Evadream é a iniciativa para florir Portugal

Rua Flores 2E porque do sonho nasce muitas vezes a mudança, Tó Romano, diretor da Central Models lança um desafio a todos os portugueses: florir Portugal. A iniciativa chama-se Evadream e apresenta-nos pelo menos 10 razões para que fique claro a importância de florirmos Portugal:

  1. Um motivo para sorrirmos
  2. Sermos o País mais bonito do mundo
  3. Elevar a auto-estima dos portugueses
  4. Um elo de união entre todos
  5. Turismo em todas as regiões
  6. Qualificação dos produtos portugueses
  7. Apetência na produção nacional
  8. Oportunidades e ocupação para todos
  9. Uma nova forma de nos relacionarmos e relativizarmos
  10. Um país de afectos, bem-estar e estar bem.

Ao “excelência Portugal”, Tó Romano diz acreditar que “em cinco anos é possível mudarmos a imagem do nosso país, e assim tornarmo-nos no país mais turístico do mundo, assim como florescermos em todas as direcções

A ideia já foi abraçada pela Câmara Municipal de Lisboa que lançou o movimento “Bairros Floridos de Lisboa”, em parceria com a EGEAC, Instituto Superior de Agronomia e da Associação Nacional de Produtores de Plantas e Flores Naturais, (assinatura do protocolo pode ser vista aqui).

Movimento Lisboa

Na sua página do Facebook pode ler-se: as maiores aspirações da humanidade são a paz universal, a harmonia e o amor entre todos os seres humanos. O amor e a felicidade provêm do mundo dos afectos. A natureza e as flores têm o dom de nos atrair e de criar afectos entre os seres humanos. Vamos colocar flores nas nossas janelas?

Iniciativas de Empreendedorismo Social são excelência portuguesa.

EvadreamLogo

 

Página Oficial da iniciativa: http://www.evadream.pt/ ou https://www.facebook.com/evadream

Fotos: DR

 

Cross Hands Architecture é finalista da 7.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas

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São dez os candidatos seleccionados para a fase final da 7.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas. O grande vencedor, a anunciar em julho, receberá 25.000€ e representará Portugal na Creative Business Cup.
O Prémio Nacional Indústrias Criativas – Super Bock/Serralves é uma iniciativa pioneira em Portugal, promovida pela Unicer, através da marca Super Bock, e a Fundação de Serralves.

Integram o grupo finalista projectos de natureza diversa divididos por quatro categorias, sendo que todos revelam inovação, talento e potencial de mercado.

Cross Hands Architecture é finalista na categoria “Arquitectura e Artes Visuais” e são definidas como duas jovens que “cruzam arquitectura, design e consciência social. São quatro as mãos que apostam na “arquitectura contemporânea humanitária”, criando um atelier empenhado em apresentar soluções de habitação eficazes e urgentes em cenários de pobreza extrema, de guerra ou catástrofes naturais. Cross Hands, refira-se, venceu o concurso Designing Emergency Shelters com um projecto de abrigos para refugiados na Síria.”

A Excelência Portugal havia já co-organizado, a 21 de novembro 2014, no IPCA-Instituto Politécnico do Cávado, uma Palestra/Apresentação do Projecto de Arquitectura “Abrigos de baixo custo para situações de emergência para os refugiados da Síria”.
fonte:  http://www.industriascriativas.com/Noticia/OS-NOSSOS-FINALISTAS/2430
foto: DR

Luís Carvalho – entrevista

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Luís Carvalho tem 28 anos e nasceu em Vizela. Licenciou-se em Design de Moda e Têxtil na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Luís Carvalho é hoje um designer de Moda de relevo em Portugal. A Excelência Portugal quis saber como é que isto tudo começa e Luís não hesita na resposta: “Cresci no meio da roupa, rodeado pelas linhas e tecidos da confecção da minha mãe. Era destino!”

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Em 2011 venceu o prémio para melhor coordenado masculino, no concurso de moda Acrobactic. Estava anunciado o sucesso. Em 2013 cria a sua marca própria “LUIS CARVALHO”. Em Outubro desse mesmo ano apresentou o seu trabalho na plataforma LAB da ModaLisboa, onde tem vindo a apresentar novas coleções desde então.

