TAP vence prémio com kits de bordo inspirados em latas de sardinhas

tap_kitsA transportadora aérea nacional recebeu o galardão de ouro dos Travel Plus Awards, na categoria “Ethically Sustainable Amenity”, atribuído aos seus kits de bordo de classe executiva, com design original.

As tradicionais latas de conserva de sardinha portuguesas serviram de inspiração a estas caixas que são oferecidas a bordo aos clientes da classe executiva nos voos de longo curso.

O júri considerou que este design, e em particular as características dos materiais utilizados na produção das caixas, permite minimizar o impacto ambiental, o que demonstra as preocupações ecológicas e de sustentabilidade da TAP.

Estes kits de executiva são mais um instrumento que a TAP encontrou para homenagear e divulgar símbolos da nossa cultura, concedendo um meritório destaque ao trabalho de diferentes artistas, criadores das imagens seleccionadas para decorar estas caixas.

Fonte: TAP
Foto: DR

Conexão Lusófona em entrevista

conexao1Não é todos os dias que numa entrevista a quatro membros de uma associação se encontram representados três continentes de uma vez só. A Viviane e a Bruna são brasileiras, o Pedro é português e a Laura é luso-angolana. Nascida oficialmente como uma Associação Juvenil sem fins lucrativos em Julho de 2009, a Conexão Lusófona tem hoje uma equipa constituída por cidadãos de todos os países pertencentes à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O único país não representado na equipa é a Guiné Equatorial que foi aceite como membro da CPLP em 2014.

A Excelência Portugal quis descobrir mais acerca da Lusofonia e do papel da Conexão Lusófona no Mundo.

O que é a Lusofonia?
Pedro Filipe: A Lusofonia é um sentimento de pertença a uma comunidade que está unida pela mesma língua. É mais que isto: é cultural, é sociológico. É um sentimento de afinidade porque sentimos uma proximidade muito maior com alguém que fala a nossa língua e que partilha um passado comum. Necessariamente por partilhar esse passado comum partilha também uma visão do presente e do futuro.

Veja este vídeo da Conexão Lusófona com o título “O que é Lusofonia?”:
https://www.youtube.com/watch?v=Yc1Vd1NLLlU

E pensa que existe este mesmo sentimento em comunidades falantes de outra língua como é o caso da francofonia ou a anglofonia?
Pedro Filipe: Eu acredito que também exista, acho que todos nós acabamos por envolver-nos mais com comunidades e pessoas que têm algo em comum connosco, como a língua ou outros factores identitários. Creio que cada uma das comunidades a vive de forma diferente. Nós temos uma maneira muito própria de viver a Lusofonia.

A ideia surgiu como e porquê? Sentiram a necessidade de algo que ligasse as pessoas da comunidade lusófona?
Laura Vidal: Sim, a ideia surgiu como um grupo de amigos na altura em que eu andava na faculdade em Lisboa. Espontaneamente foi surgindo um grupo de pessoas que se juntavam para convívios, debates, saídas à noite. No fundo eramos jovens estudantes universitários de todos esses países (CPLP). Depois essa experiência acabou por se repetir, no meu caso particular quando fui estudar para o Brasil em que acabei por ter as mesmas vivências com outras pessoas que estavam no Rio de Janeiro a estudar e que eram também lusófonos. Obviamente que, com esta grande mistura cultural e um à vontade que havia entre nós, a tendência era que as conversas fossem muito a partilha das realidades culturais e os pontos de contacto entre os diversos países ali presentes. À medida que esses laços se foram criando e esses diálogos se foram estabelecendo houve uma consciência generalizada de que nós eramos uma geração que tínhamos um papel importante nesta aproximação. Percebemos que não havia nada de concreto a ser feito em torno da juventude e das novas gerações lusófonas. Depois de percebermos isso achámos que podíamos passar para a prática e assim criar esta associação. Quisemos transpor aquilo que inicialmente eram reuniões informais para algo mais concreto, com projetos concretos e uma linha de ação concreta.

