Turismo dos Açores regista crescimento expressivo

marta_guerreiroA Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo garantiu, em Ponta Delgada, que o Executivo vai “continuar a trabalhar para manter as características que tornam os Açores diferentes e peculiares” no quadro do turismo mundial.

Os Açores conseguem aliar uma beleza paisagística e uma qualidade ambiental ímpares, às quais os Açorianos têm vindo a acrescentar a vertente da experiência turística – Marta Guerreiro, Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo

A nova titular da pasta do Turismo, que discursava sábado no encerramento da final nacional da ‘Expresso BPI Golf Cup’, frisou que os dados mais recentes, referentes aos primeiros 10 meses deste ano, indicam que “conseguimos ultrapassar um milhão e cento e cinquenta mil passageiros desembarcados nos aeroportos açorianos”, o que representa um crescimento acumulado de 22% face a igual período de 2015, que já tinha registado um crescimento de 19% face ao ano anterior, afirmando que o Governo dos Açores garantiu um enorme salto qualitativo e quantitativo ao nível das acessibilidades áreas para a Região.

A Secretária Regional afirmou ainda que a instabilidade verificada em alguns dos habituais destinos de férias dos europeus e norte-americanos, aliada à segurança que caracteriza os Açores e ao aprofundamento das acessibilidades aéreas, com novas ligações entre o exterior e o arquipélago, devem também contribuir para a consolidação dos números registados nos últimos anos.

Marta Guerreiro salientou que é objectivo do “Governo dos Açores, em estreita articulação com os restantes agentes económicos, conciliar os interesses de um desenvolvimento económico e social harmonioso com a necessária sustentabilidade dos recursos naturais, em especial os terrestres e os marinhos”. A criação da Secretaria Regional visa este desígnio, tendo em vista garantir as melhores condições para que a iniciativa privada actue, evoluindo, diversificando e qualificando a oferta turística dos Açores, estando também atenta às implicações do crescimento da actividade turística, acrescentou.

Segundo o Indicador Avançado de Turismo, IAT-Açores, divulgado pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores-SREA, estima-se que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Outubro terá sido de 131 mil.  Comparando com o valor divulgado para Outubro de 2015, esse valor reflecte um aumento de 22% em termos homólogos.

Fontes: GaCS/LM;SREA
Foto: GaCS

 

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Extreme Sailing Series volta à Madeira em 2017

160923_ESSMadeira_LloydImages_063A organização da regata Extreme Sailing Series acaba de anunciar o seu calendário para o ano 2017, confirmando o regresso desta prestigiada competição à Madeira, numa etapa a ser disputada entre os dias 29 de Junho e 2 de Julho.

A ilha da Madeira estreou-se no campeonato de vela na modalidade “Stadium Racing”, realizando a sexta etapa da Extreme Sailing Series™ 2016. Esta etapa teve lugar entre os dias 22 e 25 de Setembro, no Funchal, onde milhares de turistas e residentes tiveram uma vista perfeita e próxima da prova que conta com algumas das melhores equipas de profissionais de vela do mundo que competem em catamarãs GC32.

A etapa da Madeira substituiu aquela que estava prevista acontecer nas mesmas datas em Istambul, e decorreu em parceria com a Direcção Regional do Turismo e a Associação Regional de Vela.

O calendário da competição para 2017 fica assim composto:

8 a 11 de Março – Muscat (Omãn)
28 Abril a 2 de Maio – Qingdao (China)
29 Junho a 2 de Julho – Madeira (Portugal)
20 a 23 Julho – a designar (Europa)
10 a 13 de Agosto – Hamburgo (Alemanha)
25 a 28 de Agosto – Cardiff (Reino Unido)
19 a 22 Outubro – San Diego (EUA)
30 Novembro a 3 de Dezembro – Los Cabos (México).

Fonte: Direcção Regional do Turismo da Madeira
Foto: DR

Gerês foi capital mundial do Trail Running

artigo1aCarlos Sá prometeu “o melhor Campeonato do Mundo da história” e cumpriu. A elite do Trail Running disputou o 6º campeonato  mundial nos trilhos do Parque Nacional Peneda-Gerês.

O trail tem registado um crescimento meteórico em todo o Mundo e Portugal não é excepção. De norte a sul e ilhas, o número de provas não para de crescer, chegando a totalizar uma dezena no mesmo fim de semana. Um dos responsáveis por este fenómeno é Carlos Sá, o mais mediático e premiado ultramaratonista português e organizador deste evento.

