Portuguesa cria uma escola no meio do Deserto do Namibe

IMG_1164[1]O que fazem as crianças que vivem no deserto a 180 km da escola mais próxima? Foi esta a realidade que uma psicóloga portuguesa, Andreia Hesemans, encontrou quando se mudou da capital da Namíbia (Windhoek) para Sossusvlei, no Deserto do Namibe. Neste cenário árido mas deslumbrante, são vários os complexos turísticos que se instalaram entre as dunas. Andreia reparou que, dada a inexistência de transportes públicos na região, os filhos dos trabalhadores destes hotéis simplesmente não iam à escola.

Quando foi mãe, há seis anos, a psicóloga apercebeu-se do impacto que a ausência de uma escola tinha nestas crianças. Resolveu, então, criar uma. Foi a partir do negócio Namib Sky Ballon Safaris (www.namibsky.com) do sogro de Andreia que surgiu o fundo comunitário Namib Sky que financia, em conjunto com donativos provenientes de todo o Mundo, a nova pré-escola Little Bugs (www.little-bugs.org). Esta tem hoje 25 alunos entre os 2 e os 5 anos e é dirigida aos trabalhadores dos hotéis desta região. Foi doada à Little Bugs uma carrinha para transportar as crianças, diariamente, entre a casa e a escola. Cada aluno tem um custo anual de 2200€ mas os pais apenas fazem uma pequena contribuição para o transporte.

O programa escolar inclui aulas de artes, música, desporto e culinária. No entanto, os alunos na Little Bugs ganham muito mais do que seria de esperar de uma escola.

Em geral, na Namíbia, a alimentação não é equilibrada: 29% das crianças (http://www.unicef.org/sowc2011/pdfs/SOWC-2011-Statistical-tables_12082010.pdf) com menos de 5 anos sofre de um atraso, por vezes irreversível, no desenvolvimento tanto físico como cognitivo devido à falta de ingestão de nutrientes. Este atraso resulta, por exemplo, num mau desempenho escolar pelo que melhorar a sua alimentação é crucial. A Little Bugs tem um papel fundamental neste processo. Os alunos recebem gratuitamente pequeno-almoço, lanche da manhã e almoço o que melhora, sem dúvida, a qualidade de vida de uma criança assim como o seu futuro.

Para além disso, a escola fornece água potável aos seus alunos. A água limpa é um bem muito preciso num ambiente desértico e num país onde, nas zonas rurais, de acordo com a Unicef, 15% da população ainda não tem acesso a água potável estando em constante risco de contrair vários tipos de doenças.

Segundo Andreia, antes de virem para a escola, estas crianças não falavam inglês, apesar de ser a língua oficial na Namíbia. Agora, todos dominam esta língua que é a terceira mais falado no Mundo aumentando, desta forma, as suas oportunidades no futuro.

Estes 25 alunos são agora crianças mais felizes e saudáveis! A Little Bugs acredita no que B.B. King uma vez disse: “The beautiful thing about learning is that no-one can take it away from you”. O que aprenderam nesta pré-escola vai ficar com eles para sempre. Andreia criou um projeto que conseguiu, assim, garantir a estas crianças, que vivem num lugar inóspito do planeta, um início de vida igual ao de qualquer criança que viva na cidade. O próximo passo é angariar fundos para que a escola continue a crescer de modo a acolherem as crianças que, neste momento, se encontram em lista de espera. Um dia, pretendem que a escola inclua também o ensino primário.

Veja aqui (www.little-bugs.org/the-movie) um pequeno filme sobre a Little Bugs, um projeto brilhante de uma portuguesa no deserto.


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DR

Universidade do Porto cresce na elite mundial das áreas da Economia e Gestão

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A Universidade do Porto acaba de colocar  23 mestrados e pós-graduações – repartidos pela Faculdade de Economia (FEP) e pela Porto Business School  – na edição 2015/2016 do Ranking BEST-MASTERS da Eduniversal, melhorando desta forma a sua melhor performance de sempre (em número de cursos citados) na lista que reúne, anualmente, os melhores programas de formação do mundo nas áreas da economia e da gestão.

