Fundada em 2007, a Brandit trabalha com marcas como a Sony, a Apple, a Unicef, a Nike e o Real Madrid, desenvolveu a aplicação de treino de José Mourinho e criou o site de Cristiano Ronaldo. Em Portugal já trabalhou com as 500 maiores empresas. Com escritórios em Barcelos e em Lisboa, a Brandit, empresa de digital e social media, acaba de abrir escritório nos EUA, mais concretamente em Park Avenue, na cidade de Nova Iorque.
O CEO da empresa, Pedro Araújo, explica que se trata “de um passo natural da estratégia de internacionalização do negócio” e “uma forma de assegurar uma presença ainda mais ativa junto dos clientes”. A trabalhar com o mercado americano desde 2011, altura em que a Brandit teve como primeiro cliente a National Soccer Coaches Association of America Home, a empresa portuguesa prepara-se para lançar, em parceria com a National Federation of State High School Associations (NFHS), o Tactical Boards Soccer.
“Trata-se de um produto especialmente desenvolvido para este mercado e que é destinado a professores, treinadores, pais e atletas” e que conta com o apoio da NFHS, aquela que é “a mais importante associação nacional de desporto escolar dos EUA, presente em todos os 50 estados, em mais de 19000 escolas e conta com 11 milhões de participantes nos seus programas anuais”, refere o mesmo responsável.
Foto: Pedro Araújo e António Martins, fundadores da Brandit
A Olga Studios nasceu da vontade de Rui Cardoso, Filipa Falcão e Ivo Peralta criarem uma empresa na área dos vídeos digitais, como são os vídeos a três dimensões e o vídeo mapping. Os três trabalharam juntos na mesma empresa durante quatro anos, mas as circunstâncias da vida originaram uma nova oportunidade em termos profissionais.
Há um ano foram contactados para fazer um trabalho para a Central de Cervejas e os resultados positivos valeram a criação da companhia localizada na baixa lisboeta. Rui Cardoso afirma que “não houve reuniões para montar o negócio”. A partir desse momento foi feito algum investimento que se tem mantido devido aos trabalhos que foram surgindo.
No início tiveram algum receio de apostar no projecto por causa da conjuntura no país. Filipa Falcão explicou que “sentimos menos disponibilidade das pessoas para gastar dinheiro no nosso tipo de trabalho”. No entanto, acreditam que as empresas irão investir em imagem e realizar mais eventos.
A ambição é a marca dos três jovens que pretendem crescer sustentadamente através da apresentação de vídeos em eventos corporate, mas também naqueles que são abertos ao público. A principal característica da Olga Studios é o seu site, bem como a qualidade que gera confiança no trabalho desenvolvido.
Os jovens consideram que o empreendedorismo jovem beneficia a economia do país. Ivo Peralta considera que “arriscar é positivo”. Por seu lado, Rui Cardoso tem a noção que a qualidade necessita de estar presente nas empresas que nascem em Portugal.
Filipa Neto, co-fundadora da empresa Chic by Choice admite que o caminho nem sempre foi fácil. A jovem empreendedora portuguesa fala sobre a recém-chegada a Londres, os desafios de ser uma mulher no mundo da tecnologia e os conselhos que deixaria a si mesma com 21 anos.
Escolhe trabalhar com os melhores, sempre. Não tentes escolher pessoas tão boas como tu, tenta captar pessoas melhores do que tu.
Ser CEO não é fácil. Filipa Neto concordará: quando se está a começar algo, sendo uma jovem inexperiente, o atrito inicial poderá ser maior do que para um homem na mesma condição. Contudo, a empreendedora revela-se optimista e deixa alguns conselhos para quem queira aventurar-se no seu próprio negócio.
“Não tenhas medo” começa Filipa, listando os conselhos que daria a si mesma com 21 anos, “eu acho que foi sempre o truque disto tudo”, continua. No inicio há sempre inquietude e receio que advém da necessidade de ter de se provar ao mundo, é normal para quem está em inicio de carreira. Porém, esta necessidade parece que é maior quando se é mulher, “no inicio temos de provar e temos de estar disponíveis, talvez até mais [que os homens]”, admite Filipa.
Ainda assim, as características femininas são pontos fortes insubstituíveis, “temos uma sensibilidade fantástica e uma boa forma de comunicar, tanto boas como más noticias, conseguimos gerir empatias”, defende Filipa, “o que é um factor muito importante em termos de negócio. No final do dia, é tudo uma questão de [saber lidar com] pessoas” conclui.
