Universidade de Coimbra entre as 100 Instituições de Ensino Superior mais influentes no mundo

Universidade_coimbra_wpJá são conhecidos os resultados do Wikipedia Ranking of World Universities (WRWU) e a Universidade de Coimbra (UC) é a única Universidade de Língua Portuguesa no top 100. De acordo com o WRWU, a UC ocupa a 98.ª posição no ranking das 1025 universidades mais influentes, atualmente liderado pela Universidade de Cambridge.

Esta iniciativa, desenvolvida por investigadores da Universidade de Franche-Comté e da Universidade de Toulouse, em França, recorre a uma metodologia baseada na análise estatística independente dos artigos publicados em 24 edições da Wikipédia. Através da aplicação de três algoritmos (PageRank, 2DRank e CheiRank) foi assegurada uma análise matemática do conhecimento acumulado na Wikipédia associado às instituições de ensino superior, permitindo assim identificar as universidades mais influentes no mundo. Os resultados obtidos têm um elevado nível de consistência com os que foram apresentados pelo ranking ARWU em agosto de 2015, comprovando assim a fiabilidade desta nova metodologia.

Considerando que os rankings universitários são habitualmente mais favoráveis às instituições que publicam em língua inglesa, os resultados agora obtidos pela UC são notáveis e ilustram a influência mundial desta universidade ao longo de mais de sete séculos de história. Esta avaliação vem reforçar o bom desempenho da Universidade de Coimbra nas edições de 2015 dos diversos rankings universitários internacionais.

Para além de marcar presença uma vez mais no top 500 dos mais conceituados (THE – Times Higher Education , ARWU – Academic Ranking of World  e QS WUR – QS World University Rankings ), a UC ficou ainda no top 150 da primeira edição do QS Graduate Employability Rankings (QS GER), tendo sido mesmo a melhor IES nacional. Os resultados deste ranking foram divulgados em novembro de 2015, e são particularmente promissores na avaliação das parcerias com potenciais empregadores, o que contribui para melhorar as oportunidades de emprego dos diplomados da Universidade de Coimbra.

Fonte: UC
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Navio Escola Sagres será a ‘Casa de Portugal’ nos Jogos Olímpicos Rio’2016

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A Marinha e o Comité Olímpico de Portugal (COP) anunciaram sexta-feira um protocolo de cooperação que visa intitular o Navio escola Sagres (NRP Sagres), enquanto embaixada nacional itinerante, a Casa de Portugal no Rio de Janeiro, apoiando o COP, os atletas portugueses e todas as empresas nacionais interessadas, durante o período dos Jogos Olímpicos, em Agosto de 2016.

O evento de apresentação deste projecto decorreu a bordo do NRP Sagres, no Cais de Cruzeiros junto de Santa Apolónia, em Lisboa, contando com as presenças do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Luís Macieira Fragoso, do Presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino, da campeã olímpica e Vice-Presidente do COP, Rosa Mota, do Secretário-Geral do COP, José Manuel Araújo, do Chefe da Missão Olímpica, José Garcia, e do Comandante do Navio escola Sagres, Manuel Gonçalves.

“Pretende-se que este seja um espaço de promoção de Portugal, da língua portuguesa e da sua cultura, assim como uma plataforma de divulgação da excelência do tecido empresarial nacional, através da promoção das empresas e dos produtos nacionais. Desta forma, está prevista a realização diária de eventos, assim como a presença regular de atletas da Missão Olímpica Portuguesa para convívio com os visitantes da Casa de Portugal e simultaneamente para contactos entre eles e a comunicação social lusa que fará a cobertura mediática dos Jogos Olímpicos”, refere o comunicado.

Para o Presidente do COP, José Manuel Constantino, “É um grande prestígio para Portugal estarmos num país estrangeiro mas conseguirmos estar em território nacional quando a bordo do Navio escola Sagres. É importante o apoio do tecido empresarial a este projecto para que seja uma iniciativa de sucesso, que simbolize a união do Portugal Desportivo com o Portugal Económico”.

O Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Luís Macieira Fragoso, explicou o desenrolar do processo e as expectativas da Marinha. “Assim que o COP nos contactou começamos a trabalhar para viabilizar este projecto, procurando apoios que o concretizem. Esperamos no Brasil uma recepção entusiástica pois sempre foi esse o acolhimento que o Navio encontrou sempre que esteve no Brasil. Estamos certos que teremos muitos visitantes, tanto portugueses, como brasileiros, como de outras nações”.

O NRP Sagres estará no Rio de Janeiro entre 3 e 21 de agosto, estando prevista no seu trajecto paragens em Cabo Verde e nas cidades brasileiras de Recife e Salvador da Baía, antes da chegada à cidade-sede dos Jogos Olímpicos 2016.

O Navio escola Sagres foi construído nos estaleiros da Blohm & Voss, em Hamburgo, em 1937, tendo na altura sido baptizado de Albert Leo Schlageter. Foi o terceiro de uma série de quatro navios encomendados pela Marinha Alemã. O navio foi cedido à Marinha do Brasil no final da II Guerra Mundial, em 1948, tendo sido adquirido pela Marinha Portuguesa em 1961 para substituir a antiga Sagres.

Foi precisamente no Rio de Janeiro, a 30 de Janeiro de 1962 que decorreu a cerimónia oficial de entrega do Navio à Marinha Portuguesa. Esta aquisição visou dar continuidade à existência de um navio-escola veleiro na Marinha Portuguesa, para que pudesse ser assegurada a formação marinheira dos futuros oficiais, complementando-se assim as componentes técnica e académicas ministradas na Escola Naval.

Fonte: COP
Foto: DR

Lisboa quer ser a nova “capital criativa” da Europa

invest0aLisboa é referida com insistência nos media internacionais como destino de excelência, forte pólo de empreendedorismo europeu e “nova capital criativa” do velho continente. A agência Invest Lisboa atenta a este último factor de atracção acaba de lançar o seu mais recente vídeo Lisbon Your Creative Heart.

O vídeo é uma iniciativa da Invest Lisboa, agência de promoção económica de Lisboa e uma parceria entre a CML e a CCIP, com o apoio da AICEP e Baía do Tejo, com o objectivo de captar talentos das áreas criativas e artísticas para Lisboa.

O músico e produtor Makoto Yagyu (Paus + Riding Pânico), o pintor Francisco Vidal e a designer de moda e empreendedora Mónica Gonçalves foram os personagens escolhidos para demonstrar a criatividade de Lisboa. O vídeo foi produzido e dirigido pela www.todos.pt

A Invest Lisboa fez este filme por considerar que as cidades, para além de competirem pela captação de investimentos, empresas e turistas, competem cada vez mais pela captação de talentos, sejam eles empreendedores, criativos, artistas, investigadores, estudantes ou profissionais de outros sectores de actividade. A agência acredita que são os talentos que fazem a vitalidade das cidades e das economias, são os talentos que resolvem os problemas das sociedades e que Lisboa tem todas as condições para captar cada vez mais talentos e com isso melhorar a sua situação económica e qualidade de vida.

O jornal brasileiro NEXO também descobriu esta faceta da capital lusa e a jornalista Ana Freitas assina o elucidativo artigo Por que Lisboa é a nova capital criativa da Europa“. 

O artigo conta a história dos músicos Marcelo Camelo e Mallu Magalhães que se mudaram para Lisboa em 2013. Aqui aproximaram-se de um velho amigo – o baterista Fred Pinto Ferreira, de projectos como Buraka Som Sistema e Orelha Negra. Juntos, o trio formou a Banda do Mar e lançou um disco com o mesmo nome e gravado na nossa capital.

A jornalista relembra que há quem defenda até que Lisboa é a próxima Berlim e refere que incentivos económicos, preços baixos e qualidade de vida atraem jovens criativos à capital lusa. São apontados rankings e estudos internacionais que colocam Lisboa no top das melhores cidades do mundo para se viver.

A Web Summit, a arte urbana, a “cena cultural efervescente”, os incentivos para startups e os pólos tecnológicos, as características acolhedoras e a luz são destacados.