Em menos de 2 anos do seu lançamento, veste figuras públicas, faz páginas completas de notícia na Vogue Portugal, outros tabloides e jornais, e um dos seus coordenados teve direito a foto na revista Forbes. É agora nomeado para o Prémio Novo 2015 na categoria Moda.

A inspiração para as suas coleções nasce “num pormenor para encontrar um conceito. Num processo que em tudo se assemelha ao científico tentativa-erro. E acrescenta: “Sempre atento aos detalhes, procuro o equilíbrio entre o clássico e o casual.”

Foi em Lisboa que pôs em prática os conhecimentos nos ateliês de Filipe Faísca e Ricardo Preto. Hoje, exibe as suas coleções ao lado daqueles que outrora o ensinaram. Diz que a sensação “no início era estranha, estar ali ao lado daqueles que há bem pouco tinham sido meus “professores”, mas ao mesmo tempo um orgulho de poder estar a apresentar ao lado de nomes tão importantes na indústria da moda portuguesa.

Em menos de 2 anos alcança o patamar que muitos conseguem ao final de décadas. Mas diz que ainda há muito para fazer. Falta “estabilizar a marca, aumentar o número de vendas e a internacionalização.”

A força de continuar, essa “ vem da vontade de querer sempre fazer mais e melhor e do facto de ser um sonhador e querer que o sonho seja real”. Isto é excelência portuguesa, com certeza.

 

Fotos: DR

 

Cascais é uma das cinco finalistas a Capital Europeia da Juventude 2018

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Selecionada de entre 20 candidaturas de toda a Europa, Cascais é a única representante portuguesa na corrida a Capital Europeia da Juventude 2018 e ocupa agora um dos cinco lugares da lista de finalistas, a par de Kecskemét (Hungria), Manchester (Reino Unido), Novi Sad (Sérvia) e Perugia (Itália).
Com um recorde de candidaturas, o processo de seleção da cidade ou vila que irá receber o título de Capital Europeia da Juventude 2018 continua agora numa fase mais competitiva em que as cinco finalistas têm de entregar, até 28 de junho, os seus programas e eventos relacionados com a juventude em áreas tão diversas como a cultura, política, intervenção social, entre outras.
Para Catarina Marques Vieira, vereadora da Juventude na Câmara Municipal de Cascais, a corrida à organização Capital Europeia da Juventude 2018 é “para ganhar. Concorreram 20 cidades de toda a Europa, incluindo capitais de grandes países. Restam cinco. Isto prova a qualidade das políticas de juventude da Câmara de Cascais, já reconhecidas ao nível europeu. É também um sinal da força, energia e dinâmica da juventude de Cascais”.
Catarina Marques Vieira apelou ainda ao “entusiasmo e mobilização dos jovens portugueses”, sublinhando que, “de hoje em diante, a candidatura de Cascais é do país”.
Ao longo desta terceira ronda da competição, as cidades e vilas finalistas vão receber algumas recomendações do júri de modo a focarem melhor a sua candidatura final, que deverá ser submetida até final de outubro.
O nome da cidade ou vila eleita Capital Europeia da Juventude 2018 será revelado em novembro de 2015, no âmbito do Conselho do Fórum Europeu da Juventude (European Youth Forum’s Council of Members), a decorrer em Ganja, no Azerbaijão, Capital Europeia da Juventude em 2016.
Este ano, é a vez de Cluj, na Roménia, organizar a iniciativa, sendo que Ganja, no Azerbaijão, e Varna, na Bulgária, vão receber o evento em 2016 e 2017, respetivamente.
Sobre a Capital Europeia da Juventude | Título atribuído pelo Fórum Europeu da Juventude a um município europeu por um período de um ano ao longo do qual esse município tem a oportunidade de apresentar os seus projetos para a juventude nas áreas cultural, social, política, económica e planeamento estratégico. O seu objetivo é encorajar os municípios a expandir e fomentar a participação dos jovens em projetos e levar a juventude a ter um papel ativo na sociedade. O júri integra representantes de diversas instituições europeias, Comunicação Social, setor privado, organizações juvenis e universidades entre outros parceiros, como o Parlamento Europeu, Conselho do Congresso Europeu de Autoridades Locais e regionais, IDEA, Euractiv, Microsoft, Conselho Europeu de Regiões e Municípios da União Europeia, Assembleia da regiões Europeias, do Conselho Consultivo para a Juventude do Conselho da Europa, Universidade de Cagliari (Itália) e Fórum Europeu da Juventude.
fonte: CMC
fotos: DR