Em relação às duas edições anteriores do ranking elaborado por uma das mais importantes agências de consultoria internacionais no campo do Ensino Superior, a Universidade do Porto coloca mais uma formação do que em 2014/2005 e mais quatro formações do que  em 2013/2014 no topo das respetivas áreas. Entre eles encontram-se nove mestrados da Faculdade de Economia e 14 pós-graduações e programas de MBA da Porto Business School.

No que toca à FEP, o grande destaque vai para o Mestrado em Finanças e Fiscalidade, que integra pela primeira vez o “top 20” mundial (19.ª posição) na categoria de “Taxation”, confirmando-se pelo quarto ano consecutivo como o melhor programa a nível nacional naquela categoria. Registo ainda para as presenças do Mestrado em Contabilidade e Controlo de Gestão (32.º), do Master in Finance (32.º), do Master in Data Analytics (18.º), do Mestrado em Economia (32.º) e do Mestrado em Economia e Gestão das Cidades nos rankings da Europa Ocidental das respetivas áreas, assim como do Mestrado em Economia e Gestão do Ambiente (25.º), do Mestrado em Gestão e Economia de Serviços de Saúde (44.º) e do Mestrado em Economia e Gestão da Inovação (56.º), nos respetivos rankings mundiais.

Relativamente à Porto Business School, a nota principal vai para a afirmação do The Magellan MBA como o melhor programa de MBA em Portugal, fruto da 21.ª posição obtida entre os melhores programas full time das escolas de negócios da Europa Ocidental. Nota também para Pós-Graduação em Gestão de Projetos que, ao alcançar a 8.ª posição a nível da Europa Ocidental, garante a melhor prestação – em termos absolutos – de todos os cursos da Universidade do Porto.

Entre os 14 programas da escola de negócios da Universidade do Porto distinguidos pela Eduniversal destaca-se igualmente a performance das pós-graduações em Gestão de Vendas e em Gestão da Informação e Marketing Intelligence, colocadas na 13.ª posição a nível mundial nas respetivas categorias. Já as pós-graduações em Comunicação Empresarial Gestão de Pessoas ocupam o 14.º lugar entre as melhores da Europa Ocidental das suas áreas de estudo, ao passo que a pós-graduação em Gestão do Turismo e Hotelaria ocupa o 25.º lugar entre as 100 melhores do mundo na área de Tourism and Hospitality Management e General Management.

A escola de negócios da Universidade do Porto coloca mais sete programas entre os melhores das suas categorias, todos eles com tendência de subida. Esta lista inclui as pós-graduações em Digital Business (53.ª melhor do mundo),  Gestão Imobiliária  (58.ª do mundo) e Análise Financeira  (80.º do mundo), o Executive MBA (40.º melhor da Europa Ocidental), e as pós-graduações em Direção de Empresas (28.ª da Europa Ocidental), Marketing Management  (31.ª da Europa Ocidental) e em Internacionalização (42.ª da Europa Ocidental).

Como é feito o ranking?

Resultado da avaliação de mais de 4000 mestrados e programas de MBA lecionados em todo o mundo, o ranking da Eduniversal pretende fornecer informações sobre os programas mais adequados em 31 áreas de estudo. A análise desta agência global de rankings, sediada em Paris, sustenta-se em inquéritos de satisfação de antigos estudantes , na recolha de informação nas escolas de negócio envolvidas e na análise da reputação das escolas – apoiada por profissionais de recursos humanos. O Eduniversal Best Masters ranking 2015/16 tem também por base três grandes critérios de avaliação – a reputação, as perspetivas salariais/salário-base dos alunos após a conclusão do programa e o índice de satisfação dos estudantes.

O Eduniversal Best Masters ranking 2015/16 pode ser consultado em: http://www.best-masters.com/ 

 

Fonte: UP
Foto: UP

 

Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolvem ferramenta para simplificar a administração das páginas Web

Ricardo Filipe_ Filipe Araújo

Para ajudar a tornar a WEB mais rápida, uma equipa de investigadores do Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra (UC) está a desenvolver uma ferramenta capaz de identificar de forma automática problemas de desempenho em websites e quais as causas que lhe estão na origem.

