EU-BIC apoiaram em termos globais 12.300 empreendedores que deram origem à criação de 3.000 novas empresas, com uma taxa de sucesso de 90%, e ajudaram a captar cerca de 284 milhões de euros em investimento, incluindo financiamento público, bancário e de risco. Geraram cerca de 13.000 novos empregos em start-ups e PME, com um investimento público muito eficiente de cerca de 8.800 euros por cada emprego criado.

Fonte: BICMINHO

Santa Bárbara Eco-Beach Resort – Recanto açoriano de excelência

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Nascido numa das nove ilhas do Arquipélago dos Açores, mais precisamente em São Miguel, o Santa Bárbara Eco-Beach Resort, idealizado por Rodrigo Herédia, elegeu como localização uma das praias mais conhecidas da região.

Situado em Santa Bárbara, mais de um quilómetro de areal banhado por grandes ondas do lado Norte da ilha, o resort tem como paisagem frontal um mar denso e sem fim. De costas para montes e vales de diferentes tonalidades de verde, as villas foram construídas em socalcos de forma a estarem em harmonia perfeita com a paisagem.

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O espaço encontra-se minuciosamente pensado e decorado para que não existam discrepâncias entre o natural e o arquitectonicamente pensado. Maioritariamente revestido em Madeira Criptoméria, com bambu como adereço, o resort revela-se um espaço de conforto e relaxe inacreditável. As villas estão divididas por sete T2 e sete T3, dotadas de todas as utilidades para quem quer desfrutar de uns dias bem passados. A referir, a piscina com vista para o mar e as suas camas dentro de água, dão o toque final às nossas férias.

O Eco-Beach Resort, para além de alojamento, também oferece a possibilidade aos hóspedes e convidados de desfrutarem do seu restaurante e bar de praia. Ambos com a mesma vista para o azul do Oceano Atlântico e com comida deliciosa a preços acessíveis. No restaurante podemos encontrar uma conjugação entre alimentos regionais, cozinha moderna e sushi com o peixe fresco que os Açores nos podem proporcionar. O bar de praia, por sua vez, apostou em comidas mais leves para quem está de passagem a caminho dos raios de sol.

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Na encosta foram criadas escadas em madeira para que seja possível o acesso directo à praia, proporcionando assim a conjugação de um dia de praia com aquilo que o Resort tem para oferecer. Também é possível alugar material de surf, paddle, kaykac e snorkling, havendo a opção de aulas com profissionais para os mais curiosos e desportistas!

Com o rápido aumento do turismo nos Açores, este empreendimento tem sido uma mais-valia para a ilha, primando pela originalidade e bom gosto.  A localização e a excelência dos serviços prestados têm proporcionado feedbacks extremamente positivos.

No final desta reflexão, considero que estamos perante um resort de interesse para todos os amantes de mar e natureza, sendo impossível não nos apaixonarmos por este recanto.

Fotos: DR

Line Health entra no mercado americano

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A empresa portuguesa criou uma aplicação para garantir que os doentes tomem os medicamentos e evitar comportamentos negligentes. No próximo ano a companhia e o Neuro Texas Institute vão desenvolver um teste em doentes cardíacos para diminuir as readmissões nos hospitais em 30 dias.

Um teste piloto realizado em doentes cardíacos no próximo ano, que conta com o apoio do Neuro Texas Institute, marca o arranque da Line Health no plano internacional. O projecto iniciado em Abril de 2014 pela mão de Diogo Ortega e Sofia Simões de Almeida, começou por se chamar PharmAssistant, mas o lançamento de um novo produto obrigou a uma alteração de identidade. Sofia Simões de Almeida explicou ao Excelência Portugal que “o novo nome está relacionado com a perspectiva de ter a saúde dos doentes crónicos em linha, além de se adequar melhor aos nossos objectivos”. A equipa continua a ser composta por oito elementos.

A entrada no mercado norte-americano acontece num momento de implementação do Obamacare. O projecto idealizado pelo actual presidente dos Estados Unidos visa aumentar o envolvimento do doente no tratamento. A COO da empresa garante que “a parceria com a Universidade do Texas facilitou os contactos”. A Europa também faz parte das prioridades da empresa portuguesa através de um acordo com a farmacêutica Bayer.

O novo produto permite aos doentes crónicos tomarem o medicamento correcto na devida altura. A aplicação informa as pessoas quando têm de tomar o remédio, mas também aqueles cuja missão passa por acompanhar os doentes, registando o histórico da medicação. Os responsáveis consideram que a ferramenta tem as características ideais para vingar no mercado. Em primeiro lugar existe um algoritmo proprietário que revela o estado de saúde das pessoas. Em segundo permite adaptar às necessidades de cada doente. Por fim, integra com o dispensador inteligente da Line Health, mas também com qualquer software ou smart device das farmácias e hospitais.

Foto: DR

 

 

 

 

UP Awards- agora já pode votar no empreendedorismo

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Pela primeira vez os prémios UP vão estar nas suas mãos, ou melhor, no seu voto. A votação para escolher os empreendedores está agora aberta ao público.

Conhece algum projecto que gera valor? E pessoas que se destacam pela rede de contactos, o conhecido “networking”? Então esta pode ser a oportunidade de os premiar, começando por nomeá-los para os prémios UP, organizados pela Portugal Startups.

