ON WATER ACADEMY – Empreendedorismo portosantense

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On Water Academy (OWA) é uma startup sediada na “Ilha Dourada”, Porto Santo, para os apaixonados por desportos aquáticos, bem como para todos os amantes do mar. Criada por João Paulo Ribeiro Palhas, de 32 anos, em 2010, tem tido um enorme sucesso na praia do Luamar, no Porto Santo.

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Depois de pedir um empréstimo e investir os meus últimos ordenados, dei início ao projecto.

Tive o prazer de conversar com o João, que me explicou como tudo começou. Licenciado em Ciências do Desporto, “senti que faltava algo no Porto Santo para leccionar as actividades que gostava. Depois de pedir um empréstimo e investir os meus últimos ordenados, dei início ao projecto”. Refere que começou com 4 simples pranchas, tendo agora um total de 20 pranchas de surf, windsurf, kitesurf e puddlesurf. Já trazia consigo a experiência de trabalhar no Centro Náutico na Praia de Faro.

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“Todas as modalidades saem bastante, não há uma que se sobreponha”. A malta no Verão gosta muito de experimentar desportos diferentes”

A OWA está aberta todos os dias das 10 às 21h e destina-se a todos os que quiserem passar um bom momento. João Palhas tem por hábito tirar também inúmeras fotografias, revelando a todos uma recordação fantástica que pode ser vista na página da Academia.

No passado Sábado, dia 14 de Agosto, deparei-me com outra atracção turística. Um conceito que temos visto ultimamente no nosso país, o das Sunset Party, e que já acontece nesta praia há cerca de 3 anos. “Tudo começou porque queria promover convívios entre os turistas e os clientes da academia. No primeiro e segundo ano organizei a festa juntamente com a “Tender events” e neste último foi só a OWA.”

Tive o prazer de comparecer a uma festa recheada de sorrisos, excelente disposição e boa música, assim como não poderiam faltar os gins, caipirinhas e mojitos. Enfim, com um verdadeiro toque de Verão.

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João não pára de surpreender com o seu empreendedorismo, criando várias parcerias de forma a que as suas aulas cheguem ao conhecimento de toda a gente.

Fotos: DR

João Pinto Coelho em entrevista

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João Pinto Coelho nasceu em Londres em 1967. Licenciou-se em Arquitetura em 1992 e viveu a maior parte da sua vida em Lisboa. Passou diversas temporadas nos Estados Unidos, onde chegou a trabalhar num teatro profissional perto de Nova Iorque e dos cenários que evoca neste romance. Em 2009 e 2011 integrou duas ações do Conselho da Europa que tiveram lugar em Auschwitz (Oswiécim), na Polónia, trabalhando de perto com diversos investigadores sobre o Holocausto. No mesmo período, concebeu e implementou o projeto Auschwitz in 1st Per-son/A Letter to Meir Berkovich, que juntou jovens portugueses e polacos e que o levou uma vez mais à Polónia, às ruas de Oswiécim e aos campos de concentração e extermínio. A esse propósito tem realizado diversas intervenções públicas, uma das quais, como orador, na conferência internacional Portugal e o Holocausto, que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, em 2012. Perguntem a Sarah Gross é o seu primeiro romance e finalista do prémio LeYa em 2014.

Escrever foi uma necessidade que foi crescendo dentro de ti ou uma consequência natural do teu percurso?

As duas coisas, se bem que a vontade de passar uma ideia para o papel seja muito mais tardia do que a a minha relação com a leitura. E é essa relação que delineia o percurso que me fez autor. Poderia dizer que comecei a escrever este romance a partir do momento em que li o meu primeiro livro. Sempre tive a tendência para idealizar alternativas para as histórias que lia, projetar os enredos dos livros que me passavam pelas mãos para outros contextos, soluções diferentes. A leitura é um ato criativo, a verdade é essa, e por isso digo que o livro que escrevi tem todas as páginas que li.

Auschwitz é local central no teu livro. Queres falar-nos um pouco da tua experiência enquanto investigador sobre o Holocausto?

Dividiria essa experiência por dois períodos distintos. Uma primeira fase inclui tudo o que li – que foi muito – sobre o Holocausto entre o final da adolescência até ao ano de 2009. A partir daí a aproximação tornou-se muito mais aprofundada, quer por causa das ações do Conselho da Europa em que participei e que me colocaram dias a fio a trabalhar em Auschwitz com alguns dos mais proeminentes investigadores internacionais sobre o Holocausto, quer pelo trabalho de investigação a que me obrigou a escrita do romance. Foram 3 anos de pesquisa intensa, o regresso à Polónia para recolher mais materiais. Foi um caminho tortuoso, há muita informação sobre Auschwitz-campo, mas contam-se pelos dedos de uma mão os livros que nos falam de Auschwitz-cidade.

Sentiste em algum ponto que a realidade e ficção se misturavam? O que pode o leitor esperar de uma história que retracta um período tão negro da história?

Isso foi permanente, sobretudo quando a narrativa se situava na Polónia. Houve uma preocupação quase obsessiva de envolver a ficção em matéria comprovada. Isso é especialmente importante quando se aborda um tema com implicações tão sensíveis como o Holocausto. Mas, além dessas questões maiores, a preocupação estendeu-se aos pormenores, coisas como o nome de uma rua tal como era conhecida na altura, a descrição de um hotel em Cracóvia ou de um terminal de comboios em Nova Iorque.

A reacção do público surpreendeu-te? Queres contar algum episódio em particular?

É preciso ver que esta foi a minha primeira aproximação à escrita. A minha relação com a literatura tem 40 anos, mas exclusivamente enquanto leitor. Só parti para esta experiência porque a dada altura achei que tinha uma história verdadeiramente boa para ser contada, um enredo que valia o risco de lhe dedicar 3 ou 4 anos da minha vida para produzir um romance. A questão era saber se a história que existia à priori se mantinha boa uma vez escrito o livro. Quando o terminei convenci-me de que sim. E por isso tenho de te dizer que não me surpreende o interesse que o livro tem suscitado. Já da crítica não posso dizer o mesmo, não posso dizer que esperava as cinco estrelas com que o Público e o Expresso avaliaram o romance. Lá está, olha-se frequentemente para a crítica literária com alguma desconfiança, quando, por vezes, não é nela que está o preconceito.

Sarah Gross foge de um passado e procura enterrá-lo. Sentes que quem sobreviveu ao Holocausto teve o mesmo comportamento?

