Adega Mayor venceu prémio de melhor enoturismo nacional

mayor1a

Na passada sexta-feira dia 12, na gala «Os Melhores do Ano» da Revista de Vinhos, a Adega Mayor venceu o prémio de melhor enoturismo nacional, fortalecendo a aposta que tem vindo a ser feita nesta área, como um exemplo da arte de bem receber alentejana.

De acordo com o júri, o enoturismo da Adega Mayor representa “o equilíbrio perfeito entre uma máquina bem montada para o enoturismo de massas e a atmosfera intimista que faz cada um de nós sentir-se em casa.”.

A cerimónia, já conhecida como os “Óscares do Vinho”, tem um impacto muito importante no sector e junto dos principais agentes como produtores de vinho, enólogos, escanções, mas também chefes e empresários da restauração.

Esta foi uma noite de êxito para a Adega Mayor, uma vez que também o vinho Reserva do Comendador Tinto 2011 foi considerado um dos melhores vinhos de 2015. Este vinho já tinha seduzido o júri do concurso Mundus Vini 2015 – Summer Tasting, onde conquistou uma das duas medalhas de ouro que a Adega Mayor trouxe da Alemanha. Foi a segunda vez consecutiva que os néctares campomaiorenses conquistaram ouro em Meininger.

mayor2a

A Adega Mayor

Boa é a vida, mas melhor é o vinho. – Fernando Pessoa

Inaugurada em 2007 e assinada por Siza Vieira,  a Adega Mayor é a primeira adega de autor em Portugal procurando contribuir para a riqueza vitivinícola da região e do país.

Com 150 hectares de vinhas distribuídas pela Herdade da Godinha, a Herdade das Argamassas e o Monte da Pina, a Adega Mayor produz, anualmente, 600 mil garrafas. 30% da produção destina-se ao mercado externo.

A Adega Mayor foi distinguida em 2014, pelo Turismo do Alentejo, com o Prémio Melhor Enoturismo. Os voos de balão, os passeios de Btt, as provas de orientação, as experiências de vindima, as acções de team building, entre muitas outras experiências desenhadas ao pormenor e personalizadas para cada consumidor, permitiu que a Adega Mayor fosse reconhecida pela oferta de excelência que proporciona a todos os visitantes.

No início de 2015, Eli Gottlieb, jornalista do The New York Times teve a oportunidade de conhecer o Alentejo, que enalteceu como tipicamente português, referindo que se está a tornar um dos destinos de topo no Mundo.  A Adega Mayor fez parte do roteiro da jornalista e o espaço foi elogiosamente destacado e adjectivado de “hipermoderno”.

GI20150601_GONCALO-VILLAVERDE_0056-1200x800_c[1]

Rita Nabeiro

Licenciada em Design de Comunicação pela Universidade de Belas Artes de Lisboa, cujo curso terminou em 2003 e com um início de carreira ligado ao design e à comunicação, passou por uma agência de comunicação e publicidade em Itália e pela agência Brand New, em Portugal.

Em 2006, abraçou o desafio de trabalhar no Grupo Nabeiro-Delta, onde foi integrada no departamento de Marketing do Grupo. Depois de acompanhar vários projectos da marca Delta e também dos vinhos, acabou por se entregar aos néctares campomaiorenses. O enólogo Paulo Laureano foi o seu principal mentor.

Rita Nabeiro é, desde 2012, a directora-geral da Adega Mayor, que se tem vindo a afirmar como uma referência no panorama vinícola nacional. Exemplo deste sucesso são as inúmeras distinções que tem vindo a conquistar em Portugal e no estrangeiro.

Rita Nabeiro aliou também a arte ao vinho. Tornou a Adega Mayor a primeira marca portuguesa de vinhos a ser convidada para marcar presença na exposição How Wine Became Modern do San Francisco Museum of Modern Art e organizou as conferências Wine Talks & Arts.  A gestora juntou-se também ao Grupo Portugal Wine Ladies, que reune 12 mulheres com ligação ao sector vinícola, para potenciar a promoção dos seus vinhos e, ao mesmo tempo, contribuir para a divulgação dos vinhos portugueses nos mercados internacionais.

Dotada de um forte espírito empreendedor, Rita Nabeiro busca constantemente o conhecimento. A gestora frequentou várias formações em áreas como a gestão e troca experiências com vários produtores nacionais e estrangeiros.