Qual é a principal missão da Conexão Lusófona?
Viviane Carrico: Espalhar a Lusofonia pelo mundo! A missão da Conexão Lusófona é conectar todos os jovens e pessoas que tenham este sentimento de pertença que vai muito além daquilo que são os países que fazem parte da CPLP. Normalmente as pessoas, quando pensam em Lusofonia automaticamente pensam nos países da CPLP mas na verdade a Lusofonia são todas as regiões, mesmo em comunidades francófonas ou anglófonas, com pessoas que já estiveram ou estudaram em países lusófonos ou que têm algum interesse pela nossa cultura e que querem, de certa forma, entrar no meio deste caldo e participar nas nossas atividades. A Conexão Lusófonas tem várias áreas de destaque que podem ser vistas no nosso portal (www.conexaolusofona.org), o nosso meio de comunicação dentro e fora de Portugal. Temos várias áreas de intervenção como a Cultura (realizamos vários eventos ao longo do ano como o Festival da Conexão), a Educação, Política, está tudo interligado. Basicamente, a nossa missão é dar a conhecer este espírito lusófono e ser um meio, uma plataforma, para que as pessoas se encontrem, partilhem e façam acontecer.

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Os portugueses vivem a Lusofonia sem saber?
Laura Vidal: Sim. Uma das muitas missões que temos é precisamente essa. Com os nossos projetos procuramos trazer este espírito lusófono e desenvolver esse sentimento de pertença. Há pessoas que já o vivem e que, de alguma forma, estão conscientes dessa sua múltipla pertença a este espaço que já veem como um todo. Há pessoas que já tiveram contactos e experiências de vida que as remeteram para determinado país, ou gostam de um determinado estilo de música e nunca tinham parado para pensar que aquilo até tem um nome ou tem uma ideia utópica por trás. Principalmente com os nossos eventos, apercebemo-nos muito disso, que vem alguém que já conhece e que já se sente parte e lusófono mas também vêm pessoas curiosas ou que gostam de um determinado artista no festival e depois têm uma experiência e uma vivência em que numa situação prática percebem o que é isso da Lusofonia. O que eu acho que em Portugal particularmente acontece é que esse sentimento e sentido de pertença já se começa a viver. Penso que Lisboa é uma cidade onde isso se sente cada vez mais e Lisboa tem assumido esse lado identitário de mistura lusófona mas acredito que não haja essa consciência plena pelo país fora. Existem alguns pontos de contacto mas nem sempre há essa tomada de consciência e é por isso que nós aqui estamos.

A equipa da Conexão Lusófona tem quantas pessoas e de que origens?
Laura Vidal: Contabilizar-nos é sempre um problema. Há diferentes níveis de participação e envolvimento na Conexão Lusófona. Que participam e já seguiram eventos da Conexão Lusófona já estamos nos milhares: a seguir através do portal, interagir no Facebook, participar nos debates, no festival. Pessoas que trabalhem no núcleo duro da Associação, diária ou mensalmente já vamos próximos das 100 pessoas incluindo todos os países. Como isto começou de uma forma muito espontânea, estamos agora a tentar institucionalizar e formalizar mais um conjunto de procedimentos que são normais das associações mas sempre com muita atenção para que isto não ponha em causa esta naturalidade e dinâmica muito características da Conexão Lusófona.

Portugal, a nível político e social, está a dar atenção ao tema da Lusofonia?
Pedro Filipe: Sim, acho que Portugal nunca deu tanta importância ao tema da Lusofonia como hoje. É um tema que tem estado na agenda do dia. Tivemos duas eleições legislativas e presidenciais onde ambos os candidatos vencedores manifestaram intenções de alargar o âmbito da Lusofonia. Quer Marcelo Rebelo de Sousa, numa conferência organizada por nós, quer António Costa manifestaram-se favoravelmente à ideia de criar um espaço lusófono um pouco como o espaço Schengen com livre circulação, não de bens, mas pelo menos de pessoas que já seria um grande avanço. Manifestaram-se a favor de projetos como um Erasmus Lusófono, comparando como a União Europeia, e isso é um grande avanço. Se isso vai acontecer ou se vai acontecer à velocidade como esperaríamos e gostávamos não sei mas estas declarações e manifestações de vontade são importantes. Agora é necessário que se traduzam em atos concretos e em pressão política e diplomática mas, de facto, Portugal tem estado muito recetivo a esta ideia de uma nova Lusofonia.

