Cascais vai receber Wine Summit inédito no mundo

Rotwein FlascheDe 7 a 9 de junho, o Centro de Congressos do Estoril acolhe os especialistas de vinhos mais influentes do mundo. O Must Fermenting Ideas – Wine Summit vai juntar oradores, produtores, jornalistas, entre outros profissionais, que chegam do Brasil, Canadá, China, África do Sul ou de países de leste.

É o primeiro Wine Summit, com este formato, alguma vez feito em todo o mundo – Paulo Salvador, jornalista e promotor do Wine Summit

Esta cimeira internacional dedicada ao presente e ao futuro da indústria do vinho “vai debater o que mais preocupa o universo vinícola. Os temas de conferências e debates vão desde o enoturismo à comunicação, do marketing à produção ou às tendências da evolução dos vinhos”, revelou Paulo Salvador na apresentação do evento, na passada quarta-feira, em Cascais.

A iniciativa deste Wine Summit partiu de Paulo Salvador e de Rui Falcão. O crítico de vinhos avançou o nome de alguns participantes, entre os quais Felicity Carter, editora da Meininger’s Wine Business International e “uma das mulheres mais poderosas do mundo do vinho”; Mariette du Toit-Helmbold, “uma das maiores especialistas em enoturismo”, responsável pela estratégia criada para a região do Cabo, na África do Sul; Michelle Boufard, especialista no ice wine produzido no Canadá; Paul Symington, CEO do grupo Symington, do Douro.

Cascais é um lugar para mil sensações. Os eventos desta natureza são importantes para o município, na componente do turismo. Sabemos que em 10 turistas há pelo menos dois que têm nas suas prioridades a componente da gastronomia e do próprio vinho – Carlos Carreiras, Presidente da Câmara Municipal de Cascais
Os principais oradores vão estar pela primeira vez em Portugal. “Indiretamente é uma forma de divulgar também as riquezas vinícolas do concelho, a começar pelo vinho de Carcavelos. Portanto, ter especialistas deste calibre em Cascais, num evento deste nível, é um pouco como ter a final da Liga dos Campeões durante três dias seguidos”, concluiu Paulo Salvador.

Fonte: CMC
Foto: DR

Exportações portuguesas de calçado com novo máximo histórico

iconicAs exportações portuguesas de calçado teimam em bater máximos históricos. Em 2016, Portugal exportou mais de 81 milhões de pares de calçado, num valor superior a 1.923 milhões de euros, um crescimento de 3,2% face ao ano anterior.

Este é o sétimo ano consecutivo de crescimento das vendas nos mercados externos. Desde 2009, as exportações registam um aumento superior a 55%. O calçado português cresceu em praticamente todos os mais relevantes mercados externos.

É de salientar o facto de as exportações portuguesas de calçado estarem a aumentar, desde 2010, para todos os 20 principais mercados do calçado português, com excepção do Reino Unido. Embora exista alguma concentração nos grandes mercados europeus, as taxas de crescimento mais elevadas foram obtidas em mercados não tradicionais do sector que configuram oportunidades de diversificação: China (3108%), Emirados Árabes Unidos (608%), Estados Unidos (461%), Austrália (363%) e Polónia (295%).

A APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes e Artigos de Pele se Seus Sucedâneos) tem vindo a realizar um notável trabalho na afirmação do sector e assume como objectivo, para a próxima década, “ser a referência internacional da indústria de calçado pela sofisticação e pela criatividade, reforçando as exportações portuguesas alicerçadas numa base produtiva nacional, sustentável e altamente competitiva, fundada no conhecimento e na inovação”. Para isso, o sector do calçado deverá investir, até 2020, 160 milhões de euros em diversos domínios como inovação, internacionalização e qualificação.

A campanha Portuguese Shoes: The Sexiest industry in Europe, desenvolvida pela APICCAPS e inserida numa estratégia de comunicação concertada para o mercado internacional, tem sido uma ferramenta essencial na afirmação do sector.

Desde 2010, o preço médio de exportação aumentou 24%, em consonância com o objectivo de afirmar a sofisticação e qualidade da oferta nacional. Entre os principais produtores mundiais de calçado, Portugal apresenta mesmo o 2º maior preço médio de exportação. Portugal exporta hoje mais de 95% da sua produção, para 152 países, nos cinco continentes.

