A FAHR 021.3 foi distinguida com o Universal Design Award no Taipei International Design Award 2015

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A FAHR 021.3 foi distinguida com o Universal Design Award no Taipei International Design Award 2015 com o projeto Estrutura de São João. 

A competição anual, organizada pelo Taipei City Government, pretende incentivar o desenvolvimento económico através do design universal, e tornar a cidade um ponto de referência e qualidade nesta área.

A Estrutura de São João é “um projecto que reúne a comunidade através de um design universal em benefício de um contexto social”, salientou o júri do concurso. Distinguindo-se pelas instalações arquitectónicas que criam realidades inesperadas e provocantes, a FAHR 021.3 viu o seu projecto ser galardoado por se tratar de, segunda o júri, “uma solução de baixo custo com um grande impacto visual que integra a comunidade local de uma forma envolvente”.

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Estrutura de São João

De acordo com o Departamento de Desenvolvimento Económico, Taipei City Government, desde 2008, foram submetidas 13,335 candidaturas e a edição de 2014 teve a participação de 65 países, no concurso que já é um ícone internacional.

A FAHR 021.3 é uma prática colaborativa que foca o seu trabalho entre as disciplinas de arte e arquitectura. Os arquitectos Filipa Frois Almeida e Hugo Reis do colectivo FAHR 021.3 foram entrevistados, em Abril, a propósito do projecto Metamorfose.

Leia aqui: Metamorfose muda face do antigo prédio da Oliva no Porto

 

Fotos: DR

Mafalda Arnauth – 20 anos de carreira em entrevista

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Mafalda Arnauth é um dos nomes incontornáveis do “Novo Fado” e comemora vinte anos de carreira. A Excelência Portugal quis associar-se a esta data marcante e entrevistou-a.

A fadista portuguesa revelou o lado profissional, tendo confessado que ainda sente algum nervosismo antes dos espectáculos. Na entrevista garante que o fado já conquistou os mais novos e recorda Amália Rodrigues com saudade. 

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Os próximos projectos estão relacionados com o fado?

Não consigo fugir ao fado porque continuo a ter alma de fadista, mas também é importante experimentar outras coisas. O fado vai estar sempre presente na minha vida

Que recordações guarda de Amália Rodrigues?

Amália foi uma referência como pessoa por causa do lado humano. Teve carisma e originalidade, além da voz que tinha. Era uma pessoa fascinante.

Qual é a essência do fado?

A essência do fado é inspirada na vida quotidiana, no dia-a-dia das pessoas mais simples. Por essa razão é transversal e não tem classes sociais, géneros ou idade.

Qual a mensagem que pretende transmitir nas letras?

O meu fado é criado nessa vida porque sou observadora do mundo, dos outros e de mim própria. Estou em constante análise. Procuro transmitir às pessoas o melhor de mim, mas também dizer às pessoas que podem construir a vida com muito esforço e trabalho. Nós somos os motores das nossas vidas.

Qual é o seu público?

A fidelidade dos públicos também não é total por causa da oferta que existe. No entanto, o que mais impressiona nos concertos é a presença de crianças.

Qual a sua opinião relativamente à nova geração?

A nova geração tem um talento que conquista o público mais novo. Neste momento há grandes vozes. Houve um tempo de ausência. Desde o início do século houve um despertar do interesse por parte da nova geração em relação ao fado. Temos fado para durar.

Como prepara os espectáculos?

Os espectáculos são preparados com alguns dias de antecedência. Tenho os meus próprios horários para entrar no espírito. Gosto de cuidar a minha imagem. Também é necessário saber gerir o descanso.

Ainda sente nervosismo?

Sim, mas isso representa responsabilidade quando estamos no palco porque sentimos a emoção das pessoas na nossa voz. Não podemos encarar isso de forma leviana.

 

Fotos: DR

Lisboa está mesmo na moda!

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Lisboa está na moda. É a capital do momento e prova disso são os milhares de turistas que todos os dias se encontram pela cidade. A  edição britânica da Esquire, seguindo este “boom”, descreve Lisboa, como uma das cidades mais cool da Europa e faz o seu próprio guia turístico.

Tom Barber (1), garante que a nossa capital é das mais cosmopolitas para sair e descreve que as diferenças entre a Praça do Comércio, Alfama e o Cais do Sodré são feitas de forma “perfeita”.

Para ficar, destaca o Bairro Alto Hotel ou o Hotel Valverde em pleno centro da cidade, para o almoço sugere uma visita pelo Mercado da Ribeira onde se junta o mercado tradicional com uma zona de “outlets” de comida “com alguns dos melhores chefes de Portugal”2. Para jantar as opções recaem em Nuno Mendes ou José Avillez.

Constata que desde Vhils a Os Gémeos, Lisboa tem uma variedade de enorme de arte de rua, fala-nos do surf em Cascais e da Sapataria do Carmo. A Pensão Amor, também é destacada pela sua decoração burlesca e pelos “pretty decent” cocktails, quem prefer “pecar” por outros sítos pode ir para o Bom, O Mau e O Vilão, que se encontra perto da Pensão Amor e que garante Gins e Dj’s ao fim de semana.

Se está pela capital, Tom Barber diz para não sair sem experimentar o peixe enlatado, a variedade de sardinhas em conserva, polvo ou anchovas e a única “crítica” que transmite é para evitar o Fado numa noite de diversão, apenas pela sua natureza melancolica, mas nunca desfazendo da sua beleza que lhe deu o Prémio de Património Mundial da Unesco.