“Escolhe as pessoas certas. Acho que é o maior conselho.” prossegue, “Tanto a nível de equipa, porque não é possível montares um negócio com uma ambição tão grande, vais ter dias bons e vais ter dias maus, não é possível ter sempre dias bons, e por isso é importante encontrares um parceiro ou um fundador que seja completamente complementar. E não se trata de encontrar pessoas iguais a ti, mas sim pessoas que te complementem.”
Filipa considera que a escolha da sua co-fundadora foi acertada, e vê em Lara Vidreiro o equilíbrio complementar à sua personalidade, que acabou por ser determinante para o sucesso da sua empresa, “acho que foi isso que eu e a Lara conseguimos fazer muito bem. Conhecemo-nos há muitos anos, somos completamente diferentes em termos de personalidade, os defeitos de uma são as qualidades de outra, e isso acaba por resultar bem”.
Há que ter em conta que a escolha minuciosa das pessoas com quem se trabalha não é só a nível de co-fundador, mas também de investidores. “Escolhe bem com quem vais querer discutir os resultados da tua empresa, com quem quem vais querer debater a visão da tua empresa. Escolhe trabalhar com os melhores, sempre. Não tentes escolher pessoas tão boas como tu, tenta captar pessoas melhores do que tu.”.
Se lhe dissessem que pode cultivar cogumelos frescos a partir de borras de café, se calhar não acreditaria… Mas a Gumelo - uma startup portuguesa que teve início em 2009 e que juntou três amigos de infância – iria provar-‐lhe o contrário.
O conceito é criativo e surgiu quando o fundador, João Cavaleiro biólogo de formação teve acesso a um estudo produzido no México que despertou nele a curiosidade e a vontade de produzir cogumelos sustentáveis. Chamou dois dos seus amigos de infância, Tiago Marques designer e responsável pelo branding e comunicação da Gumelo e Rui Apolinário farmacêutico que colocou a visão empresarial no projecto.
Mas então o que é a Gumelo? A Gumelo é um projecto que permite criar cogumelos a partir de borras de café e que pode cultivar em casa através de um processo simples que permite o acompanhamento do microrganismo até estar pronto a ser colhido. A startup conta com cinco produtos diferentes, três cogumelos gourmet, um Pre Gumelo e ainda “O Meu Primeiro Gumelo” direccionado para os mais novos onde para além de semearem os cogumelos e acompanharem o seu crescimento, tem a oferta de lápis de cor e podem colorir o seu “vaso Gumelo”. Se comprar as caixas do “Meu Primeiro Gumelo” está a contribuir com 1€ para a Fundação do Gil.
Este projecto ecológico permite transformar do que era desperdício um alimento com alto valor nutritivo, saudáveis , ricos em proteínas, com vários benefícios para a saúde e acima de tudo saborosos sem recurso a aditivos ou conservantes.
A empresa já exporta para o Reino Unido, Suécia e continua a procurar mais mercados internacionais, sendo que Brasil, Espanha e países do Norte da Europa são apostas. Já acumulou vários prémios dois deles portugueses em 2014 “Produto do ano 2014” e “Food & Nutrition Awards 2014” em produto inovação e um internacional o terceiro lugar no “SIAL Innovation 2014 Grand Prix”. A compra dos Gumelos pode ser feita no site, em concepts stores e em lojas gourmet e no site também são disponibilizadas várias receitas, para cozinhar os seus cogumelos acabados de colher.
A marca portuguesa de sapatos para mulher, Xperimental Shoes, está presente na Capsule – New York Women’s Show. Esta presença logo após a deslocação a Milão tem como objectivo alargar a presença da marca nos EUA e outros mercados.
A Xperimental Shoes foi criada em 2012 e entrou no mercado com a colecção de Outono/Inverno 2013. Toda a produção é feita em São João da Madeira e desenhada pelas irmãs gémeas Ana e Célia Silva. Com 28 anos, as duas irmãs possuem respectivamente formação em design de produto e design de moda.
A Excelência Portugal falou com Célia Silva, antes de abertura da feira e que nos transmitiu que estiveram presentes pela primeira vez na Micam (Milão-Itália), tendo viajado com expectativas contidas. No entanto o resultado foi positivo, fidelizaram clientes antigos e exploraram novos mercados.
O mercado é muito diferente. É um mercado no qual nos sentimos confortáveis. É mais ou menos a nossa praia. – Célia Silva a propósito dos EUA
Em relação aos EUA, onde estão presentes com a ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários através do projecto “Next Step”, Célia Silva considera que “O mercado é muito diferente. É um mercado no qual nos sentimos confortáveis. É mais ou menos a nossa praia.”.