U.Porto continua a escalada pelo topo mundial: destaque em 13 áreas de ensino e investigação

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A Universidade do Porto ficou classificada em 293º lugar no ranking “QS World University Rankings” da responsabilidade da empresa Quacquarelli Symonds e disponível em www.topuniversities.com que foi publicado esta quarta-feira dia 29 e que diz respeito ao ano de 2014. Desta forma conseguiu escalar 50 lugares desde o ano passado, que deu continuidade à escalada desde 2012, onde se contava nas melhores 450 Universidades, de acordo com o mesmo ranking. Assim, este ano, foi capaz de somar 42 pontos no complexo sistema de pontuação deste ranking que inclui critérios relacionados com Ensino e Investigação nas diferentes áreas. A pontuação foi normalizada a 100, pontuação atribuída ao MIT- Massachusetts Institute of Technology, primeiro classificado deste ano.

O ranking publicado descrimina os resultados por área dentro da Universidade permitindo perceber o ranking de forma especializada, por área. Assim, das cinco áreas descriminadas, Artes e Humanidades, Engenharia e Tecnologia, Ciências da Vida e Medicina, Ciências Naturais e por fim Ciências Sociais e Gestão. Destas o destaque vai claramente para a área de Engenharia e Tecnologia, onde a U. Porto se classificou como 169º. Já as áreas de Artes e Humanidades e Ciências Naturais, conseguiram os 398º e 380º lugares, respectivamente. Este ranking mostra assim a dispersão da pontuação por áreas, podendo ser um indicador para futuras melhorias.

Relativamente ao factores usados para a classificação, a Reputação académica (que se relaciona com a qualificação dos Professores e Investigadores) e o número de citações por Faculdade são os factores onde a U.Porto mais se destaca pela positiva. Estes factores contrastam com o número de estudantes estrangeiros e a exigência na escolha dos alunos, onde a U.Porto obteve as suas piores classificações.

Quando contextualizada com o panorama nacional, a Universidade do Porto encontra-se classificada como a melhor universidade portuguesa em 19 das 36 áreas de ensino e investigação avaliadas por este ranking.

 

fotos: DR

Metamorfose muda face do antigo prédio da Oliva no Porto

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Metamorfose é o nome da estrutura metálica que a dupla de arquitectos FAHR 021.3 projectou para a fachada do antigo edifício da Oliva, ao lado da Estação de São Bento. É a primeira de várias intervenções realizadas no âmbito do projecto Locomotiva, dinamizado pela Câmara Municipal do Porto, através da PortoLazer, e cofinanciado Programa ON.2 – O Novo Norte, com o objectivo de dinamizar a área envolvente à Estação.
A Metamorfose vai manter-se na ruína da Oliva até ao final do projecto Locomotiva, previsto para Junho de 2015. A Excelência Portugal entrevistou os arquitectos Filipa Frois Almeida e Hugo Reis do colectivo responsável pelo projecto.

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Metamorfose significa uma mudança na forma e na estrutura do corpo. A proposta da FAHR 021.3 é resultado de uma fusão entre a ruína e a escarpa acidentada de granito

Em primeiro lugar, gostaria de saber porque Metamorfose? Sendo uma reinterpretação da encosta e das ruínas, porquê a utilização do aço?

