CIIMAR conquista três novos projetos de Divulgação de Ciência

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Cadeias Tróficas Marinhas – Conhecer para Comunicar”, “Mar de Plástico” e “OceanLab – Protegendo os Oceanos: vem ao laboratório fazer connosco!”,  são os três novos projetos de divulgação de ciência do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR), com financiamento aprovado pelas European Economic Area (EEA) Grants.

Os três projetos procuram contribuir para a educação e sensibilização dos cidadãos para o Bom Estado Ambiental das Águas Marinhas preconizado pela DQEM (Diretiva Quadro Estratégia Marinha), assim como promover a Literacia dos Oceanos, a valorização dos seus recursos marinhos e a sua preservação, através da realização de iniciativas de sensibilização junto das camadas mais jovens e público em geral.

O projeto “Cadeias Tróficas Marinhas” tem por objetivo sensibilizar e dotar o público escolar de uma série de conceitos e processos inerentes ao tema das relações tróficas marinhas assim como fornecer ferramentas para a aprendizagem autónoma e o desenvolvimento do pensamento crítico. Para tal, o projeto propõe realizar diversas iniciativas de sensibilização para alunos de diferentes níveis de ensino e público em geral, que incluem a construção orientada de produtos de comunicação de ciência originais e demonstrativos sobre o tema e que irão posteriormente integrar uma exposição Pop UP destinada a incentivar a adoção de boas práticas para a preservação dos ecossistemas marinhos e manutenção das cadeias tróficas.

O projeto “Mar de Plástico” pretende alertar e aumentar o conhecimento dos mais jovens para a problemática dos plásticos no Oceano, procurando incentivar a reflexão crítica sobre os possíveis contributos de cada um. Este projeto destaca-se pela exploração inovadora da arte como ferramenta de sensibilização da sociedade para questões ambientais. Através de uma colaboração com a Escola Superior Artística do Porto serão produzidas esculturas de grande tamanho com plástico reciclado e uma peça de teatro, para posterior exibição em locais públicos da cidade do Porto e escolas envolvidas no projeto. Este projeto, que se integra na Campanha Ocean Action, prevê ainda a realização de atividades de ciência experimental em 6 escolas da região do Porto, ações de limpeza de praias, uma exposição e a produção de vídeos educativos sobre o tema da poluição dos oceanos por plásticos.

Por fim, o projeto OceanLab envolve a criação de um laboratório específico no CIIMAR para receber jovens, professores e famílias, conduzindo-os numa abordagem holística à Literacia do Oceano. Com um programa dedicado à realização de um conjunto de experiências científicas hands-on, o OceanLab permitirá aos jovens colocar em prática, num contexto laboratorial, experiências relativas a princípios ligados à Literacia no Oceano, bem como à gestão integrada e à manutenção do Bom Estado Ambiental dos Oceanos.

Fonte: UP
Foto: DR

 

is.land studio of architecture – dupla de arquitectas insulares aposta em arquitectura sustentável e resiliente

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A devastação e flagelo que se faz sentir constantemente no Pacífico foi suficiente para as arquitectas portuguesas Carla Pereira e Rita Borges, naturais dos Arquipélagos da Madeira e Açores, escolherem as Filipinas como local para materializar as suas ideias. No âmbito do curso Designing Resilient Housing, desenvolveram o projecto de uma casa modular, low-cost e ecológica, capaz de resistir aos piores cenários de catástrofes naturais e que valeu-lhes o Award of Distiction pela Open Online Academy, de Nova Iorque.

São factores como o crescimento da população mundial, o disparo do consumo médio da humanidade, a exaustão dos recursos naturais, que colocam o planeta em completo estado de degradação e alerta. Se a Terra nos oferece tanto, por que razão o homem, mero inquilino do mundo, não cultiva o equilíbrio e insiste em esgotá-la? Será necessário ultrapassar os limites? Ou será o homem uma criatura tão egoísta e masoquista que sente prazer em caminhar para o suicídio e o ecocídio?

O alarmismo está instalado e desenvolvem-se atitudes para tentar recuperar (uma ínfima) parte da saúde da Terra. As intensas intervenções humanas no meio ambiente provocaram alterações climáticas que, consequentemente, originam desastres naturais que têm como resultado perdas humanas e materiais.