Fontes: Adega Mayor; Executiva; revista b
Fotos: Adega Mayor; Gonçalo Villaverde (Rita Nabeiro)

Artigos relacionados:
Vinhos da Adega Mayor conquistaram duas medalhas de ouro no Mundus Vini 2015
Grupo Delta Cafés inaugurou pólo industrial para produzir nova máquina de café profissional ” a Mayor”

 

 

 

 

A Onda da Nazaré: um estímulo para a aprendizagem

nazare1O filme “The Nazaré Wave” é o principal resultado do projecto “A Onda da Nazaré: um estímulo para a aprendizagem”. Este projecto tem como objectivo contribuir para a literacia sobre os Oceanos e cativar a atenção do público em idade escolar para a importância da integração do conhecimento científico na gestão sustentável dos Oceanos.

Este projecto foi desenvolvido no âmbito das actividades de outreach promovidas pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e foi financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu no âmbito do Programa PT02 – Gestão Integrada das Águas Marinhas e Costeiras.

A excelência Portugal quis conhecer melhor este projecto e falou com a sua principal mentora, Mafalda Carapuço, que nos concedeu esta entrevista.

Visita de estudo à Nazaré

Visita de estudo à Nazaré

- Como começou este projecto?

O projecto “A Onda da Nazaré: um estímulo para a aprendizagem” começou no âmbito da iniciativa “Semana Ciência e Tecnologia: Um planeta, a nossa casa”, promovida pelo Programa Ciência Viva. No decorrer desta iniciativa tive a possibilidade de fazer uma apresentação na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), sobre a onda da Nazaré. No seguimento desta apresentação, o Prof. Adérito Cunha da Escola Básica e Secundária de Gama Barros (EBSGB), convidou-me para ir à escola fazer esta mesma apresentação. Os alunos gostaram do tema e do formato da apresentação que era suportada em curtas-metragens de animação científica que ilustravam os processos físicos associados à geração, propagação e rebentação das ondas. Nesta sessão, perguntei-lhes ainda assim o que deveria ser feito para melhorar a apresentação – os alunos sugeriram a introdução de mais animações e manifestaram vontade em contribuírem para a apresentação. Nasceu assim o projecto “A Onda da Nazaré: um estímulo para a aprendizagem”.

- Como foi constituída a equipa?

A equipa do projecto foi, numa primeira fase, constituída por quatro pessoas. Por mim, aluna de doutoramento em geologia da FCUL, onde tenho desenvolvido a minha investigação na área da transferência do conhecimento científico entre os cientistas e a sociedade. Pelos meus orientadores, professores Rui Taborda e César Andrade da FCUL responsáveis pela coordenação científica do projecto. Pelo Prof. Adérito Cunha enquanto responsável pela coordenação das actividades ligadas com a EBSGB.

Com o desenvolvimento do projecto a equipa cresceu substancialmente e juntaram-se à equipa inicial as professoras Sandra Lobo e Lúcia Jorge, os alunos das turmas 10ºCT1 e 10ºCT2 EBSGB (2015/2016) e Rui Pereira na elaboração das curtas-metragens de animação científica.

- Qual a motivação inicial?

A motivação inicial foi potenciar a transferência do conhecimento científico e investigar de que forma temas com maior mediatismo e disponibilizados de uma forma apelativa – como o filme sobre a Onda da Nazaré – poderiam ser importantes em estimular a vontade de aprender ciência. E, consequentemente, que os jovens sentissem que o conhecimento científico lhes permite terem um papel mais activo na sociedade. Mas, confesso, que com o passar do tempo e ao estabelecer uma relação de maior proximidade com os alunos, a motivação ficou também [muito] condicionada com a vontade de fazer com que os alunos acreditassem que os sonhos podem de facto ser concretizados quando existe determinação e dedicação. E espero ter conseguido transmitir esta mensagem porque, no fundo, foi também o que aconteceu comigo ao longo deste processo.

Filmagens

Filmagens

- Porquê a Nazaré?

Não há assim tantos exemplos como o caso da Nazaré.  A Onda funciona bem, graças ao seu mediatismo e capta o interesse dos alunos.

- Garret McNamara tornou-se um mediático embaixadora da Onda da Nazaré. Como conseguiram a sua participação?