Não me parece que existam modelos comportamentais. Ao longo dos últimos anos, encontrei antigos prisioneiros que contam histórias muito diferentes sobre as suas vidas depois de Auschwitz. A verdade é que para eles não existe um “depois de Auschwitz”. Como eu digo no livro: “só se sobrevive a Auschwitz no dia em que se morre”. Esse será possivelmente o único traço comum no que lhes resta viver. Uma das personagens mais fascinantes que conheci pessoalmente chamava-se Kazimiersz Smoleń, um polaco que foi preso pela Gestapo e enviado para Auschwitz, onde lutou por sobreviver durante cinco anos. Passado pouco tempo após a libertação, voltou a Auschwitz, dirigiu o Museu, passou a viver naquele lugar e dedicou os muitos anos que lhe restavam a revisitar o passado. Foi um dos sobreviventes mais ativos na divulgação da história do campo, quer junto dos inúmeros grupos que visitavam o campo, quer como consultor – por exemplo, colaborou com o Laurence Rees, quer no livro, quer no documentário da BBC “Auschwitz: The Nazis and ‘The Final Solution”. Só saiu de Auschwitz no dia em que morreu. Tinha noventa e um anos, foi pouco tempo depois de se ter encontrado comigo, e – que coincidência excecional – partiu no dia 27 de janeiro, data em que se comemora a libertação do campo. Seja lá por que razão for, aí está o exemplo de quem se alimenta de um passado tenebroso para lhe sobreviver.

É importante não fechar as portas do passado. Sentes, de alguma forma, que escrever foi também uma forma de participares na memória colectiva de um acontecimento tão presente e doloroso?

Há uns anos recebi um e-mail surpreendente. Foi-me enviado por um senhor chamado Elie Wiesel, um judeu romeno, um homem absolutamente notável que sobreviveu a Auschwitz e a Buchenwald e que foi galardoado com o prémio Nobel da Paz em 1986. Nessa mensagem, entre outras considerações mais pessoais, ele escreveu: aquele que ouve uma testemunha, torna-se uma testemunha por sua vez. Não escrevi com outro objetivo que não fosse contar a história que me ocorreu a dada altura, mas sempre soube que colocar a ação nessa arena de perversidade que foi Auschwitz seria inevitavelmente um prolongamento das vozes que vinha encontrando ao longo dos últimos anos, as vozes dos que testemunharam com os próprios olhos o desastre da Shoah. E isso, enquanto autor, comprometia-me com o rigor e com a sensatez. É o princípio mais elementar para quem fala de Auschwitz.

Como se deu o contacto da televisão? Queres contar como foi a reportagem para a SIC?

Salvo raras exceções, os contactos preliminares com a imprensa são sempre feitos através da editora. Foi assim que aconteceu desta vez. Fui desafiado para ir com uma equipa da SIC e do jornal Público à Polónia. A ideia era fazer reportagens em Auschwitz e Cracóvia em torno do romance. Produziu-se material de grande qualidade, e isso só foi possível graças à imensa qualidade dos jornalistas que viajaram comigo.

Resumidamente, queres desvendar um pouco da história? Que sensações pensas estar a passar ao leitor(a)?

A narrativa divide-se ao longo do romance em dois contextos diferentes: nos finais dos anos 1960, em St. Oswald’s, um colégio elitista situado em Shelton, que é uma pequena cidade do Connecticut, na costa leste dos Estados Unidos, e, no período entre as duas guerras mundiais, em Oswiécim, na Polónia, a cidade que os alemães rebatizaram como Auschwitz em 1939. A ação abrange também os anos de ocupação pela Alemanha nazi. Como qualquer romance, este também conta histórias diversas, neste caso as histórias de duas mulheres, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura Americana, e Sarah Gross, a diretora de St. Oswald’s, uma judia polaca nascida em Chicago. Pela história pessoal de Sarah, o romance descobre a cidade que acolheu o campo de concentração e extermínio, mostrando ao leitor como um lugar feliz se transforma num símbolo da iniquidade, no inferno de Auschwitz. De resto, sei bem que não há abordagens epidérmicas quando nos aproximamos do Holocausto. O leitor é confrontado com o que de mais abominável o ser humano é capaz de produzir e isso é brutal. Muitas pessoas me disseram que tiveram de pousar o livro para assimilar certas coisas, mas, lá está, tudo aquilo aconteceu. Não há interpretações nem hipérboles, há descrições; cada qual lidará com elas à sua maneira.

Vês-te a escrever novo romance num futuro próximo? Ou Sarah Gross foi personagem única criada por ti?

Quero acreditar que a fonte não esgotou, ainda é cedo para isso. De qualquer maneira, só me inicio na escrita de um novo livro se idealizar uma história que me apeteça muito ler e que ainda não tenha sido escrita. Tal como aconteceu com Perguntem a Sarah Gross.

 

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Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador. Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou. Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História.

Perguntem a Sarah Gross
João Pinto Coelho
Publicado em 04-2015
Dom Quixote

Fotos: DR

 

Beatriz Moniz Ramos – Da Madeira para o Mundo

 

BIA1_FinalBeatriz Moniz Ramos é madeirense, mas aos 20 anos é já uma cidadã do mundo. Viaja desde criança e já estudou dança em Londres e Nova Iorque. Frequenta a Licenciatura em Publicidade e Marketing na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, Cidade onde viveu os últimos 2 anos. Mas além dos estudos deu a cara por várias marcas nacionais, integra um projecto inédito também na área da moda e … seguem-se seis meses no Brasil.

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Quando quero muito uma coisa, luto ate ao fim. E quando consigo, faço o meu melhor.

Passaste os últimos dois anos em Lisboa e entraste no mundo da moda de uma forma meteórica. Como se desenrolou este processo?

É verdade, o mundo da moda apesar de competitivo sempre foi um fascínio para mim. Desde pequenina que sempre gostei de tudo o que tinha a ver com moda, sobretudo fotografia. Na madeira, com 14 /15 anos fui convidada a entrar numa agência de modelos e desde ai que realizei algumas campanhas, como uns mupis para a Brisa Maracujá e para cerveja Coral,  uma publicidade televisiva para uma compota de banana, etc… Quando vim para Lisboa fui convidada para integrar a Next Models e desde ai que tenho evoluído imenso a nível fotográfico.

O desporto é uma grande paixão. Já praticaste várias modalidades e inclusive foste campeã regional numa delas. Quais foram e o que te levou ao abandono?

Sou uma pessoa muito ligada ao desporto, desde muito nova que pratico desporto. E é impensável para mim não praticar desporto. Não consigo estar parada. Já pratiquei varias modalidades como andebol, basquetebol, natação e ténis, mas sem dúvida que a minha paixão sempre foi  a ginástica rítmica. Pratiquei 6 anos esta modalidade, da qual fui campeã regional 3 anos consecutivos. Só parei por força de uma lesão  no joelho esquerdo. Foi com grande tristeza que abandonei duas das coisas que mais adorava fazer na vida, ginástica e dança. Depois disto tudo, só me é permitido o ginásio e exercícios mais localizados para o joelho.