Se “os edifícios são como a nossa segunda pele, uma camada frágil que nos protege das adversidades do mundo exterior”, qual a razão para falharem na função para o qual estão destinados? A arquitectura encontrou uma resposta incrível e eficaz.

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Antes de pensar em mudar o mundo lá fora, é fundamental e extremamente necessário, face à nossa realidade, mudar primeiro o mundo cá dentro

Como matéria-prima recorreu-se ao uso de materiais locais como bamboo, pedra e madeira, de forma a reduzir os custos finais de construção. Por se tratar de uma habitação simples e fácil de construir, que ronda os 5.5000 euros, poderá suscitar a motivação da própria mão-de-obra local bem como a das famílias a usufruir dessas novas instalações.

Com o projecto da habitação modelar, passível de crescer conforme as necessidades das famílias, as arquitectas pretendiam desenvolver uma urbanização e proporcionar o crescimento urbano, de modo a que se criassem dinâmicas sociais e até mesmo o próprio desenvolvimento da economia local.

As duas arquitectas insulares vêem o projecto como um ponto de partida para impulsionar, inovar ou ate mesmo resolver a arquitectura (ou falta dela) nos arquipélagos. Ainda são muitos os casos de pobreza extrema e degradação que passam despercebidos e que se encontram “camuflados” em cada esquina das cidades.

Afirmam ainda que o grau de desenvolvimento do tempo em que vivemos não é proporcional ao nível de pobreza que ainda se faz sentir. São muitos os que carecem do direito a uma habitação confortável e segura e, de certo modo, esta habitação vem dar resposta a essas mesmas dificuldades.

Segundo as arquitectas Carla Pereira e Rita Borges “Antes de pensar em mudar o mundo lá fora, é fundamental e extremamente necessário, face à nossa realidade, mudar primeiro o mundo cá dentro” e essa ideia está, visivelmente, a ser bem conseguida.

Carla Pereira e Rita Borges
 
Duas arquitectas portuguesas que se conheceram em Itália, por entre estudos arquitectónicos direcionados para a arquitectura sustentável. Estas duas jovens são naturais dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, motivo pelo qual as levou a explorar mais aprofundadamente questões sobre a arquitetura sustentável, arquitetura de emergência e prevenção em situações de catástrofe. Desta forma pretendem desenvolver projectos que melhorem o mundo lá fora, mas primeiro o seu mundo cá dentro. Participaram em cursos internacionais promovidos pela IUAV Venezia, onde frequentaram programas de intercâmbio, tendo terminado os estudos na FAUP- Faculdade de Arquitetura do Porto e FAUTL- Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, respetivamente. 
Carla Pereira termina o curso com um tese de mestrado sobre arquitetura de emergência em África, centrada na temática da falta de condições de habitabilidade, relacionada com pobreza e problemas sociais de vitimas de desastres naturais envolvendo temas como a economia, problemas sociais e ambientais.
Rita Borges, por sua vez, termina o curso com uma tese de mestrado sobre desenvolvimento sustentável e ecológico recorrendo a uma arquitetura de prevenção, ou seja, questões de escassez de água em territórios insulares, relacionadas com as alterações climáticas, o crescimento da população mundial e a escassez de recursos. Desenvolveu uma solução alternativa recorrendo a energias renováveis, com a implementação de um sistema de dessalinização solar numa estufa, onde é possível obter água potável no mesmo local onde produz alimentos, o que proporciona o contacto com a população numa vertente educacional e por fim, o armazenamento de água potável, podendo ser distribuída localmente.
O interesse das jovens arquitectas por questões de sustentabilidade, arquitetura de emergência e prevenção fez com que estas desenvolvessem uma habitação low-cost para as Filipinas, resistente a desastres naturais, como os tufões e cheias, reconhecido a nível internacional. Com o feedback positivo que este projeto tem recebido entre o mundo da arquitectura e construcção, as arquitectas decidiram ir mais além, continuar com este tipo de projetos e assim surge o is.land Studio of Architecture.
 
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Ambas as arquitectas, movidas pelos mesmos ideais originam, assim, o is.land Studio of Architecture que se foca num trabalho de carácter humanitário e numa arquitectura de prevenção. Pretende-se promover a integração e articulação de uma arquitetura humanitária com a arquitectura contemporânea e tradicional a que estamos habituados, desenvolvendo projectos de carácter urbano, contemporâneo, sustentável mas sobretudo, adaptado às realidades existentes hoje em dia, pensado para qualquer pessoa, e tendo em conta o cenário económico e social em que nos encontramos.
 