Fonte: APICCAPS
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Açores: Secretária Regional do Turismo em entrevista

2016 terá sido o melhor ano de sempre em todas as ilhas e nos vários indicadores do turismo, nomeadamente com uma evolução acima de 20% no crescimento das dormidas na hotelaria tradicional e com a perspetiva dos proveitos ultrapassarem os 70 milhões de euros, um crescimento na ordem dos 30%.

Para a nova titular da pasta do turismo, mais importante do que bater recordes em termos estatísticos, é a qualidade oferecida e um crescimento que respeite a oferta ambiental da região para a manutenção dos atuais bons resultados.

Marta Guerreiro, Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, em entrevista à Excelência Portugal e ao Tribuna das Ilhas, falou sobre o crescimento do destino Açores e o seu caráter único, o transporte aéreo, a oferta e os desafios.

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Os Açores estão definitivamente na moda, os prémios internacionais sucedem-se e os números das dormidas crescem a taxas superiores a 20%. Qual foi a estratégia responsável por este sucesso do destino Açores?

Não se poderá falar numa única estratégia. Trata-se do fruto de um conjunto de fatores, entre os quais, temos o empenho do Governo Regional dos Açores na consolidação do trabalho de aumento de notoriedade do destino e de promoção e captação de fluxos turísticos dos últimos anos, mas também todo o investimento da iniciativa privada. Não somos, nem pretendemos ser, um destino de massas, mas temos ainda ampla margem para crescimento através dos mercados potenciais. Até porque, cada vez mais, se verifica um aumento generalizado da procura turística por destinos seguros, com beleza mística, capazes de proporcionar tranquilidade e experiências únicas, com grande preocupação pelas questões de sustentabilidade económica, cultural, social, mas sobretudo ambiental. Estas são também algumas das razões que levaram ao crescimento turístico de um destino como os Açores, que enquadra amplamente este fenómeno da procura turística mundial.

Importa destacar que 2017 foi declarado pelas Nações Unidas como o Ano Mundial do Turismo Sustentável para o desenvolvimento e é esta a assinatura de qualidade que queremos na região: certificar pela natureza e posicionar o Turismo nos Açores como um destino aliado ao ambiente. Foi este o caminho que levou ao sucesso do Destino e aquele que queremos continuar a desenvolver como uma estratégia consolidada. Neste sentido, manteremos a prioridade na proteção e preservação do património natural e cultural dos Açores, criando condições para que a qualidade de vida das nossas comunidades e a natureza pura e intacta perdurem. É sem dúvida um destino “verde” e despoluído que queremos que continue a ser reconhecido a nível internacional e por todos quantos nos visitam.

Qual o impacto da chegada das low cost a São Miguel neste cenário? Depois da Terceira, está prevista a abertura de novas rotas?

A liberalização do transporte aéreo doméstico para os Açores, que ocorreu no final do primeiro trimestre de 2015, a par do aumento de oferta, mas também de procura, na América do Norte, e a melhoria das acessibilidades inter-ilhas, estão a contribuir efetivamente este crescimento. Assim, o crescimento sustentado que hoje vivemos é muito positivo e deve, sobretudo, servir de motivação e de alento para o muito trabalho que todos necessitamos de efetuar nesta área. E aqui, gostaríamos de fazer notar que o crescimento do setor do turismo beneficia claramente do novo modelo de acessibilidades áreas à Região, mas é preciso ter a noção de que este não foi um trabalho que se iniciou apenas com a entrada das lowcost ou apenas com o momento de liberalização das rotas entre o Continente português e as ilhas de São Miguel e Terceira. O crescimento do número de turistas dos EUA e Canadá que nos visitam – rotas nas quais não operam companhias de baixo custo – dá bem nota deste ponto, com crescimentos de 57% e 14%, respetivamente, até setembro último, face ao período homólogo. Para além das intenções de novas rotas, é importante reforçar os mercados prioritários em termos de captação de novos voos e de promoção, nomeadamente, os EUA, França, Reino Unido, Canadá, Itália e Alemanha; tendo em conta que os fluxos turísticos não se criam apenas com novos voos diretos para a Região, mas também através do tráfego de ligação, com preço e tempo de duração de viagens convenientes.