Laura Vidal: Uma plataforma como a Conexão Lusófona, indiretamente, tem contribuído para que a agenda da Lusofonia tenha esse capital e para que seja uma prioridade na agenda política. Em muitas das nossas iniciativas, como conferências e debates, elaboramos as nossas recomendações que fazemos chegar a quem decide, não só em Portugal mas também noutros estados da CPLP. Estamos agora a começar a colher os frutos desse lado menos visível da ação da Conexão Lusófona e desse trabalho de advocacia. Quando começámos a Lusofonia era ainda muito desconhecida, até o nome fazia confusão às pessoas tendo mesmo havido alguma discussão em torno da palavra mas hoje já passámos para outra fase.

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Pensam que nos restantes países da CPLP, as pessoas conheçam a Lusofonia?
Viviane Carrico: As pessoas vivem mais do que conhecem o termo. A essência do Brasil, por exemplo, é como uma colcha de retalhos por isso para nós (brasileiros) já é inconsciente viver uma multiculturalidade e uma panóplia de origens e culturas. Na verdade esta mistura já é a identidade do Brasil.

Bruna Roboldi: No Brasil, falta é uma consciência daquilo que se passa noutros países que compõem esta mistura. Falta um pouco de interesse e de perceber que tudo o que se passa nos outros lugares é um bom exemplo e um espelho do que se passa no Brasil. Nos outros países, pelo menos naqueles em que já estive (Cabo Verde e Moçambique), a Lusofonia também é muito vivida especialmente a nível cultural como a música e o teatro. As pessoas sentem aquele sentimento de pertença como um afeto intrínseco que flui. As pessoas acabam por participar muito na cultura uns dos outros. Penso que em Moçambique fui a mais concertos angolanos do que se teria ido se estivesse mesmo em Luanda.

Que atividades organizam nos restantes países lusófonos que não Portugal?
Laura Vidal: A Conexão Lusófona não tem uma agenda por país, ou seja, somos uma rede que sempre trabalhou como um todo evitando ao máximo que haja uma agenda da Conexão Lusófona por país. O nosso plano de atividades é conjunto com atividades que podem acontecer em diversos pontos do globo. Assim, as atividades que acontecem nos outros países são muito semelhantes àquelas que acontecem em Portugal quando são viáveis e quando conseguimos recursos. Por exemplo, o Festival da Conexão ainda não aconteceu fora de Portugal apenas porque ainda não conseguimos os apoios e recursos necessários mas o nosso ciclo de debates já teve lugar em várias cidades do Brasil, Moçambique e França.

Relativamente à recente incorporação da Guiné Equatorial…
Laura Vidal: Embora às vezes haja a expectativa de algumas franjas da sociedade de que a Conexão Lusófona tome determinada posição pública e oficial sobre determinadas matérias, o que é certo é que a Conexão Lusófona é composta por pessoas que têm pensamentos diferentes em relação a esses temas. Por isso, no caso da Guiné Equatorial, ou mesmo do novo acordo autográfico, nunca anunciámos estar contra ou a favor. De facto, o que tentamos fazer através do canal de comunicação (o portal) é ser um facilitador do debate e da reflexão dentro do espaço lusófono permitindo assim que se partilhem as várias opiniões e ideias existentes. Todos nós na Conexão Lusófona somos livres de pensamento e temos total liberdade para nos expressarmos em nome individual se somos a favor ou contra. Quando sentimos que há um determinado assunto que é concordante dentro da organização, a Conexão Lusófona toma opiniões mais vincadas. Um exemplo disto é a questão da livre circulação.

Fotos: Conexão Lusófona

Coimbra vai ser a anfitriã dos Jogos Europeus Universitários de 2018 (EUSA Games)

UC_EUSACoimbra será a cidade anfitriã dos Jogos Europeus Universitários 2018 (EUSA Games), em resultado de uma candidatura conjunta da Universidade de Coimbra, da Associação Académica de Coimbra, da Câmara Municipal de Coimbra e da Federação Académica de Desporto Universitário. Este evento vai trazer a Coimbra cerca de cinco mil jovens atletas, oriundos de 40 países.