Lisboa, está mesmo na moda e deixa um convite aberto a todos os turistas. Na verdade temos tudo. Sol de fazer inveja, longos quilómetros de praia, a diversidade da vida nocturna e a cultura que se encontra a cada canto, não há como não gostar.

 

(1) Tom Barber é fundador do co.uk e o autor do artigo”Guide to Lisbon” da revista Esquire.

Fonte:  “Guide To Lisbon” da revista BARBER, Tom, “Why Lisbon Is One of the Coolest Cities in Europe”, 17 de Outubro de 2015. Disponível em: http://www.esquire.com/lifestyle/g2462/esquire-guide-lisbon/.

Foto: Bessa Hotel/DR

 

is.land studio of architecture – dupla de arquitectas insulares aposta em arquitectura sustentável e resiliente

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A devastação e flagelo que se faz sentir constantemente no Pacífico foi suficiente para as arquitectas portuguesas Carla Pereira e Rita Borges, naturais dos Arquipélagos da Madeira e Açores, escolherem as Filipinas como local para materializar as suas ideias. No âmbito do curso Designing Resilient Housing, desenvolveram o projecto de uma casa modular, low-cost e ecológica, capaz de resistir aos piores cenários de catástrofes naturais e que valeu-lhes o Award of Distiction pela Open Online Academy, de Nova Iorque.

São factores como o crescimento da população mundial, o disparo do consumo médio da humanidade, a exaustão dos recursos naturais, que colocam o planeta em completo estado de degradação e alerta. Se a Terra nos oferece tanto, por que razão o homem, mero inquilino do mundo, não cultiva o equilíbrio e insiste em esgotá-la? Será necessário ultrapassar os limites? Ou será o homem uma criatura tão egoísta e masoquista que sente prazer em caminhar para o suicídio e o ecocídio?

O alarmismo está instalado e desenvolvem-se atitudes para tentar recuperar (uma ínfima) parte da saúde da Terra. As intensas intervenções humanas no meio ambiente provocaram alterações climáticas que, consequentemente, originam desastres naturais que têm como resultado perdas humanas e materiais.

Se “os edifícios são como a nossa segunda pele, uma camada frágil que nos protege das adversidades do mundo exterior”, qual a razão para falharem na função para o qual estão destinados? A arquitectura encontrou uma resposta incrível e eficaz.

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Antes de pensar em mudar o mundo lá fora, é fundamental e extremamente necessário, face à nossa realidade, mudar primeiro o mundo cá dentro

Como matéria-prima recorreu-se ao uso de materiais locais como bamboo, pedra e madeira, de forma a reduzir os custos finais de construção. Por se tratar de uma habitação simples e fácil de construir, que ronda os 5.5000 euros, poderá suscitar a motivação da própria mão-de-obra local bem como a das famílias a usufruir dessas novas instalações.

Com o projecto da habitação modelar, passível de crescer conforme as necessidades das famílias, as arquitectas pretendiam desenvolver uma urbanização e proporcionar o crescimento urbano, de modo a que se criassem dinâmicas sociais e até mesmo o próprio desenvolvimento da economia local.

As duas arquitectas insulares vêem o projecto como um ponto de partida para impulsionar, inovar ou ate mesmo resolver a arquitectura (ou falta dela) nos arquipélagos. Ainda são muitos os casos de pobreza extrema e degradação que passam despercebidos e que se encontram “camuflados” em cada esquina das cidades.

Afirmam ainda que o grau de desenvolvimento do tempo em que vivemos não é proporcional ao nível de pobreza que ainda se faz sentir. São muitos os que carecem do direito a uma habitação confortável e segura e, de certo modo, esta habitação vem dar resposta a essas mesmas dificuldades.

Segundo as arquitectas Carla Pereira e Rita Borges “Antes de pensar em mudar o mundo lá fora, é fundamental e extremamente necessário, face à nossa realidade, mudar primeiro o mundo cá dentro” e essa ideia está, visivelmente, a ser bem conseguida.

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Duas arquitectas portuguesas que se conheceram em Itália, por entre estudos arquitectónicos direcionados para a arquitectura sustentável. Estas duas jovens são naturais dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, motivo pelo qual as levou a explorar mais aprofundadamente questões sobre a arquitetura sustentável, arquitetura de emergência e prevenção em situações de catástrofe. Desta forma pretendem desenvolver projectos que melhorem o mundo lá fora, mas primeiro o seu mundo cá dentro. Participaram em cursos internacionais promovidos pela IUAV Venezia, onde frequentaram programas de intercâmbio, tendo terminado os estudos na FAUP- Faculdade de Arquitetura do Porto e FAUTL- Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, respetivamente. 
Carla Pereira termina o curso com um tese de mestrado sobre arquitetura de emergência em África, centrada na temática da falta de condições de habitabilidade, relacionada com pobreza e problemas sociais de vitimas de desastres naturais envolvendo temas como a economia, problemas sociais e ambientais.
Rita Borges, por sua vez, termina o curso com uma tese de mestrado sobre desenvolvimento sustentável e ecológico recorrendo a uma arquitetura de prevenção, ou seja, questões de escassez de água em territórios insulares, relacionadas com as alterações climáticas, o crescimento da população mundial e a escassez de recursos. Desenvolveu uma solução alternativa recorrendo a energias renováveis, com a implementação de um sistema de dessalinização solar numa estufa, onde é possível obter água potável no mesmo local onde produz alimentos, o que proporciona o contacto com a população numa vertente educacional e por fim, o armazenamento de água potável, podendo ser distribuída localmente.
O interesse das jovens arquitectas por questões de sustentabilidade, arquitetura de emergência e prevenção fez com que estas desenvolvessem uma habitação low-cost para as Filipinas, resistente a desastres naturais, como os tufões e cheias, reconhecido a nível internacional. Com o feedback positivo que este projeto tem recebido entre o mundo da arquitectura e construcção, as arquitectas decidiram ir mais além, continuar com este tipo de projetos e assim surge o is.land Studio of Architecture.
 
