Investigador da Universidade de Coimbra nomeado para o Prémio “Nação Inovadora”

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Pedro Miguel Cruz, docente e investigador do Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra (UC), foi selecionado para o Prémio “Nação Inovadora”, promovido pelo Expresso, SIC Notícias e Audi.

De acordo com o regulamento, o prémio visa “firmar o valor que a inovação, as novas ideias, o pioneirismo têm para o desenvolvimento de Portugal”. Pedro Miguel Cruz integra uma lista de 25 talentos nomeados por cinco embaixadores nacionais. Agora cabe ao público eleger os seus favoritos. A votação decorre até ao próximo dia 13 de novembro no site criado especificamente para o prémio. Os três talentos mais votados serão, posteriormente, avaliados por um júri composto pelos cinco embaixadores, por representantes da Audi, da SIC Notícias e de entidades públicas e privadas da área da Inovação.

O trabalho de Pedro Miguel Cruz, especialista em visualização de dados, tem sido reconhecido em todo o mundo. Em 2010, o projeto “Visualizing Empires Decline” foi distinguido no SIGGRAPH Computer Animation Festival de Los Angeles. Em 2011, o trabalho “Visualização do Tráfego de Lisboa” recebeu uma menção honrosa do MiniMax Mapping Contest da École Polytechnique Fédérale de Lausanne e foi exibido na exposição “Talk to Me” do MoMA (Museum of Modern Art, NY). Em 2013, o Corriere della Sera indicou o investigador do Centro de Informática e Sistemas da UC como um dos 10 mais influentes Designers de Visualização no mundo.

Para o também docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), a sua nomeação para o prémio “Nação Inovadora” “é uma consequência de todo o espaço e liberdade que me deram para criar no CDV do CISUC (Computational Design and Visualization Lab), em especial pelos Professores Penousal Machado e João Bicker, assim como de toda a inspiração criativa que recebi no contexto da minha docência nos cursos de Design e Multimédia da UC”.

 

Fonte: Universidade de Coimbra
Foto: DR

Instituto Politécnico de Coimbra volta a vencer Poliempreende

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O Politécnico de Coimbra (IPC) venceu, uma vez mais, o concurso nacional Poliempreende. Esta foi a 12.ª edição do concurso e colocou novamente em competição os melhores projectos de empreendedorismo de vinte e uma instituições de ensino superior politécnico, sendo de registar que desde a 5.ª edição do Poliempreende, data de início da participação do IPC neste concurso, este instituto já somou cinco vitórias a nível nacional e conquistou um segundo e um terceiro prémios.

Constituída pela docente do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) Cristina Agreira, pelos alunos Rafael Mendes, Mickael Graça e Diogo Esteves, finalistas da licenciatura em Engenharia Eletromecânica do mesmo estabelecimento de ensino, e ainda por Ana Sançana, diplomada pela Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC) em Engenharia Agropecuária e colaboradora na Cooperativa Lousamel, que se constituiu como entidade parceira, a equipa apresentou a concurso o projeto “BeeAway”, o qual consiste em proteger as abelhas da sua morte e evitar possíveis picadas ao apicultor aquando da extração do mel, através do desenvolvimento de um dispositivo inovador no mundo da apicultura. Tendo como foco principal clientes do setor da apicultura e sendo de extrema importância para este sector o crescente de extração do mel e a vida saudável dos enxames, a mais-valia do BeeAway relativamente à concorrência passa por oferecer aos apicultores uma segurança e uma garantia de proteção contínua, sem recorrer a qualquer fonte de ignição de fumo. Outro dos objetivos do BeeAway é ser comercializado não só a nível nacional, mas também internacional, tendo como mercados externos prioritários Espanha e França e, numa fase mais avançada, o resto da Europa e o resto do mundo.

Ao nível regional, o Poliempreende contou com a coordenação de Sara Proença, docente da ESAC, e, como responsável no ISEC, com a colaboração de Cândida Malça, docente desta unidade de ensino.
Além do IPC, no 12.º Poliempreende foram premiados o Instituto Politécnico de Santarém, que conquistou o 2.º prémio com o projeto “Individual Training”, o Instituto Politécnico de Setúbal, que arrecadou o 3.º prémio para o seu projeto intitulado “Play4Edu” e o Instituto Politécnico de Leiria, que foi distinguido com o prémio Inovação pelo seu projeto “Movel2”.

Foram atribuídas igualmente na presente edição duas menções honrosas aos projetos “A Brincar e a Rir o Bullying vamos prevenir” e “Free O”, desenvolvidos por equipas do Instituto Politécnico de Bragança e do Instituto Politécnico do Cávado e Ave, respetivamente.