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Aos 15 anos já estudavas inglês e dança em Londres. Sempre foste decidida e autónoma?  Como  reagia a família? apoiava?

É verdade. Semre fui assim, sempre sonhei muito alto e quando cheguei aos meus 14/15 anos comecei a lutar pelos meus sonhos e por aquilo de que mais gostava. A minha família sempre me apoiou, eles já me conheciam e sabiam que não me ia calar enquanto não conseguisse realizar essa (pequena) parte de um sonho. Quando quero muito uma coisa, luto ate ao fim. E quando consigo, faço o meu melhor.

Um ano depois foi dança em Nova Iorque. Como foi dançar numa conceituada escola da Big Apple?

Passado um ano decidi alargar os meus horizontes, atravessar o oceano e frequentar  uma das escolas mais conceituadas de dança , em Manhattan. Depois da experiência em Londres, de conhecer novas culturas, novas pessoas e um mundo diferente daquilo a que estava habituada, não podia parar. Escolhi Nova Iorque para o passo seguinte. Uma cidade com uma beleza inexplicável  e um mundo que não pára um único segundo. Adorei, foi das melhores experiências da minha vida. A escola era óptima , todos os meus professores de dança já tinham participado em videoclips de grandes artistas como a katy Perry, beyoncé, etc… E dava-nos oportunidades para tal. Infelizmente foi aqui que o meu problema no joelho se agravou e mal cheguei a Portugal fui operada.

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Tens um projecto que te vai levar pelo mundo. Queres contar ?

Entrei recentemente num projecto que se chama Bikini Bag. Partilho este projecto com uma amiga, Rossana de Brito, que idealizou o mesmo. Basicamente este projecto é uma plataforma onde representamos todas as marcas de bikinis portuguesas (obrigatoriamente produzidos em Portugal). Este primeiro ano, pretendemos percorrer quase todas as praias de Portugal só com bikinis na mala. Quem sabe para o ano já estaremos a representar marcas internacionais. Quando a Rossana me falou neste projecto, não hesitei. De momento, já recebemos várias propostas de aplicações e agências para parcerias Estabelecemos parceria com uma aplicação americana chamada Hotel Tonight, onde em menos de um minuto conseguimos reservar um hotel em qualquer parte do mundo. O nosso site atingiu, em duas semanas,  30 mil visualizações, o que nos dá enorme confiança.

Estiveste também para integrar uma novela. A representação atrai-te? Vais apostar nessa área no Rio de Janeiro?

Sim, estive para entrar numa novela portuguesa, no entanto surgiram alguns problemas e não se concretizou. Posso dizer que despertou um bichinho da representaçáo em mim e quem sabe agora, no Rio de Janeiro, não tente qualquer coisinha.

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O voluntariado é um desejo. O que te motiva ?

É um desejo sim, já tive várias amigas minhas que o fizeram e aconselham vivamente. É uma experiência que marca a nossa vida e eu quero concretizá-la . Quero descobrir os dois lados do mundo. Quero perceber como se vive dos dois lados e contribuir para um mudo melhor.

Qual é o teu segredo para conjugar tantas actividades?

Não tenho segredo, simplesmente sou persistente e quando quero uma coisa luto por ela, muito.

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Mas as aventuras não terminam aqui, O que mais ambicionas fazer?

Neste momento, a minha prioridade é o intercâmbio no Rio de Janeiro e terminar o curso, uma vez que estou no meu último ano. Estou seriamente a pensar concluir a licenciatura no Brasil. Estou ciente que lá terei muitas oportunidades de vida e sobretudo vou crescer imenso.

Existe o homem da tua vida. Aquele que te marcou e que transportas contigo em três tatuagens. Queres partilhar?

O homem da minha vida é único. O meu querido avô (falecido) que me acompanhou toda a vida, que me educou e aturou muita birra minha. Não era uma criança fácil e a minha família dizia que ele era o único que tinha a paciência para me “aturar” (risos). É sem duvida a pessoa mais brilhante, culta e activa que eu já conheci. Tudo o que sei hoje em dia, foi ele que me ensinou. Era meu avô, um segundo pai e o meu padrinho de baptismo. Era o meu melhor amigo. Infelizmente, teve uma doença e passados dois anos faleceu.  Era muito jovem e muito ligado ao desporto (aprendi com ele a minha paixão com o desporto) e a doença matou-lhe por completo os músculos. Foram os piores dois anos da minha vida, vê-lo sofrer daquela maneira. Mas por mais incrível que pareça , ele nunca mostrou à família que estava triste ou mal com a doença. Ele era demasiado forte e era isso que queria transmitir à família toda.

Fiz três tatuagens em sua homenagem. Uma delas tem o seu nome tatuado “MONIZ” e outra a nossa data de nascimento. Sim, porque nós fazíamos anos no mesmo dia. Éramos um só. E nunca me vou esquecer do que ele me ensinou. É sem duvida a pessoa mais importante para mim.

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Fotos: DR

Bodyboard – Entrevista a Carolina Esteves

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Carolina Esteves, 15 anos, é uma promessa do Bodyboard nacional. Compete desde 2012, ano que considera apenas de adaptação.

Em 2013, evoluiu de forma significativa e conquista o 2º lugar, em Carcavelos, na última etapa do Circuito Nacional Bodyboard Esperanças (CNBBE). Desde então, tem-se consagrado vencedora, sendo, em 2014, duas vezes vice-campeã de Portugal (Nacional e da Taça de Portugal) e atingindo o pódio em 5 das 6 etapas do CNBBE.

Este ano, já venceu 2 etapas do CNBBE (Ericeira e Viana do Castelo) e conquistou o 3º Lugar na Taça de Portugal 2015.

Atualmente integra a equipa da Seleção Nacional e desenvolve, em conjunto com a ABFM- Associação de Bodyboard Foz do Mondego, vários projetos de voluntariado tais como, o Surf Adaptado, o SurfSalva e limpeza da praia.

A atleta da categoria de Sub-18 conta com o apoio da DODO CORK BOARDS.

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O que representa o Bodyboard na tua vida?

– Desde sempre que vejo o bodyboard como um refúgio, um escape aos pequenos problemas do dia-a-dia, é sempre a primeira coisa em que penso quando algo não corre como espero, surfar é como lavar a alma, há momentos em que, para mim, chega a ser terapêutico, é a minha rotina, já não me imagino a ficar muito tempo sem surfar.

O que mais te fascinou neste desporto?

– Sempre quis praticar um desporto de água, comecei por me interessar pelo surf mas logo percebi que o bodyboard é um desporto com manobras mais radicais e para mim, envolve mais adrenalina.

Para além do Bodyboard, praticaste/praticas mais algum desporto?

