Kailua – empreendedorismo jovem na restauração

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A crise financeira não impediu a empresária Sara Coelho de abrir um negócio na área da restauração na Margem Sul. O projecto chama-se Kailua e conta com dois restaurantes de praia, sendo que o terceiro deverá ser em Lisboa, embora o Algarve também seja um objectivo porque é “um dos sítios mais fortes para a praia”. No entanto, a ambição da empresária ultrapassa o território nacional.

Os restaurantes estão abertos durante todo o ano porque no Inverno também há clientes. Sara Coelho explica que “não temos mais dificuldades durante este período já que o negócio de praia não é sazonal”. Nos próximos anos, a empresária pretende estruturar a empresa para passar à parte do franchising.

No princípio houve dificuldades na gestão, mas quando o projecto teve a intervenção de um coach, começou o ciclo positivo. Na última edição do “Business Excellence & Forum Awards”, o projecto foi distinguido com dois prémios para melhor empresa do ano, tendo a responsável sido consagrada na categoria de jovem empresária de 2015. Sara Coelho disse que o galardão representa “o reconhecimento pela mudança de paradigma e de termos saído da zona de conforto”, tendo acrescentado que “deveria haver prémios todos os meses para motivar os empresários”.

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A atitude positiva com que a empresária encarou os desafios tem reflexo no discurso. Sara Coelho entende que “as pessoas não arriscam por razões culturais”, mas também critica a formação escolar, em particular a forma como não se educa uma pessoa para ser empreendedora, mas trabalhar por conta de outrem.

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as pessoas não arriscam por razões culturais

Por estas razões a palavra crise nunca esteve no vocabulário de uma empresária que está sempre à procura de “um objectivo novo” por nunca se sentir satisfeita.


Fotos:
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Inês Patrocínio – A caminho das Nações Unidas

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Inês Patrocínio nasceu em Lisboa em Maio de 1992 e viveu sempre no Bairro do Restelo, ao pé dos avós, dos tios e dos primos. É a terceira de 6 irmãs; cresceu numa casa cheia, com 3 cães, onde a campainha nunca para de tocar e a porta de entrada está sempre aberta.

Estudou no colégio da sua avó – A Torre – até as 4º ano e depois passou para o St. Julian’s School, colégio Inglês onde concluiu o International Baccalaureate Diploma (equivalente ao 12º ano).

Sempre gostou de desporto, mas fartava-se com facilidade e queria sempre experimentar um novo. Em pequenina, conseguiu passar pelos desportos mais improváveis, desde esgrima a tiro com arco. Era bastante teimosa e a mãe lá acabava por ceder – mais por cansaço – segundo a própria.

Mais tarde, já na adolescência, as suas tardes começaram a ser ocupadas pelos livros – primeiro os de fantasia (a trilogia de Sevenwaters marcou-a muito), depois os romances, depois os romances históricos, e depois os livros de História propriamente ditos, que ainda hoje são os favoritos. Por vezes, acabava por isolar-se um pouco do resto da família, mas era o seu momento de tranquilidade numa casa em constante actividade. 

12179129_10153563696680266_496514599_nA história, com especial enfoque na 2ª Guerra Mundial, foi a tua grande paixão desde criança. Os conflitos, os refugiados e os direitos humanos já ocupavam a tua mente?

São tudo assuntos que estão interligados entre si, mas não, a minha paixão foi sempre a História – foi esse o fio condutor que depois deu origem a outros projectos e objectivos profissionais.  Se me perguntar quando surgiu o meu interesse pelos direitos humanos em específico… não lhe consigo dizer ao certo.

Acho que, de certa forma, foi crescendo à medida que eu ia verificando que alguns dos horrores que tinha estudado na História podiam voltar a repetir-se hoje em dia. E a partir daí, solidificou-se no momento em que decidi que ia tentar mudar o que me incomodava.

O tema do holocausto sempre te “fascinou”. É verdade que a tua avó chegou a dizer que devias ter sido judia noutra vida?

É. Disse-me isso numa altura em que comecei a ter pesadelos passados em campos de concentração Nazis. Acho que acima de tudo estava preocupada (risos).

O estudo num colégio internacional e o contexto multi-cultural inerente influenciou-te?

Sem dúvida. E eu fui muito privilegiada em ter podido estudar num colégio como o St. Julian’s, que desde cedo me expôs aos benefícios da diversidade de culturas e de ideias, do valor de ter uma segunda língua como quase-materna e da tolerância que promove entre os alunos e Professores. Acho que, acima de tudo, é um colégio que dá muita importância às relações humanas, ao desporto e à nossa formação enquanto cidadãos da sociedade global. À integridade do ser. Foi uma educação verdadeiramente insubstituível.