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Ambas as arquitectas, movidas pelos mesmos ideais originam, assim, o is.land Studio of Architecture que se foca num trabalho de carácter humanitário e numa arquitectura de prevenção. Pretende-se promover a integração e articulação de uma arquitetura humanitária com a arquitectura contemporânea e tradicional a que estamos habituados, desenvolvendo projectos de carácter urbano, contemporâneo, sustentável mas sobretudo, adaptado às realidades existentes hoje em dia, pensado para qualquer pessoa, e tendo em conta o cenário económico e social em que nos encontramos.
 
 
Fotos: DR

Caldas da Rainha inaugurou Rota Bordaliana

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A Rota Bordaliana – roteiro cultural e artístico que homenageia Rafael Bordalo Pinheiro e a tradição cerâmica das Caldas da Rainha – foi inaugurada a 17 de outubro, numa sessão presidida pelo Presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado.

A Rota Bordaliana integra-se numa candidatura a fundos comunitários denominada “Caldas Comércio e Cidade”, no âmbito da qual também se estão a realizar as várias obras da regeneração urbana. O seu custo foi de 122,1 mil euros, sendo comparticipada a 85% por fundos comunitários.

No ano em que a fábrica de Faianças Artísticas Bordallo Pinheiro comemorou os seus 130 anos, produziu mais de 20 figuras de cerâmica, algumas construídas à escala humana para integrar esta rota cultural.

A autarquia já havia inaugurado uma rã de 1,4 metros, na rotunda da Av. 1.º de Maio, em frente à estação de comboios, o primeiro ponto de passagem da Rota Bordaliana. Quando Bordallo Pinheiro se deslocava para as Caldas da Rainha, fazia-o de comboio, entrando na cidade precisamente naquele local, daí este ser o primeiro ponto da Rota.

O conhecido Zé Povinho, a Saloia, o Padre Cura, rãs, gatos, sardões, caracóis, folhas de couve, entre outros elementos característicos da estética Bordalliana estão espalhados pelas ruas da cidade, em fachadas de prédios e até penduradas em árvores!

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Jéssica Gonçalves, actualmente aluna do Instituto Politécnico de Leiria, idealizou esta rota e sugeriu a criação da mesma no âmbito da  PAP (Prova de Aptidão Profissional).

A então estudante do Curso Técnico de Turismo da Escola Técnica Empresarial do Oeste (ETEO) não imaginava que o seu trabalho acabaria por se tornar realidade.

O Município acolheu a ideia, que depois desenvolveu e aprofundou.

Presente na inauguração, a jovem referiu que “adorou o resultado final”.

Percurso longo e curto
Pensada para ser percorrida a pé, a Rota Bordaliana oferece um percurso mais longo, que demora aproxidamente duas horas a ser percorrido: começa no Largo da Estação, passando por vários pontos turísticos, relacionados com o artista e com o seu trabalho.

Fazem parte desta proposta edifícios com painéis e fachadas de azulejo, ver peças toponímicas únicas, peças à escala humana e ler sobre episódios da vida de Rafael Bordalo Pinheiro, vivendo, assim, um pouco da história da cidade, terminando na Fábrica de Faianças e Casa Museu Rafael Bordalo Pinheiro.

Foi pensada uma Rota mais curta, de cerca de uma hora, mas em que os locais indicados são só os que têm as peças cerâmicas de grande escala. Este percurso termina igualmente na Fábrica de Faianças Bordalo Pinheiro.

Os visitantes poderão percorrer os vários pontos a partir de orientações da aplicação instalada no telemóvel, a CityGuide Caldas da Rainha.

Pontos / Localização com peças à escala humana:
1. Largo de Estação/Rotunda da Avenida 1º Maio – Rã boca aberta grande; Rã gigante sentada; Palmatória nenúfar; Azulejo rãs pequeno c/ nenúfar;
2. Avenida da Independência/ Em cima do Quiosque – Abelha;
3. Rua Padre Emílio/Hemiciclo João Paulo II – Padre (coberto);
4. Praça 25 de Abril – Zé Povinho (coberto);
5. Praça 5 de Outubro / Em cima do Quiosque – Lobo s/ peanha;
6. Rua Dr.Leão Azedo/Fachada da Rodotejo – 60 andorinhas Pretas e Brancas;
7. Rua Almirante Cândido dos Reis/ Edifício da Junta de Freguesia Nª Sra. Do Pópulo – Folha de Couve;
8. Rua Doutor Leonel Sotto Mayor / Edifício do CCC – Ama das Caldas (coberto);
9. Rua Capitão Filipe de Sousa/Edifício da Loja da Reabilitação Urbana – 1 Sardão;
10. Edifício da Loja do Turismo (interior) : 4 Sardões;
11. Loja do Turismo (exterior): Polícia; Sardão; 2 Caracóis;
12. Topo da Praça da República / área verde – 2 grupos de cogumelos; 2 tartarugas;1 sardão;
13. Largo José Barbosa – Saloia (coberto);
14. Parque D. Carlos I – Gato a caçar (coberto); gato irritado (coberto); 6 macacos pendurados na “aldeia dos macacos”.