Assim, temos como objetivo garantir a sustentabilidade e fiabilidade das acessibilidades aéreas, mas também fomentar novas ligações para mercados emissores que se demonstrem adequados e enquadrados nos segmentos definidos no PEMTA – Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores. A SATA continuará a ter um papel preponderante nesta estratégia de captação de novos fluxos, mas trabalharemos com todas as companhias aéreas ou operadores turísticos que se nos afigurem com capacidade para a supracitada sustentabilidade e fiabilidade de novas rotas.

Que instrumentos foram criados para que as restantes ilhas usufruam do maior fluxo de turistas que chegam a São Miguel?

A verdade é que o Governo dos Açores tem consciência da importância da eficiência nas acessibilidades, garantindo assim a fiabilidade e sustentabilidade das mesmas, externa e internamente, enquanto elemento fundamental para o crescimento do setor turístico num destino insular como os Açores.

A monitorização permanente da prestação de serviço público de transportes aéreos, entre a região e o exterior e entre as nove ilhas, tem sindo uma prioridade no sentido de que todos os açorianos possam usufruir do maior fluxo de turistas que chegam a São Miguel.

Em termos gerais, regista-se uma evolução positiva no Turismo dos Açores, transversal a todas as ilhas, o que significa que os turistas estão a chegar às nove ilhas do arquipélago, quer seja através do aumento do fluxo dos voos externos, quer seja por via dos reencaminhamentos inter-ilhas.

Neste sentido, temos também vindo a reforçar a conciliação da utilização dos transportes aéreos e marítimos, em pacote, de forma a facilitar a movimentação dos turistas na região. Rentabilizar as infraestruturas portuárias e as atividades turísticas conexas e complementares, relacionadas com o turismo náutico e de cruzeiros, a partir de agora, serão também uma prioridade.

O acréscimo de turistas constitui uma oportunidade para a requalificação da oferta hoteleira, bem como da hotelaria e restauração. Como reagiram estes sectores? Foram criados incentivos e instrumentos para este fim?

Um dos quatro vetores estratégicos do Programa de Governo para o setor do turismo é exatamente o da qualificação do Destino Turístico Açores, o que mostra as preocupações do executivo na qualificação e inovação em permanência nos produtos e nos serviços, de modo a garantir a consolidação de uma oferta diferenciada e exclusiva para o turista, em todas as componentes que devem compor aquilo que é o Destino Açores.

Neste sentido, a formação dos recursos humanos representa um dos desafios mais exigentes para reforçar a notoriedade do destino. Estão previstas várias medidas que visam garantir a qualificação, o intercâmbio e a reconversão de recursos humanos, assim como a qualificação e inovação dos produtos e serviços. Exemplos disso são o incentivo a programas de formação e qualificação, tanto do setor público como privado; o apoio da conversão profissional e da atualização de competências adequadas ao mercado de trabalho, em particular no atendimento ao cliente e no marketing digital e, ainda, o incentivo à criação de programas e intercâmbios profissionais (cross-exposure) e de estágios com entidades públicas e privadas noutros destinos que partilhem o mesmo tipo de características e de mercados.

Os estabelecimentos de formação na Região vão assumir, no nosso plano, um papel preponderante na preparação e reconversão de recursos humanos, com a necessária qualidade, imbuídos de arte de bem receber de forma genuína, mas identitária, que consideramos fundamental que seja reconhecida pelo nosso turista. É necessariamente um processo gradual, mas estamos convictos que as medidas preconizadas vão habilitar e facilitar uma maior capacitação na preparação de novos profissionais.

A menor acessibilidade permitiu manter os Açores num estado mais puro e imune à explosão imobiliária? Como é que este valioso ativo vai ser preservado? A inclusão do ambiente e do turismo na mesma secretaria regional é um claro reflexo da aposta do Governo Regional em afirmar os Açores como destino “certificado pela natureza”?

Sim, a criação desta Secretaria tem como principal foco uma gestão integrada destas áreas, que cremos fundamentais para o desenvolvimento dos Açores.