A tua escolha académica acabou por recair no direito. O que te motivou?

Foi uma fase algo polémica na minha vida. Eu queria era estudar História! Ler e aprender mais sobre as Grandes Guerras, decorar todos os discursos do Churchill e saber as operações secretas dos Aliados ao pormenor. Durante muito tempo, nunca pus em questão ir para outro curso. Mas, chegado o momento, comecei a perceber que o Direito, além de desafiante, podia ser um instrumento mais valioso para lutar contra as injustiças que me tiravam o sono, por assim dizer. E a história, como disse o meu Pai (e bem), podia sempre continuar a estudá-la por mim. O Direito, não.

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se estava decidida a construir um caminho ligado aos direitos humanos, era importante ter uma experiência real que me mostrasse como as missões humanitárias funcionam no campo

Quando sentiste o apelo do voluntariado?

Lembro-me de em pequenina obrigar o meu Avô a pôr por escrito uma associação que eu tinha criado chamada APCC (Associação de Pessoas Com Coração). Sempre fui muito dramática…(risos).

Mas mais tarde, foi quando comecei a sentir a necessidade de me por à prova. Ou seja, se estava decidida a construir um caminho ligado aos direitos humanos, era importante ter uma experiência real que me mostrasse como as missões humanitárias funcionam no campo, também para perceber se era mesmo a minha vocação seguir naquela direcção. Então, decidi entregar um bocadinho do meu tempo aos outros e por as ‘mãos na massa’.

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O que sentiste ao chegar ao primeiro local de missão?

Senti saudades de casa e algum nervosismo, também por não saber o que me esperava. Sempre fui muito ligada à minha família, e isso tem-se reflectido sempre nos momentos mais marcantes da minha vida, sem excepção.

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Se tivesse de escolher uma das melhores coisas que o voluntariado me deu, talvez fosse o sentido de propósito, tanto a nível pessoal como profissional.

O que mudou em ti depois do voluntariado?

Sou da opinião que estas experiências nos moldam, mas não nos mudam. Acho muito difícil alguém mudar por completo durante o espaço de tempo que eu tive em Missão. Mas certamente que se aprende muito, e se vive muito. Saí da missão de coração cheio, de espírito renovado, e tenho muitas saudades dos tempos que passei lá.

Se tivesse de escolher uma das melhores coisas que o voluntariado me deu, talvez fosse o sentido de propósito, tanto a nível pessoal como profissional.

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Subiste o Kilimanjaro para ajudar uma ONG. Como surgiu a ideia e o que conseguiste com esta iniciativa?

No ano de 2013, a situação política de Moçambique estava muito instável e tornou-se perigoso continuar a mandar voluntários para o campo. Para mim, na altura também não fazia sentido embarcar noutro programa de voluntariado com outra ONG, que teria objectivos e estratégias muito diferentes. Queria manter o meu compromisso com a SIM mas sabia que não poderia ser no mesmo molde do ano anterior. Foi assim que surgiu a escalada ao Kilimanjaro: decidi aliar um desfaio de superação pessoal a uma causa que me era querida. Com o apoio da Carmo, Presidente da ONG SIM, e dos meus pais, planeei uma viagem até à Tanzânia, inscrevi-me numa equipa ao lado de outras pessoas de várias partes do Mundo e juntos chegámos ao topo no dia 25 de Julho, depois de 7 dias de escalada. Éramos um grupo de 15 pessoas e fizemos amizades para a vida.

A SIM, como ONG Moçambicana, ganhou projeção, novos patrocinadores e viu a sua bandeira içada no ponto mais alto do Continente Africano – foi um momento muito especial.

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E a verdade é que, se tivesse ido com algum familiar ou amigo, não sei se teria conseguido. Estaria numa posição mais confortável para me queixar ou para desistir…

Que dificuldades tiveste? O que ocupava a tua mente durante a subida e descida?

Tive algumas dificuldades, mas graças a Deus tudo acabou bem.

Devido ao peso, eu só tinha levado um par de botas para a escalada – umas Timberland de 25 anos que tinham sido da minha mãe. Muito confortáveis e cheias de significado para mim.

Acontece que, no fim do terceiro dia, a sola descolou-se por completo, deixando-me sem nenhum par de sapatos extra para continuar o percurso e com os pés gelados pela neve. A sorte foi que um dos guias sabia coser sola de sapato e fê-lo rapidamente com um cordão improvisado! E o mais impressionante ainda é que as botas aguentaram-se assim até hoje.