No filme “The Nazaré Wave”, e graças ao apoio do Município da Nazaré, conseguimos contar com a participação dos surfistas Garrett McNamara, Carlos Brule e Maya Gabeira. É impossível não destacar a disponibilidade do Garrett McNamara para participar numa “conversa” via skype com os alunos no dia das filmagens em estúdio.

Neste mesmo dia o Presidente da Câmara da Nazaré, Dr. Walter Chicharro, teve igualmente a simpatia de nos visitar e dar uma palavra de apoio aos alunos e ao projecto. O autarca salientou “a importância da presença da onda da Nazaré numa iniciativa que vai no sentido da aprendizagem das ciências”, ambas de grande relevância para a própria “economia do país”.

- Que importância tem a participação no Ocean Science Meeting?

As ondas da Nazaré vão ser um dos temas do Ocean Sciences Meeting 2016, um congresso que irá debater vários temas ligados às ciências, de 21 e 26 de fevereiro de 2016, em New Orleans (Estados Unidos).

A tipologia dos produtos finais do projecto “A Onda da Nazaré: um estímulo para a aprendizagem” concorre para que o impacto do projecto tenha continuidade para além do seu encerramento formal. Neste sentido, a divulgação do projecto, e em particular do filme “A Onda da Nazaré” em diferente contextos é da maior importância. A participação no 2016 Ocean Science Meeting é muito motivador uma vez que se trata de um fórum de excelência em tópicos relacionados com os Oceanos e com grande enfoque nas áreas das educação e outreach.

nazare2

Ante-estreia

Fotos: DR


Mais informações sobre o projecto em:
website do projeto: http://nazarewave.fc.ul.pt/links.html
página de facebookhttps://www.facebook.com/nazarewaveproject

 

Porto – Emblemático café “A Brasileira” transformado em hotel

A-Brasileira-Hotel[1]O histórico e emblemático café portuense “A Brasileira” vai ser transformado num hotel .O antigo seleccionador nacional de futebol, António Oliveira, é o promotor desta nova unidade de 5 estrelas.

O novo proprietário pretende devolver “A Brasileira à cidade, recuperando toda a sua história”, e transformá-la num ponto de passagem obrigatória na cidade.  António Oliveira assume também o ambicioso objectivo de integrar “A Brasileira” no “ranking dos mais belos cafés e restaurantes do mundo”.

O hotel tem abertura prevista para o terceiro trimestre de 2017 e funcionará inspirado na temática das especiarias durante os descobrimentos portugueses.

brasileira

Foi aqui em plena baixa do Porto, cidade modelo de empreendedorismo desde tempos remotos, que em 1903 Adriano Teles, antigo farmacêutico emigrado em Minas Gerais , no Brasil, fundou A Brasileira com o objectivo de criar e difundir uma marca própria de café.

A inauguração de A Brasileira na rua Sá da Bandeira foi um acontecimento sem precedentes. As suas salas depressa se transformaram-se em locais de tertúlias culturais – as mais animadas da baixa portuense! Nas décadas de 50 e 60 aqui se reunia a nata dos literatos, jornalistas, políticos e gente do teatro. – in abrasileiraporto.pt

A Brasileira vai recuperar “o brilho de outrora”, tornando-se de novo num local de eleição para portuenses e para visitantes. Com o projecto concebido pelo gabinete de arquitectura APEL e da responsabilidade do Arq. Ginestal Machado, o antigo café renasce e ganha novas valências e características adaptadas à contemporaneidade de uma cidade que é preferida como destino europeu.

O hotel vai manter intactas as características da fachada do edifício, com a sua traça imponente e os magníficos pormenores de ferro e vidro do pára-sol.

Lobby

Lobby

A nova Brasileira vai oferecer um hotel com 90 quartos, um terraço interior com um jardim vertical, um SPA, um ginásio, um wine bar e salas de conferências e um restaurante.

O restaurante, com capacidade para 109 pessoas mantém-se fiel ao desenho original do Arquitecto Januário Godinho. A cidade contará ainda com o regresso do café A Brasileira, que promete fazer justiça ao velho slogan: “O melhor café é o da Brasileira”.