Fontes: Turismo do Centro e CMCR
Fotos: DR

Sara Barros Leitão ganhou no Brasil, Prémio Melhor Actriz

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A actriz Sara Barros Leitão que protagonizou o filme “Pecado Fatal”, acaba de ser distinguida com o Prémio Melhor Actriz no FESTICINI – Festival Internacional de Cinema Independente que acaba de acontecer no estado de São Paulo no Brasil. Este é o décimo prémio para o filme “Pecado Fatal”.

A longa-metragem PECADO FATAL de Luís Diogo, produzida em parceria com o Cine-Clube de Avanca e a Filmógrafo recebe assim a sua décima distinção, depois de ter sido a longa-metragem da ficção portuguesa, mais premiada em 2014. Tendo integrado o TOP 10 da cinematografia lusófona, as distinções foram chegando de festivais internacionais no Brasil, Bulgária, Cabo Verde, Canadá, Croácia, Itália, São Tomé e Príncipe, para além de Portugal.

Sara Barros Leitão já anteriormente tinha sido nomeada para os Prémios SOPHIA e GLOBOS DE OURO de melhor catriz, pelo papel de Lila no filme PECADO FATAL.
Tendo-se formado em interpretação pela Academia Contemporânea do Espectáculo, começou a sua carreira na série Morangos com Açúcar onde interpretou o papel de Jennifer Brown. A sua carreira tem acontecido entre o teatro e a televisão, nomeadamente nas séries “Olhos nos Olhos” (TVI), “Sentimentos” (TVI), “Laços de Sangue” (SIC), “Doida por Ti” (TVI), “Mundo ao Contrário” (TVI), “I Love It” (TVI), “Bem-Vindos a Beirais” (RTP), “Água de Mar” (RTP), “Jardins Proibidos” (TVI) e “Poderosas” (SIC).

PECADO FATAL é a sua primeira participação de fundo no cinema.

 

SARA BARROS LEITÃO (em entrevista)

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Sara Barros Leitão, nasceu no Porto em 1990 e formou-se em Interpretação pela Academia Contemporânea do Espectáculo. Ao longo do seu percurso, teve como professores António Capelo, João Paulo Costa, Maria do Céu Ribeiro, Nuno Pino Custódio, Luís Madureira, Sandra Mladenovic ou Kuniaki Ida.

Trabalha regularmente em Televisão, e o seu trabalho na mini-série “Mulheres de Abril” valeu-lhe a nomeação para Melhor Actriz Secundária nos Prémios Áquila 2014 e nos prémios Fantastic Televisão 2014. Atualmente interpreta “Inês” na produção da SP/SIC “Poderosas”.

Em Cinema destacam-se as longas-metragens “Aristides Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus” e “Pecado Fatal”, com o qual foi nomeada para Melhor Actriz Cineuphoria 2015, Melhor Actriz de Cinema pelos Prémios Sophia 2015 e também pelos Globos de Ouro. Participou em dezenas de curtas metragens nos últimos anos, das quais se destaca o filme “SARA”, com o qual ganhou o Prémio de Melhor Actriz no Festival CLAP 2012.

É uma voz assídua nas locuções publicitárias para rádio e dobragens de filmes e desenhos animados, mas é em Teatro que se sente completamente feliz.

Estreou-se com o papel de “Julieta”, na tragédia “Romeu e Julieta”, dirigida por Eduardo Alonso e produzida pelo Teatro do Bolhão. Trabalhou com encenadores como Victor Hugo Pontes, Natália Luiza ou Joaquim Nicolau, e passou por companhias como Teatro do Bolhão, Teatro Meridional, Teatro Rápido, Palco 13, Plataforma 285, Teatro do Vestido, etc.

Apesar de acreditar que o Teatro não são só palavras, a literatura assume um papel fundamental na sua vida. Neste momento, desdobra-se entre o trabalho como actriz, formadora, a direcção artística da companhia Carruagem e a licenciatura em Estudos Clássicos na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

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- O que te fascinou na história e levou a aceitar o convite?
A personagem Lila tem uma força incrível, era algo muito diferente do que alguma vez me foi proposto. Não encaixava nada no perfil de personagens que normalmente me apresentam, por causa da aparência. Esta era uma jovem mulher com força, com mágoa, com personalidade vincada, que sabia o que queria. Foi por isso que quis fazê-la.
- Que importância teve para ti a participação em “Pecado Fatal”?
Teve a importância de todos os projectos que abraço: a aprendizagem. O que me move na vida é aprender, e sem dúvida que fazer este filme foi uma enorme aprendizagem profissional e pessoal.
– Esperavas o sucesso internacional que o filme obteve e continua a obter?
Não, de todo. Houve até alturas em que pensei que o filme não iria ter força para sair da gaveta, sendo uma produção altamente independente. Por isso, fico sempre surpreendida com cada nova conquista.
- Consideras que não obstante os constrangimentos financeiros temos cinema de Excelência? Como vês o cinema no nosso país?
A excelência só se conquista se existir pluralidade, diversidade. Em Portugal só fazemos dois ou três géneros de filmes, com dois ou três realizadores e produtores. Enquanto não ultrapassarmos esta barreira de produção, será impossível atingir a excelência. Seria muito presunçoso dizer que dos quatro ou cinco filmes que se fazem em Portugal por ano, há pelo menos um deles que é sempre de excelência. Só o facto de se produzirem tão poucos filmes é sinónimo de que estamos longe disso.
- Porque achas que o público não acorre às salas para ver filmes nacionais de qualidade ? Teremos um défice de cultura cinematográfica?
Não há pessoas a verem filmes portugueses porque as pessoas não gostaram dos filmes portugueses que viram antes. Parece-me muito simples. E isto não é um problema das pessoas, nem do seu gosto. É assim e pronto. Eu vivo, em grande parte, da bilheteira dos meus espectáculos, se o público não gostar do género de espectáculos que a minha companhia faz, não vai voltar a sair de casa para ter uma má experiência, pois não? Se eu vou a um restaurante e não gosto, não volto lá tão cedo. Se da segunda vez que voltar, continuar a não gostar, não volto mais de certeza. Não vou pagar por uma coisa que não me agrada. Não quer dizer que o restaurante seja mau: simplesmente não é o que eu gosto. A parte curiosa é que há restaurantes cheios e há salas de cinema cheias. Mas também há restaurantes vazios e salas de cinema vazias. A diferença é que os donos do restaurante, como não têm subsídios para fazer comida que só eles gostam, ou fecham o restaurante, ou reinventam a sua forma de cozinhar. Em Portugal a comida continua a mesma, porque os cozinheiros têm a barriga cheia e porque a culpa é sempre só dos clientes que não vão lá jantar.
Fotos: DR