Fonte: IPC
Foto: DR

Portugal continua a colher milhões para a Investigação nos Projectos Europeus

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No passado dia 17 de Setembro, o Ministério da Educação e Ciência noticiou os resultados alcançados, até essa data, no programa de financiamento europeu Horizonte 2020.   Este programa dedicado à investigação e desenvolvimento regista já um total de cerca de 4000 projectos aprovados. Pode ler-se no site do Ministério que “com cerca de um terço dos concursos apurados, o primeiro balanço dá conta de uma captação na ordem dos 59 milhões de euros para entidades portuguesas, relativos a 107 contratos, 27 coordenações e 157 participantes.

O sistema científico alcança assim, pelo segundo ano consecutivo, resultados inéditos em termos de captação de fundos em concursos europeus competitivos.”. De facto, no ano passado Portugal captou cerca de 146 milhões de euros, tendo conseguido, pela primeira vez, captar mais financiamento do que aquele que investiu para o mesmo programa.

Se considerarmos a mesma taxa de sucesso nos restantes dois terços dos projectos que ainda estão por avaliar, Portugal pode assim conseguir captar um total de 180 milhões neste ano, aumentando assim em cerca de 20% relativamente ao ano passado. Como se pode comprovar pelo documento fornecido pelo Ministério: A taxa de sucesso em 2014 das candidaturas de projectos portugueses foi de 113,95% (306 aprovados num total de 2194 candidaturas), ligeiramente superior à média europeia de 13,78%. Este ano, a taxa situa-se nos 8,84% (107 aprovados de 1211 candidaturas) novamente ligeiramente superior à média europeia de 8,67%. No entanto, de relembrar que apenas um terço dos projectos foi avaliado até agora.

Das candidaturas efectuadas, o Ensino Superior e os Centros de Investigação foram os que mais candidaturas apresentaram 57 num total de 157 (36%) seguidos das Pequenas e Médias Empresas (18%) e das Grandes Empresas (15%), mantendo-se aproximadamente as mesmas percentagens apresentadas no ano passado.

Das 27 coordenações de projectos, 11 provêm do sub-programa “Twinning”, que tal como se pode ler no site da comissão europeia é um instrumento da para cooperação institucional entre estados-membros da União Europeia e o que chama de países-beneficiários – que não precisam de pertencer à União Europeia e onde é dada preferência aos países vizinhos da União como: Argélia, Egipto, Israel, Jordânia, Líbano, Marrocos e Tunísia.

 

Fonte: Ministério da Educação e Ciência

Olga Studios – Ambição e risco de três jovens que dominam a área da projecção de vídeo

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A Olga Studios nasceu da vontade de Rui Cardoso, Filipa Falcão e Ivo Peralta criarem uma empresa na área dos vídeos digitais, como são os vídeos a três dimensões e o vídeo mapping. Os três trabalharam juntos na mesma empresa durante quatro anos, mas as circunstâncias da vida originaram uma nova oportunidade em termos profissionais.

Há um ano foram contactados para fazer um trabalho para a Central de Cervejas e os resultados positivos valeram a criação da companhia localizada na baixa lisboeta. Rui Cardoso afirma que “não houve reuniões para montar o negócio”. A partir desse momento foi feito algum investimento que se tem mantido devido aos trabalhos que foram surgindo.

No início tiveram algum receio de apostar no projecto por causa da conjuntura no país. Filipa Falcão explicou que “sentimos menos disponibilidade das pessoas para gastar dinheiro no nosso tipo de trabalho”. No entanto, acreditam que as empresas irão investir em imagem e realizar mais eventos.

A ambição é a marca dos três jovens que pretendem crescer sustentadamente através da apresentação de vídeos em eventos corporate, mas também naqueles que são abertos ao público. A principal característica da Olga Studios é o seu site, bem como a qualidade que gera confiança no trabalho desenvolvido.

Os jovens consideram que o empreendedorismo jovem beneficia a economia do país. Ivo Peralta considera que “arriscar é positivo”. Por seu lado, Rui Cardoso tem a noção que a qualidade necessita de estar presente nas empresas que nascem em Portugal.

Fotos: DR

 

 

 

Chic by Choice: a estrada para o sucesso

3Filipa Neto, co-fundadora da empresa Chic by Choice admite que o caminho nem sempre foi fácil. A jovem empreendedora portuguesa fala sobre a recém-chegada a Londres, os desafios de ser uma mulher no mundo da tecnologia e os conselhos que deixaria a si mesma com 21 anos.