Pátio

Pátio

Fontes: A Brasileira, Publituris e Viva-Porto
Fotos: A Brasileira

Açores – Baía da Horta na direcção do Clube das Mais Belas Baías do Mundo

horta_bay2A Câmara Municipal da Horta integra, pela primeira vez, os corpos sociais do Clube das Mais Belas Baías do Mundo, a que pertence desde 2011. Depois do último congresso, realizado no início do mês de fevereiro, as duas únicas baías portuguesas – Horta e Setúbal – integram agora a direcção do Clube.

A Baía da Horta foi eleita, por unanimidade, para o Secretariado Geral do Clube, cujo cargo de Director Geral é assegurado por Bruno Bodard, da Baía de Morbihan (França) e a presidência pela portuguesa Maria das Dores Meira, Presidente da Câmara de Setúbal . O Clube elegeu, ainda Michel Bujold, da Baía do Chaleur (Canadá) para, em próximo triénio, assumir a presidência.

Para José Leonardo Goulart da Silva, Presidente da Câmara Municipal da Horta,  “é um motivo de satisfação pertencer à direcção deste clube composto por 38 baías, de 25 países”. O edil  saúda também a baía portuguesa de Setúbal pelos compromissos que assume para a sua presidência nomeadamente ao nível da promoção e divulgação, turismo, investigação e preservação do meio ambiente.

No congresso, onde a Baía da Horta esteve representada pelo Vice-Presidente da Câmara, Luís Filipe Botelho, que se se fez acompanhar pelo representante da organização do Azores Trail Run, Mário Leal, foi lançado o desafio de promoção de um Trail das Baías, em próximas edições daquele evento, que tem registado grande adesão e implementação mundial, naquela modalidade.

Fonte: Município da Horta
Foto: visitazores.com

Artigos relacionados:

Columbus Trail – Correr em Santa Maria com os melhores do mundo
Açores – “o antídoto para a ideia de uma Europa desfalcada de surpresas”
Azores Wine Company – Os melhores brancos de Portugal são dos Açores
Arquipélago dos Açores nomeado para melhor destino europeu
A National Geographic da Holanda e Bélgica considerou os Açores o local mais belo do Mundo
Açores reforça aposta no Surf com os World Surfing Games em 2016
Açores são um dos melhores locais do mundo para praticar Canyoning
Açores no top ten das melhores ilhas para visitar
Uma obra de arquitectura encantadora: o Cella Bar
Santa Bárbara Eco-Beach Resort – Recanto açoriano de excelência

“Transportamos o AMOR de Portugal” – Lenços de Namorados a bordo da TAP

lencos_vv

Hoje, dia 14 de fevereiro, Dia dos Namorados, os encostos de cabeça de todos os aviões da TAP com viagens de longo curso (saída de Lisboa e Porto) serão decorado com os motivos dos Lenços de Namorados, que os passageiros poderão levar para casa no final da viagem.

O Lenço de Namorados é assim levado a todo o mundo nas asas da TAP, que continua a assumir-se como embaixadora dos produtos portugueses, dando um forte contributo para a economia local da região do norte do País – TAP em comunicado

A autarquia vilaverdense retomou a parceria com a TAP, pelo que, além desta acção do Dia de S. Valentim, durante o mês de fevereiro, todos os aviões da companhia vão exibir um vídeo promocional sobre o concelho de Vila Verde e a transportadora vai lançar um passatempo nas redes sociais relacionado com o Mês do Romance.

O bordado que embeleza os encostos foi exclusivamente criado pelas bordadeiras da Cooperativa Aliança Artesanal.

Para a autarquia, Fevereiro é o “Mês do Romance” e de 29 de janeiro a 5 de março, ao longo de 39 dias, organiza uma programação alargada que promete tocar o coração dos portugueses e afirmar de forma peremptória o mote ‘Vila Verde, onde o amor acontece!’.

A companhia salienta que esta acção “segue a linha de iniciativas semelhantes em que foram promovidos, nos aviões da companhia, sabonetes produzidos no Grande Porto, licores da Lousã, cerejas do Fundão, artesanato dos Açores e da Madeira, chocolates de Lisboa ou porcelanas de Ílhavo, entre outros produtos de várias regiões portuguesas”.

Sobre os Lenços

É provável que a origem dos “lenços dos namorados” ou “lenços de pedidos” esteja nos lenços senhoris do sec. XVII – XVIII, adaptados depois pelas mulheres do povo, dando-lhe consequentemente um aspecto característico.