O nosso país possui excelentes características para a prática da modalidade e os estrangeiros confirmam-no. Muitos dos participantes neste campeonato já passaram pelos trilhos de provas como o Estrela Grande Trail,  Azores Trail Run, Azores Triangle Adventure, MIUT-Madeira Island Ultra Trail, Eco-Trail Funchal e Ultra SkyMarathon Madeira, entre outras. No rescaldo da vitória, a campeã do mundo, Caroline Chaverot (França), confidenciou-me que elegia o MIUT como a prova do ano.

Braga foi a anfitriã das selecções, acolhendo-as nos diversos hotéis situados no Bom Jesus, cidade que recebeu também as cerimónias de abertura e encerramento da prova.

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A prova teve início na madrugada do dia 29 de outubro em cima das pontes do Rio Caldo. Passou no concelho de Montalegre, na aldeia de Fafião, ao quilómetro 30.  No centro da vila do Gerês estava instalada a logística dos participantes. Os atletas atravessaram toda a serra Amarela, entraram no território de Ponte da Barca, passaram pelas portas de Mezio e terminaram em Arcos de Valdevez. Foram cerca de 85 quilómetros e 4.500 metros de desnível acumulado disputados num percurso duro e técnico debaixo de uma temperatura relativamente alta.

O previsto duelo França-Alemanha veio a concretizar-se e ironicamente depois de acabarem no ano passado em segundo lugar, Luis Alberto Hernando (Espanha) e Caroline Chaverot (França) sagraram-se campeões do mundo 2016. 

Até ao quilómetro 30 íamos 12 no grupo de frente, mas, depois, senti-me bem para me isolar. Estou muito contente e desfrutei muito de um percurso que foi muito bem conseguido e marcado – Luis Alberto Hernando à LUSA

O espanhol, de 38 anos, cortou a meta com o tempo de 8:20.26 horas, tendo os restantes lugares do pódio masculino sido ocupados pelos gauleses Nicolas Martin e Sylvian Martin.

O melhor português foi Tiago Aires, que terminou na 13.ª posição, com 9:14.34 horas. Ricardo Silva foi 13º (9: 23.05 horas), Armando Teixeira 39º com 10:o4.50 horas, Luis Fernandes 45º com 10:17.55 horas e Hélio Fumo 56º com 10:33.23 horas.

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Foi uma corrida muito difícil, tive mesmo de me sentar para descansar um pouco, e, como tinha uma adversária mesmo atrás de mim, tive na parte final de dar tudo por tudo. Foi uma das corridas mais difíceis que fiz e por isso estou muito contente por vencer – Caroline Chaverot à Lusa

No sector feminino, Caroline Chaverot conquistou o ouro ao cortar a meta com 9:39.40 horas, sendo seguida por Azara Garcia Salmones (Espanha) e Ragna Debats (Holanda). O lote das favoritas perdeu Emelie Forsberg (Suécia) por volta dos 33 Km.

Sara Brito, a primeira portuguesa, arrecadou a 21ª posição com 11:25.11 horas, Ester Alves a 27ª com 11:33.07 horas, Sofia Roquete a 35ª com 11:57.41 horas, Fernanda Verde a 38ª com 12:09.37 horas, Natércia Silvestre a 42ª com 12:21.52 horas e Olívia Sousa em 55ª com 12:54.26 horas.

Iniciaram a prova 234 atletas, tendo terminado 199, representando 37 países.

artigo3Portugal pode sonhar com prestações de maior nível. Isso mesmo esteve patente nas declarações de Tiago Aires, Ricardo Silva e Armando Teixeira que salientaram a diferença de condições com que se deparam face às que grandes “armadas” presentes no evento dispõem.

O trail running nacional demonstrou o seu potencial com duas excelentes classificações, 4ª posição colectiva em femininos e 5º lugar em masculinos, o que representa uma significativa evolução em relação às posições alcançadas no mundial de 2015 (ambas próximas do 20ºlugar).

Lutaram até à exaustão e mostraram ao mundo que apesar de sermos um pequeno País temos gente com garra e resiliência para chegar sempre um pouco mais além. Surpreendemos os menos avisados com um conjunto que acima de qualquer vaidade individual se uniu pela nação – Rui Pinho, Presidente da ATRP

Os resultados obtidos foram elogiados pelos presidentes da Federação Portuguesa de Atletismo e da Associação de Trail Running de Portugal, respectivamente Fernando Mota e Rui Pinho.

artigo4Depois do “melhor mundial de sempre”, cabe agora  aos italianos a organização da edição de 2017.