 
Fotos: DR

Equipa de Físicos da Universidade de Coimbra demonstrou forma inovadora de estudar o hidrogénio

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Investigadores da Universidade de Coimbra integram equipa de investigação que dá hoje mais um passo na compreensão do intrigante hidrogénio. O trabalho foi desenvolvido em parceria com físicos de Berlim, de Inglaterra e do Texas. Os muões são partículas elementares com carga eléctrica, semelhantes aos electrões, mas com uma massa 207 vezes superior, podendo apresentar carga positiva ou negativa.

O estudo, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e por fundos europeus,  demonstra que os muões positivos apresentam uma configuração química semelhante à do hidrogénio. O investigador do Centro de Física da UC e líder da equipa de investigação, Rui Vilão, reforça que o estudo que “possibilita um avanço substancial na compreensão do papel do hidrogénio”.

Em linguagem simples, ilustra o físico da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, “podemos dizer que o muão funciona como um sósia ou como o duplo de um filme. Mas enquanto no cinema o duplo substitui o ator principal, o muão não cumpre essa missão. Serve unicamente para estudar as características “secretas” do protagonista do filme.” Rui Vilão admite que a demonstração realizada poderá trazer muitas vantagens no desenvolvimento e melhoramento de aparelhos electrónicos, uma vez que os resultados obtidos assumem particular relevância para “a física de semicondutores. Este tipo de materiais constitui a base de imensas aplicações de grande importância (díodos, transístores, LEDs, células solares ou lasers, entre muitos outros), e caracteriza-se pela extraordinária sensibilidade das propriedades à presença de impurezas”.

O físico reforça ainda que o “hidrogénio conta-se entre as impurezas mais comuns e por isso entre as de maior relevância (o prémio Nobel da Física de 2014 destacou trabalhos nesta área). A espectroscopia do muão positivo (de que a equipa de Coimbra é pioneira em Portugal) permite obter informação microscópica detalhada sobre o hidrogénio, de outra forma inacessível”.

Ao compreender melhor o hidrogénio, através de espectroscopia de muões positivos, a equipa espera contribuir para o desenvolvimento da física de semicondutores. O trabalho foi publicado na revista científica “Physical Review B”.
Fontes: Universidade de Coimbra e Rádio Universidade de Coimbra
Foto: DR

 

Estudantes da FEUP vencem competição mundial de previsão de consumos de energia elétrica

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Três equipas da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), compostas por finalistas do Mestrado Integrado em Engenharia Eletrotécnica e Computadores (do ramo de Energia), conquistaram o 1.º, 2.º e 5.º lugares na “Fall 2015 In-class Short Term Load Forecasting Competition”, um concurso internacional de previsão de consumos de energia elétrica promovido pela Universidade de Charlotte (EUA).

Esta competição, realizada no âmbito do curso “Energy Analytics”, destinava-se à participação de qualquer entidade mundial, universidades, empresas ou investigadores com interesse em técnicas matemáticas e em modelos computacionais de previsão. Aos participantes foi pedido que conseguissem prever, para cada hora do dia seguinte, os consumos da região do Estado da Virgínia (EUA), durante cinco dias. O desafio seria atingir erros próximos dos conseguidos pelas previsões da PJM, o operador da rede de transporte do leste dos EUA que opera um dos maiores e mais competitivos mercados grossistas de eletricidade do mundo. Além de garantirem o 1.º e o 2.º lugares, duas das equipas da FEUP conseguiram bater as melhores previsões da PJM, tendo sido os únicos participantes a arriscar fazê-lo.

A participação dos estudantes da FEUP foi uma iniciativa extra-curricular que decorreu no âmbito da Unidade Curricular de TPRE – Técnicas de Previsão. Claúdio Monteiro, professor na FEUP e responsável por esta participação dos estudantes no concurso, acredita que estes bons resultados demonstram a “qualidade do trabalho realizado nas nossas universidades”. O professor reforça ainda que “o desempenho ultrapassou mesmo o melhor que a indústria do setor consegue neste momento, o que é impressionante tendo em conta que são ainda estudantes a terminar a licenciatura”, enfatizando ainda que a participação das universidades neste concurso costuma ser de elevada qualidade. Para Cláudio Monteiro, “estes resultados criam um sentimento de confiança muito valioso para os desafios destes futuros engenheiros”, desafiando empresas portuguesas como a REN e EDP a lançar concursos semelhantes a este, garantindo que “ficariam seguramente surpreendidos com os resultados”.