Sendo a primeira presença, a marca veio expor e traz novas opções para aperfeiçoar pequenos erros e melhorar nas próximas etapas.
Para a co-fundadora da empresa, o cliente tipo da marca é a mulher de um target médio, de um perfil urbano, descontraída e confiante. As principais premissas da marca são a qualidade, conforto e o bom serviço prestado. Estas premissas estão obviamente ligadas ao conceito e ao design que diferencia a marca.
Em jeito de balanço destas duas feiras, Célia Silva acrescente que “Os novos clientes estão entusiasmados, curiosos e confiantes. E os potenciais futuros clientes estão atentos.”.
Cantê Lx nasceu dos dias de sol e de praia, do mar e das viagens partilhadas por Mariana Delgado e Rita Soares. Quando das linhas da arquitectura passaram para as linhas do corpo, meia dúzia de rabiscos chegaram para perceber que da imaginação também nascem grandes paixões. O segredo deixou de o ser e a Cantê Lx é hoje uma forma de ser, de viver o original e de marcar a diferença.
Desde 2011 que as duas transformam espírito jovem em biquínis, triquínis e fatos-de-banho exclusivos, explorando o pormenor e a criatividade que surge da combinação única de cores e padrões.
De Portugal vem a inspiração, a produção de qualidade e a saudade de ver o Verão chegar outra vez.
De coleção em coleção, o sucesso tem vivido de mãos dadas com a aventura de duas amigas que não mostram receio de arriscar e de abrir portas ao mundo, levando o espírito cool da Cantê Lx até outras paragens.
Se numa simples ideia, Mariana e Rita encontraram um caminho, nas pequenas coisas da vida viram um verdadeiro motivo para acreditar que a felicidade está ao alcance de quem faz a diferença. A Cantê Lx é a prova disso mesmo.
A colecção SS 15 – Tropical State of Mind
Refúgios selvagens, cenários intocados, infinitas histórias de descoberta: o Verão 2015 da Cantê Lx vive-se num TROPICAL STATE OF MIND!
Na mais pura das suas expressões, a beleza da Natureza é interpretada com a autenticidade que a marca imprime em cada colecção.
Animais e frutos exóticos, folhagens tropicais e geometrias de inspiração tribal ganham vida em estampas exclusivas. A elegância natural do corte brinca com detalhes de absoluta feminilidade para desenhar silhuetas perfeitas.
Na paleta de cores, uma explosão de tons frescos e vibrantes inspira o espírito descontraído que chega com dias mais quentes.
As criadoras da Cantê Lx – Rita Soares e Mariana Delgado – e o processo de criação da marca
Rita Soares e Mariana Delgado conhecem-se desde os tempos de liceu e fizeram juntas o curso de Arquitectura. Foi quando terminaram o curso e decidiram fazer uma viagem pelo Brasil que o processo de criação da Cantê Lx começou.
Assim que decidiram que iam, receberam imensos pedidos de amigas para que lhes trouxessem biquínis e fatos-de-banho. As próprias tinham essa intenção. Na altura o Brasil era a ‘meca’ dos biquínis e em Portugal não existiam marcas verdadeiramente diferenciadoras de swimwear. Perceberam então que havia uma lacuna no mercado. Esse foi o ponto de partida.
À vinda começaram a formar a ideia de criar uma marca sua. Tudo foi fazendo cada vez mais sentido e em 2011 decidiram arriscar. Nesse ano lançaram uma primeira colecção-cápsula desenhada e concebida na sua pequena loja/atelier em Belém. Foi de imediato um sucesso e nos anos seguintes foram sentido necessidade de aumentar gradualmente o número de peças para dar resposta à enorme procura. Em 2014 perceberam que para além de aumentar a colecção, precisavam de aumentar o espaço de trabalho e voltar a integrar a componente de atelier que entretanto deixou de funcionar porque tinham sempre a loja cheia de clientes.
Este ano (2015), para além de uma colecção com mais modelos, decidiram então mudar para a loja/atelier que idealizaram no Chiado e lançaram algumas novidades como a sua loja online (em www.cantelisboa.com), a linha My First Cantê para crianças e as pranchas de surf com os seus estampados exclusivos.
Fotos: Imagens de Catálogo fotografadas em Menorca com a manequim portuguesa Jani Gabriel.
A The Luxury Network Lisbon foi lançada há seis meses em Portugal com a ajuda da embaixada do Reino Unido para atrair as grandes marcas de luxo mundiais. A plataforma de marketing de afinidade neste tipo de negócios está presente em 30 países nos diversos continentes. O nosso país foi a próxima aposta da empresa britânica devido ao clima económico que se tem vindo a verificar.
