Taberna Madeirense – Gastronomia e produtos madeirenses têm novo espaço em Lisboa

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Lisboa já tem um espaço onde se podem desfrutar iguarias madeirenses como o incontornável bolo do caco, a poncha, o vinho Madeira, o bolo de mel e os rebuçados e chocolates artesanais. A Taberna Madeirense fica na Rua Poço dos Negros e combina os conceitos de taberna e mercearia.

Rui Alves, madeirense formado em design de moda e com uma actividade profissional que passou por esta área e por outras como o cinema, a imprensa e  o imobiliário, é o rosto deste projecto.

Nesta “Taberna” é possível beber as tradicionais poncha, vinho Madeira e  a cerveja Coral e Brisa maracujá ou maçã. Para petiscar existe bolo do caco com manteiga de alho , misto , com azeite e orégãos  ou com queijo brie e mel.

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A zona de mercearia possui prateleiras com mais de duas dezenas de produtos típicos da Madeira. Aqui podemos adquirir  a aguardente de cana, os rebuçados e chocolates artesanais, o vinho Madeira, o licor de anona, compotas de pitanga, bolo de mel, a cerveja Coral ou os multi-premiados refrigerantes da Empresa de Cervejas da Madeira (Brisa e Laranjada).

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Fontes: Taberna Madeirense e NiT
Fotos:
DR

 

Região Norte e Galiza apostam na Bioeconomia como motor de crescimento

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BICMINHO e XUNTA DA GALIZA lançam 1.ª edição do BIO INVESTOR PROGRAM NORTE DE PORTUGAL – GALIZA para financiar novos projetos empresariais na área da Bioeconomia, promovidos por empreendedores, start ups e PME em fase de expansão.

O Bio Investor Program Norte de Portugal – Galiza é um programa de valorização empresarial de carácter transfronteiriço que permitirá aos bioempreendedores e empresas inovadoras da área da bioeconomia da Euro-região Norte de Portugal – Galiza, avaliar, melhorar e consolidar o seu projeto empresarial, através de formação específica e ações de mentoring, com o objetivo de facilitar a captação de investimento por parte de investidores e capitais de risco, mediante a realização de um fórum de investimento sob a forma de “networking”.

A Bioeconomia é um sector de elevado potencial e em forte crescimento, e de grande relevância para a melhoria competitiva da Euro-Região Norte de Portugal – Galiza, com forte influência sobre muitos sectores industriais e económicos. Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico a Bioeconomia movimenta no mercado mundial cerca de €2 triliões de euros gera cerca de 22 milhões de empregos, assumindo-se portanto como a única economia alternativa para o século XXI para a União Europeia.

Esta é a primeira de várias iniciativas previstas no acordo de principio entre o BICMINHO e a Xunta da Galicia, acordo este que contempla várias estratégias conjuntas de atuação e ações concertadas a realizar nos próximos meses para consolidar o desenvolvimento sustentado do lançamento do cluster transfronteiriço no setor da biotecnologia, que se espera vir a concretizar em 2016. O objetivo é investir €5 milhões de Euros até 2020 para obter um retorno acumulado para a Euro-região de €20 milhões em 2030.

A XUNTA DA GALIZA e o BICMINHO pretendem assim afirmar a Euro-região como uma região com excelentes condições para atrair investimentos, nacionais e internacionais, nos setores da nano e biotecnologia. Segundo Nuno Gomes, CEO do BICMINHO, “Estamos a trabalhar para tornar a Euro-região num território com condições privilegiadas para a localização de empresas biotecnológicas, e para atrair investidores especializados nestas áreas de negócio. Temos centros de investigação de topo, empresas de referência no sector agroalimentar, ambiente, saúde e do mar. Temos de ser capazes de aproveitar estas condições e este momento histórico para criar, juntamente com a Galiza, um cluster transfronteiriço neste setor emergente chave, fundamental para construirmos, para a região do Norte e para a Galiza, um futuro suportado na inovação, na competitividade e no sucesso empresarial”.