A 5 de abril de 2014, o Comité Executivo da Associação Europeia de Desporto Universitário, anunciava em Denizli, na Turquia, que Coimbra era a candidatura vencedora à organização dos jogos, a que também concorria a cidade finlandesa de Tampere.

No dia em que se assinalam dois anos sobre o anúncio da candidatura vencedora, é constituído o Comité Organizador dos EUSA Games 2018. Este Comité é composto pelo Secretário-Geral Mário Santos, da Universidade de Coimbra (UC), e pelos vogais Carlos Cidade, em representação da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), João Carocha, designado pela Associação Académica de Coimbra (AAC), e Ricardo Morgado, nomeado pela Federação Académica de Desporto Universitário (FADU).

Mas antes de receber os Jogos Europeus Universitários, com 16 modalidades em competição, envolvendo cerca de 250 universidades europeias, o Comité Organizador, hoje formalizado, assegurou a realização em Portugal de duas importantes competições universitárias. Assim, entre os dias 7 e 11 do próximo mês de junho, a UC acolhe o Campeonato do Mundo Universitário de Canoagem, seguindo-se a realização do Campeonato Europeu Universitário de Judo, Taekwondo e Karaté em 2017, também na cidade dos estudantes.

O Reitor João Gabriel Silva sublinha que os Jogos Europeus Universitários, «que trarão cerca de 5000 atletas universitários europeus a Coimbra em julho de 2018, serão o maior evento desportivo em Portugal dos próximos anos.»

De referir que a realização dos EUSA Games em Coimbra já suscitou a reabilitação dos Pavilhões 1 e 3 do Estádio Universitário de Coimbra, um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros que melhorará para muitos anos as condições da prática desportiva em Coimbra.

Fonte: UC
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Duas obras de Fernando Pessoa foram lançadas na Rússia

fernandopessoa1As traduções das obras de Fernando Pessoa “O Livro do Desassossego” e “O Banqueiro Anarquista” foram lançados em simultâneo por duas editoras de Moscovo. Este evento resultou de uma colaboração entre a Biblioteca de Literatura Estrangeira de Moscovo, a Embaixada de Portugal em Moscovo, e o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I. P.

A Sala Oval da Biblioteca de Literatura Estrangeira de Moscovo M.I Rudomino foi palco, no dia 29 de março de 2016, de um serão literário onde foram lançadas em simultâneo as traduções das obras de Fernando Pessoa O Banqueiro Anarquista e Outros Contos, por Anton Tchernov, nas edições Centro do Livro M.I Rudomino, e do Livro do Desassossego, por Iryna Feschchenko, na editora Ad Marginem.

No dia 31 de março, na Biblioteca Estatal Maiakovsky, de São Petersburgo, foi apresentada ao público a tradução de O Banqueiro Anarquista e Outros Contos de Fernando Pessoa, com o apoio da Fundação Cultural Luso-Russa Lusitânia, e com a participação da Directora da Casa Fernando Pessoa, do tradutor Anton Tchernov, e da Vice-Directora da Fundação Cultural Luso-Russa, Margarita Kozarovitch.

O “Livro do Desassossego”, em russo, resulta de um longo trabalho da tradutora Iryna Feshchenko-Skvortsova, residente em Portugal.  A tradução do “Banqueiro Anarquista e Outros Contos” foi da responsabilidade de Anton Tchernov  e o lançamento coube à editora da Biblioteca de Línguas Estrangeiras de Moscovo, que já conta no seu “currículo” com a edição dos Lusíadas em russo.

Fontes: Camões I.P.; Port
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Palácio Chiado : Novo espaço nobre da gastronomia lisboeta

palacio_chiado2Era uma vez, um requintado Palácio, erguido em meados de 1781, onde aristocracia e bons vivants  bailaram, se reuniram em faustosos banquetes e apreciaram obras de arte inéditas. Um Palácio distinto, quer pela esbelta arquitectura, como pela história e vivências, ao hospedar personalidades irreverentes associadas à origem de expressões como “farrobodó”  ou, a também célebre, “à grande e à francesa”. 