Efetivamente a nossa aposta tem passado, e continua a passar, por aumentar a notoriedade internacional dos Açores como um destino de Natureza de Excelência, procurando reforçar, perante os mercados externos, o nosso posicionamento em prol desta imagem e pondo em destaque as nossas caraterísticas de sustentabilidade, ambientais e paisagísticas. Esta ideia não é recente e tem vindo a ser posta em prática sucessivamente pelos últimos Governos Regionais, que sempre defenderam políticas ambientais e turísticas conciliatórias de boas práticas ambientais, salvaguardadas legalmente de forma a preservar a nossa identidade paisagística, enquanto elemento diferenciador e principal mais-valia de competição com os destinos concorrentes.

Assim, a nossa prioridade é proteger e preservar o património natural e cultural dos Açores, criando condições para que a qualidade de vida das nossas comunidades não seja comprometida no presente e no futuro. É nesta linha de pensamento que pretendemos também cuidar dos nossos visitantes, antecipando e proporcionando tudo o que necessitam, para que a experiência dos Açores seja memorável e desperte a vontade de voltar. Isso tem sido trabalhado no sentido de nos apresentarmos como um destino natural, de rara beleza, sem influências externas em si, sem vocação para massas e sendo dirigido a nichos muito específicos de visitantes que queiram ter experiências irrepetíveis.

foto-2Além do turismo de Natureza, eleito produto matriz, que outras ofertas são consideradas prioritárias?

Pretendemos atingir a verdadeira sustentabilidade através do Turismo, proporcionando aos nossos visitantes uma experiência de convidados especiais em ambiente natural, para que lhes deixe saudades e a vontade de voltar.

Sabendo da importância e do posicionamento como Destino de Natureza, não podemos esquecer todas as outras potencialidades que cada uma das nove ilhas, distintas entre si, têm para oferecer.

Assim, pretendemos promover a criação de tours ou circuitos organizados para a descoberta e exploração dos atrativos, não só paisagísticos, como também culturais e gastronómicos, ao que se acrescenta a promoção da agenda cultural e sua disponibilização aos Agentes e Alojamentos Turísticos. Ainda neste âmbito, a intenção é de georreferenciar todos os atrativos naturais e culturais e disponibilizar essa informação online, assim como de infraestruturas de apoio (oficinas, centros, assistência, áreas de serviço, áreas de descanso, etc.).

Um dos produtos que também merece algum destaque é a aposta na sofisticação dos serviços e infraestruturas relacionadas com a saúde e bem-estar, em especial na área do termalismo.

Atualmente quais são os principais mercados emissores e qual a importância dos continentais e da diáspora açoriana?

Há ainda que manter o reforço da promoção do Destino Açores, através do incentivo a novas ligações para mercados emissores que se demonstrem adequados e enquadrados nos segmentos de mercado já sinalizados, nomeadamente com a expansão de notoriedade e a capatão de fluxos turísticos na América do Norte, enquanto mercado estratégico identificado no PEMTA – Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores.

Quanto aos mercados emissores com maior relevo, e segundo os dados entre janeiro e setembro de 2016 na Região, o continental representa cerca de metade das dormidas, registando-se 252 132 hóspedes, num total de 509 112. Segue-se a Alemanha (12%), os EUA (6%) e Espanha (5%).

De um modo geral e segundo os dados do Serviço Regional de Estatística relativos às dormidas de janeiro a outubro, no alojamento tradicional e TER – Turismo no Espaço Rural verificou-se um crescimento de todos os mercados prioritários, com exceção da Suécia. Aqueles que apresentaram melhores resultados em 2016 e face ao ano anterior foram os EUA e a Espanha, com crescimentos da ordem dos 58,1% e 50%, respetivamente, seguidos da Holanda (22,7%), Bélgica (19,5%), Canadá (18,9%), França (17,4%), Alemanha (17,1%) e Reino Unido (14,8%).

Sabemos a importância que a Diáspora Açoriana tem na Região, fazendo dos emigrantes embaixadores dos Açores nas suas áreas de residência. Isto permite potenciar sinergias e detetar áreas de interesse entre as comunidades, reforçando a ligação entre os Açores e a Diáspora. Neste contexto, a aposta no mercado dos EUA e Canadá, não restringida às nossas comunidades emigrantes, mas sim direcionada para o grande potencial geral existente, tem sido uma aposta importante e que pretendemos reforçar.