Para tal, a equipa tem vindo a monitorizar duas dezenas de páginas web, incluindo algumas das mais populares em Portugal e no estrangeiro, como por exemplo, SAPO, Record, Amazon e Facebook. Dois computadores consultam estas páginas de minuto a minuto e medem os tempos de resposta, com vista a identificar eventuais problemas de desempenho e quais as causas que lhe estão associadas, com origem, por exemplo, no processador, disco ou memória do servidor.

Esta abordagem mostrou-se capaz de distinguir diferentes tipos de sobrecarga e os investigadores preparam-se agora para criar algoritmos inteligentes para monitorização e deteção automática de problemas, através da colocação de pequenas extensões de código na própria página web, que auxiliam o sistema de monitorização sempre que um utilizador acede ao site.

«O tempo de resposta é crucial para quem tem negócios ou conteúdos online. Se a página demora a responder, as pessoas desistem da navegação, o que pode ser crítico em sites de vendas como a Amazon, por exemplo», ilustram Filipe Araújo, coordenador do estudo, e Ricardo Filipe, que tem vindo a realizar este trabalho no âmbito do seu doutoramento.

Por isso, o objetivo da investigação é «melhorar os tempos de resposta dos websites, através de um mecanismo de monitorização, tão pouco intrusivo quanto possível que, através de observações periódicas realizadas a partir do exterior, controle esses mesmos tempos de resposta, tal como são efetivamente sentidos pelos utilizadores comuns», sublinham os também investigadores do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC).

Trata-se de uma solução que «de modo muito simples, pretende construir uma visão mais completa do desempenho dos websites, de forma a torná-los mais rápidos e interativos», concluem os investigadores.

Fonte: UC
Foto: DR

Guimarães recebe o 4º Fórum GraPE “Graduados Portugueses no Estrangeiro”

grape2No próximo dia 28 de Dezembro Guimarães recebe a quarta edição do Fórum Anual de Graduados Portugueses no Estrangeiro (GraPE2015).

O Fórum GraPE resulta da parceria entre a AGRAFr (Association des Diplômés Portugais en France), a ASPPA (Associação de Pós-Graduados Portugueses na Alemanha), a PAPS (Portuguese American Post-graduate Society) e a PARSUK (Portuguese Association of Researchers and Students in the UK). Conta este ano com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães e da Universidade do Minho.

Este fórum é uma iniciativa única em Portugal, de dinâmica internacional, reunindo portugueses distribuídos pelo mundo e em Portugal e promovendo o debate sobre i) a progressão das carreiras profissionais e académicas, dentro e fora de Portugal; ii) a comunidade portuguesa fora do país; iii) o papel da Diáspora na sociedade portuguesa.

Partindo da experiência de portugueses que saíram à descoberta de oportunidades pelo mundo, nas mais variadas áreas profissionais, na edição de 2015 do fórum “GraPE2015 – RE:Inventar Portugal”, pretende-se refletir sobre como podem as boas práticas internacionais contribuir para um maior avanço científico, económico e cultural do país.

Entre os vários convidados, o evento conta com a presença de Manuel Heitor (Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), Domingos Bragança (Presidente da Câmara Municipal de Guimarães), António Cunha (Reitor da Universidade do Minho).

Informações mais detalhadas em:

http://grape.pt/2015/
https://www.facebook.com/ForumGraPE

FEUP no pódio da maior competição de estratégia e gestão do mundo

equipa_feup_global_management_challenge_destaque[1]Quatro estudantes finalistas do Mestrado Integrado em Engenharia Eletrotécnica e Computadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) conquistaram o 3.º lugar na final nacional do Global Management Challenge (GMC), a maior competição de estratégia e gestão do mundo, que decorreu em Lisboa, nos dias 16 e 17 de novembro.