Metamorfose significa uma mudança na forma e na estrutura do corpo. A proposta da FAHR 021.3 é resultado de uma fusão entre a ruína e a escarpa acidentada de granito, transformando-se numa malha digital, uma interpretação do espaço. Metamorfose foi deste modo escolhido por ser o único que fazia sentido. O aço foi o material escolhido pois para além de já haver alguma utilização na cidade do Porto de materiais da mesma família – as pontes em ferro, o antigo Palácio de Cristal, a própria estrutura de contenção existente na ruína Oliva- é o material adequado para realizar uma estrutura com este porte e torção e que vivesse durante os meses previstos.
 

Em segundo lugar, sendo uma aluna de arquitectura, compreendo o poder do conceito, mas será tangível ao resto do público?

Para a FAHR o mais interessante é que as nossas peças tenham várias mensagens inerentes. Não nos interessa defender só um único ponto de vista, nem um conceito fechado apenas perceptível a um grupo de pessoas. Daí a estrutura ter vários paralelismos com a cidade do Porto desde a cor, ao material, ao aspecto acidentado, à relação entre a ruína e a escarpa. A intenção é surpreender, provocar as pessoas, e que pensamos estar a fazer esse efeito nas população invicta e seus turistas.
 
Em terceiro lugar, qual a posição do vosso atelier em relação à ruína onde está a intervenção? Tendo em conta que foi abandonada nos anos 60, porque decidiram ter uma instalação e não um possível início de proposta para deixar essa hipótese mais consciente?

O desafio realizado pela Porto Lazer era desenvolver uma instalação no espaço da ruína. A FAHR tem já portfolio na area artística com instalações com vários propósitos que servem vários programas, como estudante de arquitectura que és, sabes que existem programas, encomendas, perguntas para responder e inclusive responsabilidade social. Desta forma, responde-se ao que nos é pedido com o propósito que nos é colocado. A ideia da Porto Lazer motivada por nós é intervir em espaços devolutos por períodos curtos que ajudem a dinamizar o tecido urbano e a integrar vazios esquecidos, desde dos anos 60 que nada foi feito nem com muito nem com pouco, apesar de tudo a Metamorfose reintegra uma ruína na cidade, sem esquecer que esta não é uma ruína de valor patrimonial.

Seguidamente, sabendo que arquitectura é muito mais do que construção e a vossa preocupação com luz e cor foi muito importante para o projecto, porque razão a escolha do verde e não utilizar, por exemplo aço corroido realmente?

Aquilo que utilizamos ou não é uma questão de abordagem de autor, poderíamos usar aço corroído e poderíamos usar aço inoxidável…no entanto, a nossa intenção de fazer destacar uma forma de uma ruína que já tinha uma estrutura de aço OXIDADO e alvenaria passou por ser com uma cor forte que promovesse mais a forma e a própria materialidade da peça.

Por motivos de de conceito optamos de pintar a estrutura em aço de verde, uma referência aos programas de modelação que utilizamos, assumindo quase um caracter digital construído.

Por outro lado, que uma cor tão alegre, jovem e fresca iria estabelecer um diálogo disruptivo com a cidade e iria provocar os transeuntes.
 
Por fim, como consideram que a vossa instalação vai afectar as pessoas? E qual era a pretensão inicial?

Temos recebido imensas mensagens de pessoas que nos agradecem pela intervenção audaz e provocadora na ruína, o que é bom pois era essa a ideia inicial. A intenção era repensar um espaço esquecido no centro do Porto, integra-lo no cenário envolvente e devolver-lhe dignidade. Acho que temos tido um feedback super positivo tanto a nível nacional como a nível internacional.

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David Machado – vencedor do Prémio da União Europeia para a Literatura

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David Machado é um escritor português que embora seja mais conhecido pelos livros infantis, no presente ano, venceu o Prémio da União Europeia para a Literatura com a sua obra “Índice Médio de Felicidade” (2013), um romance que descreve a repercussão da crise económica sob a população.