Resultados masculinos

1, Luis Alberto Hernando (Espanha) — 8:20:26
2. Nicolas Martin (França) — 8:30:06
3. Sylvain Court (França) — 8:30:39
4. Benoît Cori (França) — 8:36:25
5. Ludovic Pommeret (França) — 8:44:15
6. Diego Pazos (Suiça) — 8:54:00
7. Aurélien Collet (França) — 8:55:57
8. Tòfol Castanyer (Espanha) — 8:58:28
9. Andy Symonds (Grã-Bretanha) — 9:00:04
10. Stephan Hugenschmidt (Alemanha) — 9:01:19

Resultados femininos

1. Caroline Chaverot (França) — 9:39:40
2. Azara García (Espanha) — 9:45:01
3. Ragna Debats (Holanda) — 9:47:38
4. Nathalie Mauclair (França) — 10:13:37
5. Gemma Arenas (Espanha) — 10:21:11
6. Kathrin Götz (Suiça) — 10:30:41
7. Jo Meek (Grã-Bretanha) — 10:36:12
8. Beth Pascall (Grã-Bretanha) — 10:41:35
9. Michaela Mertová (República Checa) – 10:42:59
10. Teresa Nemes (Espanha) – 10:44:07

Consulte todos os resultados aqui

 

Parque Natural do Faial conquista prémio EDEN Innovation Awards 2016

eden_FAIAL2O Parque Natural do Faial conquistou o primeiro prémio de ‘Experiência na Natureza’ dos galardões “EDEN Innovation Awards 2016”, na cerimónia que decorreu quarta-feira em Melliene, Malta, no âmbito do 11.º encontro da rede de Destinos Europeus de Excelência.

O Parque Natural do Faial concorreu com sete outros destinos EDEN, nomeadamente a Taiga Selvagem, na Finlândia, Naturpark Ötscher-Tormäuer, na Áustria, Kaposvar and the Zselic area, na Hungria, Zuid Limburg, na Holanda, Waimes, na Bélgica, e o Mincio Park e o Sistema Fluviale Nera Velino, ambos em Itália.

A descida acompanhada à Reserva Natural da Caldeira do Faial, iniciativa premiada na sequência da regulação que foi criada e que contemplou a promoção pública de cursos de Guias da Caldeira, registou este ano, até à data, 47 grupos operados por sete empresas locais.

A Reserva Natural da Caldeira do Faial é a mais antiga área classificada do arquipélago dos Açores, completando 45 anos a 7 de março.  Nesta reserva natural estão localizados sete de nove habitats prioritários nos Açores, bem como dois terços das espécies endémicas de plantas vasculares.

A nota de imprensa do Governo Regional salienta que este importante património natural é ainda mais valorizado pela imensa cratera de um vulcão em que se insere, com dois quilómetros de diâmetro e uma profundidade média de 400 metros.

Para além de Reserva Natural, seguindo os critérios da IUCN – International Union for the Conservation of Nature, é também área integrante da Rede de Natura 2000, do sítio Ramsar e de um geossítio prioritário do Geoparque Açores, acrescenta a nota.

Fonte: GaCS/OG
Foto: GaCS/OG

 

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Braga: Antigo hospital de São Marcos vai dar lugar a hotel do grupo Vila Galé

vilagaleBraga2O  mais recente projeto do  grupo Vila Galé será implementado em Braga. A futura unidade hoteleira da Vila Galé resultará da reabilitação do complexo do antigo hospital de São Marcos, desocupado desde 2011, permitindo assim revitalizar este imóvel de interesse público.

Esta aposta em Braga é importante porque permite recuperar património histórico relevante e que estava sem aproveitamento e ao mesmo tempo dar-lhe um sentido económico viável. Por outro lado, pretendemos valorizar a oferta hoteleira de Braga, com um hotel que terá condições para receber diferentes segmentos, desde congressos e incentivos, a corporate e turismo de lazer, que é a área mais forte da Vila Galé – Jorge Rebelo de Almeida, presidente do conselho de administração do grupo

Trata-se de um hotel de quatro estrelas com 127 quartos duplos, salão de convenções com cerca de 300m2, quatro salas com áreas entre 35m2 e os 60m2, dois restaurantes, bar, adega, biblioteca e piscinas exteriores para adultos e para crianças. Terá ainda spa com piscina interior, ginásio e salas de massagens, jardim interior e estacionamento.

