Porto Santo Nature Trail® quer mostrar a ilha para além da praia

porto_santo_trailO Porto Santo é associado, quase sempre, à sua longa praia de areia, estendida ao longo de nove quilómetros desde a Vila Baleira até à Ponta da Calheta. No entanto, a ilha tem muito mais para oferecer. Se gosta de correr, o Porto Santo Nature Trail® é um desafio único para conhecer a ilha de ponta a ponta.

A Associação de Atletismo da Região Autónoma da Madeira (AARAM) volta a organizar o Porto Santo Nature Trail®, renovando o formato deste evento que se realiza anualmente na ilha dourada.

O Porto Santo Nature Trail® terá três provas que cobrirão a ilha de lés a lés:

• Porto Santo Nature Trail® (PSNT) – 42 km e 1900 metros de desnível positivo (formato circular);

• Trail do Porto Santo (TPS) – 21 km e 1050 metros de desnível positivo (formato linear);

• Mini Trail do Porto Santo (MTPS) – 8 km e 240 metros de desnível positivo (formato linear);

Haverá ainda uma prova-extra dedicada aos mais jovens, o Kids Trail do Porto Santo (KTPS) – entre 1 km e 3 km (formato circular).

Em declarações à Excelência Portugal, Nuno Gonçalves, responsável da AARAM pelo trail running, salientou o carácter único desta prova na ilha, permitindo aliar o desporto à descoberta da ilha dourada. Esta actividade potencia também o turismo de natureza e do desporto, uma das apostas do arquipélago, acrescentou.

O Arquipélago da Madeira foi distinguido, pelo segundo ano consecutivo, com o prémio de ‘melhor destino insular’ do mundo do World Travel Awards.

O trail running consiste na corrida em trilhos normalmente só acessíveis a pé, compostos por terrenos irregulares, zonas montanhosas ou de difícil acesso. Esta modalidade atrai cada vez mais adeptos em todo o mundo e a Madeira já é palco de vários eventos de nível mundial.

Este evento, que se realiza no dia 4 de março, constitui a 5.ª prova do Circuito Trail Madeira, época 2016-17. Segundo a organização, já estão inscritos mais de uma centena de atletas.

Foto: DR

 

Porto eleito como Melhor Destino Europeu 2017

porto42aA cidade do Porto volta a superar a concorrência de outros 19 destinos e conquista esta importante distinção pelo terceiro ano e com um recorde de 138 mil votos contabilizados.

O Porto continua a ser a única cidade portuguesa a conquistar o primeiro lugar no “European Best Destinations“, e a primeira a conquistá-lo por mais do que uma vez (2012, 2014, 2017).

Em segundo e terceiro lugar ficaram, respectivamente, as cidades de Milão (Itália) e Gdansk (Polónia).

Para a autarquia, a conquista deste deste galardão é “uma vitória de todos aqueles que demonstraram o máximo empenho e envolvimento no projecto, que uniu a cidade e reforçou o posicionamento do País na questão da atractividade turística do destino”.

Fonte: Informação da CMP via Porto.pt
Foto: DR

Turismo na região de Lisboa gerou 8,4 mil milhões de euros em 2015

lx_2015_estudoLisboa dá-se bem com o Turismo e o Turismo dá-se bem com Lisboa. Em 2015, o sector gerou perto de 8,5 mil milhões de euros e criou 150 mil postos de trabalho.  

Mais de 90% da população que reside e trabalha em Lisboa encara de forma positiva ou muito positiva os turistas e a contribuição do Turismo para a capital portuguesa,  revelam os dados dos estudos da Intercampus e da Deloitte, realizados para a Associação Turismo de Lisboa (ATL).

Fruto do turismo, Lisboa tem hoje mais vida para 91% dos residentes e para 80% dos que aqui trabalham. “O Turismo tem-me ajudado a sentir mais orgulhoso em relação a Lisboa” é a opinião de 73% da população que vive na capital portuguesa, indica o estudo realizado pela Intercampus.

A maioria dos residentes e das pessoas que trabalham na Cidade considera positivo o impacto dos turistas na reabilitação das zonas históricas e tradicionais da capital portuguesa,  na preservação do património e a preservação e reabilitação dos espaços e na preservação e reabilitação dos prédios e edifícios de habitação.

O impacto revela-se também positivo no que se refere às áreas económicas, nomeadamente, hotéis e restaurantes, bares, cafés e esplanadas,  comércio tradicional, lojas e centros comerciais e actividades culturais e artísticas.

O desenvolvimento da economia,  o aumento do comércio e a criação de oportunidades de emprego, são apontados como as principais vantagens do Turismo.

O Turismo na Região de Lisboa gerou 8,4 mil milhões de euros em 2015, o que equivale um aumento médio anual de 8% nos 10 anos precedentes, indica um outro estudo realizado para a ATL pela Deloitte.

Entre 2005 e 2015, o sector cresceu 9,5% na Cidade de Lisboa, enquanto na restante Região atingiu 4,7%. Reflexo desta evolução, o Turismo criou aproximadamente 150 mil postos de trabalho em 2015 (137.069, em 2005).