A biotecnologia pode ser um motor de desenvolvimento regional e uma forma de evitarmos a fuga de cérebros”, conclui este responsável recentemente eleito Presidente do Bioeconomy Special Interest Group da European Business and Innovation Centre Network e nomeado Perito Externo da CCDR-N para o sector agroalimentar do Grupo de Trabalho para a Competitividade Industrial da Macrorregião RESOE.

As candidaturas para o Bio Investor Program Norte de Portugal-Galiza estão abertas até 20 de novembro. As candidaturas serão analisadas por um júri de três membros, representantes de instituições com alta credibilidade na área da bioeconomia e inovação, e deverão ser efetuadas através de formulário online disponibilizado em www.bicminho.eu ou através de email para jpcf@bicminho.eu.

Após a seleção, os promotores das ideias de negócio vencedoras receberão apoio, orientação e acompanhamento técnico especializado, para que estejam totalmente preparados a apresentar e defender os seus projetos empresariais a um painel de investidores e capitais de risco. Esta sessão de apresentação dos projetos empresariais a investidores, o Bioinvestor Day, terá lugar no próximo dia 11 de dezembro e tem já presença confirmada de dez entidades financiadoras públicas e privadas, de ambos os lados da fronteira, bem como a participação do Conselleiro de Economia, Emprego e Industria da Xunta da Galicia, D. Francisco Conde López.

Fonte: BICMINHO
Foto: educacion.es

 

 

 

Utentes do Estabelecimento Prisional da Carregueira produzem vasos de ervas aromáticas

breakingbarsA iniciativa envolve 12 reclusos do Estabelecimento Prisional da Carregueira na produção de vasos de ervas aromáticas para serem comercializados, e cujas receitas vão financiar programas de reabilitação e constituição de um fundo de tesouraria a que os indivíduos terão acesso quando cumprirem a sua pena. 

A ação foi criada pela SAPANA, uma organização não-governamental para o desenvolvimento, no âmbito do Projeto de empreendedorismo social Breaking Bars, uma iniciativa que pretende promover a integração social e laboral de homens e mulheres privadas de liberdade, com previsão de saída do Estabelecimento Prisional inferior a 1 ano.

Os vasos de ervas aromáticas estão disponíveis por 3,50€ cada, nas lojas Pingo Doce e Automóvel Clube de Portugal em 98 pontos de venda por todo o país.

A SAPANA conta com o apoio de diversas entidades para a concretização deste negócio social, como o Estabelecimento Prisional da Carregueira, Grupo Jerónimo Martins, Automóvel Clube de Portugal, Siro & Leal, Germiplantas, Cantinho das Aromáticas, Berapid, Marketing Stuff, 9 The Creative Shop, Corpcom e Fonte Viva.

 

Sobre a SAPANA

Fundada por Carolina Almeida Cruz com o lema “empowering lives from passion to action”, a missão da SAPANA é fazer a capacitação de pessoas com especial enfoque nos desempregados, reclusos e etnias, numa perspetiva de sustentabilidade. O Programa de capacitação é inspirada na metodologia do programa dos 12 passos e promove sessões grupais ao longo de três semanas num total de 30h. Os conteúdos dividem-se em três módulos: o desenvolvimento pessoal, empregabilidade e empreendedorismo, que são complementados com workshops feitos à medida. A continuidade desta intervenção é garantida por um programa de mentoria individual, com a duração prevista de um ano, e simultaneamente com o desenvolvimento de uma bolsa de Empregadores, e prospeção-sensibilização empresarial com vista à contratação.