Escolhe trabalhar com os melhores, sempre. Não tentes escolher pessoas tão boas como tu, tenta captar pessoas melhores do que tu.

Ser CEO não é fácil. Filipa Neto concordará: quando se está a começar algo, sendo uma jovem inexperiente, o atrito inicial poderá ser maior do que para um homem na mesma condição. Contudo, a empreendedora revela-se optimista e deixa alguns conselhos para quem queira aventurar-se no seu próprio negócio.

“Não tenhas medo” começa Filipa, listando os conselhos que daria a si mesma com 21 anos, “eu acho que foi sempre o truque disto tudo”, continua. No inicio há sempre inquietude e receio que advém da necessidade de ter de se provar ao mundo, é normal para quem está em inicio de carreira. Porém, esta necessidade parece que é maior quando se é mulher, “no inicio temos de provar e temos de estar disponíveis, talvez até mais [que os homens]”, admite Filipa.

Ainda assim, as características femininas são pontos fortes insubstituíveis, “temos uma sensibilidade fantástica e uma boa forma de comunicar, tanto boas como más noticias, conseguimos gerir empatias”, defende Filipa, “o que é um factor muito importante em termos de negócio. No final do dia, é tudo uma questão de [saber lidar com] pessoas” conclui.

“Escolhe as pessoas certas. Acho que é o maior conselho.” prossegue, “Tanto a nível de equipa, porque não é possível montares um negócio com uma ambição tão grande, vais ter dias bons e vais ter dias maus, não é possível ter sempre dias bons, e por isso é importante encontrares um parceiro ou um fundador que seja completamente complementar. E não se trata de encontrar pessoas iguais a ti, mas sim pessoas que te complementem.”

Filipa considera que a escolha da sua co-fundadora foi acertada, e vê em Lara Vidreiro o equilíbrio complementar à sua personalidade, que acabou por ser determinante para o sucesso da sua empresa, “acho que foi isso que eu e a Lara conseguimos fazer muito bem. Conhecemo-nos há muitos anos, somos completamente diferentes em termos de personalidade, os defeitos de uma são as qualidades de outra, e isso acaba por resultar bem”.

Há que ter em conta que a escolha minuciosa das pessoas com quem se trabalha não é só a nível de co-fundador, mas também de investidores. “Escolhe bem com quem vais querer discutir os resultados da tua empresa, com quem quem vais querer debater a visão da tua empresa. Escolhe trabalhar com os melhores, sempre. Não tentes escolher pessoas tão boas como tu, tenta captar pessoas melhores do que tu.”.

Foto: DR

 

 

Investigação portuguesa na área do cancro em destaque na revista Nature

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Os investigadores Salomé Pinho e Celso Reis, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), publicaram recentemente um artigo sobre a importância dos açucares que revestem as células tumorais numa das mais prestigiadas revistas científicas mundiais na área do cancro: a Nature Reviews Cancer.

O último artigo de revisão sobre glicosilação em cancro que esta revista tinha publicado tinha sido em 2005 e os autores eram investigadores norte-americanos, mais especificamente da Califórnia. Este ano, e depois de Salomé Pinho e Celso Reis terem publicado vários artigos sobre o tema em revistas prestigiadas como o Journal of Clinical Investigation, Oncogene, Cancer Research, Human Molecular Genetics, Molecular and Cellular Proteomics, entre outras a Nature Reviews Cancer convidou os dois investigadores portugueses a escreverem um artigo sobre “Glycosylation in câncer: mechanisms and clinical implications”. É, aliás, a primeira vez que investigadores do IPATIMUP são convidados a publicar nesta revista.

Este artigo reúne todos os resultados em que demonstrámos a importância inequívoca dos açucares no diagnóstico, prognóstico e no tratamento do cancro. Foi o acumular de todas estas evidências, resultantes de décadas do nosso trabalho, que foi consagrado e reconhecido na revista Nature”, explica a investigadora Salomé Pinho. Os investigadores sublinham ainda que todo este trabalho, que se baseou em amostras clínicas de doentes com cancro, é totalmente “made in” Portugal, “made in” IPATIMUP.

 

Açicares e Cancro: como se relacionam

A forma como as células tumorais se revestem à sua superfície com açúcares tem sido demonstrada como sendo determinante para a forma como um tumor se comporta, ou seja, se é invasor, se metastiza, se não metastiza, etc. Para além de definir o comportamento das células tumorais, os diferentes tipos de açucares que uma célula tumoral expressa constituem uma “assinatura” única de cada tumor, o que pode vir a ter aplicações na clínica. Para além de possibilitarem novas abordagens terapêuticas inovadoras, estes biomarcadores podem ser detetados no sangue dos doentes.