Na altura, pareceu-me o pior pesadelo do mundo mas, quando conto esta história, faço-o com saudades e a rir, porque sei que é um momento que me vou lembrar para o resto da vida.

Tantas coisas me vieram à cabeça durante a subida e descida…ainda foram alguns dias de escalada, com muitas horas de conversa e de partilha, pois ninguém no grupo se conhecia antes da viagem. É muito interessante ver o elo especial que se cria entre as pessoas em condições de provação.

E a verdade é que, se tivesse ido com algum familiar ou amigo, não sei se teria conseguido. Estaria numa posição mais confortável para me queixar ou para desistir…

Já afirmaste que o voluntariado é realizado para ajudar o próximo mas também para nos ajudarmos a nós próprios. Achas que nem todos admitem o que realmente os motiva?

Não sei se todos admitem ou não, nem sei se todos o encaram assim. Eu afirmei-o porque é assim que o vivo.

És conhecida por levar as coisas demasiado a peito. Estás a realizar uma tese sobre o genocídio do Darfur, sentes revolta por este colossal massacre e violação dos direitos humanos? O que consideras que a comunidade internacional devia ou podia fazer?

Sinto. Revolta pelo que aconteceu e revolta pela inação de alguns países face ao problema. Para que serve a Convenção do Genocídio e o Estatuto de Roma se não para prevenir casos como este?

Já foi um grande passo o Conselho de Segurança ter referido, pela primeira vez na história, uma situação de genocídio ao International Criminal Court, o que tornou o Darfur num possível precedente valioso. Mas o follow up desta situação está longe de ser ideal: a África do Sul já confirmou que está a planear retirar-se do ICC, depois de ter acolhido um dos grandes responsáveis pelo genocídio no Darfur e um dos homens mais procurados pelo ICC, o Presidente Sudanês Omar Al-Bashir.

A Índia, por exemplo, também vai recebê-lo no fim deste mês para uma conferência.

O que se poderia fazer? Para já, o Conselho de Segurança poderia tomar medidas para acabar com a impunidade dos países que não respeitam o dever de cooperação, estabelecido na resolução nº 1593, ao abrigo do capítulo VII da Carta das NU. É essencial haver uma acção de follow up eficiente por parte do Conselho de Segurança ou o propósito da sua colaboração com ICC sai frustrado! É ainda necessária a colaboração de todos os outros países (membros do ICC e das NU) para que o ICC consiga atingir os seus objectivos.

São momentos destes que nos dão força para continuar a acreditar nos nossos sonhos e que provam  que tudo é possível

Quando planeámos esta entrevista tinhas um sonho: estagiar na ONU. Este sonho estás prestes a realizar-se e por fruto da tua saudável “ousadia” e iniciativa. Queres contar?

Foi a minha primeira grande conquista, e um dia carregado de emoções fortes!

Mandei a minha proposta de tese e uma carta à delegação do CICC (Coalition for the International Criminal Court) para o Conselho de Segurança das NU e acabei por conseguir uma entrevista no Skype, que depois acabou com oferta de estágio. Para ser sincera, nunca achei que me fossem responder, até porque já me tinha candidatado a outros sítios não tão conhecidos sem sucesso.

São momentos destes que nos dão força para continuar a acreditar nos nossos sonhos e que provam  que tudo é possível. Estou nervosa por ir viver para NY, mas com muita vontade de começar e sinto que estes meses de estágio vão ser momentos únicos na minha vida. Vou poder trabalhar naquilo que me apaixona desde criança.

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sei que vou sempre procurar um caminho que me preencha e que seja fiel aos meus sonhos

E por fim, quais são os teus outros sonhos e objectivos?

Um dos meus maiores sonhos já está concretizado: o de encontrar uma pessoa que não só respeite e valorize, mas que partilhe muitas destas ambições. Não têm que ser ambições iguais, mas têm que beber da mesma dose de ingenuidade, de um encantamento com a ideia de um mundo melhor.

E é preciso ter muita sorte para se encontrar alguém que também saiba aceitar as pedras que estes caminhos menos óbvios implicam.

No fundo, cumpri este sonho de ter alguém que nos consiga ver verdadeiramente, por tudo aquilo que somos e por aquilo que queremos ser.

Quanto aos objectivos profissionais, acho que estes podem mudar ao longo do tempo e à medida que vamos crescendo. Isto porque conhecemos pessoas novas, aceitamos novos desafios, abraçamos novas causas…

Mas a essência é sempre a mesma e acho que o que é importante é mantermo-nos fieis àquilo que somos. Por isso, não sei onde vou estar daqui a uns anos, nem se vou conseguir atingir muitos dos objectivos que estabeleci para mim aos 23, mas sei que vou sempre procurar um caminho que me preencha e que seja fiel aos meus sonhos, dentro das hipóteses que me são dadas num determinado momento.