Foto: DR

Gente bonita come “fruta feia”

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Quem nunca ouviu a mãe, o pai ou a avó repetir vezes sem conta “É para comer tudo o que tens no prato, não se deita comida fora.”? A realidade é que, antes de chegar à nossa mesa, cerca de metade da comida produzida no mundo vai parar ao lixo.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), as 1.3 mil milhões de toneladas que são anualmente desperdiçadas seriam suficientes para alimentar todas as pessoas que passam fome no mundo.

O mesmo acontece a cerca de 30% da fruta produzida em Portugal. Embora saborosa e de qualidade, os agricultores não conseguem vender às mercearias e supermercados 30% da fruta que produzem por esta não ter o aspeto perfeito a que os consumidores estão habituados. Isto significa que 3 em cada 10 maçãs, 30 em cada 100 peras e 300 em cada 1,000 laranjas colhidas vão diretamente para o lixo.

Para além do desperdício alimentar que isto representa, esta situação tem um impacto ambiental considerável: gastam-se em vão água, energia e terreno para produzir alimentos que acabam no lixo. De seguida, a decomposição destes alimentos não consumidos emite gases associados ao efeito de estufa e aquecimento global, como o metano e o dióxido de carbono.

O desperdício alimentar leva também a um aumento dos preços dos produtos que chegam aos supermercados de forma a cobrir os custos de produção dos alimentos não aproveitados. Estudos demonstram que quando o dinheiro é escasso, surge uma tendência para poupar em fruta e legumes optando por alimentos mais baratos mas também menos saudáveis. Por isso, no contexto atual em que muitas famílias portuguesas enfrentam dificuldades financeiras, é particularmente importante acabar com este tipo de desperdício.

A solução para este problema é bastante simples: parar de deitar comida fora só porque é “feia”. Para ajudar a acabar com o desperdício alimentar no nosso país surgiu em 2013 a inovadora Cooperativa Fruta Feia. Foi o 2º prémio do concurso FAZ – Ideias de Origem Portuguesa promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian em conjunto com a COTEC em Junho de 2013, que impulsionou o arranque da cooperativa de consumo Fruta Feia CRL em Novembro de 2013.

Este projeto pretende “reduzir as toneladas de alimentos de qualidade que são devolvidos à terra todos os anos pelos agricultores e com isso evitar também o gasto desnecessário dos recursos usados na sua produção, como a água, as terras cultiváveis, a energia e o tempo de trabalho”.

Como? A Cooperativa Fruta Feia compra diretamente aos agricultores a fruta e legumes que estes não conseguem escoar para o mercado devido à aparência. Com estes produtos enchem cestas que depois vendem aos consumidores associados. A recolha das cestas pelos consumidores é feita uma vez por semana num dos três locais de entrega (dois em Lisboa e um na Parede). Neste momento a Cooperativa Fruta Feia é composta por uma rede de 34 agricultores e 800 consumidores associados. Pretendem levar a Fruta Feia até ao Porto já em 2016, mas ambicionam um dia abranger todo o país.

O impacto deste projeto não passou despercebido. Ao fim de apenas 6 meses de existência já era notícia no The New York Times. Foi considerada a Ideia do Ano pela Time Out, e recebeu vários prémios entre os quais se destaca o Prémio de Inovação do Crédito Agrícola.

O valor da Fruta Feia já se mede às toneladas: poupam-se semanalmente em Portugal 4 toneladas de fruta e legumes de excelente qualidade que, de outra forma, iriam parar ao lixo.

Caso se queira juntar a esta ideia, basta inscrever-se na página da Fruta Feia, pagar uma quota anual de 5 euros e comprar um cabaz semanalmente. Para além de poupar, compra fresco e local.

Foto: DR

Bloomberg Business considera Lisboa a “São Francisco da Europa”

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Lisboa, a capital de Portugal, está a transformar-se. Quem diz é a “Bloomberg Business” de Nova Iorque, e compara-a a São Francisco.

É certo e sabido que temos uma ponte similar, os eléctricos, e os surfistas. Até agora, parecem ser a mesma cidade. Antes, faltava-nos a força tecnológica, mas a situação está a alterar-se e os investidores internacionais estão a dar pela mudança.