Antes de tudo, eles faziam parte integrante do traje feminino e tinham uma função fundamentalmente decorativa. Eram lenços geralmente quadrados, de linho ou algodão, bordados segundo o gosto da bordadeira. Mas não é enquanto parte integrante do traje feminino que nos interessa o seu estudo, mas a sua outra função, não menos importante, e da qual vem o nome: a conquista do namorado.

A moça quando estava próxima da idade de casar confeccionava o seu lenço bordado a partir dum pano de linho fino que porventura possuía ou dum lenço de algodão que adquiria na feira, dos chamados lenços da tropa. Para realizar esta obra, a rapariga utilizava os conhecimentos que possuía sobre o ponto de cruz, adquiridos na infância, aquando da confecção do seu marcador ou mapa.

Depois de bordado o lenço ia ter às mãos do “namorado” ou “conversado” e era em conformidade com a atitude deste de usar publicamente ou não, que se decidia o início duma ligação amorosa.

Fontes: TAP, Município de Vila Verde e Aliança Artesanal
Fotos: Município de Vila Verde

 

57 professores portugueses estão entre os mais inovadores do mundo

57profs_msf57 professores portugueses integram a elite dos docentes mais inovadores do mundo, de acordo com a lista Microsoft Innovative Educator Experts divulgada pela Microsoft e que engloba 3700 professores à escala global. A valorização de práticas pedagógicas inovadoras alinhadas com as competências necessárias no século XXI e a utilização da tecnologia como ferramenta para estimular o desenvolvimento de competências e a criatividade dos alunos são o motivo deste reconhecimento e que está refletido no perfil de mais 47 professores portugueses face ao ano anterior.

Portugal pode liderar pelo exemplo e através da tecnologia e da modernização das metodologias de ensino contribuir ativamente para formar cidadãos mais capazes e mais bem preparados para responder aos desafios de uma era cada vez mais global e exigente - Vânia Neto, Diretora para a área da Educação na Microsoft Portugal

A Microsoft revelou também quais são as Showcase Schools e Associate Showcase Schools que pela forma como introduzem as mais recentes tecnologias em contexto de sala de aula as transformaram em espaços dinâmicos e criativos, que estimulam o envolvimento dos alunos e contribuem para o seu desempenho escolar. Portugal volta a estar representado nesta listagem com nove escolas a darem o exemplo, algumas pelo terceiro ano consecutivo como é o caso do Colégio Monte Flor, em Carnaxide, ou o agrupamento de escolas de Freixo, em Ponte de Lima.

Segundo Vânia Neto, Diretora para a área da Educação na Microsoft Portugal, “a excelência dos docentes, das escolas e das suas práticas pedagógicas aliada ao enorme potencial da tecnologia e à sua utilização na educação têm contribuído para impulsionar uma nova dinâmica no ensino português, e a prova viva está espelhada no reconhecimento destes 57 professores e destas nove escolas portuguesas”.

A lista completa dos Microsoft Innovative Educator Experts e dos Professores portugueses distinguidos a nível mundial pode ser consultada aqui, assim como a lista completa de Showcase Schools e Associate Showcase Schools e das escolas portuguesas que a integram.

Fonte e foto: Microsoft

Arquitectura – Três projectos portugueses conquistam prémio da ArchDaily

cella_archdailyTrês projectos dos sete portugueses que se encontravam entre os finalistas do Prémio Edifício do Ano 2016, promovido pela Archdaily, plataforma online dedicada à arquitectura, são os vencedores nas categorias de Arquitectura de Lazer & Serviços, Arquitectura Pública e Remodelação. 

Fundada em 2008, a Archdaily é uma plataforma online dedicada à arquitectura que regista 350 mil visitas diárias e atribui anualmente este galardão internacional. Os projectos são seleccionados pela sua relevância na inovação espacial, social, material e técnica. A votação é realizada online pelo público especializado da área da arquitectura que visita a plataforma sediada em Nova Iorque.

Nesta sétima edição, estiveram disponíveis para votação cerca de 3.000 projectos a nível mundial, distribuídos por 14 categorias: Arquitectura Pública, Arquitectura Comercial, Arquitectura de Lazer & Serviços, Casas, Edifícios Habitacionais, Remodelação, Arquitectura Industrial, Arquitectura Educacional, Arquitectura Hospitalar, Escritórios, Arquitectura Cultural, Arquitectura Desportiva, Arquitectura de Interiores e Arquitectura Religiosa.