Luis Valente (Chefe de Equipa), André Costa, João Barbosa e Rafael Pisco foram a única equipa de estudantes do ensino superior a conseguir um lugar no pódio, numa competição que envolve também quadros de empresas, na procura pelas melhores decisões de gestão, num ambiente de concorrência direta. Na competição participaram quadros de empresas como a Energias de Portugal (EDP), a Portugal Telecom (PT), a REFER e a Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Apesar de não termos conseguido o 1º lugar, sermos a equipa de estudantes melhor colocada é um orgulho enorme, principalmente face a uma concorrência maioritariamente formada por quadros de grandes empresas”, explica Luís Valente. O chefe de equipa reforça ainda que este prémio “foi o culminar de muitos meses de trabalho duro em que nem sempre tudo correu sempre bem, mas em que conseguimos cumprir o nosso objetivo de provar que engenheiros também podem ser bons gestores”.

Presente em 30 países, o GMC envolve cerca de 20 mil participantes de todo o mundo. Em 36 anos de existência, já passaram pela competição 500 mil participantes. A Faculdade de Engenharia apoia e incentive a participação dos estudantes neste concurso: todos os anos se realiza o “FEUP Management Challenge”, uma mini-competição em que só os estudantes da FEUP podem aderir e com o intuito de treinar e patrocinar a participação de uma equipa a nível nacional (a inscrição implica o pagamento de uma elevada quantia para a maioria dos estudantes universitários). Luís Valente está bastante contente com a participação da sua equipa na final do GMC em Lisboa: “Foi uma experiência única e o impulso necessário e perfeito para o início das nossas carreiras profissionais”.

Na realidade este 3º lugar foi muito gratificante de diversas formas para este grupo de finalistas da FEUP, já que lhes deu a oportunidade de privar de perto com personalidades de topo ligadas ao mundo da gestão e dos negócios em Portugal. Na sequência dessa oportunidade de networking, um dos elementos da equipa recebeu uma proposta formal de emprego de uma das empresas presentes na competição, estando previsto iniciar funções brevemente, numa das maiores empresas de tecnologia nacional.

Fonte: UP
Foto: DR

 

 

Universidade de Coimbra entre as 100 Instituições de Ensino Superior mais influentes no mundo

Universidade_coimbra_wpJá são conhecidos os resultados do Wikipedia Ranking of World Universities (WRWU) e a Universidade de Coimbra (UC) é a única Universidade de Língua Portuguesa no top 100. De acordo com o WRWU, a UC ocupa a 98.ª posição no ranking das 1025 universidades mais influentes, atualmente liderado pela Universidade de Cambridge.

Esta iniciativa, desenvolvida por investigadores da Universidade de Franche-Comté e da Universidade de Toulouse, em França, recorre a uma metodologia baseada na análise estatística independente dos artigos publicados em 24 edições da Wikipédia. Através da aplicação de três algoritmos (PageRank, 2DRank e CheiRank) foi assegurada uma análise matemática do conhecimento acumulado na Wikipédia associado às instituições de ensino superior, permitindo assim identificar as universidades mais influentes no mundo. Os resultados obtidos têm um elevado nível de consistência com os que foram apresentados pelo ranking ARWU em agosto de 2015, comprovando assim a fiabilidade desta nova metodologia.

Considerando que os rankings universitários são habitualmente mais favoráveis às instituições que publicam em língua inglesa, os resultados agora obtidos pela UC são notáveis e ilustram a influência mundial desta universidade ao longo de mais de sete séculos de história. Esta avaliação vem reforçar o bom desempenho da Universidade de Coimbra nas edições de 2015 dos diversos rankings universitários internacionais.

Para além de marcar presença uma vez mais no top 500 dos mais conceituados (THE – Times Higher Education , ARWU – Academic Ranking of World  e QS WUR – QS World University Rankings ), a UC ficou ainda no top 150 da primeira edição do QS Graduate Employability Rankings (QS GER), tendo sido mesmo a melhor IES nacional. Os resultados deste ranking foram divulgados em novembro de 2015, e são particularmente promissores na avaliação das parcerias com potenciais empregadores, o que contribui para melhorar as oportunidades de emprego dos diplomados da Universidade de Coimbra.