Este “boom” do sector teve reflexo na oferta turística, que regista mais sete mil quartos de hotel e outros seis mil em alojamento local na Cidade. Na década em análise, o total de hóspedes passou de 3,5 milhões para 7,3 milhões.

Ainda quando comparado com 2005, em 2015, realizaram-se dez vezes mais Congressos e Reuniões por ano em Lisboa,  mais 55 cruzeiros por ano fizeram escala em Lisboa, foram criados quatro campos de golfe e inaugurado um casino.

“A expressividade dos resultados agora divulgados assenta numa estratégia concertada entre entidades públicas e privadas que, ao longo dos últimos anos, tem reforçado a atractividade de Lisboa enquanto destino turístico de excelência, reflectindo-se no aumento progressivo do número de hóspedes”, refere a nota da ATL.

Fonte: ATL
Foto: DR

 

Açores: Secretária Regional do Turismo em entrevista

2016 terá sido o melhor ano de sempre em todas as ilhas e nos vários indicadores do turismo, nomeadamente com uma evolução acima de 20% no crescimento das dormidas na hotelaria tradicional e com a perspetiva dos proveitos ultrapassarem os 70 milhões de euros, um crescimento na ordem dos 30%.

Para a nova titular da pasta do turismo, mais importante do que bater recordes em termos estatísticos, é a qualidade oferecida e um crescimento que respeite a oferta ambiental da região para a manutenção dos atuais bons resultados.

Marta Guerreiro, Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, em entrevista à Excelência Portugal e ao Tribuna das Ilhas, falou sobre o crescimento do destino Açores e o seu caráter único, o transporte aéreo, a oferta e os desafios.

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Os Açores estão definitivamente na moda, os prémios internacionais sucedem-se e os números das dormidas crescem a taxas superiores a 20%. Qual foi a estratégia responsável por este sucesso do destino Açores?

Não se poderá falar numa única estratégia. Trata-se do fruto de um conjunto de fatores, entre os quais, temos o empenho do Governo Regional dos Açores na consolidação do trabalho de aumento de notoriedade do destino e de promoção e captação de fluxos turísticos dos últimos anos, mas também todo o investimento da iniciativa privada. Não somos, nem pretendemos ser, um destino de massas, mas temos ainda ampla margem para crescimento através dos mercados potenciais. Até porque, cada vez mais, se verifica um aumento generalizado da procura turística por destinos seguros, com beleza mística, capazes de proporcionar tranquilidade e experiências únicas, com grande preocupação pelas questões de sustentabilidade económica, cultural, social, mas sobretudo ambiental. Estas são também algumas das razões que levaram ao crescimento turístico de um destino como os Açores, que enquadra amplamente este fenómeno da procura turística mundial.

Importa destacar que 2017 foi declarado pelas Nações Unidas como o Ano Mundial do Turismo Sustentável para o desenvolvimento e é esta a assinatura de qualidade que queremos na região: certificar pela natureza e posicionar o Turismo nos Açores como um destino aliado ao ambiente. Foi este o caminho que levou ao sucesso do Destino e aquele que queremos continuar a desenvolver como uma estratégia consolidada. Neste sentido, manteremos a prioridade na proteção e preservação do património natural e cultural dos Açores, criando condições para que a qualidade de vida das nossas comunidades e a natureza pura e intacta perdurem. É sem dúvida um destino “verde” e despoluído que queremos que continue a ser reconhecido a nível internacional e por todos quantos nos visitam.

Qual o impacto da chegada das low cost a São Miguel neste cenário? Depois da Terceira, está prevista a abertura de novas rotas?

A liberalização do transporte aéreo doméstico para os Açores, que ocorreu no final do primeiro trimestre de 2015, a par do aumento de oferta, mas também de procura, na América do Norte, e a melhoria das acessibilidades inter-ilhas, estão a contribuir efetivamente este crescimento. Assim, o crescimento sustentado que hoje vivemos é muito positivo e deve, sobretudo, servir de motivação e de alento para o muito trabalho que todos necessitamos de efetuar nesta área. E aqui, gostaríamos de fazer notar que o crescimento do setor do turismo beneficia claramente do novo modelo de acessibilidades áreas à Região, mas é preciso ter a noção de que este não foi um trabalho que se iniciou apenas com a entrada das lowcost ou apenas com o momento de liberalização das rotas entre o Continente português e as ilhas de São Miguel e Terceira. O crescimento do número de turistas dos EUA e Canadá que nos visitam – rotas nas quais não operam companhias de baixo custo – dá bem nota deste ponto, com crescimentos de 57% e 14%, respetivamente, até setembro último, face ao período homólogo. Para além das intenções de novas rotas, é importante reforçar os mercados prioritários em termos de captação de novos voos e de promoção, nomeadamente, os EUA, França, Reino Unido, Canadá, Itália e Alemanha; tendo em conta que os fluxos turísticos não se criam apenas com novos voos diretos para a Região, mas também através do tráfego de ligação, com preço e tempo de duração de viagens convenientes.