Carolyne Hyde, autora do artigo, começa por falar na Uniplaces, fundada há três anos e que tem como objectivo encontrar acomodação para estudantes, neste momento operando em 38 países. Ganhou apoios de, por exemplo, o fundador da Zoopla, Aliz Chestermane e de empresas de capital de risco como a Octupus Investments.

André Albuquerque, da Uniplaces, acha que o facto de se fazer uma comparação entre Lisboa e São Francisco é algo válido. Lisboa tem “um ambiente próspero ao crescimento e eu vejo muitas similaridades quanto à energia das pessoas que estão em ambas as cidades.”

O artigo fala também no facto de que “entretanto a Talkdesk – uma empresa de software para call centres – angariou milhões de investidores estratégicos, como a Salesforce.com, empresa de software americana. E a Google Ventures investiu dinheiro na tradutora de línguas Unbabel.”

“Todas as três startups portuguesas escolheram construir os seus negócios virados para o estrangeiro em Lisboa, em vez de se mudarem para núcleos tecnológicos mais desenvolvidos como Londres, Berlim ou Califórnia.” Pode ler-se no artigo da Bloomberg.

É de sublinhar também o facto de que não só estas empresas escolhem ficar em Lisboa mas como o facto de que começa a notar-se a crescente vinda de talento do exterior para Lisboa.

André diz: “Estamos a ver muitas pessoas a vir para Portugal de países estrangeiros, seja China ou Estados Unidos. (…) Estamos a ver toda a infraestrutura crescer e nascer no centro de Lisboa e a acomodar-se a esse crescimento.”

No topo disto tudo, mais boas notícias aparecem. O cenário do crescente aparecimento de start ups em Portugal vai ainda sofrer um boom quando Lisboa se tornar anfitriã do maior evento europeu de Start ups – o Web Summit, a partir de 2016.

As coisas aqueceram ainda mais, quando a Codacy – uma ferramenta automática de revisão de Code – sedeada em Lisboa ganhou a competição do último Web Summit. E assim, o evento que ao longo de 5 anos se realizou em Dublin, agora passa para Lisboa, e com isso a responsabilidade de receber cerca de 22.000 inovadores, investidores e media internacional.

“Eu acredito honestamente que Lisboa pode ser um dos canais de ligação entre a Europa e os E.U.A.” disse Alexandre Barbosa, um dos fundadores da investidora e incubadora Faber Ventures.

“Até ao momento, não existe nenhuma start up lisboeta que se tenha vendido a si própria a uma outra empresa de maior volume ou através de venda de acções.” “Lisboa precisa ainda de vendas do tipo que estimulam o crescimento continuo, como tem acontecido em Londres, e mais recentemente em Berlim”, escreve Carolyne.

É da opinião de muitos que, com as ambições em alta, existirão brevemente novas rondas de investimentos de elevados valores e que o Web Summit 2016 “será a plataforma perfeita para ver como é que a cidade se dá com a nova onda de talento tecnológico agora a rebentar na costa de Lisboa”.

Se a Excelência Portugal tem conseguido atingir os objectivos pretendidos, não teremos dificuldade em saber qual a conclusão a retirar deste conjunto de noticias: Os portugueses continuam a derrubar barreiras que ao longo do tempo foram criadas, na mente dos portugueses, mas também nas mentes daqueles que nos observam de fora e agora ficam cativados pelo nosso potencial.

 

Fonte: Bloomberg Business
Foto: flytacv

is.land studio of architecture – dupla de arquitectas insulares aposta em arquitectura sustentável e resiliente

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A devastação e flagelo que se faz sentir constantemente no Pacífico foi suficiente para as arquitectas portuguesas Carla Pereira e Rita Borges, naturais dos Arquipélagos da Madeira e Açores, escolherem as Filipinas como local para materializar as suas ideias. No âmbito do curso Designing Resilient Housing, desenvolveram o projecto de uma casa modular, low-cost e ecológica, capaz de resistir aos piores cenários de catástrofes naturais e que valeu-lhes o Award of Distiction pela Open Online Academy, de Nova Iorque.