O CEO da companhia, Nuno Duarte Lopes, explicou ao Excelência Portugal que o objectivo passa por “proporcionar às marcas uma plataforma para estarem à frente do cliente final”. No entanto, também existe o propósito das empresas de luxo “trabalharem umas com as outras”.
Nuno Duarte Lopes garante que “as nossas estratégias permitem às marcas acederem aos clientes de património elevado”. Neste clube privado só têm lugar os principais responsáveis das grandes marcas.
Os eventos realizados são essenciais para concretizar grandes negócios. Os clientes não são os VIPS, mas as pessoas de património elevado que têm capacidade para comprar os produtos. O CEO assegura que “só trabalhamos com clientes que podem consumir os artigos de luxo”.
Neste momento a empresa conta com 12 membros, mas Nuno Duarte Lopes pretende chegar aos cem. No mês de Outubro está agendado um evento que promete fazer crescer a rede de contactos e fornecer ao mercado português o melhor serviço nesta área.
A empresa surge em Portugal numa altura em que os indicadores económicos são positivos. A economia cresce e o desemprego é menor. Os motivos são suficientes para as pessoas comprarem mais produtos de luxo. Nuno Duarte Lopes considera que “a recuperação económica é mérito do governo e dos empresários”.
A Bohemian Swimwear é uma marca de biquínis portuguesa criada por Erica Bettencourt, no verão de 2012. A marca conta já com três colecções e várias colaborações sob a forma de colecções cápsula com Maria Guedes (2013), Vanessa Martins (2014) e Jessica Athayde (2015), devidamente organizadas por ano de lançamento.
A marca conta com alguns pontos de venda espalhados pelo país, sendo que o grosso das vendas é, ainda hoje, feito por internet, via Facebook, Instagram e através da loja online. O crescimento da Bohemian enquanto marca tem sido feito de forma muito natural e espontânea; no entanto, este ano conta já com uma novidade, a abertura do seu primeiro espaço oficial, no Príncipe Real que funciona em regime de showroom e loja.
A Bohemian Swimwear apresenta, em 2015, a coleção de verão inspirada nas várias tonalidades do Oceano, com influências orgânicas e boémias. A preocupação com um ambiente sustentável resultante da utilização de produtos 100% orgânicos e o conceito de “fair trade” fazem com que Bohemian Swimmwear se redescubra a cada estação.
A coleção caracteriza-se como original e exótica. Este ano a coleção vai introduzir tricôt orgânico em 5 modelos, o que vai de encontro com as atuais preocupações da mulher moderna que passam por um estilo de vida saudável e ambientalista. A Bohemian Swimwear pretende dirigir-se a todas as mulheres. A marca quer que a mulher portuguesa se sinta confortável e confiante com o seu próprio corpo, através de cortes e de cores que a favorecem e alimentam a sua alma.
Este ano a atriz portuguesa Jessica Athayde assina uma coleção cápsula para a marca portuguesa e cria uma linha de três peças muito versáteis e práticas, das quais é também a estrela da campanha. Uma coleção que une a moda ao desporto, ideal para qualquer mulher que gosta de si. Um biquíni que também pode ser usado como top para o ginásio, um fato de banho com um corte slim e uns calções de desporto são as peças que fazem parte desta coleção exclusiva, fruto da parceria entre a atriz e a marca de estilo boémio.
Fotos:
Mariana Palos fotografada por Carlos Pinto
Helena Coelho fotografada por Carlos Pinto
Jessica Atahyde fotografada por Miguel Angêlo
Chic by Choice escolhe Lisboa como sede das operações e residência da sua equipa, que já conta com o significativo número de colaboradores estrangeiros. Londres é segunda residência para Filipa Neto, co-fundadora, que divide o seu tempo entre as capitais.
se o mercado está lá fora, tens de ir ter com o mercado – Filipa Neto
A empresa de aluguer de vestidos de luxo, Chic by Choice, aposta numa equipa poliglota para os seus escritórios de Lisboa e Londres, e nem a co-fundadora se vê isenta de estilo de vida de nómada digital. Filipa intercala o tempo entre as duas capitais onde a empresa possui escritórios.
Na equipa lisboeta, “neste momento, temos 20 a 30 por cento” de colaboradores estrangeiros, “dependendo do mês”, admite Filipa,já que existe uma certa rotatividade de trabalhadores na empresa. O entendimento entre todos é essencial para um bom funcionamento, “a partir do momento em que entre uma pessoa que venha doutro país, de outra nacionalidade e que não comunique em português, obrigatoriamente toda a equipa já tem de falar inglês”.