Assim, temos como objetivo garantir a sustentabilidade e fiabilidade das acessibilidades aéreas, mas também fomentar novas ligações para mercados emissores que se demonstrem adequados e enquadrados nos segmentos definidos no PEMTA – Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores. A SATA continuará a ter um papel preponderante nesta estratégia de captação de novos fluxos, mas trabalharemos com todas as companhias aéreas ou operadores turísticos que se nos afigurem com capacidade para a supracitada sustentabilidade e fiabilidade de novas rotas.

Que instrumentos foram criados para que as restantes ilhas usufruam do maior fluxo de turistas que chegam a São Miguel?

A verdade é que o Governo dos Açores tem consciência da importância da eficiência nas acessibilidades, garantindo assim a fiabilidade e sustentabilidade das mesmas, externa e internamente, enquanto elemento fundamental para o crescimento do setor turístico num destino insular como os Açores.

A monitorização permanente da prestação de serviço público de transportes aéreos, entre a região e o exterior e entre as nove ilhas, tem sindo uma prioridade no sentido de que todos os açorianos possam usufruir do maior fluxo de turistas que chegam a São Miguel.

Em termos gerais, regista-se uma evolução positiva no Turismo dos Açores, transversal a todas as ilhas, o que significa que os turistas estão a chegar às nove ilhas do arquipélago, quer seja através do aumento do fluxo dos voos externos, quer seja por via dos reencaminhamentos inter-ilhas.

Neste sentido, temos também vindo a reforçar a conciliação da utilização dos transportes aéreos e marítimos, em pacote, de forma a facilitar a movimentação dos turistas na região. Rentabilizar as infraestruturas portuárias e as atividades turísticas conexas e complementares, relacionadas com o turismo náutico e de cruzeiros, a partir de agora, serão também uma prioridade.

O acréscimo de turistas constitui uma oportunidade para a requalificação da oferta hoteleira, bem como da hotelaria e restauração. Como reagiram estes sectores? Foram criados incentivos e instrumentos para este fim?

Um dos quatro vetores estratégicos do Programa de Governo para o setor do turismo é exatamente o da qualificação do Destino Turístico Açores, o que mostra as preocupações do executivo na qualificação e inovação em permanência nos produtos e nos serviços, de modo a garantir a consolidação de uma oferta diferenciada e exclusiva para o turista, em todas as componentes que devem compor aquilo que é o Destino Açores.

Neste sentido, a formação dos recursos humanos representa um dos desafios mais exigentes para reforçar a notoriedade do destino. Estão previstas várias medidas que visam garantir a qualificação, o intercâmbio e a reconversão de recursos humanos, assim como a qualificação e inovação dos produtos e serviços. Exemplos disso são o incentivo a programas de formação e qualificação, tanto do setor público como privado; o apoio da conversão profissional e da atualização de competências adequadas ao mercado de trabalho, em particular no atendimento ao cliente e no marketing digital e, ainda, o incentivo à criação de programas e intercâmbios profissionais (cross-exposure) e de estágios com entidades públicas e privadas noutros destinos que partilhem o mesmo tipo de características e de mercados.

Os estabelecimentos de formação na Região vão assumir, no nosso plano, um papel preponderante na preparação e reconversão de recursos humanos, com a necessária qualidade, imbuídos de arte de bem receber de forma genuína, mas identitária, que consideramos fundamental que seja reconhecida pelo nosso turista. É necessariamente um processo gradual, mas estamos convictos que as medidas preconizadas vão habilitar e facilitar uma maior capacitação na preparação de novos profissionais.

A menor acessibilidade permitiu manter os Açores num estado mais puro e imune à explosão imobiliária? Como é que este valioso ativo vai ser preservado? A inclusão do ambiente e do turismo na mesma secretaria regional é um claro reflexo da aposta do Governo Regional em afirmar os Açores como destino “certificado pela natureza”?

Sim, a criação desta Secretaria tem como principal foco uma gestão integrada destas áreas, que cremos fundamentais para o desenvolvimento dos Açores.

Efetivamente a nossa aposta tem passado, e continua a passar, por aumentar a notoriedade internacional dos Açores como um destino de Natureza de Excelência, procurando reforçar, perante os mercados externos, o nosso posicionamento em prol desta imagem e pondo em destaque as nossas caraterísticas de sustentabilidade, ambientais e paisagísticas. Esta ideia não é recente e tem vindo a ser posta em prática sucessivamente pelos últimos Governos Regionais, que sempre defenderam políticas ambientais e turísticas conciliatórias de boas práticas ambientais, salvaguardadas legalmente de forma a preservar a nossa identidade paisagística, enquanto elemento diferenciador e principal mais-valia de competição com os destinos concorrentes.

Assim, a nossa prioridade é proteger e preservar o património natural e cultural dos Açores, criando condições para que a qualidade de vida das nossas comunidades não seja comprometida no presente e no futuro. É nesta linha de pensamento que pretendemos também cuidar dos nossos visitantes, antecipando e proporcionando tudo o que necessitam, para que a experiência dos Açores seja memorável e desperte a vontade de voltar. Isso tem sido trabalhado no sentido de nos apresentarmos como um destino natural, de rara beleza, sem influências externas em si, sem vocação para massas e sendo dirigido a nichos muito específicos de visitantes que queiram ter experiências irrepetíveis.

foto-2Além do turismo de Natureza, eleito produto matriz, que outras ofertas são consideradas prioritárias?