Mas o mérito deste escritor já foi reconhecido anteriormente, em 2005 foi galardoado com o prémio Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e Expresso com “A Noite dos Animais Inventados” e em 2010 com a obra “O Tubarão na Banheira” recebeu o prémio da Sociedade Portuguesa de Autores/ RTP. Sendo da bibliografia do autor dois romances, cinco livros de crianças e um conjunto de contos! Para além de marcar presença em vários encontros de literatura nacionais e ser publicado além-fronteiras, em países como Itália, Marrocos, Alemanha e Reino Unido.

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Eu queria com esta história, sobretudo, perceber como é que alguém que sempre esteve satisfeito com a sua vida, ao deparar-se com as mais variadas situações descritas, aguenta.

David, se pudesse descrever a sua obra “Índice Médio de Felicidade” em pequenas palavras, que diria?
O livro enquadra-se num contexto de crise, aliás retrata o contexto económico e financeiro em que vivemos nos últimos anos. Mas é sobretudo a história de um homem em crise, o “Daniel”. Um homem que sempre se sentiu feliz e satisfeito com a sua vida, como muito se diz um “optimista”, mas que de repente se vê confrontado com várias vicissitudes. Várias coisas lhe acontecem desde o desemprego, o desemprego da mulher que acaba por ficar separada fisicamente dele, com os filhos, por ter que trabalhar noutro local onde consegue arranjar emprego. A certa altura perde a casa, acabando por ir viver para o carro, continuando sucessivamente a acontecer cada vez mais desastres.

Eu queria com esta história, sobretudo, perceber como é que alguém que sempre esteve satisfeito com a sua vida, ao deparar-se com as mais variadas situações descritas, aguenta. Como se costuma dizer, em que lhe “tiram o chão debaixo dos pés”. É então que ele, forçosamente coloca em causa a sua felicidade, optimismo e planos para o futuro! A forma como se relaciona com as pessoas que lhe rodeiam, ou como este encara a própria vida. A forma como guiou o futuro dos seus próprios filhos, um adolescente e um pré-adolescente, o que é que ele espera ou se pode acreditar que, de alguma forma, eles poderão ter alguma espécie de futuro… Tudo enquadrado na situação actual.

Atendendo ser enquadrado no panorama actual, as palavras proferidas levam-me a questionar se a história tem uma base real ou empírica.
Antes de mais, não é de todo uma autobiografia. Parte de uma questão pessoal que é a esta da felicidade e nesse sentido o “Daniel” não sou eu, mas identifica-se bastante comigo. Eu sempre me senti uma pessoa feliz, satisfeita com a vida e isso sim, é um ponto de ligação com a realidade. Mas de resto as restantes personagens, episódios não vêm de mim.

É certo que aparecem situações reais que eu li em jornais, ou vi na televisão. Embora sejam coisas que possam parecer absurdas ou extremadas, como o homem ir viver para o carro, são cenários que, infelizmente, de facto acontecem! Outra situação que aparece no livro, por exemplo, é um episódio de adolescentes serem violentos para um sem-abrigo. Nestes e outros episódios retrato a realidade, embora não seja com base na minha vida.

Para mim a literatura serve, antes de mais, para me fazer pensar e depois, quem sabe, o leitor.

Qual foi o seu objectivo a redigir esta obra? Procurava partilhar a sua visão acerca da felicidade?
Acima de tudo eu queria debruçar-me , falar, sobre a felicidade! Para mim esse era o tema base, por sempre me ter questionado da minha felicidade. Eu queria compreender o porquê de eu ser feliz, o porquê de outras pessoas aparentemente em melhor situação que eu, não o são. Compreender o que tem de acontecer para alguém não ser feliz, daí ter usado a vida destas personagens, e sobretudo a do “Daniel”.

Para mim a literatura serve, antes de mais, para me fazer pensar e depois, quem sabe, o leitor. Daí que não é tanto o partilhar, até porque não acho que a minha ideia seja a mais extraordinária, ou mais relevante do que a dos outros. Eu com este livro cheguei às minhas conclusões e sei que há leitores que chegaram a conclusões diferentes e ainda bem.

Pode afirmar ter alcançado esse objectivo?
Sim, claro que sim. É óbvio que nunca chegamos a respostas absolutas e nem todas as perguntas têm respostas. Há inclusive muitas perguntas que não suscitam respostas, mas sim, mais perguntas! O que às vezes é o mais importante.