Os UP Awards são uma iniciativa do PortugalStartups.com que pretende celebrar o sucesso e reforçar a visibilidade do empreendedorismo nacional envolvendo o país de Norte a Sul e funcionando como elemento agregador de todas as entidades em Portugal in comunicado de imprensa

A fase de nomeações começou no início do mês e terminou no dia 27. No dia 5 de outubro serão anunciadas as shortlists e aberta a votação para os vencedores em dez áreas distintas, entre as quais estão categorias como a “Incubadora do ano”, “Acelerador do ano”, “Startup B2C do Ano”, “Startup B2B do Ano”, “Fundador do Ano”, “Universidade Mais Empreendedora” e “Jornalista de Startups do Ano”.

O concurso trata-se de uma iniciativa da Portugal Startups, numa parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, a SAGE e a Microsoft, e pretende reconhecer aquilo que de melhor é feito no universo do empreendedorismo em Portugal, destacando não só organizações, mas também pessoas de relevância neste domínio.

Após a selecção dos nomeados feita pelo público, vão ser anunciados os finalistas (dia 5 de outubro) que estarão sujeitos a votação até dia 26 de Outubro. No dia seguinte a fecharem as votações serão anunciados os finalistas das diversas categorias. Os vencedores apenas serão divulgados um mês mais tarde, numa gala comemorativa destes prémios.

Fonte: Portugal Startups
Foto: DR

Um português entre os 100 mais influentes da tecnologia financeira mundial

Feedzai_Sebastiao_FEU2014_stage[1]É português, chama-se Nuno Sebastião e é CEO da Feedzai. Mas a estes dados pessoais e profissionais, acrescenta-se agora o facto de estar entre os 100 líderes mais influentes do mundo em tecnologia financeira. A nomeação foi feita pela Hot Topics, plataforma online de partilha de histórias do mundo tecnológico .

O português figura ao lado de nomes de importantes empreendedores de empresas como a Apple, Mastercard ou Microsoft. No processo de selecção, segundo revela o comunicado da empresa, estiveram presentes três critérios fundamentais: lançaram uma start-up ou negócio inovadores que abriram um precedente para a restante indústria,utilizam a tecnologia em benefício do sistema financeiro e são uma força motriz na sua evolução.

Fundada há quatro anos em Coimbra, a startup Feedzai liderada por Nuno, desenvolve processos que articulam inteligência artificial e machine learning no processo de análise de dados. No fundo, a empresa pretende desenvolver padrões de comportamento do consumidor nas compras que realizam, procurando assim minimizar os riscos, tanto online como offline.

Portugal foi apenas o ponto de partida para a empresa, que em pouco tempo se expandiu para os Estados Unidos, onde conta com uma vasta carteira de clientes, entre os quais a Vodafone, a Deloitte e a Ericsson.

Fontes: Feedzai e Dinheiro Vivo
Foto: finovate

 

Chic by Choice de olhos postos no futuro

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Filipa Neto e Lara Vidreiro, fundadoras do projecto, conseguiram, no espaço de um ano, grandes feitos, entre eles a conquista da liderança do mercado europeu. Hoje, além de terem no seu portefólio a compra de uma empresa alemã e dos activos de uma outra inglesa, têm 15 países para os quais enviam os seus vestidos de luxo.

A Excelência Portugal esteve à conversa com Filipa Neto, co-fundadora do projecto, do qual se sente muito orgulhosa, e com razão, as conquistas já são muitas. A empreendedora orgulha-se sobretudo de “num espaço tão curto de tempo [terem] validado todos os pontos do negócio com que [se] tinham comprometido com os investidores” e de ter “uma equipa fantástica, em que de facto [conseguem] estabelecer objectivos e executá-los”.

Filipa conta-nos os esforços que a empresa tem feito, “a Chic by Choice fez um grande trabalho no primeiro ano, ao nível de ir captar o mercado de aluguer e de convencer as pessoas a deixarem de comprar para irem alugar, ou a usarem em vez de fornecedor a que estavam habituadas a usar para alugar e passarem a transferir esses alugueres para a Chic by Choice. E acho que aí conseguimos fazer um bom trabalho pela questão da marca, do serviço, do próprio produto que temos online”.

O objectivo da Chic by Choice está distribuido em dois pontos-chave. Por um lado, quer resolver todos os problemas de excesso de inventário dos retalhistas, ou seja, pretende ser a solução dos retalhistas quando estes se deparam na situação de não conseguirem escoar o excesso de inventário. Filipa espera que “não fiquem com as mãos na cabeça, quando pensarem, «tenho 20 por cento de excesso de inventário, como é que eu me vou livrar dele?»”. A ideia é, portanto, oferecer “uma boa solução que lhes dê muito maior retorno do que alternativas que eles têm hoje, que é venderem as peças com descontos muito pesados”. Por outro lado, a Chic by Choice almeja oferecer uma boa experiência ao utilizador, diz esperar que “os clientes tenham gosto pela experiência e o acesso a estes artigos fantásticos, mas não tenham necessidade de os ter no armário”, anuncia Filipa.

É nesta mudança de paradigma, a aquisição vs experiência, que assenta toda a sharing economy e na qual a Chic by Choice participa e acredita. Neto resume as suas ambições para o futuro da empresa em 2025: “por um lado, espero termos revolucionado toda a dimensão dos retalhistas, e por outro lado, espero que os clientes se entusiasmem cada vez com a posse dos itens, e mais com a experiência de os ter um bocadinho seus, e depois ter uma coisa nova no dia a seguir. Acho que também é um estilo de vida muito interessante.”

Foto: DR

 

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