Fonte: UC
Foto: DR

Finalista de Medicina Veterinária do ICBAS vence competição internacional

Mariana Marrana, estudante do 5.º ano do Mestrado Integrado em Medicina Veterinária do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (ICBAS), foi uma das vencedoras da OIE/IVSA Student Competition 2015, uma competição internacional promovida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e pela Associação Internacional de Estudantes de Veterinária (IVSA).

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Subordinado ao tema “OIE Animal welfare standards in my country”, o concurso arrancou em setembro passado com o objetivo de dar a oportunidade a estudantes de Medicina Veterinária de todo o mundo de reforçarem os seus conhecimentos na área do bem-estar animal, nomeadamente sobre o papel das normas intergovernamentais da OIE e o respetivo nível de implementação no seu país. Aos participantes foi pedido que submetessem um ensaio, descrevendo e ilustrando, com fotografias ou vídeos, a implementação de uma norma da OIE no seu país.

O trabalho de Mariana Marrana centrou-se sobre a norma “Welfare aspects of stunning and killing of farmed fish for human consumption” (Capítulo 7.3. do Código Aquático OIE), relacionada com os peixes de aquacultura.  “Decidi investigar mais aprofundadamente a aplicação de normas de bem-estar animal em peixes de aquacultura, dado ser um tópico ainda pouco desenvolvido”, justifica a estudante que, no âmbito do projeto, visitou “pessoalmente duas instalações de aquacultura no Norte de Portugal”: a Quinta do Salmão – Comércio de Peixe, Lda (do grupo A. Coelho e Castro, Lda), especialziada em truticultura em jaulas flutuantes e instalada na albufeira do alto Rabagão; e a Aquacria Piscícolas, SA (do grupo Sea8), empresa dedicada à aquacultura de linguado e sediada na Torreira, na zona de Aveiro. Segundo o júri da competição, presidido por Bernard Vallat, diretor-geral da OIE, “neste trabalho, Mariana conseguiu analisar diferentes sistemas de produção em aquacultura, comparando os respetivos procedimentos, no sentido de assegurar o bem-estar dos peixes cultivados”.

A OIE e a IVSA receberam numerosas participações de todas as regiões do mundo. Depois de uma “deliberação séria e em condições estritas de anonimato” (palavras dos responsáveis pela competição), o júri, composto pelo Dr. Bernard Vallat, director-geral da OIE, e Dr. Anil Türer, presidente da IVSA, avaliaram as candidaturas que demonstravam um mais profundo conhecimento das normas da OIE no campo do bem-estar animal, e que melhor ilustravam como estas normas estão implementadas nos seus países.

Para além da estudante do ICBAS, foi ainda distinguida uma estudante da Universidade Federal de Lavras (UFLA), no Brasil. As duas vencedoras vão receber, como prémio, a viagem, estadia e inscrição para assistirem à IVSA Animal Welfare Conference, que decorrerá em Utrecht (Holanda) entre 22 e 24 de abril de 2016.

Os trabalhos vencedores (componente escrita e também os vídeos) podem ser consultados no site abaixo:

http://www.oie.int/for-the-media/press-releases/detail/article/announcement-of-2015-oieivsa-student-competition-winners/

Fonte: UP
Foto: DR

 

Faculdade de Arquitetura leva o Centro Histórico do Porto à China

693449_orig[1]Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) vai marcar presença na Bienal Bi-citadina de Arquitetura e Urbanismo de Shenzhen e Hong Kong 2015 (UABB 2015), que decorre de 4 de dezembro a 28 de fevereiro de 2016, na cidade de Shenzen, na China.

A participação da FAUP, coordenada pelos arquitetos e docentes Ana Neiva e Marco Ginoulhiac, e que conta com o apoio institucional da Câmara Municipal do Porto e do Atelier A+E Design, vai concretizar-se através da exposição The City, the School and the Masters que, numa aproximação ao tema proposto pela Bienal  -“Living the City” -, propõe uma reflexão em torno do Centro Histórico do Porto, classificado como Património Cultural da Humanidade, pela UNESCO, em 1996. A exposição lança um olhar sobre a história e o devir de um fragmento do coração do Porto, ilustrativo da sua identidade, das marcas geradas pelo tempo e das potencialidades que ainda encerra. Articulando a Cidade, a Escola e os seus Mestres, apresenta-se sinteticamente o mais recente sedimento na construção de um pedaço estruturante de cidade – o eixo Estação S. Bento | Ponte Luís I.