Fonte: UP
Foto: DR

 

Universidade de Coimbra participa em consórcio europeu para avaliar o impacto da polimedicação em idosos

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 Apesar de representar um sério problema na população idosa, especialmente nos idosos que vivem sozinhos e/ou em condições de saúde frágil, a polimedicação é um tema que ainda tem merecido pouca atenção. Para contrariar esta tendência e promover a implementação de regulamentação em países onde esta ainda não existe, como é o caso de Portugal, investigadores e especialistas da Alemanha, Espanha, Grécia, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido e Suécia reuniram-se em consórcio para estudar o impacto da polimedicação e adesão à terapêutica na saúde dos idosos.

Com um orçamento global de um milhão de euros, financiado pelo 3º Programa Europeu de Saúde, o projeto intitulado SIMPATHY (Stimulating Innovation Management of Polypharmacy and Adherence in The Elderly) é coordenado pelo Governo da Escócia.

A equipa portuguesa, liderada pelo Ageing@Coimbra, é constituída por seis investigadores das Faculdades de Farmácia e de Medicina da Universidade de Coimbra (UC), contando ainda com a colaboração da Universidade de Lisboa (UL). O Ageing@Coimbra é um consórcio que visa a valorização do papel do idoso na sociedade e a aplicação de boas práticas em prol do seu bem-estar geral e de um envelhecimento ativo e saudável. O seu principal objetivo é melhorar a vida dos cidadãos idosos na Região Centro de Portugal através de melhores serviços sociais e cuidados de saúde, assim como da criação de novos produtos e serviços inovadores e o desenvolvimento de novos meios de diagnóstico e terapêuticas. A atividade, competência e inovação do Ageing@Coimbra foram reconhecidas pela União Europeia (UE) com a classificação da região de Coimbra como Região Europeia de Referência para o Envelhecimento Ativo e Saudável, um estatuto único no território português, sendo que na UE existem 32 no total.

Considerando que temos uma população envelhecida, a polimedicação desadequada “é um problema gravíssimo de saúde pública, com gastos enormes quer para o Estado quer para as famílias. As complicações de saúde geradas pela polimedicação são imprevisíveis, exigindo respostas urgentes por parte dos decisores políticos”, nota João Malva, coordenador científico do Ageing@Coimbra.

A equipa do SIMPATHY está a identificar estudos de caso que ilustrem o estado de desenvolvimento da polimedicação e da gestão da adesão à terapêutica dos idosos em diferentes estados membros da União Europeia, e vai elaborar um guia de boas práticas, dirigido aos profissionais de saúde, especialmente aos médicos, enfermeiros e farmacêuticos. O projeto visa também fornecer recursos para apoiar os decisores políticos na criação de regulamentação nesta matéria, promovendo a mudança na prática de cuidados de saúde e de política para obter melhores resultados de saúde a partir do uso de medicamentos em idosos em toda a União Europeia.

O estabelecimento de regulamentos é uma matéria de elevada importância uma vez que um dos maiores desafios da sociedade europeia prende-se com as alterações demográficas e o rápido crescimento da população com mais de 65 anos, que evoluirá de 87 milhões de pessoas (em 2010) para 148 milhões em 2060.

 

Fontes: Universidade de coimbra e www.ageingcoimbra.pt
Foto: polypharmacyinitiative.com

 

Investigador da UC integra equipa internacional de empreendedorismo em saúde

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João Ribas, investigador do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), é o primeiro português a integrar uma equipa norte-americana que promove empreendedorismo em saúde. A equipa ‘MIT Hacking Medicine’ do Massachusetts Institute of Technology (MIT) procura resolver problemas de saúde de todo o mundo, contando com médicos, engenheiros, cientistas, designers e empreendedores. João Ribas irá contribuir com a combinação de técnicas de engenharia e biologia para a descoberta de fármacos e soluções tecnológicas para aplicações biomédicas.