A votação dos vencedores do prémio Edifício do Ano 2016 decorreu até esta segunda-feira e o anúncio dos vencedores foi feito hoje no website da Archdaily.

Um bar na ilha do Pico, uma casa em Guimarães e uma cozinha comunitária num bairro da Costa da Caparica são os três projectos nacionais vencedores da edição deste ano, de um total de sete que estavam nomeados entre os cinco finalistas de cada categoria.

Arquitectura de Lazer & Serviços: Cella Bar / FCC Arquitectura + Paulo Lobo

 Cella Bar - FCC Arquitectura + Paulo Lobo. Image © Fernando Guerra | FG+SG

Cella Bar – FCC Arquitectura + Paulo Lobo. Image © Fernando Guerra | FG+SG

Remodelação: Casa em Guimarães / Elisabete de Oliveira Saldanha

Casa em Guimarães / Elisabete de Oliveira Saldanha. Image © Fernando Guerra | FG+SG

Casa em Guimarães / Elisabete de Oliveira Saldanha. Image © Fernando Guerra | FG+SG

Arquitetura Pública: Cozinha Comunitária das Terras da Costa / ateliermob + Colectivo Warehouse

 Cozinha Comunitária das Terras da Costa / ateliermob + Colectivo Warehouse © Fernando Guerra | FG+SG


Cozinha Comunitária das Terras da Costa / ateliermob + Colectivo Warehouse
© Fernando Guerra | FG+SG

Fontes: Archdaily e DN
Fotos: Archdaily

Artigos relacionados :
Uma obra de arquitectura encantadora: o Cella Bar
Roteiro de Arquitectura divulga os Açores através do melhor da arquitectura contemporânea

O encanto do Porto em 36 horas – New York Times (d)escreve pela segunda vez o fascínio da Invicta

Já se sabe que a capital portuguesa tem estado cada vez mais no mapa e é considerada uma das melhores capitais Europeias, mas o que certo, é que Lisboa tem “concorrência” no seu país. A norte, mais precisamente a cerca de 300 km de Lisboa, temos o Porto, e a cidade invicta tem conquistado muitos “corações”. O jornal norte-­‐americano New York Times (NYT) vai mais longe e na sua rubrica “36h em…”, diz que “é difícil encontrar algo que não se goste no Porto”

Nestas 36 horas na cidade Invicta, o ponte de partida é a Estação de São Bento, onde o autor destaca os azulejos característicos do nosso país e que se candidataram a Património Cultural da UNESCO. Segue para o rio onde aproveita para elogiar (e comprar…) o típico vinho do Porto, descrevendo bons sítios para degustar e experimentar, para comida destaca o chef José Avilez e a cozinha portuguesa, bem como Pedro Lemos e a o seu “Stash – The sandwich room”. A cozinha portuguesa é também elogiada no sem número de pastelarias e confeitarias, bem como ou todos os outros locais de petiscos espalhados pela cidade. A os seus mercados com galerias que nos dão ”lembranças que ficamos orgulhosos de mostrar em casa”.

Dos monumentos a Sé do Porto, diz que é de “fotografar por dentro e por fora” com vista sobre os “estonteantes edifícios dos séculos XVIII e XIX”, a Torre dos Clérigos, são 225 degraus em espiral que levam a estonteantes vistas panorâmicas sobre a cidade, o Centro Português de Fotografia na antiga cadeia da Relação também faz parte do percurso e, não se pode sair do Porto sem atravessar a ponte Dom Luís até Vila Nova de Gaia. Os bares e a qualidade da vida nocturna no Porto também são destacados nesta rubrica, pelo relaxe e pelo ambiente casual sempre brindados com um bom vinho.

Diz o autor que “do centro histórico do Porto, os bares alternativos e as boas vibrações da cidade” são mais do que suficientes para nos rendermos ao charme portuense, a facilidade com que chegamos aos sítios, a grandeza da história combinada como “cool” da cidade, são motivos mais do que suficientes para ficar mais do que apenas 36 horas.

