
Na passada sexta-feira dia 12, na gala «Os Melhores do Ano» da Revista de Vinhos, a Adega Mayor venceu o prémio de melhor enoturismo nacional, fortalecendo a aposta que tem vindo a ser feita nesta área, como um exemplo da arte de bem receber alentejana.
De acordo com o júri, o enoturismo da Adega Mayor representa “o equilíbrio perfeito entre uma máquina bem montada para o enoturismo de massas e a atmosfera intimista que faz cada um de nós sentir-se em casa.”.
A cerimónia, já conhecida como os “Óscares do Vinho”, tem um impacto muito importante no sector e junto dos principais agentes como produtores de vinho, enólogos, escanções, mas também chefes e empresários da restauração.
Esta foi uma noite de êxito para a Adega Mayor, uma vez que também o vinho Reserva do Comendador Tinto 2011 foi considerado um dos melhores vinhos de 2015. Este vinho já tinha seduzido o júri do concurso Mundus Vini 2015 – Summer Tasting, onde conquistou uma das duas medalhas de ouro que a Adega Mayor trouxe da Alemanha. Foi a segunda vez consecutiva que os néctares campomaiorenses conquistaram ouro em Meininger.

A Adega Mayor
Boa é a vida, mas melhor é o vinho. – Fernando Pessoa
Inaugurada em 2007 e assinada por Siza Vieira, a Adega Mayor é a primeira adega de autor em Portugal procurando contribuir para a riqueza vitivinícola da região e do país.
Com 150 hectares de vinhas distribuídas pela Herdade da Godinha, a Herdade das Argamassas e o Monte da Pina, a Adega Mayor produz, anualmente, 600 mil garrafas. 30% da produção destina-se ao mercado externo.
A Adega Mayor foi distinguida em 2014, pelo Turismo do Alentejo, com o Prémio Melhor Enoturismo. Os voos de balão, os passeios de Btt, as provas de orientação, as experiências de vindima, as acções de team building, entre muitas outras experiências desenhadas ao pormenor e personalizadas para cada consumidor, permitiu que a Adega Mayor fosse reconhecida pela oferta de excelência que proporciona a todos os visitantes.
No início de 2015, Eli Gottlieb, jornalista do The New York Times teve a oportunidade de conhecer o Alentejo, que enalteceu como tipicamente português, referindo que se está a tornar um dos destinos de topo no Mundo. A Adega Mayor fez parte do roteiro da jornalista e o espaço foi elogiosamente destacado e adjectivado de “hipermoderno”.
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Rita Nabeiro
Licenciada em Design de Comunicação pela Universidade de Belas Artes de Lisboa, cujo curso terminou em 2003 e com um início de carreira ligado ao design e à comunicação, passou por uma agência de comunicação e publicidade em Itália e pela agência Brand New, em Portugal.
Em 2006, abraçou o desafio de trabalhar no Grupo Nabeiro-Delta, onde foi integrada no departamento de Marketing do Grupo. Depois de acompanhar vários projectos da marca Delta e também dos vinhos, acabou por se entregar aos néctares campomaiorenses. O enólogo Paulo Laureano foi o seu principal mentor.
Rita Nabeiro é, desde 2012, a directora-geral da Adega Mayor, que se tem vindo a afirmar como uma referência no panorama vinícola nacional. Exemplo deste sucesso são as inúmeras distinções que tem vindo a conquistar em Portugal e no estrangeiro.
Rita Nabeiro aliou também a arte ao vinho. Tornou a Adega Mayor a primeira marca portuguesa de vinhos a ser convidada para marcar presença na exposição How Wine Became Modern do San Francisco Museum of Modern Art e organizou as conferências Wine Talks & Arts. A gestora juntou-se também ao Grupo Portugal Wine Ladies, que reune 12 mulheres com ligação ao sector vinícola, para potenciar a promoção dos seus vinhos e, ao mesmo tempo, contribuir para a divulgação dos vinhos portugueses nos mercados internacionais.
Dotada de um forte espírito empreendedor, Rita Nabeiro busca constantemente o conhecimento. A gestora frequentou várias formações em áreas como a gestão e troca experiências com vários produtores nacionais e estrangeiros.
Fontes: Adega Mayor; Executiva; revista b
Fotos: Adega Mayor; Gonçalo Villaverde (Rita Nabeiro)
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