O edifício pertence à Santa Casa da Misericórdia de Braga, que recentemente assinou um contrato de concessão com o grupo Vila Galé para instalar o Vila Galé Braga.

Esta unidade hoteleira merecerá um investimento superior a seis milhões de euros e vai criar pelo menos 40 postos de trabalho. Prevê-se que os trabalhos comecem no próximo ano, estando a abertura prevista para 2018.

De capital integralmente português, e com uma rede de 27 hotéis em Portugal e no Brasil, o grupo Vila Galé está ainda a desenvolver outros três projetos:

- Vila Galé Porto Ribeira: um hotel de charme na Ribeira, no Porto, com 67 quartos e um investimento de sete milhões de euros, em fase de licenciamento;

- Vila Galé Touros: um resort na Praia de Touros, no Rio Grande do Norte, Brasil. Em fase de licenciamento, inclui cerca de 500 quartos, três restaurantes, spa Satsanga e centro de convenções, num investimento de 28 milhões de euros;

- Vila Galé Sintra: projeto de cinco estrelas que engloba uma unidade hoteleira e apartamentos turísticos, com uma forte componente de serviços médicos.

Fonte: Grupo Vila Galé
Foto: DR

Campeonato do Mundo de Trail Runing 2016 vai realizar-se em Portugal

carlosa1O VI Campeonato do Mundo de Trail Running vai realizar-se no dia 29 de Outubro de 2016 em Portugal. A prova desenrolar-se-á em trilhos do Parque Nacional Peneda-Gerês, num total de cerca de 85 Km’s, com um desnível positivo de 4500 metros.

Quanto mais ando pelo Mundo, mais gosto do Parque Nacional da Peneda Gerês. Este oferece todas as condições para termos um excelente Campeonato do Mundo. Para mim é um orgulho poder mostrar ao Mundo este espaço magnífico – Carlos Sá, Ultramaratonista Português e organizador da prova

Com um orçamento próximo dos 300 mil euros, o VI Mundial de Trail Running 2016 vai ser disputado no Parque Nacional Peneda-Gerês (PNPG), a 29 de outubro, numa organização do ultramaratonista Carlos Sá.  A cidade anfitriã será Braga, acolhendo e alojando as seleções que estarão presentes no campeonato. Porém, os Municípios envolventes do PNPG (Arcos de Valdevez, Braga, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro) apoiarão e criarão condições logísticas para a realização do evento.

A organização do VI Mundial de Trail Running quer fazer do evento o mais bem-sucedido e participado da história. Isto foi vincado, esta terça-feira, na conferência de imprensa, realizada nos Paços do Concelho da Câmara de Braga. Com efeito, se antes só era permitida a participação de oito elementos por seleção, quatro masculinos e quatro femininos, agora alargou-se para 18, nove de cada sexo, o que poderá significar uma participação recorde de atletas se cada selecção – são esperadas entre 40 a 50 – usar o limite máximo, explicou Carlos Sá. Nesse caso, o PNPG irá receber mais do dobro de participantes em relação ao último Campeonato do Mundo realizado este ano em França, que contou com cerca de 300 atletas.

A prova terá início na madrugada do dia 29 de outubro em cima das pontes do Rio Caldo. Passa no concelho de Montalegre, na aldeia de Fafião, ao quilómetro 30. Passará no centro da vila do Gerês onde os participantes terão toda a sua logística. Estarão cerca de 50 países representados. Vão atravessar toda a serra Amarela e entrarão no território de Ponte da Barca, passando pelas portas de Mezio e terminam em Arcos de Valdevez. São cerca de 85 quilómetros e 4.500 metros de desnível acumulado.

A par da prova principal, também os amadores terão oportunidade de fazer parte deste evento. Existirão 3 provas abertas ao público nas vertentes Open Race (de maior e menor grau de dificuldade) e Open Race Estafetas.

Este evento, além da componente desportiva e cultural, tem também uma forte ligação ao turismo uma vez que se pretende dinamizar a região com um evento que se realizará, pela primeira vez, em Portugal.

O BERG Outdoor Transpeneda-Gerês 2016 Trail World Championships é organizado pela Carlos Sá Nature Events e conta com o apoio da ITRA (International Trail Running Association), Associação Internacional de Ultramaratonistas (International Association of Ultrarunners – IAU), Federação Portuguesa de Atletismo e o patrocínio principal da BERG Outdoor.