Pretendemos atingir a verdadeira sustentabilidade através do Turismo, proporcionando aos nossos visitantes uma experiência de convidados especiais em ambiente natural, para que lhes deixe saudades e a vontade de voltar.

Sabendo da importância e do posicionamento como Destino de Natureza, não podemos esquecer todas as outras potencialidades que cada uma das nove ilhas, distintas entre si, têm para oferecer.

Assim, pretendemos promover a criação de tours ou circuitos organizados para a descoberta e exploração dos atrativos, não só paisagísticos, como também culturais e gastronómicos, ao que se acrescenta a promoção da agenda cultural e sua disponibilização aos Agentes e Alojamentos Turísticos. Ainda neste âmbito, a intenção é de georreferenciar todos os atrativos naturais e culturais e disponibilizar essa informação online, assim como de infraestruturas de apoio (oficinas, centros, assistência, áreas de serviço, áreas de descanso, etc.).

Um dos produtos que também merece algum destaque é a aposta na sofisticação dos serviços e infraestruturas relacionadas com a saúde e bem-estar, em especial na área do termalismo.

Atualmente quais são os principais mercados emissores e qual a importância dos continentais e da diáspora açoriana?

Há ainda que manter o reforço da promoção do Destino Açores, através do incentivo a novas ligações para mercados emissores que se demonstrem adequados e enquadrados nos segmentos de mercado já sinalizados, nomeadamente com a expansão de notoriedade e a capatão de fluxos turísticos na América do Norte, enquanto mercado estratégico identificado no PEMTA – Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores.

Quanto aos mercados emissores com maior relevo, e segundo os dados entre janeiro e setembro de 2016 na Região, o continental representa cerca de metade das dormidas, registando-se 252 132 hóspedes, num total de 509 112. Segue-se a Alemanha (12%), os EUA (6%) e Espanha (5%).

De um modo geral e segundo os dados do Serviço Regional de Estatística relativos às dormidas de janeiro a outubro, no alojamento tradicional e TER – Turismo no Espaço Rural verificou-se um crescimento de todos os mercados prioritários, com exceção da Suécia. Aqueles que apresentaram melhores resultados em 2016 e face ao ano anterior foram os EUA e a Espanha, com crescimentos da ordem dos 58,1% e 50%, respetivamente, seguidos da Holanda (22,7%), Bélgica (19,5%), Canadá (18,9%), França (17,4%), Alemanha (17,1%) e Reino Unido (14,8%).

Sabemos a importância que a Diáspora Açoriana tem na Região, fazendo dos emigrantes embaixadores dos Açores nas suas áreas de residência. Isto permite potenciar sinergias e detetar áreas de interesse entre as comunidades, reforçando a ligação entre os Açores e a Diáspora. Neste contexto, a aposta no mercado dos EUA e Canadá, não restringida às nossas comunidades emigrantes, mas sim direcionada para o grande potencial geral existente, tem sido uma aposta importante e que pretendemos reforçar.

A natureza paradisíaca do arquipélago torna-o num palco de excelência para a prática de várias modalidades desportivas, como surf, bodyboard, BTT, canyoning, trail running, entre outros. Neste âmbito, os Açores têm sido palco de inúmeros eventos desportivos de nível mundial, qual tem sido a estratégia para a sua captação e que reflexo têm tido no turismo?

Temos vindo a reforçar um trabalho já iniciado no desenvolvimento dos produtos primários para cada uma das ilhas do arquipélago açoriano. Neste sentido, uma das medidas implementada foi a georreferenciação dos recursos naturais e spots para a prática de várias modalidades como mergulho, surf e pesca desportiva e angariar e apostar em eventos de renome internacional no âmbito destas áreas, bem como do bodyboard, BTT, canyoning, trail running, parapente, etc.

Estas medidas têm permitido aumentar o grau de satisfação com a qualidade ambiental no destino e reforçar a notoriedade dos Açores no mundo, ao estimular a vontade de visita por parte de mercados de alto valor.

Para além de fortalecerem a nossa imagem como Turismo de Natureza, estas iniciativas também são aproveitadas nos nossos planos de comunicação, potenciando o nosso património natural e a especial apetência do nosso destino para um turismo ativo e de aventura. Em termos promocionais, os Açores saem imensamente beneficiados como o palco escolhido para este tipo de eventos, o que permite evidenciar as nossas particularidades paisagísticas, aumentando a nossa atratividade para este tipo de segmentos de mercado.

O Turismo dos Açores capitaliza a sua exposição associando a sua promoção ao apoio de eventos internacionais relevantes que distingam os atributos de natureza, garantindo não só as externalidades positivas do impacto direto da participação de um elevado número de participantes, como também obtendo junto daqueles nichos de mercado grande notoriedade.

Quais são os maiores desafios atuais e futuros do setor?