A história deste requintado Palácio permanece e retoma em 2016 como escape à rotina quotidiana, numa “extravagante fuga ao banal”.  Duarte Cardoso Pinto e os irmãos Gustavo e António Paulo Duarte, são os sócios responsáveis pelo novo templo da gastronomia lisboeta.

No renovado Palácio Chiado, as centenárias salas acolhem agora alternativas de alta restauração e outras de entretenimento para o dia-a-dia da capital lisboeta, e de quem a visita. Assumindo-se como um espaço de referência na cidade, cosmopolita, une história e modernidade de forma intemporal.

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No número 70 da Rua do Alecrim, as centenárias salas do Palácio Chiado acolhem agora sete alternativas de alta restauração de marcas-mãe reconhecidas. Cada marca criou uma designação exclusiva para este espaço.

A lista de restaurantes é composta pelo Meat Bar by Atalho Real; Burguers&Feikes by U-Try; Local Chiado by Your Healthy Kitchen; Páteo no Palácio by Páteo do Petisco; Espumantaria do Mar by Charcutaria do Cais; Delisbon by Charcutaria Lisboa e o Renaissance by Sushic.

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O serviço de bar ficou a cargo da parceria com o Ás de Copos e teve como pilar fundamental colocar uma pitada de extravagância em tudo o que se cria.

Quanto a preços, nos espaços do rés-do-chão, os menus rondam os 15€ por pessoa. No piso superior, já ficam entre os 25€ e 50€.

Fontes: Palácio Chiado;Nit
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Universidade de Coimbra integra o top das melhores universidades na área do Direito

fducA FDUC é, de novo, reconhecida no plano internacional como uma das melhores Faculdades de Direito do mundo. O prestigiado QS World University Rankings by Subject inclui esta Instituição no top 200 das melhores escolas de direito, à semelhança do que vinha reconhecendo em edições anteriores deste estudo.

A Universidade de Harvard lidera a lista das melhores instituições de ensino na área do Direito, seguida da Universidade de Oxford e da Universidade de Cambridge. Na área jurídica (Law), a UC constitui a única Instituição portuguesa que figura na lista divulgada.

O QS World University Rankings by Subject 2016 é liderado por duas instituições norte-americanas ( Massachusetts Institute of Technology e Harvard University) e por uma inglesa (University of Cambridge).

No que concerne às universidades portuguesas, a mais bem colocada é a Universidade do Porto (308ª posição), seguida da Universidade Nova (351ª posição) e da Universidade de Coimbra (367ª posição). A Universidade de Lisboa integra a lista das 490 melhores instituições de ensino (481º- 490º lugar) e a Universidade Católica Portuguesa figura entre a 651ª e a 700ª posição.

O QS World University Rankings by Subject

Lançado em 2011, este estudo abrange 42 áreas do ensino. As instituições de ensino são avaliadas pelos pares, através de um questionário aplicado a peritos académicos, e pelos empregadores, também através de questionário. Acresce ainda uma avaliação relativa à prestação ao nível das publicações e citações.

Fontes: FDUC; udireito.com
Foto: DR

Açorianos criam aplicação educativa em forma de jogo

aventuranailhadaspalavras2aOs Açorianos Tânia Botelho e André Vieira lançaram, no dia 24 de Março, a aplicação jogável “Júlia e Gui – Uma aventura na ilha das palavras”.

Esta aplicação conta com vários jogos, acompanhados de instruções e de pistas dos personagens, para que as crianças possam aprender e/ou dominar competências ao nível da linguagem oral e escrita da forma que mais os agrada, a brincar.

Através da realização destes jogos, as crianças terão a oportunidade de otimizar competências do foro da consciência fonologia, discriminação auditiva e fala/discurso.

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A apresentação pública contou com a presença e participação da Dr.ª Cátia Silva, terapeuta da fala, que relatou a todos os presentes a sua experiência durante o período de ensaio desta aplicação e as conclusões bastante positivas retiradas da mesma.