Fontes: Invest Lisboa e NEXO
Foto: DR

Faculdade de Arquitetura leva o Centro Histórico do Porto à China

693449_orig[1]Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) vai marcar presença na Bienal Bi-citadina de Arquitetura e Urbanismo de Shenzhen e Hong Kong 2015 (UABB 2015), que decorre de 4 de dezembro a 28 de fevereiro de 2016, na cidade de Shenzen, na China.

A participação da FAUP, coordenada pelos arquitetos e docentes Ana Neiva e Marco Ginoulhiac, e que conta com o apoio institucional da Câmara Municipal do Porto e do Atelier A+E Design, vai concretizar-se através da exposição The City, the School and the Masters que, numa aproximação ao tema proposto pela Bienal  -“Living the City” -, propõe uma reflexão em torno do Centro Histórico do Porto, classificado como Património Cultural da Humanidade, pela UNESCO, em 1996. A exposição lança um olhar sobre a história e o devir de um fragmento do coração do Porto, ilustrativo da sua identidade, das marcas geradas pelo tempo e das potencialidades que ainda encerra. Articulando a Cidade, a Escola e os seus Mestres, apresenta-se sinteticamente o mais recente sedimento na construção de um pedaço estruturante de cidade – o eixo Estação S. Bento | Ponte Luís I.

Entre os mais de quarenta projetos ensaiados para este fragmento de cidade, desde o início do século XX, nenhum alcançou completa concretização, e o espaço, que permanece expectante, tem sido objeto de discussão e leitura de modos mais ou menos abrangentes. Para enriquecer a reflexão, apresentam-se os testemunhos do Arquiteto Álvaro Siza e de estudantes da FAUP em torno de maquetes, revelando o processo de projeto da “Escola do Porto”, possibilitando simultaneamente uma discussão sobre a Cidade.

A instalação vídeo garante a atmosfera para estas conversas sobre o espaço, ao projectar a cidade real – através da captação dos seus sons, luz e gente – sincronizada com o diálogo entre os estudantes e o testemunho de Álvaro Siza. Os diferentes vídeos envolverão o visitante, tornando clara a forte ligação entre a Escola e a Cidade e levando um pouco do Porto até Shenzhen”, lê-se na proposta curatorial da exposição. A oportunidade de participação da FAUP na Bienal de Arquitectura e Urbanismo de Hong Kong e Shenzhen surge na sequência do protocolo formalizado em maio passado entre a Faculdade e o Atelier chinês A+E Design, assente num programa de estágios dirigido aos recém-licenciados e estudantes do 5º ano do Mestrado Integrado em Arquitetura da FAUP, promovido pelo Professor Marco Ginoulhiac.

Bienal Bi-citadina de Arquitectura e Urbanismo de Shenzhen e Hong Kong – UABB é, atualmente, a única Bienal dedicada aos temas do urbanismo e da arquitetura. Sediada em Shenzhen, uma das primeiras zonas económicas especiais da China, e com curadoria a cargo de Aaron Betsky, Alfredo Brillembourg, Hubert Klumpner e Doreen Heng LIUm, a UABB 2015 vai acolher 72 expositores de seis continentes em torno do tema “Re-Living The City”. A inauguração vai decorrer na antiga fábrica Dacheng Flour, na zona de Shekou, um complexo industrial construído na década de 80 que será especialmente transformado em espaço expositivo multidisciplinar para esta Bienal.

Para saber mais sobre a UABB consulte o site: http://en.szhkbiennale.org/

Fonte: UP
Foto: portopatrimoniomundial.com

 

 

Primeiro o canto, depois os chocalhos. Tudo arte nacional com reconhecimento mundial.

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A arte de fabricar chocalhos em Portugal foi considerada Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente, pelo risco de deixar de existir.

É em terras alentejanas que o fabrico de chocalhos em Portugal tem maior destaque e expressão. Mas agora assumiu uma dimensão mundial ao ser classificado pela UNESCO como Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente.  A distinção foi aprovada, dia 1 de dezembro, pelo Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial reunido na Namíbia.

A conquista desta distinção facilitará a preservação e protecção desta arte secular, apostando em medidas de salvaguarda e promoção da mesma.