 

Fotos: DR

Investigador da UC integra equipa internacional de empreendedorismo em saúde

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João Ribas, investigador do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), é o primeiro português a integrar uma equipa norte-americana que promove empreendedorismo em saúde. A equipa ‘MIT Hacking Medicine’ do Massachusetts Institute of Technology (MIT) procura resolver problemas de saúde de todo o mundo, contando com médicos, engenheiros, cientistas, designers e empreendedores. João Ribas irá contribuir com a combinação de técnicas de engenharia e biologia para a descoberta de fármacos e soluções tecnológicas para aplicações biomédicas.

A integração nesta equipa “significa poder impulsionar e espalhar a inovação na área dos cuidados de saúde a uma escala global, a oportunidade para fazer a diferença e contribuir também para a minha formação enquanto empreendedor na área”, afirma o investigador do CNC. João Ribas refere ainda que espera  “internacionalizar a nossa abordagem a vários países e criar conteúdos online, de forma a ajudar pessoas pelo mundo inteiro a ter acesso ao nosso conhecimento e metodologias. O livre acesso a essa informação pode estimular a mudança e inovação, mesmo com poucos recursos”.

O investigador português vai liderar um evento no Equador, o primeiro país da América do Sul a receber esta equipa. O objetivo passa “pela identificação dos problemas na área da saúde daquela região e, durante um fim de semana, vários grupos irão trabalhar em potenciais soluções, criando protótipos e identificando o seu potencial de negócio. Há outros eventos semelhantes na agenda e está também em aberto a possibilidade de trazer um a Portugal”, esclarece João Ribas. O português encontra-se, atualmente, a terminar o doutoramento no Programa Doutoral em Biologia Experimental e Biomedicina do CNC e desenvolve a sua pesquisa na Harvard Medical School, Brigham and Women’s Hospital e MIT.

Fonte: UC
Foto: DR

PepFeed – Uma aplicação 100% Portuguesa a utilizar tecnologia inovadora

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PepFeed anuncia o lançamento de um assistente virtual de apoio à escolha de produtos tecnológicos. A aplicação permite ao utilizador aceder rapidamente a uma comparação de preços, análises e vídeos de mais de 10.000 produtos tecnológicos iniciando a sua consulta com uma simples fotografia.

A PepFeed é uma startup incubada na Startup Braga e que desenvolve soluções de software focadas em resolver soluções práticas para os consumidores. A empresa desenvolveu anteriormente uma extensão para navegadores Chrome e Firefox, o que possibilita a utilização do mesmo assistente em diferentes plataformas, podendo agora fazê-lo de forma sincronizada.

A PepFeed vem responder à necessidade de comparar preços, características e desempenho de equipamentos antes da compra. Atualmente, a maior parte das pesquisas de produto são feitas a partir de motores de busca, o que implica que o utilizador gaste bastante tempo à procura de informação relevante e fidedigna.

A aplicação PepFeed para iPhone oferece aos utilizadores acesso imediato a análises de produto especializadas, vídeos populares, assim como a indicação das lojas onde o produto pode ser comprado a um preço mais competitivo. Com a aplicação, tudo o que o utilizador tem de fazer é tirar uma fotografia ao nome do produto. A decisão de compra é tomada em tempo real e com plena autonomia.

Até à data, estão disponíveis conteúdos sobre mais de 10.000 produtos tecnológicos, cobrindo as principais lojas online nacionais e internacionais, sites de tecnologia especializados e plataformas de vídeo populares como o Youtube.

Principais Funcionalidades:

  • Tirar uma fotografia ao nome do produto e ter acesso automático a uma seleção das melhores análises, vídeos e preços de compra para esse dispositivo
  • Encontrar a melhor oferta para cada produto sem fazer pesquisas
  • Aceder a análises de produto e vídeos dos melhores websites de tecnologia
  • Guardar produtos como favoritos e acompanhar alterações de preço
  • Acesso rápido aos produtos mais populares

Disponibilidade e Preço:

A aplicação estará disponível para instalação gratuita a partir da App Store no dia 22 de Outubro de 2015.

Requisitos dos Dispositivos:

  • iPhone 4S ou mais recente
  • iOS 8 ou mais recente

 

Foto: DR

Herdade da Negrita – Um sonho tornado realidade

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Inês Eugénio de Almeida, filha mais velha do casal Nuno e Luísa, vestiu a camisola da Excelência de Portugal para nos levar numa viagem aos antepassados da Herdade da Negrita e de como tudo se foi modificando e adaptando ao evoluir dos tempos. 