“Júlia e Gui – Uma aventura na ilha das palavras” encontra-se disponível no Google Play e na AppStore e está destinada a smartphones e tablets com sistema operativo Android, IOS e Windows Phone.

A faixa etária recomendada situa-se entre os 2 e 12 anos de idade, sendo que, este limite pode ser alargado para crianças maiores de 12 anos devido ao caráter de intervenção que os seus conteúdos também assumem.

Fonte: Uma aventura na ilha das palavras
Fotos: DR

Açores: Fajãs de S. Jorge classificadas pela UNESCO como Reserva da Biosfera

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As Fajãs de São Jorge passam a integrar a Rede Mundial da UNESCO, na sequência da candidatura apresentada pelo Governo dos Açores.  O Conselho Internacional de Coordenação do Programa MaB – Man and the Biosphere (O Homem e a Biosfera) reunido no dia 19 de Março em Lima, no Perú, aprovou a classificação que contou com aclamação de todos os presentes. 

A partir de agora Portugal tem mais uma Reserva da Biosfera. A classificação, aprovada por unanimidade e aclamação, contempla áreas de núcleo, de transição e de tampão, abrangendo toda a ilha de S. Jorge e uma área marinha adjacente até três milhas da costa.

O processo de candidatura, desenvolvido em 2014 pela Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente, através da Direção Regional do Ambiente, e incluiu cerca de meia centena de cartas de apoio de outros países e regiões que possuem este estatuto.

O Governo Regional dos Açores congratula-se com o sucesso da candidatura açoriana e considera que o inegável valor do património natural e cultural de S. Jorge e das suas fajãs, em particular, é merecedor desta designação internacional da UNESCO, que reconheceu também a excelência da candidatura açoriana, defendendo que os relevantes valores naturais, paisagísticos e culturais presentes nestes territórios devem ser potenciados enquanto elementos incontornáveis da animação e a promoção turística da Região, enquanto Destino de Natureza.

É de salientar que a ilha de São Jorge possui mais de setenta fajãs – pequenas planícies junto ao mar que tiveram origem em desabamentos de terras ou lava – e que nos Açores encontram-se quatro das Reservas da Biosfera existentes em Portugal, nomeadamente as ilhas do Corvo, Flores e Graciosa e, a partir de agora, também as Fajãs de São Jorge.

De acordo com o comunicado do Governo Regional, “A crescente procura das áreas protegidas enquanto espaços privilegiados de atividades e de lazer representa novas oportunidades de negócio relacionadas com essa fruição e, ao mesmo tempo, acrescenta responsabilidade aos poderes públicos e aos cidadãos em geral na gestão sustentável desses recursos”.

As Reservas Mundiais da Biosfera são porções de ecossistemas terrestres, costeiros e marinhos ou costeiros onde se procuram meios de reconciliar a conservação da biodiversidade com o seu uso sustentável. São propostas pelos países-membros da UNESCO e, quando preenchem os critérios, são reconhecidas internacionalmente.

De realçar que os Açores são uma das duas únicas regiões do mundo que possuem todas as classificações atribuídas pela UNESCO, sendo a outra a região a de Jeju, na Coreia do Sul.

Dos 195 países membros da UNESCO, apenas três possuem o pleno das classificações atribuídas por esta organização das Nações Unidas, nomeadamente Património Mundial, Reserva da Biosfera e Geoparque, sendo que os Açores, além destas, também possuem a classificação internacional Ramsar, atribuída a zonas húmidas, a que a UNESCO está associada.

No que concerne ao Património Mundial, Cultural e Natural, nos Açores existem duas áreas classificadas como Património Mundial da UNESCO, que são o Centro Histórico de Angra do Heroísmo, na Terceira, e a Paisagem Protegida da Cultura da Vinha da Ilha do Pico.

Fonte: GaCS/SRAA
Foto: GaCS/SIARAM

No dia Mundial da Poesia, Poeta artificial desenvolvido em Coimbra chega ao Twitter

poesiaLembra-se do PoeTryMe, o poeta artificial apresentado em 2014 por Hugo Oliveira, investigador do Centro de Informática e Sistemas (CISUC) da Universidade de Coimbra (UC)?