A arte de fabricar chocalhos foi em tempo a grande actividade de muitos portugueses. Com o passar do tempo, a tradição perdeu-se e poucos são aqueles que ainda se dedicam a esta arte nacional. O perigo de desaparecimento desta arte foi uma das razões que levou a UNESCO a aprovar a candidatura portuguesa, em maio do ano passado.

O responsável pela candidatura, Paulo Lima, explicou ao Observador que dos 13 mestres chocalheiros existentes no país, maioritariamente no Alentejo, “nove têm mais de 70 anos e os outros têm entre 30 e 40 anos, mas nenhum tem aprendiz”. Esta candidatura foi organizada pelo Turismo do Alentejo, em parceria com a Câmara de Viana do Alentejo e Junta de Freguesia de Alcáçovas.

Quanto aos chocalhos, Paulo Lima explica tratarem-se de “uma espécie de GPS do gado que permite saber onde estão os animais”, acrescentando que se trata de algo que corresponde à identidade dos campos e do mundo rural português.

Nos Açores, António Ferreira da Costa, de 80 anos, é o último chocalheiro do arquipélago. Perante a classificação atribuída pela UNESCO, o resistente chocalheiro disse à agência Lusa que sentia um misto de “alegria e tristeza”. Considerou que “É uma alegria, porque é reconhecido, e torna-se triste, porque isto vai desaparecer no futuro, é certo”.

António Ferreira da Costa reside em Posto Santo, concelho de Angra de Heroísmo, na ilha Terceira e alberga, na sua casa, um “museu” com cerca de 700 chocalhos. A produzir chocalhos desde 1956, António Ferreira da Costa tem ensinado a arte a um dos netos.

A candidatura foi congratulada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, que relembrou que este foi o primeiro elemento inscrito por Portugal na Lista do Património Cultural Imaterial da UNESCO que Necessita de Salvaguarda Urgente.

Recorde-se que já no ano passado Portugal tinha sido distinguido, com a classificação do Canto Alentejano como Património Cultural Imaterial da UNESCO.

 

Fontes: Observador e CM
Foto: Freguesia de Alcáçovas

Portugueses de Excelência somos todos nós

Hoje escrevo sobre algo diferente do que é habitual no Excelência Portugal: não venho relatar sobre um caso de sucesso de uma alma lusa que se destacou neste ou naquele campo. Desta vez, a história que conto é sobre uma cara desconhecida, cujo legado é incorpóreo, contudo memorável.

Quero contar a história de uma portuguesa de excelência singular. Esta mulher não foi empreendedora, não lançou nenhum produto ou serviço, nem se destacou num mercado estrangeiro. Mas foi importante, muito importante. O nome dela é Cândida, e foi para mim uma segunda avó.

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“Cândida com a sua segunda família” (1973)

Úcilia Cândida Piedade da Silva era o seu nome. Cândida, como é conhecida, veio trabalhar para a família Perestrello a 20 de Abril de 1959 como ama e hoje é avó de muitos, sem nunca ter sido mãe de ninguém. Menina da aldeia, mal teve direito a ir para a escola – no breve período que teve acesso a uma sala de aula, a professora, essa malvada recém-mãe pô-la a lavar as fraldas no rio enquanto as outras crianças eram ensinadas. Ainda assim, Cândida conseguiu aprender a ler e a escrever sozinha (isso mesmo, sozinha. Se isto não é excelência não sei o que é). No 25 de Abril acompanhou a minha família para Inglaterra onde aprendeu o inglês. “Senhora no here. In school. Fetch meninos.” dizia ela aos telefonemas inquisitivos sobre o paradeiro da minha avó. Sempre se conseguira desenvencilhar fosse qual fosse a situação.

A família regressou para Portugal e Cândida continuou ama dos meninos, agora adultos e  a começar a ter bébes seus. Não haveria outro colo a confiar senão ao da doutorada em infantes, Candinha. Pelos seus braços passaram 12 crianças (fora primos e amigos  dos mesmos que também teve de aturar). Viu casamentos, divórcios, nascimentos, mortes, graduações e primeiras comunhões. Sempre na primeira fila.