A integração nesta equipa “significa poder impulsionar e espalhar a inovação na área dos cuidados de saúde a uma escala global, a oportunidade para fazer a diferença e contribuir também para a minha formação enquanto empreendedor na área”, afirma o investigador do CNC. João Ribas refere ainda que espera  “internacionalizar a nossa abordagem a vários países e criar conteúdos online, de forma a ajudar pessoas pelo mundo inteiro a ter acesso ao nosso conhecimento e metodologias. O livre acesso a essa informação pode estimular a mudança e inovação, mesmo com poucos recursos”.

O investigador português vai liderar um evento no Equador, o primeiro país da América do Sul a receber esta equipa. O objetivo passa “pela identificação dos problemas na área da saúde daquela região e, durante um fim de semana, vários grupos irão trabalhar em potenciais soluções, criando protótipos e identificando o seu potencial de negócio. Há outros eventos semelhantes na agenda e está também em aberto a possibilidade de trazer um a Portugal”, esclarece João Ribas. O português encontra-se, atualmente, a terminar o doutoramento no Programa Doutoral em Biologia Experimental e Biomedicina do CNC e desenvolve a sua pesquisa na Harvard Medical School, Brigham and Women’s Hospital e MIT.

Fonte: UC
Foto: DR

Cientistas portugueses participam em estudo internacional para estimar o contributo anual das florestas na mitigação do efeito de estufa

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Um estudo internacional sem precedentes, acabado de publicar na revista “Nature Plants”, do conceituado Grupo “Nature”, avaliou o mecanismo de formação e crescimento dos anéis das árvores e a sua dinâmica de aquisição do carbono, contribuindo para entender melhor o ciclo global do carbono e o fenómeno das alterações climáticas. Este estudo reuniu 33 investigadores de 12 países (Alemanha, Áustria, Canadá, China, Eslovénia, Espanha, Finlândia, França, Portugal, República Checa, Rússia e Suíça). A equipa portuguesa é constituída por três investigadores do Centro de Ecologia Funcional (CEF) da Universidade de Coimbra (UC).

Considerando que a formação e desenvolvimento dos anéis das árvores interferem no processo de aquisição e acumulação de carbono, os investigadores estudaram, ao longo de três anos, o mecanismo de formação dos anéis em florestas de climas distintos. Além de contribuir para a “compreensão do ciclo global do carbono”, que tem sofrido profundas mudanças ao longo do tempo, este estudo pode “permitir estimar a quantidade de carbono sequestrado anualmente pelas florestas, ou seja, avaliar o contributo das árvores no controlo do dióxido de carbono (CO2). As florestas são grandes reservatórios de CO2 a longo prazo mas a dinâmica deste processo é ainda pouco entendida”, observa Cristina Nabais, coordenadora da equipa portuguesa. Os anéis das árvores “fornecem importantes sinais climáticos e, por isso, se entendermos toda a mecânica envolvida na sua formação e crescimento, bem como os impactos que essa mecânica tem na acumulação de carbono, temos pistas para prever respostas futuras das florestas no complexo problema das alterações climáticas”, salienta Filipe Campelo, outro dos investigadores envolvidos na pesquisa.

O estudo demonstrou que a formação dos anéis é altamente sensível ao fotoperíodo (horas de exposição à luz), sendo o processo de acumulação do carbono nos anéis mais sensível à temperatura, e que a dinâmica de acumulação do carbono é muito diferente entre as florestas do Mediterrâneo e as florestas temperadas do Norte da Europa, um dado importante para perceber o contributo relativo destas florestas para o ciclo do carbono.

Fonte: UC
Foto: DR

 

Universidade do Minho abre portas à região para a 4.ª edição da “STARTPOINT -­‐ Orienta o teu futuro”

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A Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) promove a 4ª edição da STARTPOINT cuja coordenação está a cargo do LIFTOFF – Gabinete do Empreendedor da AAUM. O evento de comemoração do 5º aniversário do LIFTOFF decorre nos dias 10 e 11 de novembro (das 10.45h às 19h e das 11h às 18h, respetivamente) na Universidade do Minho (Campus de Gualtar).

O evento tem sido um sucesso de ano para ano e prova disso mesmo é o leque de empresas inscritas para a edição deste ano. A organização pretende assim repetir o êxito conseguido nos anos transatos. A edição 2015 da STARTPOINT pretende voltar a proporcionar o contacto direto entre os jovens/adultos e o mercado de trabalho, propiciando a divulgação de oportunidades profissionais, o desenvolvimento de competências e o networking dos participantes.