O Turismo dos Açores vive atualmente um dos melhores momentos da sua história, assumindo uma identidade turística muito mais fortalecida e atingindo níveis de crescimento muito superiores aos registados no passado.

No entanto, agora mais do que nunca, há necessidade de acautelar e assegurar a manutenção dos níveis de sustentabilidade ambiental e paisagística que elevam a nossa atratividade e valorizam a nossa imagem como Destino Turístico de Natureza. É também por isso que a estratégia, a partir daqui, assentará desde logo no PEMTA – Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores, uma ferramenta de trabalho que entrou em vigor em 2016 e que será fundamental para a abordagem que será feita ao setor, nos próximos anos, ao nível do marketing e comunicação. Os seus principais objetivos são alavancar a notoriedade dos Açores junto dos consumidores finais; posicionar a Região como um destino exclusivo de natureza exuberante; promover a cooperação permanente entre os intervenientes públicos e privados na sua execução; melhorar a competitividade do destino e aumentar os fluxos turísticos, tendo de forma subjacente a salvaguarda da sustentabilidade económica, ambiental e sociocultural do território.

Em termos globais, o Governo Regional propõe, para os próximos quatro anos, dar prioridade: à qualificação do destino, no que diz respeito à inovação de produtos e serviços e à consolidação de uma oferta diversificada; à promoção da sustentabilidade interna da atividade turística em todas as suas vertentes e da sustentabilidade de fluxos turísticos que resultem na criação efetiva de emprego e de riqueza; ao aumento da eficácia da promoção e ao aumento da eficiência nas acessibilidades.

Fotografias: SREAT


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Destino Porto e Norte “seduz” operadores turísticos da Galiza

TPNPDurante o mês de fevereiro, vários operadores turísticos galegos estarão de visita à região do Porto e Norte do país, numa iniciativa promovida pela Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, para reafirmar a imagem do território como destino turístico de excelência, associado ao Turismo de Natureza e à Gastronomia e Vinhos.

Paços de Ferreira, Felgueiras, Celorico de Bastos, Amarante, Baião e Resende são os municípios a estrear a primeira fam trip que arranca já no dia 5 de fevereiro. Segue-se Lousada, Penafiel, Marco de Canaveses, Castelo de Paiva e Cinfães numa incursão que se prolonga de 19 a 21 de fevereiro.

Yu Travel, Viajes Halcón Lugo e Galicia, Five Sensations, Siente Galicia, Vento Celta, Galicia Holiday, Vio Viajes são os operadores que juntamente com o Clúster Turismo de Galicia foram os convidados a degustar as iguarias e conhecer alguns locais emblemáticos, com especial destaque para a beleza natural das regiões.

O programa foi desenhado para ir ao encontro dos produtos turísticos mais procurados por quem visita o Porto e Norte do país, onde, o turismo de natureza e a gastronomia e vinhos são cada vez mais relevantes para a economia e imagem do território.

Para Melchior Moreira, presidente da TPNP, esta iniciativa revela a determinação da entidade para o “estreitamento das relações e das dinâmicas entre Portugal-Galiza”, consolidando a “marca e a percepção do território junto de um mercado proveitoso para os objectivos da TPNP”. “A partilha de sinergias transfronteiriças é, sem dúvida, uma excelente oportunidade para atrair mais turistas, aumentar a estadia média e gerar um maior retorno das apostas nos produtos Turismo de Natureza e Gastronomia e Vinhos”, acrescenta.

Esta iniciativa insere-se no Memorandum de Entendimento assinado entre a TPNP, o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galicia-Norte de Portugal (GNP-AECT) e a Agência de Turismo da Galiza da Xunta da Galiza.

Fonte: TPNP
Foto: DR

Açores já tem o primeiro trilho com sinalética para “trail running”

entremontesO primeiro trilho existente nos Açores com sinalética específica para a prática do ‘trail running’, um percurso no Monte da Guia, no Faial, foi inaugurado hoje pela Direção Regional do Turismo, através do projecto Azores Trail Run.

É quase como ter uma pista permanente – Mário Leal, responsável  do Azores Trail Run, em declarações à LUSA

A iniciativa, numa parceria com o Clube Independente de Atletismo Ilha Azul e com o Parque Natural do Faial, incluiu um treino que contou com a participação de Tiago Aires, múltiplo Campeão Nacional de Orientação e Campeão Nacional de Trail em título. A inauguração do trilho decorreu no seguimento de um workshop sobre a prática de “trail running” ministrado pelo atleta, na semana passada, na ilha do Faial.entremontes_sinaleticaO Monte da Guia é um antigo vulcão com origem no mar que se juntou à ilha do Faial e está classificado como Zona de Protecção Especial pela fauna endémica que aqui existe.

Este percurso insere-se no projecto do Centro de ‘Trail Running’ da Ilha do Faial, tendo em vista a valorização dos recursos endógenos naturais, paisagísticos e patrimoniais, e enquadra-se na estratégia para um segmento fundamental para o turismo na região, através da disponibilização de estruturas que permitirão o treino desta modalidade, com milhões de praticantes em todo o mundo.