É este nível de acolhimento que coloca os colaboradores à vontade. Como acontece com a alemã Stefanie “que está na parte de content & communication e também de operações”, a ucraniana Margarita, que “faz tudo o que seja customer support – e é excelente nisso”, e da francesa Félicia que ajuda “em tudo o que é conteúdos do site em francês”. Em Londres está a britânica Rachel, que colabora com a fundadora “na gestão de tudo o que esteja relacionado com as marcas”.
Filipa vê-se muitas vezes obrigada a deslocar-se para os escritórios londrinos, onde se encontra uma importante componente de business development. A fundadora reconhece a importância deste ‘nomadismo’. “Se queres construir uma empresa global, tens de estar lá fora, não há volta a dar. Eu senti que, se não desse este passo, não iria estar a fazer todos os esforços para que a empresa tivesse sucesso”.
É com base nesta necessidade que Filipa afirma que, “se o mercado está lá fora, tens de ir ter com o mercado. Tens de perceber de que é que os clientes estão à procura, o que é que os teus parceiros procuram”. No entanto, reconhece que, ao dividir as operações da empresa em duas cidades, isso se torna positivo, já que “o que é interessante é que temos todas as operações cá, desde a área de tecnologia a área de design, customer support, operações – todas essas áreas – marketing, têm pessoas em Portugal. Apesar de o mercado ser internacional, e não vejo qualquer impacto negativo nesse sentido, isso é uma coisa que nos dá um certo brio, até”, conclui a empreendedora. Foto: DR
A start-up portuguesa Xhockware desenvolveu uma aplicação para smartphones (Android e iOS) com o nome de YouBeep, que permite aos consumidores gerir todo o processo de compra, “tornando a experiência mais divertida, personalizada e conveniente.”
Em casa, os consumidores podem criar listas de compras baseadas em promoções, e sincronizá-la com outros. Se estiver noutro local da cidade, poderão encontrar quais os supermercados mais próximos da sua localização, conseguir recompensas apenas por entrar na loja e beneficiar de descontos baseados na localização. Na loja, os clientes apenas têm de adicionar os produtos directamente da prateleira. “O YouBeep é muito simples de utilizar porque permite que o cliente registe os produtos à medida que os vai colocando no carrinho, tenha acesso ao valor final da conta e processe o seu pagamento junto a uma caixa registadora”, comenta João Paulo Rodrigues, CEO da Xhockware.
A empresa Xhockware foi fundada no Porto, em Fevereiro de 2014 e é especializada em tecnologias de retalho. A empresa tem como principal objectivo criar soluções inovadoras para problemas deste sector, para as queixas mais comuns acerca das compras em supermercados ou mercearias. Para, desta forma, melhorar a experiência de “ir às compras” por parte dos consumidores e diminuir os custos para os retalhistas. É esta combinação software-hardware que confere à tecnologia vantagem competitiva, já que permite que seja utilizada por qualquer retalhista do mundo e por qualquer utilizador com smartphone.
“A aplicação permite reduzir o tempo de checkout em 50% e já se encontra implementada em 5 lojas nas zonas de Cascais, Lisboa, Porto e Torres Vedras. Em cada loja onde se encontra já se encontra em utilização por mais de 10% dos clientes.” O YouBeep está actualmente a ser testado na cadeia de supermercados Lidl e Pingo Doce, com resultados iniciais a ultrapassarem as expectativas.
Este projecto proporciona benefícios para todos aqueles que estejam envolvidos na actividade. Ideias como esta permitem facilitar o dia-a-dia, fazendo com que sejam eliminados certos obstáculos que nos podem incomodar, tornando certo tipo de tarefas menos desagradáveis. Saber utilizar as tecnologias a que hoje temos acesso e direccioná-las para resolver problemas ainda não resolvidos é algo precioso e é bom reconhecer que temos portugueses que o sabem fazer.
Como usar a YouBeep
1) O utilizador entra na aplicação, selecciona o botão de compras e faz scan ao código QR à entrada da loja.
2) Para fazer compras o utilizador só tem de ler os códigos de barras dos produtos antes de os arrumar no carrinho de compras.
3) O checkout pode ser feito numa caixa disponível para utilizadores YouBeep. Para finalizar as compras basta ler o código QR.
4) Os pagamentos podem ser feitos através das modalidades habituais em cadeias de retalho.
Fontes: European Market Magazine, Telemoveis.com e Xockware.com Foto: DR