Carlos Sá, responsável pela organização do evento, conta, no seu palmarés, com notáveis resultados, dos quais se destacam: o 1º lugar na Badwater Ultra Marathon 217km non stop (Califórnia – EUA) em 2013; o World Record Aconcágua 6962m (Argentina) em 2013; 4º lugar na Marathon des Sables – 250 km’s em autossuficiência (Marrocos) – 1º melhor não Africano em 2012; assim como várias vezes top 6 no Ultra-Trail du Mont Blanc – 160 km’s (França).

 

Fonte: Organização do VI Mundial de Trail Running
Foto: DR

Turismo solidário: Entrevista a Rita Marques, co-fundadora da ImpacTrip

impactrip1A ImpacTrip (agência de viagens de Turismo Solidário) proporciona experiências turísticas alternativas para REdescobrir Portugal e criar um impacto social e ambiental positivo. A Excelência Portugal quis conhecer este conceito turístico inovador e entrevistou Rita Marques, co-fundadora da ImpacTrip.

Já doámos milhares de refeições, gerámos muitas centenas de horas de voluntariado corporativo envolvendo milhares de colaboradores e apoiando ainda maior número de beneficiários – Rita Marques, co-fundadora da ImpacTrip

Quando tu e o Diogo se sentaram e decidiram fundar a ImpacTrip, qual era o objectivo? Ainda hoje é o mesmo ou tem evoluído?

A ideia surgiu enquanto viajava sozinha pela Ásia e percebi que havia mais pessoas como eu, que queriam conhecer profundamente os locais por onde passavam e deixar uma marca positiva fazendo voluntariado. Depois de pesquisar percebi que já existiam alguns programas deste género com bastante sucesso e que faziam realmente a diferença nessas comunidades, mas em Portugal não. Foi aí que pensei: “Em Portugal existem, obviamente, necessidades sociais e nós somos um país maravilhoso para se viajar.” A ideia estava formada. Durante este processo conheci o Diogo que, com experiência no sector do turismo, percebeu que era uma ideia com futuro. Foi através do Linkedin que entrámos em contacto e marcámos um almoço para discutir ideias sobre a possibilidade de trabalharmos aquele conceito. Apertámos a mão ali mesmo e hoje em dia esse aperto de mão traduziu-se numa grande amizade e muito crescimento profissional. Hoje o objectivo mantem-se, dar a conhecer o nosso país de uma maneira diferente, permitindo aos nossos turistas viajarem como locais e ainda darem um pouco de si a quem mais precisa.

A empresa tem evoluído muito ao longo do tempo e no ano passado criámos mesmo um novo departamento que se dedica exclusivamente à responsabilidade social das empresas. Em parceria com a nossa rede de parceiros sociais procuramos soluções que envolvam os trabalhadores na própria solução efetiva dos problemas e necessidades destas organizações que no dia-a-dia fazem um trabalho incrível. Neste novo departamento, a Impacteam, temos tido um sucesso enorme pois já trabalhámos com grandes empresas como é o caso da Lilly, Banco de Portugal, Partners, PHC, entre outras. Já doámos milhares de refeições, gerámos muitas centenas de horas de voluntariado corporativo envolvendo milhares de colaboradores e apoiando ainda maior número de beneficiários.

Queres explicar um pouco às pessoas aquilo que acreditas ser a missão da empresa que criaste?

Ao contrário do que muitos pensarão, para se fazer Turismo Solidário não é necessário ir para países de terceiro mundo ou terras perdidas no meio do mato. A Europa e as grandes cidades, por exemplo, também têm necessidades sociais e ambientais que precisam de ser colmatadas. E foi dessa visão que nasceu a IMPACTRIP, um conceito totalmente pioneiro e inovador em Portugal e que se revela como uma forma incrível e autêntica de conhecer este magnífico país.

O Turismo Solidário é uma forma de turismo alternativo que junta dois conceitos muito interessantes (e improváveis): Turismo e Voluntariado.

Este turismo diferente contribui para o combate às desigualdades sociais e permite ao viajante dedicar parte do tempo da sua viagem ao desenvolvimento da região visitada, de modo a ter uma maior envolvência com as comunidades locais absorvendo melhor a cultura e deixando a sua marca positiva.