Uma queda há uns três anos debilitou-lhe muito a saúde, mas foi a morte inesperada de um dos quase-filhos que lhe quebrou o espírito. Hoje, somos nós que estamos na primeira fila a despedirmo-nos dela.

Adeus Cândida. Leve muitos beijinhos ao tio Titão e aos bisavós.


Fotografia:
Carlota Perestrello

Vice-Reitora da U.Porto recebe Palmas Académicas do Estado francês

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Maria de Fátima Marinho
, Vice-reitora da Universidade do Porto com o pelouro das Relações Externas e Cultura, recebeu, dia 23 de novembro, as insígnias de Chevalier de l’Ordre des Palmes Académiques”, condecoração atribuída pelo do Estado francês a membros da comunidade educativa, docentes e não-docentes, que se destaquem na divulgação da cultura francesa a nível internacional. A condecoração da República Francesa à professora da U.Porto foi entregue pelo Embaixador de França em Portugal, Jean-François Blarel, e a cerimónia teve lugar no Salão Nobre da Universidade do Porto.

A Ordem das Palmas Académicas é uma condecoração da República Francesa destinada a membros da comunidade educativa, docentes e não-docentes, que se destaquem na divulgação da cultura francesa a nível internacional, atribuída em três graus (ordenados por ordem ascendente): Chevalier, Officier e Commandeur. Em anos anteriores, já tinham sido distinguidos os docentes da U.Porto  Elísio Brandão (Faculdade de Economia), João Teixeira Lopes e José Domingues de Almeida (ambos da FLUP).

Natural do Porto (1954), Maria de Fátima Marinho licenciou-se em Filologia Românica, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde leciona Literatura Portuguesa Contemporânea desde 1976. Em 1987, doutorou-se com uma tese sobre o Surrealismo em Portugal. Professora Catedrática da FLUP desde 2001, foi Diretora da Faculdade de 2010 a 2014, ano em que assumiu as funções de Vice-reitora. Autora de vários livros – “Herberto Helder, a Obra e o Homem” (1982); “O Surrealismo em Portugal” (1987); “A Poesia Portuguesa nos Meados do Século XX – Ruturas e continuidade” (1989); “O Romance Histórico em Portugal” (1999) – e ensaios publicados em inúmeros jornais e revistas, tem centrado a sua atividade de investigação nos domínios das literaturas românicas. Mais recentemente, tem-se dedicado ao estudo das relações entre a Literatura e a História nos séculos XIX e XX.

A ligação de Maria de Fátima Marinho à França e à cultura daquele país está patente em vários artigos publicados sobre temas ligados à literatura francesa. Em 2011, assinou um artigo – intitulado “Quem tem medo dos Franceses?” no nº especial Outono-Inverno 2011-2012 da revista Carnets, dedicado ao tema “Invasions et Évasions: La France et nous, nous et la France”.

Fonte: UP
Foto: DR

Soraya Gadit, CEO da InoCrowd, agraciada com Prémio Femina 2015

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Soraya Gadit, fundadora e CEO da InoCrowd foi agraciada por ter contribuído para o prestígio de Portugal e da Lusofonia nas áreas do Empreendedorismo e da Inovação. 

O Prémio Femina foi criado em 2010, para agraciar as Notáveis Mulheres Portuguesas. Na celebração do Quinto Aniversário da sua fundação procedeu ao alargamento do âmbito das suas destinatárias, que serão as Notáveis Mulheres Portuguesas e da Lusofonia – oriundas de Portugal, dos Países de Expressão Portuguesa, das Comunidades Portuguesas e Lusófonas, e Luso-descendentes, que se tenham distinguido com mérito ao nível profissional, cultural e humanitário no Mundo, pelo Conhecimento e pelo seu relacionamento com outras Culturas. Foram sete as mulheres agraciadas com esta distinção.