São factores como o crescimento da população mundial, o disparo do consumo médio da humanidade, a exaustão dos recursos naturais, que colocam o planeta em completo estado de degradação e alerta. Se a Terra nos oferece tanto, por que razão o homem, mero inquilino do mundo, não cultiva o equilíbrio e insiste em esgotá-la? Será necessário ultrapassar os limites? Ou será o homem uma criatura tão egoísta e masoquista que sente prazer em caminhar para o suicídio e o ecocídio?

O alarmismo está instalado e desenvolvem-se atitudes para tentar recuperar (uma ínfima) parte da saúde da Terra. As intensas intervenções humanas no meio ambiente provocaram alterações climáticas que, consequentemente, originam desastres naturais que têm como resultado perdas humanas e materiais.

Se “os edifícios são como a nossa segunda pele, uma camada frágil que nos protege das adversidades do mundo exterior”, qual a razão para falharem na função para o qual estão destinados? A arquitectura encontrou uma resposta incrível e eficaz.

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Antes de pensar em mudar o mundo lá fora, é fundamental e extremamente necessário, face à nossa realidade, mudar primeiro o mundo cá dentro

Como matéria-prima recorreu-se ao uso de materiais locais como bamboo, pedra e madeira, de forma a reduzir os custos finais de construção. Por se tratar de uma habitação simples e fácil de construir, que ronda os 5.5000 euros, poderá suscitar a motivação da própria mão-de-obra local bem como a das famílias a usufruir dessas novas instalações.

Com o projecto da habitação modelar, passível de crescer conforme as necessidades das famílias, as arquitectas pretendiam desenvolver uma urbanização e proporcionar o crescimento urbano, de modo a que se criassem dinâmicas sociais e até mesmo o próprio desenvolvimento da economia local.

As duas arquitectas insulares vêem o projecto como um ponto de partida para impulsionar, inovar ou ate mesmo resolver a arquitectura (ou falta dela) nos arquipélagos. Ainda são muitos os casos de pobreza extrema e degradação que passam despercebidos e que se encontram “camuflados” em cada esquina das cidades.

Afirmam ainda que o grau de desenvolvimento do tempo em que vivemos não é proporcional ao nível de pobreza que ainda se faz sentir. São muitos os que carecem do direito a uma habitação confortável e segura e, de certo modo, esta habitação vem dar resposta a essas mesmas dificuldades.

Segundo as arquitectas Carla Pereira e Rita Borges “Antes de pensar em mudar o mundo lá fora, é fundamental e extremamente necessário, face à nossa realidade, mudar primeiro o mundo cá dentro” e essa ideia está, visivelmente, a ser bem conseguida.