Acerca de algumas perguntas iniciais, por exemplo, as respostas podem ser variadíssimas, e algumas até muito curtas e diretas. Mas o que queria saber era que outras perguntas poderiam aparecer colocando estas perguntas. Felizmente, isso aconteceu. Não fiquei com teorias definidas e definitivas mas porque também não era o pretendido. Mas aconteceu, o objectivo de escrever este livro foi cumprido.

Não deixei de reparar que se formou em Economia, no ISEG, no entanto escrever foi sempre a sua “paixão”, substituindo os números por palavras. Neste mesmo sentido, como tem sido a conciliação do seu objectivo no panorama actual português?
Eu cheguei ainda, após a formação, a trabalhar na área mas ia sempre escrevendo alguma coisa. Eu acho que nunca tive razão para duvidar que fosse possível escrever livros enquanto profissão. Talvez esteja a sobrevalorizar coisas que me aconteceram. Coisas más que talvez eu é que as tenha apagado da minha memória…

Mas tanto quanto eu me recordo, no percurso desde que publiquei o meu primeiro post de jornal, basicamente aconteceu sempre alguma coisa boa a seguir. Nunca fiquei seis meses, ou um ano, em que nada de bom estava a acontecer e nada de motivador, nada que me fizesse acreditar que eu estava no caminho errado.

Obviamente que foi difícil e claro que não está tudo perfeito, antes pelo contrário. É claro que houveram muitas coisas que não aconteceram e gostava que tivessem acontecido mas na generalidade e, hoje em dia, sinto-me muito satisfeito com a vida que tenho. Tenho o meu trabalho, escrevo todos os dias e se não estou a escrever é porque estou dedicado a outras partes da minha profissional, relacionados com a escrita, a fazer entrevistas, ou apresentações em escolas, bibliotecas, ou a fazer oficinas de escrita criativa, enfim, tudo ligado à literatura e isso para mim é muito importante!

Diz-se que no campo das artes, onde a literatura se insere, os artistas necessitam não só de criatividade mas também fontes de inspiração. Concorda? Caso tenha uma ou mais fontes de inspiração, poderá partilhar connosco qual/quais?
Eu não gosto muito do termo inspiração, porque parece sempre algo de mágico. Eu acho que não tem nada a ver com alguma coisa transcendente. Tenho ideias como outras pessoas têm ideias, obviamente que para ter ideias é muito mais fácil se isso for canalizado através de outra coisa qualquer. De uma conversa, por exemplo, ou de um filme que eu vejo, algo que eu testemunhe na rua. É sempre mais fácil sermos influenciados por factores que nos são exteriores.

Mas é verdade que, por vezes, mesmo olhando para uma parede branca, as ideias aparecem na mesma. De onde isso vem não sei, mas há de ser de memórias, vivências… Há escritores que dizem que tudo o que nós precisamos para escrever livros o resto da vida aconteceu nos primeiros cinco anos da nossa vida!

David irá receber o prémio numa cerimónia que terá lugar em Bruxelas, no dia 23 de junho. Qual a sensação face à data?
O prémio está a altura de outras situações que eu considero sucessos na minha vida enquanto escritor, às vezes não são necessariamente públicos ou até serem muito expansivos, como é o caso de um prémio. Mas obviamente que o prémio tem um valor muito específico e não acontece todos os dias!

Sinto bastante contente por haver um júri, alguém que está ligado ao meio literário, que já leu muito, que tem perceção daquilo que faz um bom livro… E que olhou para o meu livro, no meio de uma série de livros e achou que o meu livro merecia ser distinguido. Isso para mim já me deixa muito satisfeito.