A edição comemorativa do seu Quinto Aniversário foi realizada com jantar e cerimónia de entrega do Prémio Femina 2015, no dia 28 de Novembro de 2015, no Salão Macau do Museu do Oriente, em Lisboa, onde as agraciadas receberam o prémio pelos membros da Comissão de Honra (João Micael, Amadeu Leitão Nunes, Delmar Maia Gonçalves e Pedro Ferreira de Carvalho).

Receber este prémio significa o reconhecimento do meu trabalho e também é o resultado do sucesso da InoCrowd e da minha equipe. 

A Inocrowd é  uma Startup que visa estabelecer uma relação directa entre o mundo académico ou de alguém que tenha uma solução – Solver – e o mundo empresarial – Seeker, procurando diminuir o GAP / distanciamento existente entre ambos.

Soraya Gadit é uma das fundadoras da InoCrowd, que surgiu a 20 de janeiro de 2011. Soraya é formada em Ciências Farmacêuticas pela FFUL (Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa) e tem um MBA em Finanças e Gestão pela AESE.

Em declarações à Excelência Portugal, a empreendedora salientou que “receber um prémio que personagens tão ilustres como por exemplo a Dra. Manuela Ramalho Eanes, Dra. Maria Barroso, Dra. Maria de Belém e Professora Elvira Fortunato já receberam é para mim um enorme orgulho. Inspira-me e dá-me força para continuar a trabalhar de forma a valorizar ainda mais o conhecimento e promover a inovação das nossas empresas e universidades”.

Agraciadas com o Prémio Femina 2015 e a Comissão de Honra

Lista completa das agraciadas:

Prémio Femina de Honra
Georgina de Mello
Directora-Geral da CPLP

Por méritos relevantes na Excelência Profissional
Albina Assis Africano

Por mérito nas Letras: Literatura – Investigação e ensino de Literaturas Lusófonas
Inocência Mata

Por mérito nas Letras: Literatura – Poesia e ficção
Ana Mafalda Leite

Por mérito nas Ciências: Investigação relevante
Fátima Cardoso

Por méritos relevantes na Excelência Profissional, e, que tenha contribuído para o prestígio de Portugal e da Lusofonia: Empreendedorismo e inovação
Soraya Gadit

Pela Divulgação da Cultura de Matriz Portuguesa no estrangeiro e na Lusofonia
Sónia Matias

Fonte: Matriz Portuguesa/Prémio Femina
Fotos: DR/João de Sousa

 

Forte de Nossa Senhora da Graça, em Elvas, abre ao público após obras de requalificação

Fotografia0141O Forte de Nossa Senhora da Graça, em Elvas, abre as suas portas ao público na próxima sexta-feira, a partir das 14.00 horas, após a inauguração das obras de requalificação deste monumento nacional. 

O presidente da Câmara de Elvas garante que o forte é “o maior perímetro fortificado do mundo” e que as autoridades quiseram “preservar a memória” nesta remodelação. O forte passa a ter várias funcionalidades além de captar turistas portugueses e espanhóis. O edil garantiu que a estrutura vai permitir a realização de “casamentos na capela, encontros de empresas, workshops, exposições, além de também estar pensado para acolher serviços educativos”.

O monumento foi reabilitado para ser considerado um dos espaços mais emblemáticos, apesar da vasta oferta que a cidade pode oferecer aos turistas em termos culturais.

A tecnologia também vai ajudar aqueles que não podem visitar algumas partes do monumento através de uma aplicação móvel. As estimativas apontam para 100 mil visitas durante 365 dias.

A reabilitação do monumento surge numa altura em que a cidade de Elvas integra o projecto Euro-cidades com a vizinha Badajoz para construir uma rede cultural cujo objectivo passa por agarrar os turistas durante vários dias na região. O responsável pelo município explica que “queremos ser um destino e não um local de visita temporário”.

A obra foi possível no âmbito do protocolo de transferência assinado entre a Autarquia e o Governo, em 2014, de cerca de 30 prédios militares, localizados em Elvas, do Estado para o município, sendo o Forte da Graça o mais emblemático.

A intervenção, orçada em cerca de 6,1 milhões de euros, vai ter uma segunda fase que se traduz na adaptação do mesmo para actividades culturais, que será também, alvo de candidatura a fundos comunitários.