O Twitter é uma autêntica montra para sistemas que brincam com o texto e o objectivo do PoeTryMe é precisamente brincar com as palavras – Hugo Oliveira

Este sistema de criatividade computacional evoluiu e chega agora ao Twitter, onde gera, com regularidade, um poema inspirado nos assuntos mais comentados nesta rede social.

Twitter.com/poetartificial é a conta do PoeTryMe. Basicamente, explica o seu criador, Hugo Oliveira, «o sistema começa por obter os últimos tweets que mencionam um assunto muito comentado no Twitter. A partir daí, efectua uma contagem das palavras mais usadas, retira o que considera ruído e utiliza os substantivos, verbos e adjectivos mais frequentes como ponto de partida para gerar novos poemas, de forma completamente automática.»

«Testar os limites do sistema e encontrar uma forma automática de criar poemas a partir de diferentes fontes de inspiração virtual» foi a motivação do investigador da UC para alargar o âmbito de actuação do PoeTryMe.

«Até que ponto esta conta atingirá um grande número de seguidores, interessados nas novas criações do PoeTryMe? É outra pergunta a que queremos responder», refere o investigador.

Mas há mais novidades. Já é possível experimentar uma versão simplificada desta plataforma inteligente, através da secção “TryMe”, disponível em http://poetryme.dei.uc.pt/.  Além da geração automática de poesia, o PoeTryMe também o pode surpreender com a geração de letras para músicas.

Fonte: UC
Foto: DR

Vinho mais antigo do mundo é um “Madeira”

madeirawineSe até 1999 se julgava que o mais antigo vinho encontrado era um Tokay húngaro do séc.XVII,  pesquisas científicas confirmaram que afinal o recorde pertencia a Portugal, com a descoberta de uma garrafa de “Madeira” original de 1679.

Num contexto em que se acabara de viver um período extremo com o governo republicano protestante (1642-1660), gera-se uma reacção directa ao puritanismo da época, em prol da expressão social, das actividades lúdicas e das actividades culturais até então desencorajadas. Após o terminus do referido governo restaura-se a monarquia e com ela um contentamento generalizado da população.

A dança em praça pública, o gosto pelo espectáculo ou pelo teatro desenvolvem-se a par com o crescente número de espaços propícios para o convívio e para a bebida – as tradicionais tabernas – e restantes lugares comuns predominam a partir de 1660 com bastante diversidade.

A importação do recém descoberto vinho da Madeira – agora o vinho mais velho encontrado – era parte desta enorme expansão do hábito da bebida e de um nível de vida mais sofisticado enquanto reacção à repressão imposta em meados do século XVII  – David Keys, especialista em arqueologia do “The Independent”,em exclusivo para o Público

A garrafa, ainda selada e com o vinho bem preservado no interior, data de cerca de 1679 e foi encontrada quando uma equipa de arqueólogos escavavam, junto à Torre de Londres, uma garrafeira de um militar britânico do século XVII. O vinho pertencia ao artilheiro-mor de Inglaterra e outrora oficial da Torre de Londres, cuja casa fora demolida na segunda metade do século XVII. Foi durante a respectiva demolição que a velha garrafeira ficou desactivada, ocultando no seu interior dois raros exemplares, um deles ainda selado. Segundo os especialistas, estima-se que o nível de álcool do vinho tenha descido consideravelmente, no entanto, o respectivo gosto e textura preservam-se até aos dias de hoje, ainda que por lá já tenham passado 320 anos.

“É esta forma única de os madeirenses produzirem o seu vinho que o preservou durante tanto tempo”, Geoffrey Taylor da empresa Corkwise, aludindo ao método de produção exclusivo da Madeira que adiciona ácido tartárico como meio de conservação do vinho. Com algum pesar, não se crê que esta seja ou alguma vez tenha sido uma bebida agradável, pelo menos de acordo com os nossos parâmetros actuais.

Fonte: Público
Foto: Associação de Promoção da Madeira