– Desde pequenina que pratico desporto, comecei com o Judo e depois com o basquetebol e a ginástica artística, contudo quando descobri o bodyboard acabei por abandonar ambos. Atualmente, com a ajuda do meu treinador, Nuno Trovão, tento sempre conjugar os treinos de bodyboard com os de natação e pilates.

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Em 2012, afirmas ter sido um ano de adaptação. Como foi entrar em competição pela primeira vez?

– Quando competi pela primeira vez tinha apenas doze anos, acho que foi por isso que levei a competição de uma forma mais relaxada, fui numa de me divertir, dar o meu melhor e sem pressão.

E quando ganhaste a primeira etapa do Circuito, qual foi a sensação?

– Ganhar a minha primeira etapa num nacional foi fantástico, para além de ser um resultado que já procurava à muito, estava em casa com todos os meus amigos e família, foi uma vitória muito comemorada, acho que foi por isso que foi tão especial!

Do ano 2013 para 2014 conseguiste grandes progressos a nível competitivo. O que achas que mais te influenciou?

– Apesar do bodyboard ser um desporto onde competimos individualmente, os treinos são quase sempre em equipa, penso que o facto de ter grandes atletas perto de mim ajudou-me a perceber como tudo funciona e levou-me a querer cada vez mais.

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Qual é a tua manobra preferida?

– Apesar de achar que cada manobra tem o seu potencial, considero o invertido aéreo (quando bem executado) uma manobra esteticamente mais perfeita e é, por isso, a minha preferida.

Quais são as tuas principais referências a nível nacional e internacional?

– Tenho a sorte de poder surfar frequentemente com grandes referências como o Luís Pereira (Porkito), o Miguel Adão e o Bernardo Jerónimo (Xouriço) que me dão imensa “pica” para evoluir. “Lá fora” sigo sobretudo as passadas da Isabela Sousa e da Alexandra Rinder, já para não falar das portuguesas Joana Schenker e Catarina Sousa, dois grandes exemplos.

Neste último ano, realizaste grandes conquistas! Como o resumes?

– Foi um ano emocionante que apesar de todas as minhas conquistas não consegui fechar da maneira que sonhava, foi sobretudo um ano de aprendizagem que acredito ser a chave para todas as alegrias deste ano.

Quais são os teus projetos para o futuro?

– No futuro, sonho em representar Portugal na seleção nacional, como qualquer atleta, bem como liderar o circuito que estou atualmente a correr e como o bodyboard não é só competição, estou já a pensar qual o lugar do mundo que vou escolher para a minha próxima viagem, surfar ondas diferentes é sempre bastante importante para evoluir!

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Fotos: DR

“Coolfriend em Lisboa” a app que chegou ao primeiro lugar na App Store da Apple (entrevista a Júlia Vilaça)

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Júlia Vilaça, 26 anos, licenciada em gestão de empresas é CEO e fundadora do ByCool World. Esta visionária bracarense é responsável por colocar a app “CoolFriend em Lisboa” em primeiro lugar na App Store da Apple. Lançada há menos de uma semana, a app “CoolFriend em Lisboa” já ultrapassou apps referência na categoria “viagens” como o TripAdvisor, Booking e FourSquare.

Esta cool empreendedora “vestiu a camisola” da Excelência Portugal e falou connosco.

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 A popularidade foi tal em Braga, que decidi levar o mesmo conceito para Lisboa

Como surgiu esta ideia de negócio? Este projecto nasceu dentro de outra empresa e tornou-se autónomo. Conta-nos como decorreu todo este processo.

O By Cool World surgiu de um problema pessoal: a dificuldade em planear uma viagem quando me deparava com demasiada informação, desagregada pela internet. A partir daí decidi dar a conhecer o melhor da minha cidade – Braga. Nessa altura criei o Braga Cool, uma publicação online que dá a conhecer o melhor de Braga em áreas como comer, dormir, sair, comprar, visitar, conviver e até trabalhar. A popularidade foi tal em Braga, que decidi levar o mesmo conceito para Lisboa, com o site Lisboa Cool.

O projeto By Cool World nasceu com o apoio da Bloomidea, uma empresa de marketing digital bracarense. Hoje em dia o By Cool World já uma empresa spin-off.

Inicialmente o conceito foi aplicado apenas num website e redes sociais?  Braga foi o “balão de ensaio” natural e Lisboa a “prova de fogo”?

O By Cool World começou em Braga com o website Braga Cool, que de facto foi o nosso “balão de ensaio” que teve excelentes resultados fazendo-nos dar o salto para Lisboa, a cidade “prova de fogo” para consolidar o conceito e provar o modelo de negócio e alavancar para o resto do mundo.

Qual foi o feedback e como surgiu a app para Lisboa?

O Braga Cool cresceu de uma forma muito orgânica e natural, rapidamente nos tornamos num opinion maker em termos de lifestyle na cidade de Braga. Sempre que falamos de um espaço, nos dias seguintes esse mesmo espaço vê a afluência ao seu espaço aumentar instantaneamente. Em Lisboa também está a correr muito bem, já temos mais de 60.000 fãs.

A app surgiu mais uma vez da mesma dificuldade que sentia em planear uma viagem, no trabalho e tempo que isso requer, e como já mencionei anteriormente, no problema de me deparar com inúmera informação, desagregada e diferente pela internet. Lisboa é o sítio perfeito para implementar esta app, com este conceito.

somos o amigo que conhece melhor do que ninguém a cidade

O que podemos encontrar na app? A quem se destina? Para que plataformas está disponível?

A app “CoolFriend em Lisboa” apresenta apenas o melhor de Lisboa, em formato de roteiro, para os que visitam a cidade. Ou seja, não é necessário preocupar-se nem em pesquisar onde ir, ou a que horas o deve fazer! Está tudo pronto à sua espera, basta dizer quando vai visitar a cidade, e o estilo de viagem que pretende.

Mais do que uma ferramenta, somos o amigo que conhece melhor do que ninguém a cidade – nós visitamos, experimentamos e captamos a sua essência. Fazemos a curadoria dos espaços para garantir que levamos os nossos amigos até às melhores experiências em Lisboa. Na app “CoolFriend em Lisboa” garanto que estão apenas as melhores experiências da cidade, geradas para si de acordo com o tempo e a localização, em apenas escassos segundos.

A aplicação encontra-se disponível para download em e .

Quantas pessoas estão envolvidas no projecto e em que áreas?

No total somos 5: dois developers, 1 designer, 1 fotógrafo e eu própria.

Como descreves a sensação de, em menos de uma semana, estar em primeiro lugar na App Store da Apple, ultrapassando gigantes como o TripAdvisor, Booking e FourSquare?

Cool J Foi uma situação inesperada, mas muito bem-vinda. Foi muito bom ver o nosso trabalho reconhecido e receber o apoio e feedback positivo por parte dos utilizadores.