 

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PECADO FATAL no CHICHESTER FILM FESTIVAL (entrevista a Sara Barros Leitão)

Inês Patrocínio – A caminho das Nações Unidas

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Inês Patrocínio nasceu em Lisboa em Maio de 1992 e viveu sempre no Bairro do Restelo, ao pé dos avós, dos tios e dos primos. É a terceira de 6 irmãs; cresceu numa casa cheia, com 3 cães, onde a campainha nunca para de tocar e a porta de entrada está sempre aberta.

Estudou no colégio da sua avó – A Torre – até as 4º ano e depois passou para o St. Julian’s School, colégio Inglês onde concluiu o International Baccalaureate Diploma (equivalente ao 12º ano).

Sempre gostou de desporto, mas fartava-se com facilidade e queria sempre experimentar um novo. Em pequenina, conseguiu passar pelos desportos mais improváveis, desde esgrima a tiro com arco. Era bastante teimosa e a mãe lá acabava por ceder – mais por cansaço – segundo a própria.

Mais tarde, já na adolescência, as suas tardes começaram a ser ocupadas pelos livros – primeiro os de fantasia (a trilogia de Sevenwaters marcou-a muito), depois os romances, depois os romances históricos, e depois os livros de História propriamente ditos, que ainda hoje são os favoritos. Por vezes, acabava por isolar-se um pouco do resto da família, mas era o seu momento de tranquilidade numa casa em constante actividade. 

12179129_10153563696680266_496514599_nA história, com especial enfoque na 2ª Guerra Mundial, foi a tua grande paixão desde criança. Os conflitos, os refugiados e os direitos humanos já ocupavam a tua mente?

São tudo assuntos que estão interligados entre si, mas não, a minha paixão foi sempre a História – foi esse o fio condutor que depois deu origem a outros projectos e objectivos profissionais.  Se me perguntar quando surgiu o meu interesse pelos direitos humanos em específico… não lhe consigo dizer ao certo.

Acho que, de certa forma, foi crescendo à medida que eu ia verificando que alguns dos horrores que tinha estudado na História podiam voltar a repetir-se hoje em dia. E a partir daí, solidificou-se no momento em que decidi que ia tentar mudar o que me incomodava.

O tema do holocausto sempre te “fascinou”. É verdade que a tua avó chegou a dizer que devias ter sido judia noutra vida?

É. Disse-me isso numa altura em que comecei a ter pesadelos passados em campos de concentração Nazis. Acho que acima de tudo estava preocupada (risos).

O estudo num colégio internacional e o contexto multi-cultural inerente influenciou-te?

Sem dúvida. E eu fui muito privilegiada em ter podido estudar num colégio como o St. Julian’s, que desde cedo me expôs aos benefícios da diversidade de culturas e de ideias, do valor de ter uma segunda língua como quase-materna e da tolerância que promove entre os alunos e Professores. Acho que, acima de tudo, é um colégio que dá muita importância às relações humanas, ao desporto e à nossa formação enquanto cidadãos da sociedade global. À integridade do ser. Foi uma educação verdadeiramente insubstituível.

A tua escolha académica acabou por recair no direito. O que te motivou?

Foi uma fase algo polémica na minha vida. Eu queria era estudar História! Ler e aprender mais sobre as Grandes Guerras, decorar todos os discursos do Churchill e saber as operações secretas dos Aliados ao pormenor. Durante muito tempo, nunca pus em questão ir para outro curso. Mas, chegado o momento, comecei a perceber que o Direito, além de desafiante, podia ser um instrumento mais valioso para lutar contra as injustiças que me tiravam o sono, por assim dizer. E a história, como disse o meu Pai (e bem), podia sempre continuar a estudá-la por mim. O Direito, não.

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se estava decidida a construir um caminho ligado aos direitos humanos, era importante ter uma experiência real que me mostrasse como as missões humanitárias funcionam no campo

Quando sentiste o apelo do voluntariado?

Lembro-me de em pequenina obrigar o meu Avô a pôr por escrito uma associação que eu tinha criado chamada APCC (Associação de Pessoas Com Coração). Sempre fui muito dramática…(risos).

Mas mais tarde, foi quando comecei a sentir a necessidade de me por à prova. Ou seja, se estava decidida a construir um caminho ligado aos direitos humanos, era importante ter uma experiência real que me mostrasse como as missões humanitárias funcionam no campo, também para perceber se era mesmo a minha vocação seguir naquela direcção. Então, decidi entregar um bocadinho do meu tempo aos outros e por as ‘mãos na massa’.