A natureza paradisíaca do arquipélago torna-o num palco de excelência para a prática de várias modalidades desportivas, como surf, bodyboard, BTT, canyoning, trail running, entre outros. Neste âmbito, os Açores têm sido palco de inúmeros eventos desportivos de nível mundial, qual tem sido a estratégia para a sua captação e que reflexo têm tido no turismo?

Temos vindo a reforçar um trabalho já iniciado no desenvolvimento dos produtos primários para cada uma das ilhas do arquipélago açoriano. Neste sentido, uma das medidas implementada foi a georreferenciação dos recursos naturais e spots para a prática de várias modalidades como mergulho, surf e pesca desportiva e angariar e apostar em eventos de renome internacional no âmbito destas áreas, bem como do bodyboard, BTT, canyoning, trail running, parapente, etc.

Estas medidas têm permitido aumentar o grau de satisfação com a qualidade ambiental no destino e reforçar a notoriedade dos Açores no mundo, ao estimular a vontade de visita por parte de mercados de alto valor.

Para além de fortalecerem a nossa imagem como Turismo de Natureza, estas iniciativas também são aproveitadas nos nossos planos de comunicação, potenciando o nosso património natural e a especial apetência do nosso destino para um turismo ativo e de aventura. Em termos promocionais, os Açores saem imensamente beneficiados como o palco escolhido para este tipo de eventos, o que permite evidenciar as nossas particularidades paisagísticas, aumentando a nossa atratividade para este tipo de segmentos de mercado.

O Turismo dos Açores capitaliza a sua exposição associando a sua promoção ao apoio de eventos internacionais relevantes que distingam os atributos de natureza, garantindo não só as externalidades positivas do impacto direto da participação de um elevado número de participantes, como também obtendo junto daqueles nichos de mercado grande notoriedade.

Quais são os maiores desafios atuais e futuros do setor?

O Turismo dos Açores vive atualmente um dos melhores momentos da sua história, assumindo uma identidade turística muito mais fortalecida e atingindo níveis de crescimento muito superiores aos registados no passado.

No entanto, agora mais do que nunca, há necessidade de acautelar e assegurar a manutenção dos níveis de sustentabilidade ambiental e paisagística que elevam a nossa atratividade e valorizam a nossa imagem como Destino Turístico de Natureza. É também por isso que a estratégia, a partir daqui, assentará desde logo no PEMTA – Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores, uma ferramenta de trabalho que entrou em vigor em 2016 e que será fundamental para a abordagem que será feita ao setor, nos próximos anos, ao nível do marketing e comunicação. Os seus principais objetivos são alavancar a notoriedade dos Açores junto dos consumidores finais; posicionar a Região como um destino exclusivo de natureza exuberante; promover a cooperação permanente entre os intervenientes públicos e privados na sua execução; melhorar a competitividade do destino e aumentar os fluxos turísticos, tendo de forma subjacente a salvaguarda da sustentabilidade económica, ambiental e sociocultural do território.

Em termos globais, o Governo Regional propõe, para os próximos quatro anos, dar prioridade: à qualificação do destino, no que diz respeito à inovação de produtos e serviços e à consolidação de uma oferta diversificada; à promoção da sustentabilidade interna da atividade turística em todas as suas vertentes e da sustentabilidade de fluxos turísticos que resultem na criação efetiva de emprego e de riqueza; ao aumento da eficácia da promoção e ao aumento da eficiência nas acessibilidades.

Fotografias: SREAT


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Vinhos portugueses no Top 100 e Top 100 Values da Wine Spectator

uvas_portugalA qualidade dos vinhos portugueses voltou a ser reconhecida pela Wine Spectator nas suas listas de “melhores do ano” e que resultam dos milhares de vinhos de todo o mundo provados ao longo do ano. 