Um dos pilares fundamentais da estratégia de desenvolvimento do segmento de turismo de natureza implementada nos Açores é a política de planeamento e gestão dos trilhos pedestres, locais onde, preferencialmente, se desenvolve o “trail running”.  Esta actividade, cujas principais motivações associadas à sua prática são o contacto com a natureza, o bem-estar físico e a descoberta, vai de encontro aos mercados de turismo de saúde e bem-estar e, sobretudo, de turismo de natureza, com enorme potencial de crescimento e estratégicos para o arquipélago.

Fonte: DRT
Fotos: Tiago Aires e Azores Trail Run

 

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Trail running: Miranda do Corvo recebeu a 7ª edição do épico “Trilhos dos Abutres”

andre_rodrigues1.168 atletas nacionais e estrangeiros participaram, este fim de semana, na sétima edição do  “Trilhos dos Abutres”, que se realiza no concelho de Miranda do Corvo, distrito de Coimbra.

As provas do “Trilhos dos Abutres” percorrem a zona histórica da vila de Miranda do Corvo e locais de grande beleza natural (ribeiras e cascatas) da Serra da Lousã, passando pelo Parque Biológico e pelas Aldeias do Xisto.

Esta edição foi composta por uma prova de longa distância – Ultra Trilhos 50km; uma prova de curta distância – Trilhos 30km; uma prova de Downtrail – 15km; uma caminhada (12km); uma prova para jovens dos 6/16 anos – Trilhos Júnior José Godinho.

O evento contou com atletas de topo a nível nacional e internacional e registou inscrições de participantes provenientes de Espanha, Brasil, Inglaterra, Sérvia, Bélgica, EUA, Irlanda, Holanda e Angola.  As três provas competitivas contaram com a participação de 1.168 atltetas. A “armada” espanhola contou com 62 atletas.

Os “Abutres” caracterizados pela sua dureza e pelos trilhos técnicos pertence ao Circuito Nacional de Ultra Trail Running da ATRP e é membro da International Trail Running Association, sendo  pontuável para o Ultra-Trail do Mont-Blanc.

O eventou contou também com uma Feira Abutrica, com exposição de material desportivo, stand dos parceiros oficiais, mostra de produtos locais, turismo, entre outros; uma Tertúlia com temas relacionados com a modalidade e um Concurso de Fotografia sobre o evento.

primeirosOs 50 quilómetros,  distância “rainha”, foi ganha por André Rodrigues (Dr. Merino/4Moove). O campeão nacional de ultra trail, na sua quinta participação na prova, completou os 50 quilómetros,  com um desnível acumulado de cerca de 2500 metros, em 05h:02m:42s.  O pódio masculino ficaria completo com Tiago Aires e Ricardo Silva, ambos atletas da EDV Viana Trail.

No sector feminino, Mercedes Pila, que integrava a “embaixada” espanhola de 62 atletas, bateu as portuguesas Lucinda Sousa e Fernanda Verde.

Os 30 quilómetros, com um desnível acumulado de aproximadamente 2.500 metros, tiveram como vencedores Tiago Romão (UF Com. e Ind. Atl.) e Sandra Marques (Profisio Team).

Já no Domingo, seria disputada a novidade desta edição, o Downtrail. Os 15 quilómetros desta prova tiveram como vencedores Jorge Pimenta (Dci/Ccdrpedrulha Mealhada) e Tuxa Negri  (Gin Quinta Do Valbom – Aaalcochete).

Em equipas, a EDV Viana Trail, recentemente reforçada com os atletas Tiago Aires e Hélio Fumo, ficou em primeiro lugar nos 50 Km. A Satecnosol Outdoor/Raidlight arrecadou a primeira posição nos 30Km.

O trail running é incontestavelmente uma alavanca para o turismo da natureza e do desporto, a que não será alheio o apoio de várias entidades, entre as quais, o Município de Miranda do Corvo e o Turismo do Centro. O protocolo recentemente celebrado entre a Associação Abutrica e a Coimbra Business School ISCAC vai permitir cohecer o impacto económico do evento.

romeug_abutresTudo começou com um grupo de amigos

O projecto nasceu de forma simples: um grupo de jovens de Miranda do Corvo decide, em 2003, juntar-se todas as segundas-feiras para jogar futsal no Pavilhão local, tradição que ainda se mantém. Nesse ano participam num torneio organizado pela Câmara Municipal de Miranda do Corvo e inscrevem-se como Abutres Futsal Club.

A camaradagem torna-se contagiante e juntam-se ao clube os amantes de downhill – Abutres Bike Team, os amantes de desportos motorizados de todo-o-terreno – Abutres Tinterra e os amantes de trail running – Abutres Running Team.

O sonho torna-se realidade quando, em 2009, criam a Associação Abútrica e realizam diversas actividades.

Em 2010 o grupo regista a marca ABUTRES® e o seu logótipo, criando no ano seguinte a prova de trail  – Trilhos dos Abutres. A prova conta com inúmeras inscrições de diversas nacionalidades, quer para as provas colectivas ou individuais.