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Desde que esta começou a criar as suas primeiras memórias, a Herdade da Negrita sempre a transpôs para um ambiente pacífico com um toque de requinte especial, situado no nosso belo Alentejo, mais especificamente em Moura. Nesta herdade, o ambiente familiar sobrepõe-se a tudo o que a exploração Agro-Turística tem para nos oferecer.

Desde sempre pertencente a família Eugénio de Almeida, foi dotada de 3500 hectares dividida por dois irmãos. Nos seus primórdios sem água canalizada, sem electricidade, foi evoluindo de forma gradual e com o trabalho árduo por parte destes familiares, amigos e proprietários.

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O projecto longo de reaproveitamento deste monte Alentejano para utilização como Agro Turismo, posto em prática por Nuno e Luísa Eugénio de Almeida, teve como principal objectivo tornar as propriedades já existentes anteriormente em casas habitáveis, através de uma decoração acolhedora e de acordo com o ambiente em que estão inseridas.

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Neste Alentejo profundo, a aldeia mais próxima é a 10 km denominada de Santo Aleixo da Restauração. A herdade tem 8 km de fronteira com Espanha, sendo das poucas propriedades que beneficia desta situação e da proximidade de Aracena. Existe uma barragem com a possibilidade de haver pesca, dotada do peixe Achigã e ainda a possibilidade em participar nas actividades agrícolas e pecuárias que esta nos oferece. Dentro da Herdade existe um pequeno segredo, uma Anta classificada como Anta da Negrita, um monumento neolítico que é possível observar sem reservas.

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A manutenção das infraestruturas em pedra e cal, as mesas feitas através da remodelação de troncos de árvore secos, as mantas nas camas reaproveitadas de antigas lãs utilizadas para montar as mulas, fazem com que seja impossível o turista esquecer os antepassados deste Paraíso. Antigamente não havendo cal, era também muito utilizado o barro e posteriormente pintado, dizendo as antigas lendas que afugentavam os espíritos.

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Com um pátio Andaluz que salta a vista, esta propriedade tem capacidade no seu total para 40 pessoas, dividida sensivelmente em três casas com arquitectura tipicamente alentejana e com uma capelinha a uma pequena distância a pé das casas, onde o casal Nuno e Luísa se casaram.

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“O Celeiro”

A primeira casa, denominada ‘O Celeiro’, constitui a parte hoteleira principal com uma sala ampla antigamente utilizada como um celeiro para guardar cereais. Constituída por um terraço provido de uma mesa corrida com capacidade para 20 ou mais pessoas, proporciona no Verão noites ambientalmente amenas e longas para convívio.

A decoração é essencialmente rústica, constituída por abobadas de inspiração árabe proveniente de restos desta cultura que os próprios nos deixaram no passado, o que garante menor humidade que a presente nas restantes infraestruturas. Por fim, duas grandes lareiras alentejanas fazem com que o ambiente esteja sempre a temperatura mais favorável para os hóspedes nos meses mais duros de Inverno.

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“Casa do Arco”

A segunda casa, ‘Casa do Arco’ é descrita de uma maneira sucinta como a casa que proporciona um maior ambiente familiar, sendo a mais pequena e acolhedora.

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“Casa da Barragem”

A terceira e última casa, a ‘Casa da Barragem’ tem um conceito diferente das restantes por se encontrar mais isolada e com vista privilegiada para o lago. Encontra se no meio do campo e no centro geográfico da herdade, onde é possível acordar e observar os animais no seu ambiente natural e pastoreio.

Na realidade, todas as casas têm uma vista densa em natureza e animais, e á noite a observação das estrelas de forma natural é mágica, dado que não existem luzes de aldeias ou cidades próximas.

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As culturas predominantes nestes hectares são o Sobreiro, com o maior adensamento feito em Portugal num projecto de reflorestação. A cortiça e o olival. Existe ainda a exploração de vacas, bezerros e porcos pretos com alimentação rigorosa (a bolota) sendo vendidos posteriormente para fábricas situadas em Espanha. É a partir deste que também é produzido o famoso presunto pata negra.

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O casal e os seus filhos só tomaram a decisão de deixar a vida diária no Alentejo para voltar a viver em Cascais quando foi inevitável a proximidade geográfica a escolas e instituições de ensino para que os filhos pudessem ter um percurso académico digno. Assim a mudança do casal foi feita em 2009 para Cascais, onde Nuno Eugénio de Almeida tinha passado a sua infância e onde ainda tinha família.