Foto: DR

Nota Histórico-Artistica (in http://www.patrimoniocultural.pt/)

O Forte da Graça foi mandado construir por D. José I, no monte onde se encontrava a antiga capela de Nossa Senhora da Graça. O monte da Graça é um dos pontos mais altos da região, constituindo portanto um local de grande importância estratégica. Durante o cerco de Elvas (1658-1659), no contexto da Guerra da Restauração, o exército espanhol tomou o local e nele instalou uma posição de artilharia, a partir da qual atacou severamente a cidade. A situação repetiu-se em 1762, durante a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), quando Elvas foi novamente sitiada. Finalmente, e logo em 1763, D. José I determinou a construção de uma fortaleza que permitisse completar o circuito defensivo da cidade. Do seu planeamento foi encarregado o Marechal Wilhelm von Schaumburg-Lippe, mais conhecido como Conde de Lippe, que viera de Inglaterra no ano anterior, para dirigir a defesa do reino.

    A ermida de Santa Maria da Graça foi destruída, tendo a imagem da Virgem que guardava transitado para a capela do forte, donde veio a desaparecer mais tarde com as invasões francesas. A obra foi muito exigente para a região, tendo nela trabalhado 3 a 4 mil homens, entre 1763 e 1792. O forte ficou de imediato conhecido como Forte de Lippe, e mais tarde, em 1777, por ordem de D. Maria I, por Forte de Nossa Senhora da Graça. A edificação resistiu ao ataque das tropas espanholas durante a Guerra das Laranjas (1801), e ao bombardeamento infligido pelas tropas francesas do general Soult, no contexto da Guerra Peninsular (1811).

      O forte é uma obra-prima da arquitectura militar europeia do século XVIII, tanto pela originalidade das soluções aí apresentadas, como pela sua monumentalidade. É constituído por três linhas de defesa. A obra mais exterior consta de um caminho coberto, defendido por canhoeiras, um hornaveque(do alemão hornwerk), composto por dois meios-baluartes ligados por uma cortina, e por um fosso seco, com 10 metros de largo. Segue-se uma estrutura quadrangular com 150 m de lado, com quatro baluartes nos vértices. Os panos de muralha, ou cortinas, são cobertos por revelins e rasgados pela porta principal, denominada Porta do Dragão, a Sul, e por “portas posteriores” ou poternas, protegidas por canhoeiras. Entre as cortinas e o segundo fosso desenvolvem-se inúmeras dependências, incluindo casernas e outras edificações. O reduto propriamente dito é uma torre de planta octogonal, com pisos abobadados, constando de capela no piso térreo e Casa do Governador nos pisos nobres. Por baixo da capela existe uma notável cisterna. O reduto é defendido por três ordens de baterias em casamatas, com canhoneiras. SML

      Nota: A Excelência Portugal efectuou visita ao Forte da Graça a convite da Câmara Municipal de Elvas

      Já T’Explico – Projeto de voluntariado jovem promove apoio escolar

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      O Já T’Explico é um projeto de voluntariado jovem desenvolvido por estudantes oriundos de várias universidades do Porto. Promovido pela Associação PartilhaCoragem, este projeto de cariz social pretende garantir apoio escolar a crianças carenciadas.

      A Excelência Portugal esteve à conversa com Mariana Quesada Bernardo, presidente da PartilhaCoragem, que nos deu a conhecer o projeto e a sua experiência pessoal no mesmo.

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      Queremos instigar o gosto pela escola; queremos que os nossos meninos reconheçam o valor da mesma e, mesmo com alguns constrangimentos, nada os impeça de chegarem onde querem - Mariana Quesada Bernardo

      - Como surgiu a ideia deste projecto e com que objectivos?

      Dizemos que a ideia surgiu no gerúndio: surgindo. Sempre nos custou pensar que havia crianças e jovens que não tiveram as oportunidades e facilidades escolares que tivemos e, com a vontade de contrariar isso, surgiu o Já T’Explico. Esse é o nosso principal objetivo – ajudar todas as crianças que, sem possibilidades financeiras, precisem de apoio extra escola.
      Não queremos alunos de excelência, com 100% a tudo – se for essa a classificação, melhor. Queremos instigar o gosto pela escola; queremos que os nossos meninos reconheçam o valor da mesma e, mesmo com alguns constrangimentos, nada os impeça de chegarem onde querem. Acreditamos que uma pessoa académica e profissionalmente concretizada, é mais feliz.