O trabalho desenvolvido pelos investigadores do IPATIMUP Salomé Pinho e Celso Reis centra-se na compreensão dos mecanismos moleculares que estes açúcares desempenham nas células tumorais e sua importância para a evolução de um doente com cancro. Estes estudos têm ainda demonstrado o enorme potencial destes açúcares para o diagnóstico precoce do cancro, para a monitorização da recidiva tumoral, constituindo ainda alvos para o desenvolvimento de novas terapias anti-tumorais.

 

Fontes: Universidade do Porto, Ipatimup
Foto: DR

“Um Gumelo se faz favor”

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Se lhe dissessem que pode cultivar cogumelos frescos a partir de borras de café, se calhar não acreditaria… Mas a Gumelo -­ uma startup portuguesa que teve início em 2009 e que juntou três amigos de infância – iria provar-­‐lhe o contrário.

O conceito é criativo e surgiu quando o fundador, João Cavaleiro biólogo de formação teve acesso a um estudo produzido no México que despertou nele a curiosidade e a vontade de produzir cogumelos sustentáveis. Chamou dois dos seus amigos de infância, Tiago Marques designer e responsável pelo branding e comunicação da Gumelo e Rui Apolinário farmacêutico que colocou a visão empresarial no projecto.

Mas então o que é a Gumelo? A Gumelo é um projecto que permite criar cogumelos a partir de borras de café e que pode cultivar em casa através de um processo simples que permite o acompanhamento do microrganismo até estar pronto a ser colhido. A startup conta com cinco produtos diferentes, três cogumelos gourmet, um Pre Gumelo e ainda “O Meu Primeiro Gumelo” direccionado para os mais novos onde para além de semearem os cogumelos e acompanharem o seu crescimento, tem a oferta de lápis de cor e podem colorir o seu “vaso Gumelo”. Se comprar as caixas do “Meu Primeiro Gumelo” está a contribuir com 1€ para a Fundação do Gil.

Este projecto ecológico permite transformar do que era desperdício um alimento com alto valor nutritivo, saudáveis , ricos em proteínas, com vários benefícios para a saúde e acima de tudo saborosos sem recurso a aditivos ou conservantes.

A empresa já exporta para o Reino Unido, Suécia e continua a procurar mais mercados internacionais, sendo que Brasil, Espanha e países do Norte da Europa são apostas. Já acumulou vários prémios dois deles portugueses em 2014 “Produto do ano 2014” e “Food & Nutrition Awards 2014” em produto inovação e um internacional o terceiro lugar no “SIAL Innovation 2014 Grand Prix”. A compra dos Gumelos pode ser feita no site, em concepts stores e em lojas gourmet e no site também são disponibilizadas várias receitas, para cozinhar os seus cogumelos acabados de colher.

Pode saber mais aqui e começar a cultivar.

Fotos: DR

Miguel Miranda – Físico português pelo Mundo (a ganhar prémios!)

ultrafast2Foi no passado mês de Agosto, entre os dias dezasseis e vinte um, que decorreu a Conferência de Óptica Ultra-rápida na cidade chinesa Huairou, onde o Físico português Miguel Miranda foi premiado com o título de Melhor Investigador Jovem. Nesta conferência, que contou com mais de 100 palestrantes, o Dr. Miguel Miranda apresentou o seu trabalho intitulado “Generation and spatiotemporal characterization of ultrashort vortex pulses” (Geração e caracterização espaço-temporal de pulsos-vórtice ultra curtos), que lhe valeu a conquista deste prémio.

Como o físico explica no resumo do seu trabalho, a caracterização mencionada no título consistiu na introdução de uma nova técnica baseada na espectrometria das transformadas de Fourier resolvidas espacialmente. Esta é uma nova técnica para a análise de pulsos de laser muito curtos (da ordem dos femtosegundos, ou seja 0.000000000000001 segundos – caso se tenha perdido são 15 zeros).

Miguel Miranda já tinha tido o seu trabalho destacado no ano passado no Jornal científico “Laser Physics Letters”, com a publicação da qual é co-autor, “Compression of CEP-stable multi-mJ laser pulses down to 4 fs in long hollow fibers”. Este artigo foi considerado como um dos três mais influentes de 2014 na área de Óptica Não-Linear, pelos editores deste importante jornal. O Físico português já tinha realizado a sua tese de doutoramento na área de lasers ultra-rápidos, no Instituto de Física dos Materiais da Universidade do Porto (IFIMUP) da Faculdade de Ciências da Universisdade do Porto (FCUP), com o título “Sources and diagnostics for Attosecond Science” (Fontes e Diagnósticos para a Ciência dos Atosegundos) em 2012. Inclusivamente, a sua tese veio a servir como base para o primeiro produto de uma das mais jovens startups portuguesas na área dos Lasers, a Sphere Ultrafast Photonics– possivelmente a única empresa portuguesa dedicada à Óptica Ultra-rápida (http://www.sphere-photonics.com/about-us). Esta empresa, que resultou de uma colaboração entre a UP e a Universidade de Lund (Suécia) nasceu em 2013 e conta já com dois produtos, tendo tido um crescimento assinalável.