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O que sentiste ao chegar ao primeiro local de missão?

Senti saudades de casa e algum nervosismo, também por não saber o que me esperava. Sempre fui muito ligada à minha família, e isso tem-se reflectido sempre nos momentos mais marcantes da minha vida, sem excepção.

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Se tivesse de escolher uma das melhores coisas que o voluntariado me deu, talvez fosse o sentido de propósito, tanto a nível pessoal como profissional.

O que mudou em ti depois do voluntariado?

Sou da opinião que estas experiências nos moldam, mas não nos mudam. Acho muito difícil alguém mudar por completo durante o espaço de tempo que eu tive em Missão. Mas certamente que se aprende muito, e se vive muito. Saí da missão de coração cheio, de espírito renovado, e tenho muitas saudades dos tempos que passei lá.

Se tivesse de escolher uma das melhores coisas que o voluntariado me deu, talvez fosse o sentido de propósito, tanto a nível pessoal como profissional.

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Subiste o Kilimanjaro para ajudar uma ONG. Como surgiu a ideia e o que conseguiste com esta iniciativa?

No ano de 2013, a situação política de Moçambique estava muito instável e tornou-se perigoso continuar a mandar voluntários para o campo. Para mim, na altura também não fazia sentido embarcar noutro programa de voluntariado com outra ONG, que teria objectivos e estratégias muito diferentes. Queria manter o meu compromisso com a SIM mas sabia que não poderia ser no mesmo molde do ano anterior. Foi assim que surgiu a escalada ao Kilimanjaro: decidi aliar um desfaio de superação pessoal a uma causa que me era querida. Com o apoio da Carmo, Presidente da ONG SIM, e dos meus pais, planeei uma viagem até à Tanzânia, inscrevi-me numa equipa ao lado de outras pessoas de várias partes do Mundo e juntos chegámos ao topo no dia 25 de Julho, depois de 7 dias de escalada. Éramos um grupo de 15 pessoas e fizemos amizades para a vida.

A SIM, como ONG Moçambicana, ganhou projeção, novos patrocinadores e viu a sua bandeira içada no ponto mais alto do Continente Africano – foi um momento muito especial.

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E a verdade é que, se tivesse ido com algum familiar ou amigo, não sei se teria conseguido. Estaria numa posição mais confortável para me queixar ou para desistir…

Que dificuldades tiveste? O que ocupava a tua mente durante a subida e descida?

Tive algumas dificuldades, mas graças a Deus tudo acabou bem.

Devido ao peso, eu só tinha levado um par de botas para a escalada – umas Timberland de 25 anos que tinham sido da minha mãe. Muito confortáveis e cheias de significado para mim.

Acontece que, no fim do terceiro dia, a sola descolou-se por completo, deixando-me sem nenhum par de sapatos extra para continuar o percurso e com os pés gelados pela neve. A sorte foi que um dos guias sabia coser sola de sapato e fê-lo rapidamente com um cordão improvisado! E o mais impressionante ainda é que as botas aguentaram-se assim até hoje.

Na altura, pareceu-me o pior pesadelo do mundo mas, quando conto esta história, faço-o com saudades e a rir, porque sei que é um momento que me vou lembrar para o resto da vida.

Tantas coisas me vieram à cabeça durante a subida e descida…ainda foram alguns dias de escalada, com muitas horas de conversa e de partilha, pois ninguém no grupo se conhecia antes da viagem. É muito interessante ver o elo especial que se cria entre as pessoas em condições de provação.

E a verdade é que, se tivesse ido com algum familiar ou amigo, não sei se teria conseguido. Estaria numa posição mais confortável para me queixar ou para desistir…

Já afirmaste que o voluntariado é realizado para ajudar o próximo mas também para nos ajudarmos a nós próprios. Achas que nem todos admitem o que realmente os motiva?

Não sei se todos admitem ou não, nem sei se todos o encaram assim. Eu afirmei-o porque é assim que o vivo.

És conhecida por levar as coisas demasiado a peito. Estás a realizar uma tese sobre o genocídio do Darfur, sentes revolta por este colossal massacre e violação dos direitos humanos? O que consideras que a comunidade internacional devia ou podia fazer?

Sinto. Revolta pelo que aconteceu e revolta pela inação de alguns países face ao problema. Para que serve a Convenção do Genocídio e o Estatuto de Roma se não para prevenir casos como este?

Já foi um grande passo o Conselho de Segurança ter referido, pela primeira vez na história, uma situação de genocídio ao International Criminal Court, o que tornou o Darfur num possível precedente valioso. Mas o follow up desta situação está longe de ser ideal: a África do Sul já confirmou que está a planear retirar-se do ICC, depois de ter acolhido um dos grandes responsáveis pelo genocídio no Darfur e um dos homens mais procurados pelo ICC, o Presidente Sudanês Omar Al-Bashir.

A Índia, por exemplo, também vai recebê-lo no fim deste mês para uma conferência.

O que se poderia fazer? Para já, o Conselho de Segurança poderia tomar medidas para acabar com a impunidade dos países que não respeitam o dever de cooperação, estabelecido na resolução nº 1593, ao abrigo do capítulo VII da Carta das NU. É essencial haver uma acção de follow up eficiente por parte do Conselho de Segurança ou o propósito da sua colaboração com ICC sai frustrado! É ainda necessária a colaboração de todos os outros países (membros do ICC e das NU) para que o ICC consiga atingir os seus objectivos.