Em 2015, as inscrições esgotaram em oito horas e a prova foi pautada pelas más condições atmosféricas, mas mesmo assim foi realizada. Ricardo Silva do EDV Viana Trail foi o vencedor masculino, estreante na prova, com 5h07m10, e também Ester Alves, representante da Salomon Suunto.

Em 2016, a participação tornou-se ainda mais disputada, dado que a organização reduziu as vagas e introduziu um sorteio. O objectivo da organização é reduzir a pressão sobre os trilhos da Serra da Lousã.

Este ano, com vista ao aprofundar do conhecimento de impacto económico-social e lançar as bases para uma aposta internacional do evento, a Associação Abutrica e a Coimbra Business School ISCAC celebraram um protocolo de parceria estratégica.


Classificações

50 km – Geral Masculinos

1.º André Rodrigues (Dr. Merino/4Moove) 05:02:42
2.º Tiago Aires (EDV Viana Trail) 05:04:54
3.º Ricardo Silva (EDV Viana Trail) 05:17:08

50 km – Geral Femininos

1.ª Mercedes Pila (Spoth-AMLSport) 06:16:08
2.ª Lucinda Sousa (Gondomar Futsal Clube) 06:27:50
3.ª Fernanda Verde (EDV Viana Trail) 06:43:31

30 km – Geral Masculinos

1.º Tiago Romão (UF Com. e Ind. Atl.) 02:59: 28
2.º Romeu Gouveia (Salomon Suunto) 03:04:10
3.º Paulo Serra (individual) 03:04:22

30 km – Geral Femininos

1.ª Sandra Marques (Profisio Team) 04:13:05
2.ª Daniela Russo (Oralklass-Amigos do Trail) 04:20:34
3.ª Nádia Casteleiro (Oralklass-Amigos do Trail) 04:20:40

Downtrail 15 Km – Geral Masculinos

1.º Jorge Pimenta (Dci/Ccdrpedrulha Mealhada) 00:45:46
2.º Jose Sequeira (Montanha Clube Trail Running/Efapel) 00:45:59
3.º Miguel Jaques (Olímpco Vianense Trail/Nd Sport) 00:48:12

Downtrail 15 Km – Geral Femininos

1.º Tuxa Negri  (Gin Quinta Do Valbom – Aaalcochete) 00:57:31
2.º Diana Ferreira (Barcelos Runners) 01:01:28
3.º Cátia Rodrigues (Proaventuras) 01:05:43

Equipas – 50 km

1.ª EDV Viana Trail
2.ª Dr. Merino/4Moove
3.ª AMCF – Arrábida Trail Team

Equipas – 30 km

1.ª Satecnosol Outdoor/Raidlight Portugal
2.ª All About
3.ª Oralklass-Amigos do Trail

Fotos: Matias Novo com Viana Cycles

HOSCAR 2017: Portugal é o país com os melhores hostels do mundo

Home-Lisbon-Hostel-21aPortugal conquistou uma vez mais o prémio para o melhor hostel do Mundo, uma distinção atribuída anualmente nos HOSCARS (HOStelworld Customer Annual Ratings, em inglês) – onde o Hostelworld, a maior plataforma de reserva de hostels do mundo, premeia os hostels com melhores avaliações por parte dos clientes.

O melhor hostel do Mundo é, pelo quinto ano consecutivo, o lisboeta Home Lisbon Hostel.  No top 10 de melhores hostels do Mundo figuram mais 5 alojamentos lisboetas: Yes! Lisbon Hostel (2.º), Lost Inn Lisbon (3.º), Goodmorning Lisbon Hostel (4.º), Lisbon Destination Hostel (6.º) e o Lisboa Central Hostel (9.º).

A Invicta também viu dois dos seus hostels reconhecidos, o Tattva Design Hostel arrecadou o prémio de 10.º Melhor Grande Hostel do mundo e o Pilot Design Hostel & Bar foi distinguido como Hostel Mais Popular do Porto.

Numa lista dominada pelos hostels portugueses, figuram também o letão The Naughty Squirrel Backpackers Hostel (5.º), o chinês Wada Hostel In Guilin (7.º), o americano USA Hostels Ocean Beach (8.º) e o canadiano Planet Traveler Hostel (10.º).

Nas categorias específicas, Lisboa também arrecada distinções. Goodmorning Lisbon Hostel é considerado o hostel com a Melhor Atmosfera e o Yes! Hostels arrecada o prémio máximo da categoria Melhor Cadeia de Hostels.

Lisboa é a cidade com mais vencedores e nomeações. Portugal, com 15 menções, é o país que mais prémios ganhou na edição dos Hoscars de 2017, tendo mesmo ficado à frente de Espanha (10), EUA (9), Austrália (8) ou Itália (8) .

O Hostelworld analisou mais de um milhão de avaliações e comentários deixados no último ano para seleccionar, de entre 33 mil estabelecimentos de todo o planeta, quais os melhores dos melhores.

Portugal 12.º país mais visitado do Mundo

Já no início deste ano o Hostelworld tinha revelado os 20 países que mais receberam mochileiros em 2016. Portugal manteve o 12.º lugar nesta lista dourada de destinos mais visitados por jovens viajantes, enquanto a capital Lisboa, que registou um crescimento anual de 6% na procura de hostels, manteve a 12.ª posição das cidades mais visitadas do Mundo.