Fotos: DR

Agência Nylon ganha força no mercado nacional da publicidade tradicional e digital

nylon 1Um norte-americano criou uma empresa composta por vários jovens portugueses, que se dedicam todos os dias à empresa de publicidade. A vontade de triunfar e arriscar são as principais características de um grupo que decidiu vestir a camisola, em prol do sucesso colectivo, mas também para ajudar na recuperação económica do país.

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A agência de publicidade Nylon nasceu em 2010 pela mão do norte-americano Joah Santos para ajudar as marcas na promoção dos seus produtos em várias plataformas, nomeadamente na imprensa, nos outdoors, filmes, mas sobretudo nos canais digitais. O director criativo, João Gomes de Almeida, define a empresa como “uma agência 360º devido à especialização obrigatória por causa do aparecimento das plataformas digitais”.

A crise financeira atingiu uma boa parte da publicidade tradicional que teve consequências na forma como os órgãos de comunicação social tiveram de se adaptar aos novos tempos. João Gomes de Almeida explica que “a publicidade sofreu com a crise, mas também teve capacidade para sair dela”. As plataformas digitais saíram beneficiadas com a procura de novas formas de lucro. O director criativo garante que “a publicidade digital vai continuar a subir porque representa uma grande fatia do mercado”, tendo acrescentado que “as pessoas estão muito ligadas à tecnologia inserida nos telemóveis”. A comunicação digital permite às marcas selecionarem os clientes. O account director da Nylon em Portugal, Pedro Miguel Garcia, afirma que “as marcas conseguem ter uma comunicação mais focada”.

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ARRISCAR

Os novos meios à disposição dos agentes publicitários e dos consumidores não é totalmente aproveitada pelos primeiros. Pedro Miguel Garcia considera que “ainda existe muito apego à publicidade tradicional, já que, no digital cobra-se pouco”. O account director garante que “a imprensa tradicional continua a ser visto como algo nobre pelos clientes”. As razões invocadas criam um sentimento de pouco risco nas empresas que escolhem a Nylon para trabalhar. Os dois fazem um apelo para os clientes deitarem as regras do passado para trás e arriscarem mais no sentido do “mercado português voltar a ser relevante no estrangeiro”.

A internacionalização é uma das apostas da empresa que já conta com vários prémios nacionais e internacionais. O último foi atribuído pela Meios & Publicidade que considerou a Nylon como melhor agência do ano. Neste momento, o mercado angolano, sul-africano e norte-americano são os mais procurados. João Gomes de Almeida acredita que a “língua portuguesa pode ser uma oportunidade para fazer negócios”.

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EMPREENDEDORISMO

O início da aventura começou um ano antes da presença da troika em Portugal. No entanto, nos últimos meses só se fala em empreendedorismo jovem. Os dois membros da equipa da Nylon aplaudem o esforço que está a ser feito por pessoas, empresas e outros agentes, embora sejam unânimes na importância de alterar mentalidades no nosso país. João Gomes de Almeida entende que “as pessoas têm de assumir o risco, o que implica trabalhar mais para fazerem coisas novas em termos de empreendedorismo”. Por seu lado, Pedro Miguel Garcia critica a “incapacidade dos portugueses mudarem”.

Fotos: DR

British Medical Journal e a lusa ITsector projetam Futuro da Medicina no Google Glass

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O British Medical Journal (BMJ) aliou-se à tecnológica portuguesa ITSector para projetar uma solução futurista no Google Glass que desvenda a forma como médicos, farmacêuticos e enfermeiros poderão vir a desenvolver a sua atividade nos próximos anos. O projeto consistiu no desenvolvimento da aplicação ‘VISION’ que combina, no Google Glass, os dicionários clínicos e boas práticas do BMJ (uma vasta compilação de conteúdos baseados em evidências médicas que inclui mais de 860 tópicos sobre patologias que reportam a mais de 70 especialidades) com os resumos dos processos clínicos dos pacientes.

O Google Glass é um dispositivo semelhante a um par de óculos que, fixados em um dos olhos, disponibiliza uma pequena tela acima do campo de visão. A pequena tela apresenta ao seu utilizador mapas, opções de música, previsão do tempo, rotas de mapas, e além disso, também é possível efetuar chamadas de vídeo ou tirar fotos de algo que se esteja a ver e compartilhar imediatamente através da internet. A lente de projeção do Google Glass não ocupa todo o campo de visão do utilizador e possui uma tecnologia de foco que permite ao observador ler o seu conteúdo sem a necessidade de mudar seu foco de visão. Todos esses cuidados garantem o conforto e a segurança da pessoa que utilizar a tecnologia.