São momentos destes que nos dão força para continuar a acreditar nos nossos sonhos e que provam  que tudo é possível

Quando planeámos esta entrevista tinhas um sonho: estagiar na ONU. Este sonho estás prestes a realizar-se e por fruto da tua saudável “ousadia” e iniciativa. Queres contar?

Foi a minha primeira grande conquista, e um dia carregado de emoções fortes!

Mandei a minha proposta de tese e uma carta à delegação do CICC (Coalition for the International Criminal Court) para o Conselho de Segurança das NU e acabei por conseguir uma entrevista no Skype, que depois acabou com oferta de estágio. Para ser sincera, nunca achei que me fossem responder, até porque já me tinha candidatado a outros sítios não tão conhecidos sem sucesso.

São momentos destes que nos dão força para continuar a acreditar nos nossos sonhos e que provam  que tudo é possível. Estou nervosa por ir viver para NY, mas com muita vontade de começar e sinto que estes meses de estágio vão ser momentos únicos na minha vida. Vou poder trabalhar naquilo que me apaixona desde criança.

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sei que vou sempre procurar um caminho que me preencha e que seja fiel aos meus sonhos

E por fim, quais são os teus outros sonhos e objectivos?

Um dos meus maiores sonhos já está concretizado: o de encontrar uma pessoa que não só respeite e valorize, mas que partilhe muitas destas ambições. Não têm que ser ambições iguais, mas têm que beber da mesma dose de ingenuidade, de um encantamento com a ideia de um mundo melhor.

E é preciso ter muita sorte para se encontrar alguém que também saiba aceitar as pedras que estes caminhos menos óbvios implicam.

No fundo, cumpri este sonho de ter alguém que nos consiga ver verdadeiramente, por tudo aquilo que somos e por aquilo que queremos ser.

Quanto aos objectivos profissionais, acho que estes podem mudar ao longo do tempo e à medida que vamos crescendo. Isto porque conhecemos pessoas novas, aceitamos novos desafios, abraçamos novas causas…

Mas a essência é sempre a mesma e acho que o que é importante é mantermo-nos fieis àquilo que somos. Por isso, não sei onde vou estar daqui a uns anos, nem se vou conseguir atingir muitos dos objectivos que estabeleci para mim aos 23, mas sei que vou sempre procurar um caminho que me preencha e que seja fiel aos meus sonhos, dentro das hipóteses que me são dadas num determinado momento.

 

Fotos: DR

Lookseasy – Joana Vasconcelos colabora com a Swatch

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Joana Vasconcelos criou relógio para a marca Swatch.  O modelo Lookseasy, uma edição limitada Swatch Art Special, representa também a primeira colaboração de um português com a marca suiça.

Sexta-feira, dia 25, foi apresentado oficialmente o modelo Lookseasy, uma edição limitada Swatch Art Special, que constitui um hino à elegância intemporal e um tributo à perícia artesanal.

Para este projecto singular, Joana Vasconcelos trabalhou de perto com artesãos do norte de Portugal, especialistas na antiga técnica da filigrana. Seguindo o desenho original da artista, os artesãos criaram manualmente cada mostrador dourado de cada relógio desta edição limitada a 999 peças. Para este projeto, foi desenvolvida uma versão sofisticada da técnica da filigrana, o que lhes permitiu alcançar uma notável delicadeza e leveza. Cada relógio foi posteriormente montado à mão por especialistas relojoeiros da Swatch, numa estreia absoluta.

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“Foi com grande entusiasmo que aceitei o desafio proposto pela Swatch de criar um relógio para o dia-a-dia. O meu trabalho enquanto artista assenta muito na apropriação de técnicas artesanais, que são combinadas com materiais industriais, refletindo frequentemente sobre o conceito de luxo – ao transformar objetos do dia-a-dia em peças de alta cultura. Esta colaboração com a Swatch deixa-me feliz, pois permite que o meu trabalho possa ser vivido todos os dias, a todas as horas”, afirma a artista.

O relógio é apresentado numa embalagem especial, evocativa de um exclusivo estojo de joias.

Fotos: DR/Fundação Joana Vasconcelos

 

DESIGN CENTRE NINI ANDRADE SILVA abre portas no Funchal

5_Nini Andrade Silva_Photograph Credits by Nick Bayntun

O DESIGN CENTRE NINI ANDRADE SILVA abre portas no dia 22 de Outubro, no Funchal, no emblemático edifício do Molhe – Fortaleza Nossa Senhora da Conceição, que foi em tempos a casa de Gonçalves Zarco, antigo navegador português e colonizador do Arquipélago da Madeira.

O Design Centre Nini Andrade Silva é um lugar de encontro e partilha, dotado de serviços e valências espaciais únicas, tais como uma área de exposição permanente, loja, cafetaria e um restaurante com assinatura do Chef Miguel Laffan, premiado com uma estrela Michellin.

3_View from the restaurant_Photograph Credits by Nick Bayntun

A exposição permanente existente, que é parte da coleção privada da prestigiada designer internacional Nini Andrade Silva, está na origem da criação do Design Centre, projeto cujo discurso expositivo permite explicar, de uma forma inaudita, a história e cultura da madeira e a sua forte ligação à história do mar.

Nini Andrade Silva desenvolveu, ao longo da sua vida, uma carreira profissional de elevado reconhecimento internacional que transportou o nome da Ilha da Madeira e de Portugal aos quatro cantos do mundo. Com uma forte ligação às suas origens e às memórias de uma cultura singular – a da ilha que a viu crescer  – a vida e obra da artista sofreu, desde sempre, uma forte influência relacionada com os símbolos e  tradições representativos deste povo e território.