No caso deste prémio, concretamente, tem uma vertente que é diferente, no facto de ser internacional o que dá uma projecção ao meu trabalho que não posso desvalorizar. Permitindo que o livro chegue a outros mercados, seja traduzido em várias línguas…

Julgo que todas as pessoas que escrevam um livro, tenham aquele livro que tenha mais significado para si. Qual a obra? Porquê?
Eu não tenho nenhuma obra favorita, sobretudo porque escrevo narrativas. Se me proponho a escrever um livro é porque encontrei uma narrativa que me vai permitir pensar e viver ou experimentar alguns temas sob os quais quero pensar e sentir algo. No momento em que isso deixa de acontecer eu paro de escrever o livro. Pelo que nunca volto ao mesmo livro.

Pelo que se foi livros que publiquei, ou cheguei ao fim, foi porque me trouxe algo de novo. Claro que há diferenças entre eles, há uns que me levam mais por um caminho do que por outro. A única diferença maior há de ser que aquele livro que eu estiver a escrever no momento é o que sinto mais! Cujas questões ainda andam à volta dentro da cabeça.

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“antes de pensarem em escrever têm de ler!”

Qual o conselho que, em forma de mensagem, deixa àqueles que queiram fazer da sua vida a literatura?
R. O que costumo dizer é muito simples: antes de pensarem em escrever têm de ler! Têm de ler bastante, porque só assim se percebe do que se trata a literatura. Só assim é que podemos delinear na nossa cabeça aquele caminho que queremos seguir. Depois é tentar, não exactamente copiar, mas tentar fazer o mesmo género de coisas. Para quem está a começar o mais importante é mesmo isso, ler.

 

 

 

fotos: DR

 

Filme “FOI O FIO” premiado na Alemanha

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O filme de animação “Foi o Fio” de Patrícia Figueiredo, produzido pela Filmógrafo e Cine-Clube de Avanca acaba de ser distinguido com o segundo prémio do “3º International Monstronale Festival”. Este evento, que este ano elegeu “Paixões” como temática, decorreu até este domingo na cidade alemã de Halle, sede do estado “Saxony-Anhalt” e no centro nevrálgico da chamada “Região Metropolitana Central Alemã” (Metropolregion Mitteldeutschland).

A história de “Foi o Fio” envolve 3 mulheres. Uma mulher novelo, uma velha mulher que passa os dias a olhar pela janela e uma vendedora de roupa caída dos estendais, estão unidas por um fio. As três conduzem as ações de outras personagens e o inevitável destino de uma mulher com o marido às costas.

Sobre esta obra, o júri declarou ser “Uma bela prova de linearidade, mesmo num (não) enredo aparente”.

Sendo a obra de estreia de Patrícia Figueiredo, este filme foi já exibido em 31 festivais, em Portugal mas também na Alemanha, Áustria, Bulgária, Canadá, Chile, Croácia, Espanha, França, Hungria, Índia, Marrocos, Rússia e Turquia. Este é o quinto prémio atribuído ao filme.

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Patrícia Figueiredo nasceu em 1985 e licenciou-se em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, tendo concluído o curso em Cracóvia (Polónia), onde frequentou o atelier de Cinema de Animação na AkademiaSztukPięknych w Krakowie. Finaliza atualmente o Mestrado em Ilustração e Animação no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave. O seu trabalho divide-se entre a animação e a ilustração, onde participa em vários livros infantis.

Com música do compositor Joaquim Pavão e produção de António Costa Valente, a Patrícia teve a companhia na animação da Raquel Felgueiras, Íria Cabaleiro, Rodrigo Barata e da equipa constituída por António Osório, António Fonseca, Bruno Correia, Carla Tavares, Daniela Couto, João Ferreira, Maria Rebelo, Ricardo Silva, Sérgio Reis e Vânia Clara. Na produção, Eunice Castro e Rita Capucho assistiram Júlia Rocha e Álvaro Marques. Finalmente, Patrícia Figueiredo e Raquel Felgueiras montaram o filme.

“Foi o Fio” foi realizado no estúdio de cinema de animação do Cine-Clube de Avanca, com produção Filmógrafo e apoio financeiro do ICA | Secretaria de Estado da Cultura, com co-financiamento da RTP, Radiotelevisão Portuguesa.