Este reconhecimento é fundamental para que os profissionais, sejam importadores, distribuidores ou restaurantes, se mostrem cada vez mais abertos a incluírem nas suas listas os Vinhos de Portugal. Apesar deste reconhecimento pela revistas da especialidade o caminho junto dos decisores de compra não é fácil e é ainda longo  – Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal

A mais prestigiada revista norte-americana Wine Spectator incluiu quatro vinhos na lista Top 100 (os melhores) publicada em Dezembro de 2016 e outros quatro na mais recente lista Top 100 Values (um equivalente “às melhores compras”), na edição de Janeiro/Fevereiro de 2017.

Numa análise global do ano de 2016, (incluindo as diversas classificações) o editor Mich Frank da Wine Spectator realça Portugal, referindo que “dos 473 vinhos de Portugal provados, 43% foram classificados com 90 pontos ou mais, testemunho da crescente qualidade dos vinhos de mesa.” De notar que dos 18.055 vinhos provados apenas 1% foram considerados “outstanding” quando Portugal teve 3% daqueles 473.  Na segunda categoria “classic” a média foi de 35%, mas com Portugal a obter 40% ficando ao nível da França e apenas ultrapassado pela Áustria e Alemanha.

Os quatro vinhos portugueses incluídos na lista Top 100 foram avaliados com pontuação entre os 90 e os 94 pontos.

Na lista Top 100 Values, em que o critério base é a relação preço/qualidade, foram classificados 1236 vinhos com 90 ou mais pontos mas um custo abaixo de US$30. Nesta lista 6% (78 vinhos) são vinhos portugueses, encontrando-se Portugal à frente de países como Argentina, Chile ou até mesmo a Nova Zelândia.

Quanto à lista do Top 100 Values a Wine Spectator explica “Porque os editores da Wine Spectator provam de forma cega, avaliam a qualidade sem qualquer conhecimento do preço. Adoram encontrar excelentes vinhos e ainda mais descobrir que esses vinhos são acessíveis. Uma das nossas principais tarefas é sugerir aos nossos leitores vinhos de alta qualidade a bons preços e destacamos estes vinhos de muitas maneiras ao longo do ano”.

Fonte: ViniPortugal
Foto: visitportugal.com

Lisboa é o destino de eleição para 2017

lisboa_atlLisboa é um dos destinos turísticos a visitar em 2017, segundo a comunidade online minube. As recomendações de 2 milhões de viajantes colocam Lisboa no primeiro lugar do Top 25.

“A variedade de paisagens, sons e paladares é aquilo que Lisboa realmente é. Por isso não se apresse, leve o seu tempo e aproveite cada recanto desta cidade histórica junto ao mar”, refere a comunidade de viagens online que destaca Lisboa por ser um destino verdadeiramente ímpar.

A Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos e o Castelo de São Jorge estão entre os monumentos de visita obrigatória em Lisboa. A minube recomenda também provar os deliciosos pastéis de Belém, visitar o famoso Café A Brasileira ou até mesmo petiscar na mais antiga cervejaria do país, a Cervejaria Trindade.

Para os membros da minube, o Bairro Alto é a alternativa ideal para aproveitar as noites de verão, com inúmeros espaços para uma bebida ou assistir a um espectáculo de Fado.

Mais de 2 milhões de pessoas partilham as suas experiências de viagens na comunidade online minube . Com mais de 90 milhões de visitas por ano, a aplicação para iOS e Android da minube foi premiada pela Google e Apple e é a primeira app espanhola a receber o prémio Editor’s Choice da Google Play. É ainda Patrocinadora Oficial do Desenvolvimento do Turismo Sustentável em 2017.

Fonte: ATL
Foto: DR

Forbes sugere vinhos Churchill´s para oferta de Natal

churchillsUm conjunto de três vinhos Churchill´s é uma das 12 propostas de Natal da prestigiada revista norte americana.

Um Vinho do Porto Branco, um Vinho do Porto Reserva e um Vinho do Porto Tawny, apresentados em conjunto, com a identidade Churchill´s, despertou a atenção da Forbes. Expostos em versão original de 187ml, estes três vinhos foram incorporados na selecção de “12 sugestões de ofertas de vinhos e bebidas espirituosas surpreendentes” para o Natal.