Lisboa (12.º) e Porto (35.º) são os dois destinos com maior destaque em Portugal, atraindo “backpackers” de todo o mundo – também conhecidos como mochileiros – sedentos de aventuras e experiências memoráveis. Alemães, americanos, australianos, canadianos e franceses foram quem mais hostels reservaram no nosso País, no ano que agora acabou.

Lagos – que entrou em 2015 pela primeira vez no top 100 – melhorou o ano passado três posições e ocupa agora o lugar 92.º no ranking de cidades mais visitadas por mochileiros. A cidade algarvia ficou à frente de destinos como Glasgow, Montreal, Cidade do México, Toronto ou Bruges.

Fonte: Hostelworld Group
Foto: DR

Açores aposta no Turismo Ornitológico

tentilhaoacoresA Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo afirmou, na Horta, que a promoção do turismo ornitológico nos Açores valoriza o património natural da Região e permite mitigar a sazonalidade da oferta turística.

“Os Açores, conscientes da importância do crescimento da actividade de observação de aves em todo o mundo, devem posicionar-se, cada vez mais, como um palco para este tipo de actividade”, permitindo a “valorização do património natural e a promoção da observação de aves de forma sustentável e responsável no arquipélago”, frisou Marta Guerreiro, que falava  na abertura do Curso Técnico de Turismo Ornitológico.

O Curso de Turismo Ornitológico, um projecto desenvolvido pela Direção Regional do Ambiente em parceria com o Grupo de Aves Marinhas do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, decorre na ilha do Faial até ao final desta semana e, entre 23 e 27 de janeiro, terá lugar no Pico. Trata-se de um curso pós-laboral com a duração de 25h, com uma componente teórica e uma componente aplicada de campo.

“Sendo o Turismo da natureza um dos segmentos em maior crescimento à escala global, torna-se vital que os guias e profissionais que trabalham nesta área tenham um conhecimento  profundo do património natural dos Açores e que de uma forma empenhada e entusiasmada o saibam promover, divulgar e proteger” afirmam os promotores do curso.

A situação geográfica dos Açores, a meio caminho entre a América e a Europa, faz do arquipélago o primeiro ponto de paragem de diversas aves nos seus fluxos migratórios e, como tal, um local privilegiado para os primeiros avistamentos. Nesse sentido, a Secretária Regional considerou que o turismo ornitológico é “uma oportunidade para colmatar a sazonalidade da oferta turística, uma vez que a observação das aves tem a particularidade de poder ser desenvolvida ao longo de todo o ano”.

Esta iniciativa enquadra-se num dos objectivos estratégicos do Governo Regional no sector do turismo, dado que permite fortalecer a qualificação do destino, através da aposta na formação e disponibilização de técnicos habilitados a desenvolver a actividade de animação turística de observação de aves.

Para além da equipa do GAM-DOP, o curso integra Cecília Melo, bióloga e co-fundadora do website Aves dos Açores; Gerbrand Michielsen, pioneiro na actividade turística de observação de aves nos Açores e fundador da única empresa dedicada exclusivamente à observação de aves no arquipélago;  Carlos Pereira, biólogo, co-fundador do website Aves dos Açores, observador experiente de aves há várias décadas e autor de livros como Aves dos Açores e, mais recentemente,  Aves do Cabo da Praia – Um tesouro a descobrir,  um património a preservar, em co-autoria com Cecília Melo.

Foto: Carlos Ribeiro/Aves dos Açores

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Foto:

 

 

Lisboa eleita a melhor cidade do mundo pela revista Wallpaper

wallpaper_lxJá foram revelados os vencedores dos Design Awards 2017 da prestigiada revista Wallpaper e há um vencedor nacional. Lisboa conquistou o galardão de melhor cidade.

A Wallpaper, conceituada revista na área do design, elege anualmente os melhores em 11 categorias. O nosso país contou com duas nomeações: Lisboa integrava a lista de cinco cidades nomeadas na categoria ‘Melhor cidade’ e o Palácio Chiado fazia parte dos cinco nomeados para ‘Melhor novo restaurante’.

Lisboa arrecadou o importante galardão numa “disputa” com as cidades norte-americanas de São Francisco e Washignton DC, a chinesa Shenzgen e Viena de Áustria.

A revista destacou o grande “programa de regeneração da capital que se estende desde o Terreiro do Paço até à orla da Baixa”, o novo Terminal de Cruzeiros de João Luís Carrilho da Graça e o “novo ícone contemporâneo para a cidade”, o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Amanda Levete (MAAT).  Estes devem ter sido argumentos fortes na escolha do júri composto por Ronan & Erwan Bouroullec (designers), Laetitia Casta (actriz e modelo), Tom Sachs (artista plástico), Ramdane Touhami (fashion designer) e Amanda Levete (arquitecta).

Os vencedores dos Design Awards 2017 foram conhecidos a 12 de janeiro.

Fonte: Wallpaper
Foto: José Nunes