Entre os mais de quarenta projetos ensaiados para este fragmento de cidade, desde o início do século XX, nenhum alcançou completa concretização, e o espaço, que permanece expectante, tem sido objeto de discussão e leitura de modos mais ou menos abrangentes. Para enriquecer a reflexão, apresentam-se os testemunhos do Arquiteto Álvaro Siza e de estudantes da FAUP em torno de maquetes, revelando o processo de projeto da “Escola do Porto”, possibilitando simultaneamente uma discussão sobre a Cidade.

A instalação vídeo garante a atmosfera para estas conversas sobre o espaço, ao projectar a cidade real – através da captação dos seus sons, luz e gente – sincronizada com o diálogo entre os estudantes e o testemunho de Álvaro Siza. Os diferentes vídeos envolverão o visitante, tornando clara a forte ligação entre a Escola e a Cidade e levando um pouco do Porto até Shenzhen”, lê-se na proposta curatorial da exposição. A oportunidade de participação da FAUP na Bienal de Arquitectura e Urbanismo de Hong Kong e Shenzhen surge na sequência do protocolo formalizado em maio passado entre a Faculdade e o Atelier chinês A+E Design, assente num programa de estágios dirigido aos recém-licenciados e estudantes do 5º ano do Mestrado Integrado em Arquitetura da FAUP, promovido pelo Professor Marco Ginoulhiac.

Bienal Bi-citadina de Arquitectura e Urbanismo de Shenzhen e Hong Kong – UABB é, atualmente, a única Bienal dedicada aos temas do urbanismo e da arquitetura. Sediada em Shenzhen, uma das primeiras zonas económicas especiais da China, e com curadoria a cargo de Aaron Betsky, Alfredo Brillembourg, Hubert Klumpner e Doreen Heng LIUm, a UABB 2015 vai acolher 72 expositores de seis continentes em torno do tema “Re-Living The City”. A inauguração vai decorrer na antiga fábrica Dacheng Flour, na zona de Shekou, um complexo industrial construído na década de 80 que será especialmente transformado em espaço expositivo multidisciplinar para esta Bienal.

Para saber mais sobre a UABB consulte o site: http://en.szhkbiennale.org/

Fonte: UP
Foto: portopatrimoniomundial.com

 

 

Vice-Reitora da U.Porto recebe Palmas Académicas do Estado francês

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Maria de Fátima Marinho
, Vice-reitora da Universidade do Porto com o pelouro das Relações Externas e Cultura, recebeu, dia 23 de novembro, as insígnias de Chevalier de l’Ordre des Palmes Académiques”, condecoração atribuída pelo do Estado francês a membros da comunidade educativa, docentes e não-docentes, que se destaquem na divulgação da cultura francesa a nível internacional. A condecoração da República Francesa à professora da U.Porto foi entregue pelo Embaixador de França em Portugal, Jean-François Blarel, e a cerimónia teve lugar no Salão Nobre da Universidade do Porto.

A Ordem das Palmas Académicas é uma condecoração da República Francesa destinada a membros da comunidade educativa, docentes e não-docentes, que se destaquem na divulgação da cultura francesa a nível internacional, atribuída em três graus (ordenados por ordem ascendente): Chevalier, Officier e Commandeur. Em anos anteriores, já tinham sido distinguidos os docentes da U.Porto  Elísio Brandão (Faculdade de Economia), João Teixeira Lopes e José Domingues de Almeida (ambos da FLUP).