Carla Pereira e Rita Borges
 
Duas arquitectas portuguesas que se conheceram em Itália, por entre estudos arquitectónicos direcionados para a arquitectura sustentável. Estas duas jovens são naturais dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, motivo pelo qual as levou a explorar mais aprofundadamente questões sobre a arquitetura sustentável, arquitetura de emergência e prevenção em situações de catástrofe. Desta forma pretendem desenvolver projectos que melhorem o mundo lá fora, mas primeiro o seu mundo cá dentro. Participaram em cursos internacionais promovidos pela IUAV Venezia, onde frequentaram programas de intercâmbio, tendo terminado os estudos na FAUP- Faculdade de Arquitetura do Porto e FAUTL- Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, respetivamente. 
Carla Pereira termina o curso com um tese de mestrado sobre arquitetura de emergência em África, centrada na temática da falta de condições de habitabilidade, relacionada com pobreza e problemas sociais de vitimas de desastres naturais envolvendo temas como a economia, problemas sociais e ambientais.
Rita Borges, por sua vez, termina o curso com uma tese de mestrado sobre desenvolvimento sustentável e ecológico recorrendo a uma arquitetura de prevenção, ou seja, questões de escassez de água em territórios insulares, relacionadas com as alterações climáticas, o crescimento da população mundial e a escassez de recursos. Desenvolveu uma solução alternativa recorrendo a energias renováveis, com a implementação de um sistema de dessalinização solar numa estufa, onde é possível obter água potável no mesmo local onde produz alimentos, o que proporciona o contacto com a população numa vertente educacional e por fim, o armazenamento de água potável, podendo ser distribuída localmente.
O interesse das jovens arquitectas por questões de sustentabilidade, arquitetura de emergência e prevenção fez com que estas desenvolvessem uma habitação low-cost para as Filipinas, resistente a desastres naturais, como os tufões e cheias, reconhecido a nível internacional. Com o feedback positivo que este projeto tem recebido entre o mundo da arquitectura e construcção, as arquitectas decidiram ir mais além, continuar com este tipo de projetos e assim surge o is.land Studio of Architecture.
 
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Ambas as arquitectas, movidas pelos mesmos ideais originam, assim, o is.land Studio of Architecture que se foca num trabalho de carácter humanitário e numa arquitectura de prevenção. Pretende-se promover a integração e articulação de uma arquitetura humanitária com a arquitectura contemporânea e tradicional a que estamos habituados, desenvolvendo projectos de carácter urbano, contemporâneo, sustentável mas sobretudo, adaptado às realidades existentes hoje em dia, pensado para qualquer pessoa, e tendo em conta o cenário económico e social em que nos encontramos.
 
 
Fotos: DR

Inforyou pretende melhorar a imagem dos portugueses

 

A aplicação fornece informações das lojas e produtos relacionados com moda

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O sonho de Afonso Gama Prole de criar uma empresa na área da moda nasceu no Verão do ano passado, mas foi a partir de Setembro deste ano que o projecto começa a ganhar visibilidade. A Inforyou é uma rede social centrada no local search e no acommodation system. O primeiro permite aos utilizadores acederem às lojas de marcas de vestuário e adicionar a localização do estabelecimento. Por seu lado, o accomodation system garante a possibilidade de fazer check-in e publicar fotografias. No entanto, a aplicação tem uma novidade recente. Qualquer pessoa pode saber se alguma celebridade comprou determinado artigo nas lojas ou se a marca é amiga do ambiente.

A Start-Up conta com quatro pessoas e pretende conquistar um nicho de mercado “que não está desenvolvido”. A Inforyou quer estar presente em Portugal e Reino Unido, em particular na capital britânica, embora também esteja no horizonte crescer no resto da Europa e Estados Unidos. Numa primeira fase, a promoção tem sido feita aos bloggers de moda, às marcas e a determinadas personalidades, além da aposta nas várias redes sociais.

As preocupações com a imagem também já chegaram aos homens. Nos últimos anos surgiram várias empresas com os mesmos serviços da Inforyou. O projecto tem factores de distintivos em relação às restantes marcas. O CEO explica que “as pessoas podem ter uma opinião mais profissional acerca das marcas, consultar a informação do produto quando estão nas lojas, além de estar constantemente actualizada”.

O apoio aos jovens empresários é uma realidade que assegura oportunidade. Afonso Gama Prole assegura que “os bancos e as empresas de investimento auxiliam no arranque das start-up”, mas confidencia que “não procurámos financiamento para o projecto”. O jovem acredita que o empreendedorismo vai ter impacto social em Portugal nos próximos anos.

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Raize – Startup do ano em Economia Digital

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Raize, a plataforma de empréstimos online, conquistou título Startup do ano na cerimónia de entrega de prémios Navegantes XXI, uma iniciativa da ACEPI, a organização que se dedica à promoção da Economia Digital em Portugal.