E agora Nova Iorque? É um “salto” considerável. Como vão financiar a expansão?

Sim, a próxima cidade será Nova Iorque e para tal estamos à procura de investimento.

É esta dedicação, amor e esforço nos que fazemos que nos distingue dos concorrentes. Afinal o que faz projetos de sucesso, não são as ideias, mas quem as executa

Como tencionam fazer a diferença face a concorrentes globais e com elevados recursos disponíveis?

O By Cool World não é só mais uma app, é um amigo verdadeiro, que quer partilhar com os seus amigos apenas o melhor, que quer ajudar os seus amigos da melhor forma, que faz tudo por eles.

Nós visitamos e experimentamos todos os espaços para sugerir apenas os melhores, os únicos, os que realmente vão dar a conhecer a essência da cidade. Nós organizamos estas experiências da melhor forma para proporcionar dias incríveis na cidade aos nossos amigos.

É esta dedicação, amor e esforço nos que fazemos que nos distingue dos concorrentes. Afinal o que faz projetos de sucesso, não são as ideias, mas quem as executa.

Fotos: DR

Judo – Mariana Esteves em entrevista

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Mariana Esteves tem 19 anos, estuda Ciências do Desporto e pratica Judo..  A atleta lusa conquistou, a 25 de Julho,  a medalha de ouro da Taça da Europa na categoria de -52kg, na prova disputada em Praga.  Foi uma final discutida em português uma vez que no tatâmi estiveram frente a frente Mariana e a atleta brasileira Jessica Lima . Mariana neste combate obteve a vitória por ippon.

Desportista nata e uma esperança do Judo nacional, Mariana tem como referências, na modalidade, Telma Monteiro,  Joana Ramos  e Ana Cachola

A Excelência Portugal quis conhecer melhor a atleta e aqui fica a entrevista

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Nome: Mariana Esteves

Data de nascimento: 02-04-1996

Naturalidade: Lsboa

Clube: Oficinas de São José

Formação académica: 1º ano do curso Ciências do Desporto

Tempo de Judo: 14 anos

Melhor classificaçação  nacional: Campeã Nacional de Cadetes (2 vezes); Campeã Nacional de Juniores (2 vezes) 1º Lugar nos Masters de Seniores em 2014; 3º lugar no Campeonato Nacional de Seniores de 2014

Melhor classificaçação europeia: 7º Lugar no Campeonato Europeu de Cadetes de 2012; 9º lugar no Campeonato Europeu de Juniores de 2014; 1º lugar nas European Cup Juniores de Coimbra, Corunha e Praga em 2015

Melhor classificaçação mundial: 9º Lugar nos Campeonatos mundial de Juniores de 2014 marianaesteves8

A dita “sociedade civil”, em Portugal, não tem estado disponível para participar em projectos desportivos de alto rendimento que não lhe dê visibilidade imediata

 

- Com que idade começaste a praticar Judo? Foi o teu primeiro desporto?

Começei a praticar Judo com 5 anos de idade nas actividades extra curriculares do meu colégio. Na altura já praticava natação, equitação e também ballet.

- No atletismo conseguiste obter bons resultados? O que te fez abandonar?

No meu ponto de vista, considero que foram bons resultados visto que quase sempre ficava no top 10. Mas em termos dos tempos que obtinha não eram nada do outro mundo.  O Judo!  Tive que optar entre as duas modalidades desportivas para poder estar ao nível que ambiciono. Era impossível estar a esse nível nas duas. Ao deixar o Atletismo fiquei com a disponibilidade para treinar Judo. Era uma ou outra. Tive que fazer opções.

- Quem são as tuas judocas portuguesas de referência?

As minhas judocas portuguesas de referência são a Telma Monteiro, a Joana Ramos e a Ana Cachola. Poderia dizer que são as seniores de elite e que estão na luta pelos Jogos Olímpicos de 2016 por serem um exemplo de trabalho e dedicação.

- Como conjugas a alta-competição com a licenciatura ?

Não é fácil mas quem corre por gosto não cansa! Para poder treinar duas vezes por dia tenho que prescindir de algumas aulas. E com provas e estágios internacionais acabo também por perder algumas semanas de aulas. A minha sorte é ter colegas que me ajudam a acompanhar a matéria.

É preciso uma grande força de vontade e ter tudo muito bem planeado: treinos, aulas, descansar e ainda ter tempo para estudar.

-  Como vês o Judo, nomeadamente o feminino, em Portugal? Achas que há mais visibilidade graças a atletas como a Telma Monteiro?

Em Portugal, não há uma mentalidade desportiva aberta. O desporto rei é o Futebol e todos os outros são pequenos desportos. Aos poucos e poucos espero que isso se venha a alterar.

O Judo feminino tem crescido ao longo deste anos, não só nos Seniores como também nos Juniores. É verdade que a Telma Monteiro tem vindo a dar uma maior visibilidade ao Judo português, é rara a pessoa que nunca tenha ouvido o nome dela. É uma atleta de referência não só a nível nacional como também a nível internacional.

- Existem apoios suficientes? Já foste “assediada” por algum Clube grande?

Em termos de apoios e tendo em conta os resultados que temos obtido eu diria que não. A dita “sociedade civil”, em Portugal, não tem estado disponível para participar em projectos desportivos de alto rendimento que não lhe dê visibilidade imediata e desta forma fica-se totalmente dependente de financiamentos estatais. O Judo é um desporto que tem dado diversas medalhas a Portugal em todo o tipo de provas, mas isso não tem feito grande diferença. Situação caricata ocorre quando temos empresas portuguesas a patrocinar selecções de Judo não nacional. Eu entendo bem que as empresas tenham o seu projecto de comunicação próprio e que não entendam o Judo nacional como veículo que lhes permita atingir os seus fins mas que isto custa custa!. Temos todos de ser capazes de demonstrar que o Judo nacional é um bom veículo para as empresas pois o Judo é muito mais que um desporto. É uma forma de estar na vida. Outro exemplo já referido na comunicação social é o local do treino federativo.

Acresce ainda que embora estejam legisladas, as condições de apoio aos atletas de alto rendimento, até em instituições do próprio Estado esta legislação não é cumprida criando dificuldades gigantes em termos do ensino publico universitário só transpostas pela enorme força de vontade dos próprios atletas.  Não é o meu caso mas de outros companheiros de selecção aos quais só posso dar os meus parabéns.

Considero que no Judo o conceito de “Clube grande”, que transita de outras modalidades, não se aplica.. Condições de treino há em muitas instituições e nesta modalidade embora individual todos os resultados obtidos decorrem de uma conjunção de factores, a saber, treinadores+ companheiros de clube e de treino+condições de treino+apoio médico+coordenação com a estrutura familiar que vai muito além do conceito de “Clube grande”.