É muito relevante a sugestão deste prestigiado crítico numa das principais revistas internacionais, capitalizando o reforço do conhecimento junto de importantes públicos deste que é o mais relevante mercado mundial – Maria Emília Campos, CEO da Churchill’s

Para o especialista Nick Passmore “estas três garrafas são uma excelente introdução às maravilhas do Vinho do Porto”, permitindo uma experiência diversificada incorporada numa sugestão de Natal, revelando que é possível “beber o Vinho do Porto branco com água tónica e gelo como um aperitivo, como fazem em Portugal, e manter a Vinho do Porto Reserva e o Tawny para acompanhar as tartes das festas, ou, em verdadeiro estilo Dickensiano, com o Pudim de Natal como fazem os britânicos”.

Fonte: Churchill’s
Fotos: DR

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“O Orgulho de Portugal” brilha no London International Horse Show

lusitanosPortugal, representado por quatro importantes destinos equestres, Ponte de Lima, Golegã, Beja e Alter do Chão, tem presença de grande destaque no London International Horse Show.

O London International Horse Show inclui as Taças do Mundo de Dressage, Obstáculos e Atrelagem, bem como 11 espectáculos que têm como ex-líbris o Cavalo Lusitano, sendo apresentado como “Pride of Portugal”. A iniciativa visa a promoção da admirável raça Puro Sangue Lusitano, produto de excelência do mundo rural, a ser criado em várias dezenas de países e pela divulgação de cada um destes destinos.

Portugal tem uma posição de grande relevo no certame. Um conjunto de 16 cavaleiros com os seus Lusitanos deslumbram com um incrível espectáculo onde exibem as melhores qualidades do cavalo de sela mais antigo do mundo, conhecido também pela sua versatilidade e polivalência desportiva. Trata-se de um espectáculo que celebra esta raça magnânima e ostenta uma exibição magistral de equitação.

Visita Princesa + Manuel VeigaA Duquesa da Cornualha, Camila Parker-Bowles, marcou presença no 3º dia do evento e, após uma das exibições dos Lusitanos, parabenizou cada um dos cavalos e cavaleiros, tendo-se mostrado deslumbrada com a qualidade do cavalo Lusitano, produto de excelência de Portugal.

Com um espaço no Shopping Village Gallery, Portugal tem presenteado os visitantes deste grande evento com a degustação dos seus produtos mais característicos, entre os quais o vinho, o queijo, os enchidos, o mel e o azeite, despertando a curiosidade de muitos. Portugal faz as delicias dos milhares de visitantes com o sabor característico e único dos seus produtos.

O London International Horse Show é um dos maiores eventos equestres internacionais e decorre até 19 de dezembro no Olympia, em Londres.

Fonte: NPimenta
Foto: DR

 

 

 

TAP recebeu nos EUA o Prémio de Melhor Companhia Europeia

gt2A prestigiada revista norte-americana ‘Global Traveler’ entregou à TAP o prémio de “Melhor Companhia Aérea na Europa” e ainda mais três importantes galardões.

A companhia aérea nacional recebeu, no passado dia 8, em Los Angeles, os prémios de “Melhor Companhia Aérea na Europa” e “Melhor lançamento de nova rota (Boston/Lisboa)”, e ainda mais dois importantes galardões que reconhecem a qualidade dos vinhos portugueses servidos a bordo da TAP, na sua classe executiva: O vinho Paulo Laureano Reserva 2014, do Alentejo, distinguido como “Best International Business Class White Wine” e o “Churchill’s Estates Grande Reserva 2011”, do Douro, que alcançou o segundo lugar na classificação “Best International Business Class Red White”.

Trey Urbhan, administrador da TAP, esteve presente na cerimónia da ‘Global Traveler’ e considerou estes prémios “um importante reconhecimento da qualidade do serviço e do produto TAP, num mercado tão exigente como o norte-americano e onde a TAP está apostada em continuar a conquistar cada vez mais clientes”.

Abílio Martins, vice-presidente de Marketing e Comunicação da TAP, salientou, por sua vez, que a companhia aérea portuguesa “contribui para a divulgação dos produtos portugueses, nomeadamente dos vinhos nacionais, que assim podem ser consumidos a bordo por viajantes de todo o mundo, facilitando o reconhecimento da sua qualidade”.