Actualmente, Miguel Miranda encontra-se a realizar o seu Pós-Doutoramento na Universidade de Lund, desde 2013. É assim, mais um Físico pelo Mundo, a demonstrar excelência Mundial na sua área e a deixar a Ciência Portuguesa orgulhosa.

Fotos: DR

Arrancou hoje a Lisbon Maker Fair

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Organizada pelo Sapo, a Ciência Viva e a Câmara Municipal de Lisboa, a Lisbon Maker Faire, a mais conceituada feira de invenções e criatividade do mundo, realiza-se até 20 de setembro no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, em Lisboa.

A Maker Faire é o maior espetáculo de “mostra e conta” do mundo. É um local onde a família e os amigos podem assistir a uma enorme mostra de invenções, criatividade e desenvoltura, e à celebração do movimento dos Makers (fazedores). É um local onde as pessoas nos mostram e partilham o que andam a fazer, aprendendo com essas experiências.

Os Makers são de todas as idades e origens. Entusiastas de tecnologia, artesãos, mecânicos, cientistas ou curiosos com uma vertente prática. O objetivo da Maker Faire é fomentar o crescimento desta comunidade providenciando um ponto de encontro para troca de experiências, contactos e informação.

A Maker Faire original foi organizada em San Mateo na Califórnia, e em 2014 celebrou o seu nono evento anual com mais de 1000 makers e 120.000 visitantes. A World Maker Faire New York, outro evento de renome, cresceu em três anos para mais de 500 makers e 55.000 visitantes. Detroit, Kansas City, Newcastle (GB), e Tóquio são também palco para Maker Faires (200+ makers), e Mini Maker Faires organizadas independentemente pela comunidade são hoje em dia levadas a cabo por todo o mundo.

Mais informação em: makerfairelisbon.com/pt/

Fonte: Lisbon Maker Faire
Fotos: DR

Investigador da Universidade de Coimbra distinguido com o “Young Scientist Award” pelo desenvolvimento de “app” capaz de detetar emoções

E se o telemóvel fosse capaz de identificar as emoções do ser humano?

Pode parecer ficção, mas não. Na realidade, já é possível graças à aplicação Happy Hour desenvolvida (para o sistema operacional Android) por uma equipa de investigadores do Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), coordenada por Jorge Sá Silva.

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A originalidade do projeto “Happy Hour – Improving Mood With An Emotionally Aware Application” valeu a David Nunes, de 27 anos de idade, o prémio “Young Scientist Award” na Conferência Internacional IEEE-I4CS – Inovação para Serviços Comunitários, que decorreu recentemente na Alemanha.

Com a aplicação Happy Hour, que se encontra em fase de protótipo, o telemóvel não só identifica o estado de espírito dos seus utilizadores, como também seleciona e apresenta informação, em tempo real, sobre os espaços verdes de interesse mais próximos (como parques ou jardins). A aplicação promove, assim, caminhadas e exercício físico como forma de melhorar a situação emocional de quem a utiliza.

O objetivo do desenvolvimento desta revolucionária “app” que se enquadra na promissora área da “Internet das Coisas”, conta David Nunes, “é mudar o paradigma. As tecnologias devem compreender o ser humano e adaptar-se às suas necessidades e desejos. Embora seja um desafio de enorme complexidade, o futuro passa por aqui.” Esta tecnologia resulta de quatro anos de investigação e passou por várias etapas. Primeiro, a equipa reuniu um conjunto de tecnologias e informação (camisola inteligente, telemóvel, informação sobre o estado do tempo, etc.) que lhe permitisse obter e processar toda a informação essencial para desenhar a aplicação. A partir daqui, os investigadores utilizaram um algoritmo de aprendizagem para avaliar quatro estados emocionais pré-definidos: euforia, aborrecimento, calma e ansiedade.

A aplicação, que atualiza o estado emocional de hora a hora e envia para correção e validação do utilizador, socorre-se igualmente de sensores do telemóvel para identificar, localizar e perceber o ambiente onde indivíduo está inserido.

Fonte: UC
Foto: UC