- A final foi discutida em português com a atleta brasileira Jessica Lima. Teve um significado especial?

Posso dizer que sim. O Brasil é um país que dá muito valor ao desporto e o Judo é um deles. Tem inúmeros apoios e tem atletas muito fortes, tanto masculinos como femininos, tanto juniores como seniores. Dá um especial significado disputar a final com a campeã pan-americana e conseguir a medalha de ouro.

- Quais são as tuas expectativas para este ano?

Até ao final deste ano, as minhas prioridades são o Campeonato de Europa e o Campeonato do Mundo. No ano passado classifiquei-me em 9º lugar em ambos e gostaria de melhorar estes resultados.

 

Fotos: DR

Vai à praia? A Chiado Editora tem uma biblioteca à sua espera

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A Chiado Editora decidiu tornar a leitura mais fácil em algumas praias portuguesas e numa missão de democratizar o acesso ao livro e à cultura,  instalou  bibliotecas em quatro praias portuguesas – Carcavelos (Casa da Praia), Tamariz, praia urbana do Torel e Ribeira Grande (Açores) – disponibilizando, gratuitamente, 300 títulos dos mais variados géneros.

A leitura na praia é um hábito de muitos portugueses, mas obrigava à prévia escolha da obra e ao seu transporte. Agora pode limitar-se ao transporte da sua toalha de praia e escolher um livro numa destas inovadoras bibliotecas.

Da literatura infantil ao romance histórico, passando pela poesia e a ficção, estão disponíveis livros, de consulta gratuita, para todas as preferências e idades. A iniciativa teve início a 1 de Agosto e termina a 31 do mesmo mês.

irisA Excelência Portugal falou com Irís Pitacas, Editora-Executiva da Chiado Editora. De acordo com esta responsável, a iniciativa está a ser um sucesso e o seu conceito inovador  tem sido alvo de muitos elogios.

A editora pretende fazer chegar os seus autores a todo o lado, mostrar que um livro pode estar em qualquer lugar e promover simultâneamente o hábito da leitura.

No final do mês, a editora realizará um estudo quanto aos livros mais lidos, perfil dos leitores, etc … No entanto, já foi possível apurar que estes espaços são frequentados maioritariamente por adultos e jovens.

 

CHIADO EDITORA

Chancela do Break Media Group, a Chiado Editora é especializada na edição de autores portugueses e brasileiros contemporâneos. Em 2014 publicou 100 novos títulos por mês, 30 deles no Brasil, e a sua vocação lusófona tem-na levado ao cruzamento dos mercados de língua portuguesa e também à publicação de autores angolanos em Portugal e no Brasil.

 

Fotos: DR

 

PECADO FATAL no CHICHESTER FILM FESTIVAL (entrevista a Sara Barros Leitão)

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Sobe para 34 o número de eventos cinematográficos onde a longa metragem PECADO FATAL marca presença. Desta vez é Inglaterra. O filme de Luís Diogo, PECADO FATAL, que a Filmógrafo e o Cine-Clube de Avanca coproduziu, integra a selecção oficial do “24º Chichester International Film Festival”, que se realiza nesta cidade do Sudeste de Inglaterra na segunda metade de Agosto.

PECADO FATAL é um dos 10 filmes europeus seleccionados numa secção onde entre os outros 9 filmes estão TANGERINES (nomeado para o Óscar de melhor filme estrangeiro este ano), MARSHLAND – LA ISLA MÍNIMA (o grande vencedor dos Goya deste ano, incluindo melhor filme, realizador e argumento), MY MOTHER, o último de Nani Moretti, (que há dois meses competiu em Cannes onde venceu o Prémio do Júri Ecuménico), SUMMER (que competiu, entre outros, no prestigiado festival norte americano de Chicago) ou THE GRUMP (nomeado para melhor filme e melhor realizador nos Jussi Awards, os Óscares Finlandeses).

Recorde-se que, no ano passado, o Festival de Cinema de Chichester premiou entre outros, filmes como PRIDE (nomeado para o Globo de Ouro de melhor comédia) ou IDA (Óscar para o melhor filme estrangeiro este ano).

Com 7 prémios em 2014, PECADO FATAL transformou-se na longa-metragem de ficção portuguesa mais premiada no ano passado. Em 2015 recebeu 2 novos prémios e foi nomeado para 3 prémios SOPHIA e para os Globos de Ouro de melhor atriz. Curiosamente, todos as distinções foram atribuídas em sucessivos e diferentes países (Brasil, Bulgária, Cabo Verde, Canadá, Croácia, Itália, São Tomé e Príncipe e Portugal).

Protagonizado por Sara Barros Leitão, Miguel Meira e João Guimarães, este filme conta uma história de equívocos e paixão que vive no limbo de um pecado irrevelável. Um rapaz e uma rapariga apaixonam-se. Miguel leva Lila para uma noite de sexo rápido na casa de um amigo. Dado que a rapariga ainda dorme, ele sai de casa, deixando-a ao cuidado de Nuno e os acontecimentos precipitam-se.

Luís Diogo, embora seja natural de Castelo Branco, nasceu na Guiné-Bissau e vive em Paços de Ferreira, onde rodou esta sua longa-metragem.
Formado em artes visuais pela ESE de Castelo Branco e tendo estudado cinema na ESAP do Porto, tem orientado e coordenado acções de formação em escrita cinematográfica, nomeadamente no Festival de Cinema AVANCA.

 

A PROTAGONISTA (em entrevista)

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Sara Barros Leitão, nasceu no Porto em 1990 e formou-se em Interpretação pela Academia Contemporânea do Espectáculo. Ao longo do seu percurso, teve como professores António Capelo, João Paulo Costa, Maria do Céu Ribeiro, Nuno Pino Custódio, Luís Madureira, Sandra Mladenovic ou Kuniaki Ida.

Trabalha regularmente em Televisão, e o seu trabalho na mini-série “Mulheres de Abril” valeu-lhe a nomeação para Melhor Actriz Secundária nos Prémios Áquila 2014 e nos prémios Fantastic Televisão 2014. Atualmente interpreta “Inês” na produção da SP/SIC “Poderosas”.

Em Cinema destacam-se as longas-metragens “Aristides Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus” e “Pecado Fatal”, com o qual foi nomeada para Melhor Actriz Cineuphoria 2015, Melhor Actriz de Cinema pelos Prémios Sophia 2015 e também pelos Globos de Ouro. Participou em dezenas de curtas metragens nos últimos anos, das quais se destaca o filme “SARA”, com o qual ganhou o Prémio de Melhor Actriz no Festival CLAP 2012.

É uma voz assídua nas locuções publicitárias para rádio e dobragens de filmes e desenhos animados, mas é em Teatro que se sente completamente feliz.