“A melhor estagiária do mundo” está na Casa da Música

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No âmbito das comemorações do 10ºaniversário da icónica Casa da Música, o caderno P3 do Público encontrou a mais jovem colaboradora da equipa de 192 que constitui o quadro de pessoal desta casa da cultura. Aos 22 anos, Liliana Marinho, de acordo com a referida publicação, realizou um estágio curricular no departamento de assessoria a que se seguiu, o actual, estágio profissional  nos departamentos de comunicação e marketing.

Liliana descobriu a Casa da Música cedo, dado que fazia parte de uma banda de música em Amarante, mas foi a vinda para o Porto para estudar Jornalismo e Ciências da Comunicação na vertente de assessoria, na Universidade do Porto que lhe “abriu as portas” da casa. E a música continua a impregnar o seuo ADN, este ano completa o 8.º grau de ensino no Conservatório do Porto.

O “estatuto” de “a melhor estagiária do mundo” surgiu no decurso do estágio curricular no departamento de assessoria. Liliana Marinho recebeu um forte elogio da pessoa que a orientava e os colegas e as redes sociais fizeram o resto.

Liliana reconhece o papel fundamental que a Casa da Música representa, a par de outras instituições como Serralves, mas lamenta que os jovens ainda não as frequentem como seria desejável e acredita na necessidade de uma maior aposta no ensino da música.

Foto: DR
Fonte: P3

 

 

Professor da FAUP vence Prémio Fernando Távora 2015

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Edição 2015 do Prémio recebeu 23 candidaturas.

A proposta de viagem ‘Ruínas, ou o Livro de Arquitectura’ valeu a André Tavares, docente convidado da FAUP, a 10ª edição do Prémio Fernando Távora.

A proposta vencedora foi anunciada a 9 de Abril e propõe “um percurso por edifícios e edições originais de livros em Roma, Vicenza, Paris e Londres, a fim de, através da história do livro de arquitectura, sintetizar a cultura arquitectónica europeia”.

Para o Júri a “proposta vencedora distingue-se por uma profunda originalidade: percurso por edifícios e edições originais de livros em Roma, Vicenza, Paris e Londres, a fim de, através da história do livro de arquitectura, sintetizar a cultura arquitectónica europeia. (…) Num momento em que as tecnologias digitais ameaçam a compreensão das qualidades físicas dos objectos, o livro é um reduto da arquitectura que exige a compreensão da sua natureza física, da textura das suas páginas, da natureza do seu peso”.

O Júri da presente edição do Prémio foi presidido pelo escritor Valter Hugo Mãe e constituído pelos arquitectos José Manuel Botelho, João Luís Carrilho da Graça (nomeado pela Casa da Arquitectura), Pedro da Rocha Vinagreiro (em representação da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional do Norte) e Luísa Távora, em representação da família do arquitecto Fernando Távora.

André Tavares licenciou-se e doutorou-se em Arquitectura na FAUP (2000-09), é docente convidado na FAUP, tem-se dedicado à investigação, crítica e edição (Dafne), sendo ainda comissário geral, com Diogo Seixas Lopes, da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2016.

O resultado da viagem será apresentado numa conferência na Câmara Municipal de Matosinhos a 5 de Outubro, Dia Mundial da Arquitectura, altura em que será lançada a 11ª edição deste Prémio.

Em edições anteriores, foram vencedores, entre outros, os arquitectos Maria Moita (3ª edição), Paulo Moreira (7ª edição), ambos alumni FAUP, e Susana Ventura (9ª edição), actualmente a desenvolver o projecto de Pós-Doutoramento na FAUP, sendo membro efectivo do centro de estudos do CEAU-FAUP.

O Prémio Fernando Távora, uma bolsa de viagem no valor de seis mil euros, é uma distinção anual destinada a arquitectos membros da Ordem dos Arquitectos, sendo organizado pela sua Secção Regional do Norte, pela Câmara Municipal de Matosinhos e pela Casa da Arquitectura.

 

texto e fotos: FAUP ( http://sigarra.up.pt/faup/pt/noticias_geral.ver_noticia?P_NR=15016)
+ info  www.oasrn.org