Relativamente  às vantagens da utilização desta tecnologia na área da saúde, Orlando Rodrigues, Diretor da ITSector, explica: “Esta solução presta aos profissionais da área da saúde um importante apoio ao exercício da sua atividade, na medida em que, ao permitir a liberdade de movimentos das mãos, lhes confere mobilidade em ambientes críticos“. O mesmo responsável reforça que este avanço “oferece garantias no que respeita à segurança em ambiente estéril, possibilitando uma diminuição das infeções hospitalares“, ao mesmo tempo que “proporciona uma total interoperabilidade, através da ligação eficaz a todos os sistemas envolventes em uso no hospital“. Orlando Rodrigues acrescenta que o desafio lançado pelo BMJ revelou-se particularmente exigente, “sobretudo no que respeita à utilização da linguagem natural e ao tratamento da informação recebida, de forma a filtrar a informação relevante em cada momento exato em que é necessária ao clínico“.

Para o BMJ, que pela primeira vez, nos seus mais de 170 anos de história, colaborou com uma empresa portuguesa, o projeto ‘VISION’ representa uma demonstração de capacidade, que combina o melhor expertise do BMJ e da ITSector.  “A aceitação que a ITSector tem recebido pelas diversas soluções inovadoras que implementa na área da banca, nomeadamente em dispositivos como o Google Glass, levou-nos a, em conjunto, desenvolver este novo conceito, combinando a experiência da ITSector com os conteúdos do BMJ na área clínica“, refere Rita Marques, Business Development Manager e responsável por parcerias nacionais do BMJ.

É ainda de referir que a ITSector, que mantém parcerias estratégicas com algumas das mais conceituadas empresas mundiais de software, como a Microsoft, Google e IBM, desenvolveu já outros projetos na área da saúde, como APPs clínicas na área da imunohemoterapia, processos de ‘Big Data’ na área de Oncologia e diversos portais hospitalares.

Fundada em 2005 e com sede no Porto, a ITSector é uma empresa de base tecnológica, especialista no desenvolvimento de soluções de sistemas de informação para o setor financeiro.  Presente em Lisboa, Braga e em mercados como Polónia, França, Reino Unido, Moçambique e Angola, conta atualmente com mais de 300 colaboradores. Reconhecida como ‘PME Líder’ desde 2008, foi também reconhecida pela Deloitte, em 2011, como uma das 500 empresas com maior crescimento no espaço EMEA (Europa, Médio Oriente e África).

 

O video ilustrativo das funcionalidades da aplicação VISION para o Google Glass pode ser consultado em:

https://www.youtube.com/watch?v=j476oScv7t4

A informação relative ao Projeto Glass da Google pode ser consultada em:

Site Oficial do Projeto Glass:

http://www.google.com/glass/start/

URL no Google+

https://plus.google.com/+GoogleGlass/posts

Video official do Projeto Glass: https://www.youtube.com/embed/9c6W4CCU9M4?feature=player_embedded

Canal do YouTube do Projeto Glass:

https://www.youtube.com/user/googleglass

Universidade do Minho abre portas à região para a 4.ª edição da “STARTPOINT -­‐ Orienta o teu futuro”

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A Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) promove a 4ª edição da STARTPOINT cuja coordenação está a cargo do LIFTOFF – Gabinete do Empreendedor da AAUM. O evento de comemoração do 5º aniversário do LIFTOFF decorre nos dias 10 e 11 de novembro (das 10.45h às 19h e das 11h às 18h, respetivamente) na Universidade do Minho (Campus de Gualtar).

O evento tem sido um sucesso de ano para ano e prova disso mesmo é o leque de empresas inscritas para a edição deste ano. A organização pretende assim repetir o êxito conseguido nos anos transatos. A edição 2015 da STARTPOINT pretende voltar a proporcionar o contacto direto entre os jovens/adultos e o mercado de trabalho, propiciando a divulgação de oportunidades profissionais, o desenvolvimento de competências e o networking dos participantes.

Inserida na agenda da “European SME Week 2015” (evento promovido pela Comissão Europeia), a STARTPOINT pretende ser um espaço de múltiplas atividades, composto por apoio técnico (na área do emprego e empreendedorismo) e atividades complementares como talks, formações e workshops.

Durante esta iniciativa, as instalações Universidade do Minho vão estar preparadas para a realização de atividades em simultâneo, através dos seguintes espaços: Dot Conhecimento e Dot Oportunidades.

A 4ªedição da “STARTPOINT” voltará a assumir um formato inovador, funcionando de forma a que os seus intervenientes tenham um contacto mais pessoal e direto, numa relação de proximidade efetiva.