Estreou-se com o papel de “Julieta”, na tragédia “Romeu e Julieta”, dirigida por Eduardo Alonso e produzida pelo Teatro do Bolhão. Trabalhou com encenadores como Victor Hugo Pontes, Natália Luiza ou Joaquim Nicolau, e passou por companhias como Teatro do Bolhão, Teatro Meridional, Teatro Rápido, Palco 13, Plataforma 285, Teatro do Vestido, etc.

Apesar de acreditar que o Teatro não são só palavras, a literatura assume um papel fundamental na sua vida. Neste momento, desdobra-se entre o trabalho como actriz, formadora, a direcção artística da companhia Carruagem e a licenciatura em Estudos Clássicos na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

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- O que te fascinou na história e levou a aceitar o convite?A personagem Lila tem uma força incrível, era algo muito diferente do que alguma vez me foi proposto. Não encaixava nada no perfil de personagens que normalmente me apresentam, por causa da aparência. Esta era uma jovem mulher com força, com mágoa, com personalidade vincada, que sabia o que queria. Foi por isso que quis fazê-la.
- Que importância teve para ti a participação em “Pecado Fatal”?

Teve a importância de todos os projectos que abraço: a aprendizagem. O que me move na vida é aprender, e sem dúvida que fazer este filme foi uma enorme aprendizagem profissional e pessoal.

– Esperavas o sucesso internacional que o filme obteve e continua a obter?

Não, de todo. Houve até alturas em que pensei que o filme não iria ter força para sair da gaveta, sendo uma produção altamente independente. Por isso, fico sempre surpreendida com cada nova conquista.

- Consideras que não obstante os constrangimentos financeiros temos cinema de Excelência? Como vês o cinema no nosso país?
A excelência só se conquista se existir pluralidade, diversidade. Em Portugal só fazemos dois ou três géneros de filmes, com dois ou três realizadores e produtores. Enquanto não ultrapassarmos esta barreira de produção, será impossível atingir a excelência. Seria muito presunçoso dizer que dos quatro ou cinco filmes que se fazem em Portugal por ano, há pelo menos um deles que é sempre de excelência. Só o facto de se produzirem tão poucos filmes é sinónimo de que estamos longe disso.
- Porque achas que o público não acorre às salas para ver filmes nacionais de qualidade ? Teremos um défice de cultura cinematográfica?
Não há pessoas a verem filmes portugueses porque as pessoas não gostaram dos filmes portugueses que viram antes. Parece-me muito simples. E isto não é um problema das pessoas, nem do seu gosto. É assim e pronto. Eu vivo, em grande parte, da bilheteira dos meus espectáculos, se o público não gostar do género de espectáculos que a minha companhia faz, não vai voltar a sair de casa para ter uma má experiência, pois não? Se eu vou a um restaurante e não gosto, não volto lá tão cedo. Se da segunda vez que voltar, continuar a não gostar, não volto mais de certeza. Não vou pagar por uma coisa que não me agrada. Não quer dizer que o restaurante seja mau: simplesmente não é o que eu gosto. A parte curiosa é que há restaurantes cheios e há salas de cinema cheias. Mas também há restaurantes vazios e salas de cinema vazias. A diferença é que os donos do restaurante, como não têm subsídios para fazer comida que só eles gostam, ou fecham o restaurante, ou reinventam a sua forma de cozinhar. Em Portugal a comida continua a mesma, porque os cozinheiros têm a barriga cheia e porque a culpa é sempre só dos clientes que não vão lá jantar.
Fotos: DR

Funchal – “Oficina Solidária” ajuda a mobilar casas de famílias carenciadas

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A “Oficina Solidária” é um projeto de cariz social que teve início em Março de 2013, apoiado pela Sociohabitafunchal, com o objetivo de ajudar famílias mais carenciadas dos bairros do Funchal.

 Não é só dar casas, temos de dar conforto às famílias

Estive à conversa com Carolina Homem de Brederode, arquiteta na Empresa Local de Habitação Social da Câmara Municipal do Funchal desde 2003, pioneira deste projecto exemplar.

Carolina refere que “Não é só dar casas, temos de dar conforto às famílias”, uma realidade com que não somos muitas vezes confrontados dado o conforto diário dos nossos espaços.

“Tinha acabado de visitar uma casa e não queria acreditar nas condições em que a família vivia, sem móveis, sem mesas nem cadeiras, sem um sofá; a casa estava completamente vazia! Foi aí que comentei com o meu diretor e  até brincámos que seria engraçado fazer como o programa “Querido, mudei a casa”, aqui nos bairros madeirenses”.

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O projeto surgiu com a finalidade de recuperar e reutilizar mobiliário e outros artigos, quer sejam recolhidos nos Serviços de Salubridade da Câmara Municipal do Funchal, quer sejam doados por particulares ou outras entidades.

Outro objetivo é ensinar os moradores dos próprios bairros a arte da marcenaria e do estofar, de modo a que possam fazer pequenas reparações nas suas próprias casas.

A “Oficina Solidária” começou, assim, a fazer grandes ações para estas famílias, no bairro de Santo Amaro, numa pequena garagem. Além da Carolina, coordenadora, uma assistente social, que avalia as famílias mais carenciadas de cada bairro, um marceneiro e dois estofadores oriundos do Centro de Emprego e voluntários, deram início ao referido Projecto.

Rapidamente, a “OFICINA SOLIDÁRIA” cresceu e, por sua vez, o espaço que lhe deu asas tornou-se minúsculo. Passaram, então, para o antigo Matadouro, onde a Sociohabitafunchal fez excelentes remodelações e, em parceria com a Câmara do Funchal, ofereceu condições para que o trabalho seguisse em frente.

Foi realizado um leilão em que todas as 30 peças foram vendidas, tendo sido possível angariar 1400 euros para a máquina de costura industrial que pretendiam adquirir.

No 2º leilão, desta vez online, conseguiram um aspirador industrial e assim pouco a pouco vão colectando as ferramentas necessárias para que o projeto continue a avançar e, assim, realizar sonhos.

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Mais de 30 famílias já beneficiaram de ajuda, em vários bairros: Santo Amaro, Quinta Falcão, Zona Velha, entre outros. “É extremamente gratificante ver a alegria das pessoas e a maneira como querem preservar as peças. Cheguei a visitar algumas casas semanas depois e diziam que iriam manter sempre o embrulho de plástico para não as estragar”.

Atualmente, está em falta muita mão de obra, visto que o contrato do centro de emprego chegou ao fim em fevereiro e  os trabalhadores não puderam voltar a colaborar com a mesma entidade.

Não sem se deixar de notar uma grande admiração, Carolina elogia o trabalho do marceneiro e dos estofadores. Afirma que em poucas horas conseguiam desencantar verdadeiras peças de encantar, até aos olhos mais críticos.