Natural do Porto (1954), Maria de Fátima Marinho licenciou-se em Filologia Românica, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde leciona Literatura Portuguesa Contemporânea desde 1976. Em 1987, doutorou-se com uma tese sobre o Surrealismo em Portugal. Professora Catedrática da FLUP desde 2001, foi Diretora da Faculdade de 2010 a 2014, ano em que assumiu as funções de Vice-reitora. Autora de vários livros – “Herberto Helder, a Obra e o Homem” (1982); “O Surrealismo em Portugal” (1987); “A Poesia Portuguesa nos Meados do Século XX – Ruturas e continuidade” (1989); “O Romance Histórico em Portugal” (1999) – e ensaios publicados em inúmeros jornais e revistas, tem centrado a sua atividade de investigação nos domínios das literaturas românicas. Mais recentemente, tem-se dedicado ao estudo das relações entre a Literatura e a História nos séculos XIX e XX.

A ligação de Maria de Fátima Marinho à França e à cultura daquele país está patente em vários artigos publicados sobre temas ligados à literatura francesa. Em 2011, assinou um artigo – intitulado “Quem tem medo dos Franceses?” no nº especial Outono-Inverno 2011-2012 da revista Carnets, dedicado ao tema “Invasions et Évasions: La France et nous, nous et la France”.

Fonte: UP
Foto: DR

Equipa internacional de cientistas utiliza método pioneiro para “desqueimar” ossos

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Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) lideram uma equipa internacional que está a desenvolver um método, pioneiro a nível mundial, para resolver um dos grandes problemas dos cientistas forenses: a caracterização biológica rigorosa de vítimas desconhecidas com base nos seus restos mortais queimados, em situações complexas como acidentes de avião ou ataques terroristas.

Quando os ossos são queimados, “a sua estrutura e dimensão são alteradas, tornando difícil a tarefa de identificar sexo, idade e estatura”, explica David Gonçalves, do Centro de Investigação em Antropologia da Saúde (CIAS), acrescentando que, “por exemplo, essas informações podem ser importantes para estabelecer a identificação positiva de uma vítima desconhecida.”

O especialista em ossos da UC sabe bem a dificuldade que estes casos levantam e, por isso, colocou o problema a Maria Paula Marques e Luís Batista de Carvalho, da Unidade de I&D “Química-Física Molecular”, que utilizam luz e feixes de partículas de alta energia para estudar estruturas biológicas a nível molecular.

A esta equipa juntaram-se mais três investigadores, dois deles do Reino Unido, tendo avançado para um método que usa feixes de neutrões para avaliar as mudanças ocorridas quando os ossos são submetidos a processos de queima.

As designadas técnicas de espectroscopia vibracional fornecem informação impossível de obter por outras vias: “com recurso a lasers, feixes de neutrões e radiação de infravermelho, conseguimos avaliar a estrutura submicroscópica do osso, ou seja, ver como compostos seus constituintes estão organizados, permitindo saber, por exemplo, quanto tempo esteve exposto a temperaturas elevadas, que tipo de explosivo foi usado, etc.”, esclarecem Maria Paula Marques e Luís Batista de Carvalho.

Na prática, os investigadores pretendem obter um factor de correção das dimensões alteradas por processos de queima, permitindo rapidamente encontrar as características e tamanho originais dos ossos”. É como “desqueimar” o esqueleto.

As primeiras experiências realizadas com o feixe de neutrões do Laboratório de Investigação ISIS – Harwell Campus (Science & Technology Facilities Council, Reino Unido) em amostras de ossos humanos indicam que o método é promissor.

As amostras utilizadas são provenientes de ossadas não reclamadas que foram doadas à Colecção de Esqueletos Identificados do Século XXI alojada no Laboratório de Antropologia Forense da Universidade de Coimbra.

Se tudo correr como previsto, dentro de três a quatro anos, cientistas forenses e bioarqueólogos terão ao seu dispor “uma ferramenta fiável, rápida e de baixo custo para avaliar as mudanças ocorridas nos ossos queimados. O problema dos métodos métricos que usamos actualmente para construir o perfil biológico é o seu grau de fiabilidade, que é baixo”, observa David Gonçalves.

Apesar de ainda ter muito trabalho pela frente, a equipa está confiante em obter um instrumento de correcção pioneiro que terá um forte impacto em múltiplos cenários, “quer em contexto arqueológico quer em contexto forense, nomeadamente em situações de crime, terrorismo e acidente, entre outros.

Fonte: UC
Foto: DR