Para mais informações, consultar o endereço www.liftoff.aaum.pt.

 

Fonte: LIFTOFF – Gabinete do Empreendedor da AAUM

ANB FEST 2015 – A consagração do projecto A New Beginning For Portugal

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O Festival de empreendedorismo ANB FEST 2015  teve lugar entre 17 e 18 de outubro, no Museu Nacional de Arqueologia, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. O lema do evento foi “O DESAFIO É MUDARES A TUA VIDA!“.

Este festival constituiu a consagração do projecto A New Beginning For Portugal (ANBFP). Um fantástico projecto liderado por Sandra Isabel Correia (Pelcor) com o apoio da Embaixada dos EUA. Através da energia pessoal e da partilha universal, estando abertos à ajuda mútua, à mudança de atitudes e mentalidades, é possível FAZER ACONTECER uma ideia, um “sonho”, um negócio, um livro. 400 empreendedores tiveram contacto com o ANBFP.

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O primeiro dia do evento contou com as intervenções de Ollie Halimapussadiah, escritora e empreendedora indonésia, sobre internacionalização; Teresa Fernandes, da Portugal Venture, sobre ideias de negócio (pitch); Carla Rocha, da RFM, sobre comunicação e Jaqueline Silva, da SIC Mulher, em termos de estratégia.

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A manhã de Domingo foi preenchida com um jogo de empreendedorismo e a tarde estava reservada para a entrega de prémios e intervenções  de convidados especiais como o Embaixador e Embaixatriz dos EUA em Portugal.

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Destaque para as brilhantes intervenções do Embaixador dos EUA em Portugal, Robert A. Sherman e da sua mulher, Kim Sawyer, advogada e empresária.

O diplomata deu a conhecer a percepção externa sobre o nosso país no que concerne à investigação científica e empreendedorismo : “cutting edge” e cativou a audiência com um discurso fortemente motivador. Um exemplo de diplomacia de Excelência e dedicação a um dos países parceiros dos EUA, que quer ver crescer.

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Catarina Furtado recebeu o “Prémio Reconhecimento” na qualidade de Presidente da Corações com Coroa e Embaixadora de Boa Vontade do UNFPA, Um prémio que a comunicadora dedicou a todos aqueles com quem se cruzou em missão.12029585_1682813961951239_4234231309583313287_o

O projecto ANBFP surgiu com base no programa A New Beginning, entrepreneurship & Innovation criado pelo Presidente Obama nos EUA em 2010, sendo o seu conceito o de uma rede de pessoas onde cada membro, através da sua experiência de vida, dá o seu contributo para ajudar a transformar  sonhos em projectos empreendedores viáveis e sustentáveis.

Neste evento ficou bem patente o sucesso do capítulo português deste projecto, que teve o condão de constituir realmente um “new beginning” para muitos. Testemunhei casos de mudanças radicais de vida, partilha de experiências na saúde e na doença e muito mais…

No encerramento ficou a “promessa” no ar de não dar como terminado o projecto e deixá-lo nas “mãos” dos participantes.

 

Fotos: ANBFP
Vídeo: Carlos Sargedas

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ANB FEST 2015 – Festival de Empreendedorismo

Lusos – Premiar a criatividade

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Já estão abertas as inscrições para os Prémios Lusófonos da Criatividade, os Lusos. Estes galardões premeiam a publicidade e a comunicação dos países de língua oficial portuguesa e são os únicos prémios a nível mundial a dedicar-­‐se exclusivamente aos mercados publicitários.

Com três anos de vida tem como objectivo mostrar o melhor trabalho das agências profissionais, estúdios e produtores de todos os países de língua portuguesa. Estes prémios decorrem ao longo de todo o ano, por se achar “que é mais justo ir avaliando ao longo de todo ano  os  trabalhos  de  uma  agência  e não aqueles que apenas são feitos numa  altura  do  ano  e  propositadamente para festivais”, como descrito no site da empresa. Os prémios são divididos em quatro edições quadrimestrais.

Os jurados destes prémios são importantes nomes e grandes agências de países de língua portuguesa e são divididos por categorias como televisão; imprensa; rádio; outdoor; digital; media; relações públicas; produção; marketing relacional; activação de eventos; briefing aberto e mobile.

Os Lusos contam ainda com uma competição internacional gratuita aberta a jovens criativos intitulada de briefing aberto, também dividido em três etapas quadrimestrais. As inscrições para são feitas online até ao dia 12 de Novembro.

Informações veiculadas de: http://www.premioslusos.com

 

Fonte: Prémios Lusos
Foto: DR