Fonte: NY Times
Fotos: (1) visitportugal.com (2) visitportoandnorth.travel

Artigos relacionados:

Porto considerado o melhor destino emergente europeu e o terceiro a nível mundial
Leixões candidato ao título de Melhor Porto do mundo
Porto – Destino turístico de excelência
Porto é o destino europeu preferido dos norte-americanos

Lisboa será Capital Ibero-americana da Cultura em 2017

HT_lisboa_Q40_[1]A cidade de Lisboa vai ser a Capital Ibero-americana da Cultura em 2017, na sequên­cia de uma can­di­da­tura apro­vada por una­ni­mi­dade esta terça-feira (dia 2), anun­ciou em comu­ni­cado a Câmara Municipal de Lisboa.

A pro­gra­ma­ção será desen­vol­vida a par­tir das ins­ti­tui­ções cul­tu­rais da Câmara de Lisboa, EGEAC e Casa da América Latina, com coor­de­na­ção glo­bal e coe­rên­cia pro­gra­má­tica  asse­gu­ra­das pelo pro­gra­ma­dor António Pinto Ribeiro.

A can­di­da­tura de Lisboa, apre­sen­tada na qua­li­dade de mem­bro da União das Cidades Capitais Ibero-Americanas (UCCI), foi apro­vada por una­ni­mi­dade e será for­mal­mente rati­fi­cada em Junho de 2016, na cidade de La Paz, Bolívia.

A cidade de Lisboa sucede, assim, a outras cida­des da América Central e do Sul, bem como de Espanha, que nos últi­mos anos foram res­pon­sá­veis pela rea­li­za­ção desta iniciativa.

Este acon­te­ci­mento será o mote para a pro­mo­ção de um ano artis­ti­ca­mente ino­va­dor, em que se terão em conta quer os pro­ces­sos his­tó­ri­cos e a troca de conhe­ci­men­tos que enqua­dram as rela­ções entre estas cida­des da Europa e das Américas, quer a exis­tên­cia de uma pro­du­ção atual, artis­ti­ca­mente dife­ren­ci­ada e intrin­se­ca­mente plu­ral”, sali­enta a autar­quia em comu­ni­cado. Acrescenta ainda que “todas as outras ins­ti­tui­ções cul­tu­rais da cidade são, natu­ral­mente, con­vi­da­das a par­ti­ci­par nesta iniciativa”.

Fonte: EGEAC
Foto: visitportugal.com

O inventor: projeto europeu quer criar tecnologia vanguardista de apoio às indústrias criativas

1357928764_15[1]Investigadores de seis países europeus e uma empresa de software uniram-se em consórcio para desenvolver uma tecnologia vanguardista de apoio às indústrias criativas, através da simulação da criatividade humana nos computadores. É coordenado por uma universidade de Londres (Queen Mary University of London) e envolve uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

O projeto denominado ConCreTe – Concept Creation Technology (tecnologia para a criação de conceitos) é financiado pela União Europeia em mais de três milhões de euros e teve início em 2013.

Os investigadores estão a desenvolver programas de software que possam ter o desempenho criativo dos humanos. Para alcançar esse objetivo, «baseamo-nos em modelos cognitivos dos humanos. Estamos a construir um sistema de grande complexidade que, entre outras fases, pretende simular os mecanismos da consciência humana com vista a ter no final uma tecnologia apta a interagir com o mundo externo», explica Amílcar Cardoso, coordenador da equipa nacional.

Uma tecnologia «que seja capaz, por exemplo, de pesquisar e ler na internet, de consultar bases de dados, de arriscar caminhos improváveis e de produzir conteúdos que nunca nos passaria pela cabeça. É também importante que este sistema tenha sentido autocrítico», exemplifica o investigador.

De modo mais simples, com base nos mecanismos da mente humana, o projeto já com dois protótipos de mistura de ideias e invenção de conceitos, «visa ter um sistema computacional viciado no trabalho, que gosta de explorar caminhos fora do habitual e mesmo improváveis para efetuar as suas tarefas e, no final, surpreender os humanos com ideias extraordinárias mas exequíveis», ilustra o docente do Departamento de Engenharia Informática da FCTUC.

Por outro lado, esta ambiciosa pesquisa de «exploração do potencial criativo dos recursos computacionais para a sociedade pretende contribuir para um salto qualitativo na área da criatividade computacional», conclui Amílcar Cardoso.

Fonte: UC
Foto: DR