Quem é que nunca acabou uma viagem com a sensação que podia ter visitado mais, que teria sido engraçado conhecer os locais mais a fundo, as ruas mais escondidas, os costumes mais enraizados? Quem é que nunca terminou uma viagem com a sensação de que podia ter feito algo diferente?

Estas viagens solidárias vêm responder a esse espaço vazio que fica quando viajamos. Poder passear, conhecer os locais pela voz de um local, fazer refeições em fornos comunitários, apanhar azeitonas, preservar o lobo ibérico que está em vias de extinção, são atividades que fazem parte de um turismo diferente, que nos transporta para tempos e histórias antigas e nos dá a conhecer a verdadeira essência de cada região. E no final, estas viagens têm um impacto muito positivo, em termos sociais, ambientais e até pessoais.

O voluntariado destes programas é sempre adaptado às competências dos voluntários para maximizar o contributo para a organização que os recebe. As tarefas são muito diversificadas dependendo das organizações e podem ir desde cozinhar refeições para sem-abrigo, ensinar crianças de bairros sociais a tocar guitarra, limpar o lixo marinho do fundo do mar, resgatar animais abandonados da rua ou mesmo construir uma casa para uma família carenciada. Estes são só alguns exemplos de muitos programas que podem ser organizados sob o conceito de turismo solidário.

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- Fala-nos um pouco daquilo que é possível fazer convosco.

Como somos todos diferentes e temos gostos distintos, procuramos sempre ter programas que se adaptem a todos os “gostos e feitios”.

Os programas de praia e natureza são sempre os mais procurados até porque fogem um bocadinho dos locais e itinerários ditos habituais.

Temos 4 programas principais – Natureza, Praia, Mergulho e Cidade – que depois se subdividem por vários locais em Portugal (incluindo ilhas) e durações (desde 1 dia até 2 semanas). Podem ver todos os destinos onde trabalhamos no nosso website.

Igualmente importantes são as 6 áreas de impacto com quem os viajantes-voluntários se podem envolver:

– Combate à fome a desperdício alimentar

– Educação infantil

– Ambiente

– Combate à pobreza

– Proteção animal

– Apoio a pessoas com deficiência

Em termos de destino, Valada do Ribatejo, por ser um destino completamente desconhecido até para os Portugueses e por ter uma Natureza ainda muito virgem, e a experiência da Arrábida, pela beleza Natural, são os mais procurados.

O número não está fechado, estamos sempre a lançar novos programas que tenham um impacto social significativo numa das 6 áreas de impacto.

Acreditas que o turismo solidário em Portugal tem muito para crescer?

Sem dúvida que sim! O Turismo está em constante mudança e evolução. Os turistas são muito exigentes e estão sempre à procura de inovação e de atividades que os desafiem e tornem a experiência “fora de casa” numa experiência única. Em Portugal, o turismo solidário está a ganhar o seu lugar e nós, enquanto ImpacTrip, ficamos muito satisfeitos no papel ativo que estamos a ter para essa evolução. Temos a certeza que neste momento somos a referência do Turismo Solidário em Portugal e o nosso objectivo é aumentar esse reconhecimento e levar a ImpacTrip ainda mais para fora de portas.

A grande maioria dos nossos clientes são estrangeiros, mas gostávamos muito de aumentar o número de Portugueses a experimentar este tipo de turismo.

- Que tipo de pessoas procuram fazer voluntariado no nosso país?

O nosso público varia consoante o programa, mas são maioritariamente jovens, pessoas que costumam fazer algum tipo de voluntariado, que são ativas e participam em grupos de desporto ou artes.

Os mercados-alvo internacionais são essencialmente os Países do norte da Europa, os Estados Unidos e Canadá e a Austrália.

Algum (ou alguns) episódio(s) que tenham chamado a tua atenção, algo que verdadeiramente marcou toda esta tua aventura?

Tantos… Desde casais formados nos nossos programas de voluntariado internacional de longa duração, até viajantes grávidas, pessoas que vêm curar depressões fazendo voluntariado (e resulta!), famílias inteiras que trazem as suas crianças ou filhos de emigrantes que se mudam para Portugal depois dos nossos programas. As nossas histórias davam para uma longa conversa

Deixo a história que escrevemos sobre uma família com uma criança de 6 anos que viajou connosco: http://www.e-konomista.pt/artigo/voluntariado-para-criancas/

Que desafios esperas encontrar pela frente? Ainda há um longo caminho a fazer em termos sociais e ambientais em Portugal?