Inserida na agenda da “European SME Week 2015” (evento promovido pela Comissão Europeia), a STARTPOINT pretende ser um espaço de múltiplas atividades, composto por apoio técnico (na área do emprego e empreendedorismo) e atividades complementares como talks, formações e workshops.

Durante esta iniciativa, as instalações Universidade do Minho vão estar preparadas para a realização de atividades em simultâneo, através dos seguintes espaços: Dot Conhecimento e Dot Oportunidades.

A 4ªedição da “STARTPOINT” voltará a assumir um formato inovador, funcionando de forma a que os seus intervenientes tenham um contacto mais pessoal e direto, numa relação de proximidade efetiva.

Para mais informações, consultar o endereço www.liftoff.aaum.pt.

 

Fonte: LIFTOFF – Gabinete do Empreendedor da AAUM

Projecto de promoção do voluntariado na Região do Baixo Sabor venceu o EDP University Challenge 2015

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Os recém-licenciados em Ciências da Comunicação pela Universidade Autónoma de Lisboa, Bruno Mateus, Adriana Picareta, Liliana Azenha, Joana Simões, Mariana Nóbrega foram os grandes vencedores do EDP University Challenge 2015, com o projecto Associação Respiro Sabor e sob a orientação do Professor Doutor George Dutschke.

O EDP University Challenge é uma iniciativa internacional da EDP para jovens universitários que acontece em Portugal, Espanha e Brasil. Trata-se de um concurso anual com o objectivo de estimular a população universitária a aplicar os seus conhecimentos académicos no desenvolvimento de um projecto focado num tema relacionado com o Grupo EDP.

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A edição 2015 do EDP University Challenge desafiou a comunidade académica a juntar-se à EDP na missão de dar expressão prática à assinatura que serve de base ao plano de expansão hidroeléctrico “Uma barragem, um futuro melhor”. O âmbito desta nona edição não incide directamente sobre o portfolio de produtos e serviços da EDP, mas sim sobre a região do Baixo Sabor onde a EDP acaba de construir uma nova barragem para produção de energia limpa e renovável. Os candidatos foram desafiados a pensar em formas de transformar espécies protegidas e paisagens num factor de desenvolvimento sustentável para as populações locais da região abrangida pela nova albufeira do Sabor.

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Das cerca de 8 dezenas de projectos apresentados a concurso foram seleccionados 15 semi-finalistas que dispuseram, cada um, de 2 minutos para apresentar o seu projecto. Dos 5 finalistas apurados foram então escolhidos os 3 premiados. A cerimónia da entrega de prémios teve lugar, dia 21 de Outubro, em Lisboa, no Museu da Electricidade.

O projecto vencedor apostou na criação de uma associação sem fins lucrativos, que abarca a região dos 4 concelhos abrangidos pela barragem do Sabor. A iniciativa inspira-se no crescente número de jovens que percorrem o mundo em programas de voluntariado, campos de trabalho, intercâmbios, campos de férias e estágios. Em estreita colaboração com entidades e comunidades locais, a Associação Respiro Sabor propõe-se atrair para a região jovens, nacionais e estrangeiros, interessados na conservação da natureza e na descoberta de hábitos e tradições associados ao mundo rural.

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Com o aumento de população visitante que este projecto proporcionará, será possível tirar partido das medidas compensatórias destacadas pela EDP após a construção da barragem - Joana Simões

A Excelência Portugal falou com o grupo vencedor. Joana Simões, porta-voz da equipa vencedora, ainda muito entusiasmada com a vitória, referiu que “tentado unir a construção da barragem com algo diferente na zona, chegámos à conclusão que a área do turismo seria o alvo da nossa aposta. Nessa área decidimos criar uma associação com o nome de Respiro Sabor que funcionará como uma Organização Não Governamental que terá como objectivo principal atrair pessoas que estejam interessadas em integrar programas de mobilidade europeia (SVE, intercâmbios, summer camps, work camps, estágios, …) na região”.

Joana Simões teve dificuldade em apontar o que mais a entusiasmou num projecto tão exigente como este. A recém-licenciada confessou que se encheu de orgulho ao vê-lo crescer e que partilhar um projecto tão exigente com 4 amigos foi das melhores partes, foi surreal!”.