Atualmente, segundo as suas palavras, “o projeto está a meio gás”, pois realmente precisam de muitos voluntários. “Tentamos com pouco, fazer muito”.

É triste ver uma iniciativa tão nobre, parada por falta de mão de obra, numa época em que tanto se fala de desemprego.

 

 

Fotos: C.M.Funchal/Sociohabitafunchal

Miguel Oliveira – “Estamos aqui para sonhar com o título”

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Terceiro no campeonato do mundo de Moto3, Miguel Oliveira tem à sua frente uma segunda metade da temporada onde é um dos candidatos predominantes à vitória nas 9 corridas que faltam até ao fim da época.

A lesão sofrida nos treinos livros para o Grande Prémio da Alemanha não tirou optimismo ao piloto da Red Bull KTM Ajo. Na próxima semana, Miguel Oliveira vai correr em Indianápolis, três semanas apenas depois de ter fraturado o quarto metacarpo da sua mão esquerda. Enfrenta a segunda parte da temporada com confiança, motivado pela sua boa performance nas últimas etapas do campeonato. MO2

Em primeiro lugar, como é que te estás a sentir? Em que fase da recuperação estás neste momento?

“Estou a sentir-me melhor a cada dia. Neste momento, estou a seguir um plano de recuperação que me permite ganhar movimento na minha mãe esquerda e força nos dedos. Com a fratura que eu tive, é um bocadinho cedo achar que estou em perfeitas condições para Indy, mas estou a trabalhar arduamente todos os dias para que possa abordar a corrida tão em forma quanto possível.”

Apesar deste incidente, achas que ainda podes lutar pelo título?

“Sim, claro. Isto é motociclismo de competição, logo enquanto for matematicamente possível, vou continuar a trabalhar com a minha equipa sempre com o título em mente. È verdade que tivemos alguma falta de sorte nalgumas corridas, mas acho que estivemos a muito bom nível em muitos dos Grandes Prémios e ainda temos 9 corridas para lutar pela vitória.”

Qual é a análise que fazes desta primeira metade da temporada?

“Acho que foi uma primeira metade da temporada em que começámos muito fortes mas não conseguimos completar todas as corridas. Tivemos alguma falta de sorte, já que terminar as duas primeiras corridas ter- nos-ia deixado muito mais acima na classificação geral. De qualquer forma, a análise geral é muito positiva. Temos 2 vitórias nas últimas 3 corridas e acho que isso é o que mais conta. A primeira vitória em Mugello, depois em Assen, foram excelentes. E a mota tem estado sempre a rodar na sua performance máxima.”

Foi difícil lidar com este começo de temporada?

“Claro, depois de não conseguir terminar 2 corridas de seguida, fiquei um bocado triste, porque queria acabar uma corrida. Consegui chegar à pole position na Argentina, onde comecei bem mas acabei em quarto. Depois voltámos à Europa com um pódio em Jerez, depois o azar de Le Mans e depois a vitória em Mugello, o quinto lugar na Catalunha e outra vitória em Assen. Desde que voltámos à Europa que temos sido bastante competitivos, a acabar sempre no Top Five.”

O pódio em Jerez, foi um ponto de viragem na tua temporada? Ou a vitória em Mugello foi mais importante?

“Nós precisávamos do pódio em Jerez para nos dar confiança. A partir de Jerez, começámos a acreditar mais nas nossas capacidades. Nós sabíamos que éramos muito rápidos e que estávamos a ser muito consistentes, mas por alguma razão nas corridas não estávamos a conseguir fazer o nosso trabalho até ao fim. Em Mugello deu-se uma mudança muito grande, porque saímos para a pista para ganhar.”

O que é que melhorou na mota desde a primeira corrida até agora?

“Acima de tudo, o que melhorou foi a configuração da mota, porque não introduzimos nenhuma peça nova. Temos estado a testar partes novas, mas o que já temos mostrou sempre um melhor desempenho.”

Quando te referes à configuração da moto, sentes-te mais confortável?

“Sim, já nos adaptámos, mas depende tudo muito da pista. Os circuitos variam muito e as condições são muito diferentes e quando chega a hora da corrida temos sempre que improvisar um bocadinho. Há alguns circuitos onde, em circunstâncias normais, eu consigo ser muito forte”

Como é que avalias o nível de competição nesta época do campeonato do mundo de Moto3?

“Muito alto. Estamos todos a correr muito rápido, com tempos por volta mais velozes que os do ano passado. O Danny Kent, que é o líder da nossa série, tem tido vida fácil, e agora nós temos que lhe complicar um bocadinho as coisas.”

Achas que consegues fazer isso?

“Obviamente, depende de mim, mas também da sorte que ele possa ter. Neste desporto não estamos sozinhos em pista e tudo pode acontecer – tanto a ele como a mim, como ficou demonstrado na Alemanha. Mas o melhor é mesmo continuar a focar-me no meu próprio trabalho, para conseguir estar na frente e ganhar corridas.”

Olhando para o que resta da temporada, há circuitos que gostes mais ou menos do que aqueles onde já correste esta época?

“São todos muito diferentes. Há alguns circuitos onde, em circunstâncias normais, eu consigo ser naturalmente muito forte, e teremos que trabalhar ainda mais arduamente para ganhar vantagem. A mota está a corresponder bem e temos que entrar em cada circuito a acreditar que vai tudo correr bem, com um mindset totalmente positivo.”

Quais são os circuitos que melhor se adaptam a ti?

“Silverstone, Misano, Motegi, Phillip Island e Malásia: estes são alguns circuitos que eu gosto bastante e onde consegui sempre ser rápido.”

Como é que olhas para o Campeonato do Mundo?

“Não me preocupa. Estamos aqui para sonhar com título e lutar por ele. Vai ser difícil, mas acho mesmo que posso sonhar com o título. De qualquer forma, temos que pensar corrida a corrida.”

Ganhar   o   título   será   a   única   coisa   que   te   deixará   satisfeito   esta   época?

“Não, claro que não. Ficarei muito feliz com a temporada se conseguir lutar pelo título até ao fim e der tudo. Se não ganhar, então pelo menos será porque o vencedor teve uma época brilhante.”

E como é que olhas para o Campeonato Mundial de MotoGP?

“Acho que se consegue perceber uma diferença muito grande entre as Yamaha e as Honda. O Marquez também não teve as coisas a correrem-lhe tão bem quando ele provavelmente esperaria – mas é essa a beleza deste desporto. Todos os anos qualquer um pode evoluir, tanto pilotos como motas. E bom vermos o nosso ídolo na frente e só por isso a época tem valido a pena.”

 

Fotos: DR
Fonte: Assessoria Miguel Oliveira