Dado que o Turismo Solidário ainda continua a ser um conceito desconhecido no nosso País, o nosso objetivo é claramente dar a conhecer esta nova forma de viajar e convidar cada um e todos os Portugueses a Redescobrir o seu País.

O terceiro sector em Portugal está cheio de ideias e cada vez mais jovens dedicam o seu tempo e energia e renovar a forma como estas trabalham. Há um longo caminho para melhorar o sector mas mesmo sendo devagar estamos a seguir no caminho certo. E a ImpacTrip quer fazer parte e contribuir para esse caminho de progresso social e ambiental!

Fotos: DR

Portugal brilha nos World Travel Awards

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Portugal alcançou um feito inédito até à data, tendo arrecadado 22 distinções das 93 categorias em que estava nomeado. A competição, conhecida como Óscares do Turismo, premeia e celebra a excelência em várias áreas do Turismo, desde hotelaria a companhias aéreas, onde a seleção dos nomeados e vencedores é feita por milhares de profissionais do sector da hotelaria e turismo.

A cerimónia da edição europeia dos World Travel Awards de 2016 realizou-se este domingo, na ilha italiana da Sardenha.  Portugal demonstrou bem a vitalidade que o sector vive, ao arrecadar 22 prémios, mais oito relativamente a 2015, edição em que conquistou 14.

Lisboa foi eleita “Melhor Cidade Destino Cruzeiros” e “Melhor Porto de Cruzeiros”. O prémio distingue a capital portuguesa como melhor cidade europeia para destino de cruzeiro e melhor porto europeu de cruzeiros, pela sua qualidade de serviços e infraestruturas disponíveis aos turistas que visitam Lisboa e fazem escala na cidade.

A distinção de “Melhor Destino Insular” pertence à Madeira. O Algarve repetiu o título de  “Melhor Destino de Praia na Europa” e os Passadiços do Paiva ganharam o prémio “Melhor Projecto de Desenvolvimento Turístico”.

Na aviação, a TAP conquistou 3 prémios: “Melhor Companhia Aérea a Voar para África”, “Melhor Companhia Aérea a Voar para a América do Sul” e e a sua revista de bordo, a UP Magazine, foi distinguida como “Melhor Revista a Bordo”.

O Turismo de Portugal repetiu o prémio de “Melhor Gabinete de Turismo”

Lista completa de prémios:

Prémios Europeus

Melhor Companhia Aérea a Voar para África – TAP
Melhor  Companhia Aérea a Voar para a América do Sul — TAP
Melhor Resort All-Inclusive — Pestana Porto Santo All Inclusive & Spa Beach Resort
Melhor Destino de Praia na Europa — Algarve
Melhor Beach Resort — Hotel Quinta do Lago
Melhor Boutique Hotel — Vila Joya
Melhor Boutique Resort — Choupana Hills Resort & Spa
Melhor Hotel de Negócios — Myriad by SANA Hotels
Melhor Destino de Cruzeiro — Lisboa
Melhor Porto de Cruzeiros — Porto de Lisboa
Melhor Design Hotel — Altis Belém Hotel & Spa
Melhor Resort de Família — Pine Cliffs Resort
Melhor Villas de hotel — Private Villas no Vila Vita Parc, Herdade dos Grous, Algarve
Melhor Destino Insular — Madeira
Melhor Hotel e Spa de Ilhas — The Vine Hotel, Madeira
MelhorHotel Monumento — Bairro Alto Hotel
Melhor Resort & Spa de Luxo — Conrad Algarve
Melhor MICE Hotel (Meetings, Incentives, Conferencing, Exhibitions) — EPIC SANA Hotel Algarve
Melhor Revista a Bordo — Up Magazine
Melhor Empresa de Cruzeiros Fluviais na Europa — Douro Azul
Melhor Projecto de Desenvolvimento Turístico — Passadiços do Paiva
Melhor Gabinete de Turismo — Turismo de Portugal
Melhor Resort Mais Romântico — Monte Santo Resort