E nós como grupo trabalhámos sempre com o intuito de um dia criarmos esta Associação mesmo se não ganhássemos o prémio – Mariana Nóbrega

Mariana Nóbrega confessou que “o que mais me entusiasmou foi, à medida que fomos tendo as ideias e criando a nossa associação, ver que era algo que podia mesmo ser possível acontecer e desenvolver uma zona dos país que sempre foi para mim como uma segunda casa. E nós como grupo trabalhámos sempre com o intuito de um dia criarmos esta Associação mesmo se não ganhássemos o prémio. Estou muito orgulhosa do grupo e é excelente ver o nosso trabalho recompensado”.

Depois da ideia estar formada, estava mesmo muito orgulhosa daquilo que íamos começar a construir - Liliana Azenha

Liliana Azenha afirmou que “depois da ideia estar formada, estava mesmo muito orgulhosa daquilo que íamos começar a construir. Saber que íamos competir a nível nacional com várias universidades e que tínhamos de dar tudo por tudo foi mesmo o que mais me entusiasmou. Depois claro, a parte de ser possível ver o nosso projecto concretizado foi muito motivante e possivelmente vai acontecer”.

Sentimos que era necessário dar a conhecer aqueles lugares esplêndidos - Bruno Mateus

Bruno Mateus considerou que “a visita à região do Baixo-Sabor foi inspiradora para o nosso projecto. Deu-nos a oportunidade de recolher informações sobre aquela região, perceber os pontos fracos e fortes. Sentimos que era necessário dar a conhecer aqueles lugares esplêndidos.”

O projecto conseguiu abranger tudo, assim como a experiência e o conhecimento de cada um foi fulcral para a elaboração do mesmo – Adriana Picareta

Adriana Picareta confessou que “após conhecermos a região soubemos quase de imediato o que fazer. As paisagens são lindíssimas e não podíamos de todo deixar isso de lado. O projecto conseguiu abranger tudo, assim como a experiência e o conhecimento de cada um foi fulcral para a elaboração do mesmo.”

 

Fonte: EDP
Fotos: DR

Ipatimup vence prémio de empreendedorismo pelo desenvolvimento de um teste inovador para detetar cancro da bexiga

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Uma equipa de investigadores do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) foi distinguida com o Prémio Empreendedorismo da Fundação Everis (Espanha) por ter desenvolvido um novo método menos invasivo e mais económico para a deteção do cancro da bexiga.

O projeto liderado pelo investigador Hugo Prazeres, denominado Uromonitor, resultou na criação de um  “ensaio ultra-sensível de diagnóstico hospitalar para detetar na urina mutações genéticas que provocam cancro da bexiga”. Para além de ser não invasivo, sendo por isso menos desconfortável  para os doentes, o método desenvolvido pela equipa portuense custa sensivelmente metade do que o método tradicional de diagnóstico – a citoscopia -, que consiste num exame endoscópico no qual uma sonda é introduzida pela uretra até à bexiga.

Em declarações citadas pela Everis, Hugo Prazeres salienta que o novo método “made in U.Porto”, que já foi clinicamente validado, “traz benefícios para os doentes e uma significativa redução de custos”. Para além dos 60 mil euros do prémio, o líder da equipa de investigação, que integra também os investigadores do Ipatimup Catarina Salgado, Paula Soares e João Vinagre, espera obter “apoio de eventuais investidores, para que possam obter financiamento para lançar o Uromonitor no mercado global”.

Do lado da Everis, António Brandão de Vasconcelos, chairman e trustree da fundação, considerou que “é um grande orgulho ver um projeto português obter o primeiro prémio” entre um total de 400 trabalhos admitidos a concurso, facto que demonstra a “qualidade da investigação que é feita hoje em Portugal, que pouco a pouco se tem vindo a mostrar para o mercado”. É ainda de referir que, como vencedor do Prémio Empreendedores, o projeto da equipa do IPATIMUP participará nos Prémios Ibero-americanos para a Inovação e Empreendedorismo, realizados pela Secretaria Geral Ibero-americana.

Criado em 2001, o Prémio Empreendedorismo da Fundação Everis, tem como objetivo  “promover o talento na investigação, o espírito empreendedor e a investigação a nível internacional”. Para além dos 60 mil euros dados ao vencedor, a Fundação distribui 40 mil euros pelas restantes menções honrosas. O vencedor e restantes finalistas têm ainda direito a um serviço de assessoria avaliado em 10 mil euros.


Fontes:
Universidade do Porto e noticiasaominuto.com
Foto: DR