Para escolher os melhores vinhos servidos pelas companhias aéreas, a ‘Global Traveler’, organiza o concurso “Wines on the Wing Airline Competition”, realizado em regime de “prova cega” com um júri de 36 elementos que inclui sommeliers, proprietários de lojas de vinhos e produtores.

Fonte: TAP
Foto: DR

Rancho dos Cantadores de Aldeia Nova de São Bento inova em homenagem ao Cante alentejano

rancho2Passados dois anos desde que o Alentejo e Portugal se regozijaram de orgulho por o Cante ser reconhecido pela UNESCO como Património Mundial e Imaterial da Humanidade, é editado o álbum de um dos mais tradicionais e antigos ranchos de cante alentejano: Rancho dos Cantadores de Aldeia Nova de São Bento, que conta com vários convidados especiais, nomeadamente Luísa Sobral, António Zambujo, Miguel Araújo, Jorge Benvinda e Pedro Mestre.

Um belo dia, alguns amigos juntaram-se ocasionalmente numa taberna a beber uns copos. Cantaram, como era tradição, gostaram de ouvir-se, vibraram de entusiasmo e, sob a euforia, um deles terá sugerido que deviam formar um Rancho.

Em Abril de 1986 estava formado o Rancho. Logo na sua primeira reunião, os elementos do recém-criado agrupamento decidiram fazer uma recolha das modas antigas cantadas, principalmente, em Aldeia Nova de S Bento, para que “as modas lindíssimas de outros tempos sejam ouvidas e cantadas pelos vindouros para que não se percam”.

Com 30 anos de existência, o Rancho dos Cantadores de Aldeia Nova de São Bento, é herdeiro de uma longa tradição da arte de bem cantar as belas modas do cancioneiro alentejano. Orgulhosos por seguirem dois princípios orientadores, que apesar de opostos se complementam: o da tradição e o da inovação.

António Zambujo, Jorge Benvinda, Miguel Araújo, Luísa Sobral e Pedro Mestre são os convidados do disco, sendo o primeiro, em conjunto com Ricardo Cruz, o produtor do disco. O álbum foi editado, esta sexta-feira, em todas as plataformas digitais e na Fnac,

Fonte: UMP
Foto: DR

 

 

Churchill’s promove internacionalmente novas tradições associadas ao Vinho do Porto

chuchillsA Churchill’s  lançou a campanha “Celebrate New Traditions” (Celebrar Novas Tradições) – nos diversos mercados onde está presente, incluindo em Portugal – mostrando que é possível recriar a tradição num mundo moderno.

A campanha da Churchill’s, a empresa mais jovem de vinho do Porto, está enquadrada no novo posicionamento da marca – Rethink Port Wine – , que visa associar uma imagem mais leve, ligeira e descontraída ao Vinho do Porto, alterando a percepção dos consumidores em relação a esta bebida tão tradicional.

Com um investimento de 180 mil euros, co-financiado pelo Programa 2020, a campanha “Celebrate New Traditions”, desenvolvida pela The Asteroid, contou com o trabalho do fotógrafo Ricardo Lamego e a direcção de Arte de Ana Trancoso, que trabalham habitualmente para revistas de moda como a Vogue.

São três os momentos do quotidiano que a marca propõe, mostrando pessoas de diferentes idades a beber Vinho do Porto. O primeiro tem um avô e um neto a partilharem uma garrafa, enquanto tiram uma “selfie” juntos, o segundo mostra um pai e um filho numa barbearia tradicional e o terceiro apresenta uma mulher jovem a disfrutar de um copo de Dry White Port numa esplanada, enquanto lê o New York Times.

Num sector tradicionalmente ocupado por players com centenas de anos, a Churchill´s, com apenas 35 anos de existência, afirmou-se e distinguiu-se pela produção exclusiva de vinhos de categorias premium, com uma identidade muito própria.

A empresa considera que sua forma de enfrentar este negócio com alguma irreverência e apostas mais ousadas deriva da sua juventude. O Pop Up bar que abriu em Londres e a experiência Sense The Taste – www.sensethetaste.com, e o evento Taste Discovery são algumas referências na sua forma de promover Vinho do Porto e do Douro.

Fonte: Churchill’s
Fotos: DR