Esta influência que, na maior parte da sua obra se pode traduzir em inspiração, surge bem patente em obras e/ou peças concebidas por Nini Andrade Silva, como por exemplo a Coleção Garouta do Calhau – constituída por sub-coleções que versam a pintura, mobiliário, cerâmica, joalharia, etc. – totalmente inspirada nos calhaus ou seixos rolados característicos das praias da Ilha da Madeira, cujo processo criativo representa, na sua essência, uma homenagem sentida às crianças mais desfavorecidas da Ilha da Madeira que antigamente eram apelidadas de Garotos do Calhau.

2_Detail_Photograph Credits by Nick Bayntun

Garotos do Calhau é a designação pela qual eram conhecidos os jovens que antigamente percorriam as praias de calhaus rolados da Ilha da Madeira, mergulhando nas águas quentes de um mar profundo que era também a sua casa exibindo aos turistas a arte da Mergulhança – termo pelo qual se caracterizava a actividade lúdica de muitos jovens na baía do Funchal, que mergulhando junto aos navios ancorados apanhavam as moedas que os turistas lançavam ao mar. Estes rapazes seriam verdadeiros acrobatas, nadando por entre os barcos dos bomboteiros para vender produtos típicos da Madeira. A atividade da Mergulhança foi alvo de legislação específica no início da década de 50. Muitas vezes de origem humilde, estes jovens ganhavam uma quantia razoável em dinheiro em troco de acrobacias, numa actividade peculiar e que exigia particular destreza.

Com o objetivo de tornar a designação – Garotos do Calhau – um símbolo de arte, cultura, beleza e generosidade, surgirá em espaço de destaque, mais precisamente na zona onde se localizava a sala de visitas da Casa de Gonçalves Zarco, uma proeminente exposição de fotografias pertencentes ao Museu  Vicentes, dedicada à história dos Garotos do Calhau e à tradição da Mergulhança.

Atuante e dinâmico, o Design Centre Nini Andrade Silva, pretende assumir-se como um espaço de cultura, experiência, emoção e partilha, aberto  a todo o público de terça a sábado das 10:00 às 22:00 (Sextas e Sábados, encerra às 24:00).

 

Fonte: Design Centre Nini Andrade Silva
Fotos: Nick Bayntun

 

 

Mico da Câmara Pereira – 30 anos de carreira em entrevista

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O cantor português revela os segredos do novo disco “A tua voz é saudade”. O lançamento do projecto está previsto para 2016 e visa celebrar os 30 anos de carreira. O trabalho conta com a participação de vários convidados, como Luís Represas e Mafalda Arnauth, mas o músico confessa que sente emoção por voltar a cantar ao lado dos irmãos.

Quando vai sair o novo trabalho?

Pretendi festejar os meus 30 anos de carreira com o lançamento de um disco em 2016. Durante muitos anos estive ligado ao fado, mas depois fartei-me e comecei a cantar música ao vivo. O disco é um regresso às origens. Há um ano comecei a fazer apresentações do projecto. Convidei o Luís Represas, a pianista Olga Pratts, Mafalda Arnauth, Nôa e Silvestre Fonseca. Também participam a minha irmã Francisca, que se estreia, e os meus irmãos Gonçalo e Nuno, tendo sido com o último que me profissionalizei.

Como é a estrutura do CD?

O disco tem 14 temas, sendo que dez são cantados a solo e mais quatro duetos. A primeira música chama-se “A tua voz é saudade”, e termina com o tema “Trovante”. Queria comemorar os 30 anos com mais pessoas.

O que sente ao cantar com os seus irmãos?

Tenho enorme respeito por eles. É emotivo.

O concerto que lhe ficou na memória?

Aquele que fiz este ano no teatro Garcia de Resende em Évora, porque estava cheio devido à presença dos meus amigos e da minha professora na adolescência.

Quais foram os temas que gostou mais de tocar? E a personalidade?

A música “À Sombra da Lua” que abre o CD em 2002. O segundo gravado com o Rui Melo no tema “Por viver assim”. Em relação à pessoa foi a Mafalda Veiga nos Musicais onde cantámos a “Tatuagem”.

O fado ainda faz parte da vida dos portugueses?

O fado nunca deixou de ser importante, mesmo quando foi maltratado pelas elites porque quem o cantava era mal visto. O povo nunca o deixou morrer. Neste momento, está na moda por ser património imaterial da humanidade. Cada vez há mais pessoas a cantá-lo bem, além de existirem guitarristas de qualidade. O fado clássico continua-se a ouvir nas casas, como acontece em Alfama e na Mouraria. É uma música do mundo em constante evolução.

Qual a sua opinião relativamente à nova geração de fadistas?

Existem bons cantores como a Mariza, Camané, Ricardo Ribeiro, Carminho, Ana Moura, que abriram o fado a outra musicalidade. O aparecimento de novas vozes resulta do desenvolvimento do fado. Hoje em dia pode-se cantar quase tudo em fado.

Como se distingue o fado tradicional do moderno?

Existem três passos que são a pedra basilar do fado: corrido, mouraria e menor. Entre o corrido e o mouraria existe um cariz musical diferente. Os fados que foram apareceram são músicas cantados com guitarra portuguesa, o que dá uma sonoridade própria.

A memória de Amália ainda está presente nos portugueses?

Ninguém vai conseguir repetir o aparelho vocal de Amália Rodrigues.

 

Foto: DR