      - No teu caso concreto, este foi o primeiro apelo para o voluntariado?

      Já tinha feito algumas atividades de voluntariado, como recolha de alimentos para o banco alimentar. Mas, voluntariado aliado ao mundo do associativismo, foi o meu primeiro contacto. Em Erasmus, todos os meus amigos tinham uma experiência vasta em ações de voluntariado, não só o promovidas pela faculdade ou por instituições mas, também, promovidas por si próprios. Talvez, tenham sido eles que me inspiraram. Acredito que todos os jovens com ideias que possam contribuir para quem mais precisa, devem pô-las em prática. Aliás, deve haver mais apoio e mais informação para que tal aconteça. Uma sociedade sustentável não passa só por cuidados ambientais, por exemplo; uma sociedade sustentável, também, passa pela interajuda.

      - Este é o único projeto da Associação PartilhaCoragem? Quantos associados têm?

      Sim. Dizemos que o projeto nasceu primeiro que a associação, porque o que nos acompanha desde o início é o Já T’Explico.
      Para já, este é o nosso único projeto. Mas o futuro pode reservar muitos outros.

      - Como financiam o projeto? Com que apoios contam?

      Na maior parte das vezes, autofinanciamo-nos. Mas, já contamos com apoios como o da Junta de Freguesia de Campanhã.
      Sem ser a nível financeiro, contamos com o apoio da junta de freguesia do Bonfim, da união de freguesias do centro histórico do Porto, da biblioteca municipal de São Lázaro e da fajdp.

      - Quem são os vossos voluntários e beneficiários?

      Para além de 32 associados que trabalham na organização da associação, temos uma fantástica equipa de 51 voluntários. São estudantes universitários de diversas universidades do Porto (UP, Católica, Portucalense,…) e prestam apoio aos nosso meninos.

      - Onde são ministradas as explicações?

      Nós temos dois polos onde atuamos – Casa das Associações da FAJDP e Biblioteca Municipal de São Lázaro.

      - Além das explicações pretendem proporcionar a participação em clubes diversos. Já funcionam e quais as temáticas?

      Uma das ideias principais, é providenciar atividades extra aulas. Essas mesmas atividades serão postas em prática no segundo período.-

      O que mudou em ti com este projeto? Qual foi a melhor recompensa que recebeste?

      Sem dúvida alguma, o Já T’Explico foi a melhor coisa que me aconteceu.
      Tornei-me mais adulta, mais responsável, (ainda) mais ambiciosa. Mas, o melhor, é poder trabalhar com a equipa que trabalha diariamente para o projeto. Sem eles, este sonho, que é de todos, não seria possível. Para não falar de que não há nada melhor do que saber que os nossos meninos estão a gostar das explicações e que as mesmas os têm ajudado.

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      Beatriz Dias, responsável pelas Relações Externas do projeto, também falou com a Excelência Portugal e deu-nos a conhecer o seu envolvimento e que foi, em conjunto com a Mariana, responsável pelo seu “nascimento”.

      Esta responsável adiantou ainda que “Criamos a Associação, porque sempre nos envolvemos em projetos de voluntariado, mas surgiu a vontade de criarmos algo mais nosso, algo de raíz, que nos desse a possibilidade de deixar a nossa marca mas vidas dos jovens que queremos ajudar.” e que para ela, o voluntariado “é uma forma de ganhar tempo, de crescermos e de não esquecermos a importância de ser humilde.”.


      Fotos:
      DR

      Se conhece alguma criança que precise de explicações pode enviar o mail para o geral@jatexplico.pt ou contactar o Já T’Explico através do 937474150. Todas as segundas, quartas e sextas as explicações são dadas na Biblioteca de São Lázaro e às terças, quintas e sextas  na Casa das Associações.