Prémios Nacionais

Melhor Hotel Boutique — Hotel Terra Nostra Garden
Melhor Hotel de Negócios — EPIC SANA Lisboa
Melhor Hotel para Conferências — Sheraton Porto Hotel & Spa
Melhor Hotel de Design — Altis Belém Hotel & Spa
Melhor Hotel para Famílias — Resort Hotel Quinta do Lago
Melhor Hotel Verde — Hotel Quinta do Lorde Resort, Hotel & Marina
Melhor Hotel — Belmond Reid’s Palace
Melhor Hotel com Residências — Troia Design Hotel, a Blue and Green Hotel
Melhor Suite — Roof Garden Suite, Conrad Algarve
Melhor Resort — Hilton Vilamoura As Cascatas Golf Resort & Spa
Melhores Apartamentos — Altis Suites
Melhor Spa Resort — Convento do Espinheiro, a Luxury Collection Hotel & Spa, Évora
Melhor Villa Resort — Dunas Douradas Beach Club

Fontes: Associação Turismo de Lisboa (ATL); World Travel Aeards (WTA)
Foto: Inês Tavares da Rosa (Armação de Pêra, Algarve)

Mundial Júnior de Surf disputa-se nas ondas desafiantes dos Açores

acores_ISA2Arquipélago vai ser palco das maiores provas de surf mundial. De 17 a 25 de setembro, cerca de 40 seleções de todo o mundo e mais de meio milhar de atletas, vão disputar o Troféu de Seleção Campeã do Mundo e Medalhas de Ouro individuais.

Termos sido escolhidos pelo ISA é uma conquista importantíssima para nos posicionarmos ao nível dos melhores destinos de surf do mundo – João Aranha, Presidente da Federação Portuguesa de Surf

Os Açores afirmam-se cada vez mais como um paraíso para a prática do surf. É para lá que segue uma das maiores provas mundiais do surf.  Após oito anos de ausência de um campeonato desta envergadura na Europa, e pela primeira vez desde que o surf foi integrado como modalidade olímpica, o Mundial Júnior de Surf, VISSLA ISA World Junior Surfing Championship, vai decorrer nas ondas da Praia de Monte Verde, em S. Miguel, Açores.

A candidatura vencedora de Portugal para co-organizar o VISSLA ISA World Junior Surfing Championship vem reforçar a importância crescente dos desportos de mar em Portugal.

acores_ISA2aPara João Aranha, esta é uma prova ambiciosa do ponto de vista de organização, mas está convicto que ficaremos orgulhosos do resultado final. O presidente da Federação Portuguesa de Surf acrescenta “Temos uma vasta equipa diretamente afeta ao evento para garantir que este mundial seja irrepreensível. As repercussões da realização deste mundial de juniores a nível económico, desportivo e cultural serão excelentes para os Açores e para a Portugal. Já mostramos que Portugal sabe surfar, tem ótimos spots de surf e sabe como receber com todas as condições os melhores surfistas do mundo”.

Em termos desportivos, depois de ter visto a Seleção Nacional Open sagrar-se vice-campeã do mundo, na Costa Rica, o selecionador nacional, David Raimundo, adianta que “há expetativas de um excelente desempenho para os nossos atletas mais novos”. A competir com seleções “fortíssimas” como a americana (vencedora da edição 2015), francesa e espanhola, o grupo português é o que apresenta a média de idades mais baixa,  o que não preocupa o treinador: “o ano passado conseguimos um 6º lugar em Oceanside e temos bons atletas, por isso vamos com a mesma vontade de dar o nosso melhor”.

Fonte: FPS
Fotos: ISA

 

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El País considera Graciosa e São Jorge como “ilhas secretas” dos Açores

sao_jorge_psO jornal espanhol El País, no seu guia “El Viajero“, refere que  as duas ilhas açorianas do grupo central são pouco conhecidas dos turistas.  Um cenário que tende a mudar com a melhoria das ligações aéreas.

O artigo refere que os principais beneficiados com a previsível melhoria do transporte aéreo serão os amantes do turismo de aventura e de natureza.

A pequena  ilha Graciosa (cerca de 12 quilômetros de extensão) é destacada pelos moinhos de vento reconvertidos em alojamento rural, a importância do porto, sobretudo na exportação do congro seco e, mais recentemente, de algas. O chef Ángel León (duas estrelas Michelin) é um dos muitos que se abastece aqui.

Apesar de ser a maior dos Açores, São Jorge é a ilha mais selvagem e desabitada, com apenas 10.000 habitantes. Os encantos desta ilha passam pelas casas de pedra e pelas reservas naturais, cujas trilhos atraem de todos os cantos do mundo.

Fonte: El Viajero
Foto: Miradouro da Fajã de Fernando Afonso . Ilha de São Jorge (Créditos: Pedro Silva)

 

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