Já foi no passado dia 24 de Setembro, que António Marques, Afonso Eça e José Maria Rego, os fundadores da Raize, subiram ao palco para receber o prémio Startup do ano, entregue pelos prémios Navegantes XXI, uma iniciativa da ACEPI – Associação da Economia Digital, que tem como missão a promoção e o desenvolvimento da Economia Digital em Portugal.

A portuguesa Raize é uma plataforma online que possibilita os empréstimos entre pessoas e empresas, onde são as pessoas que emprestam directamente às empresas portuguesas. No fundo, pretende ser uma fonte alternativa de financiamento para empresas, bem como de investimento para particulares. Não é a primeira vez que a startup portuguesa conquista um lugar de destaque. Ainda em Julho, arrecadou a menção honrosa nos Prémio Inovação NOS.

Os prémios Navegantes XXI distingue anualmente o que de melhor se faz na Economia Digital em Portugal e reserva ainda uma categoria Prémio Carreira, que reconhece uma personalidade que se tenha destacado ao longo do seu percurso profissional na promoção e desenvolvimento da Sociedade do Conhecimento e da Economia Digital no nosso país. Este ano o destaque foi para Francisco Pinto Balsemão, presidente do Conselho de Administração da Impresa SGPS SA, presidente da SIC (Sociedade Independente de Comunicação), membro do Conselho de Estado e primeiro-ministro de Portugal entre 1981 e 1983.

Fonte: Raize
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Estudantes da FEUP vencem competição mundial de previsão de consumos de energia elétrica

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Três equipas da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), compostas por finalistas do Mestrado Integrado em Engenharia Eletrotécnica e Computadores (do ramo de Energia), conquistaram o 1.º, 2.º e 5.º lugares na “Fall 2015 In-class Short Term Load Forecasting Competition”, um concurso internacional de previsão de consumos de energia elétrica promovido pela Universidade de Charlotte (EUA).

Esta competição, realizada no âmbito do curso “Energy Analytics”, destinava-se à participação de qualquer entidade mundial, universidades, empresas ou investigadores com interesse em técnicas matemáticas e em modelos computacionais de previsão. Aos participantes foi pedido que conseguissem prever, para cada hora do dia seguinte, os consumos da região do Estado da Virgínia (EUA), durante cinco dias. O desafio seria atingir erros próximos dos conseguidos pelas previsões da PJM, o operador da rede de transporte do leste dos EUA que opera um dos maiores e mais competitivos mercados grossistas de eletricidade do mundo. Além de garantirem o 1.º e o 2.º lugares, duas das equipas da FEUP conseguiram bater as melhores previsões da PJM, tendo sido os únicos participantes a arriscar fazê-lo.

A participação dos estudantes da FEUP foi uma iniciativa extra-curricular que decorreu no âmbito da Unidade Curricular de TPRE – Técnicas de Previsão. Claúdio Monteiro, professor na FEUP e responsável por esta participação dos estudantes no concurso, acredita que estes bons resultados demonstram a “qualidade do trabalho realizado nas nossas universidades”. O professor reforça ainda que “o desempenho ultrapassou mesmo o melhor que a indústria do setor consegue neste momento, o que é impressionante tendo em conta que são ainda estudantes a terminar a licenciatura”, enfatizando ainda que a participação das universidades neste concurso costuma ser de elevada qualidade. Para Cláudio Monteiro, “estes resultados criam um sentimento de confiança muito valioso para os desafios destes futuros engenheiros”, desafiando empresas portuguesas como a REN e EDP a lançar concursos semelhantes a este, garantindo que “ficariam seguramente surpreendidos com os resultados”.

Fonte: UP
Foto: DR

 

ACEInt: Casos de Sucesso de Internacionalização no Sector TIC na Euroregião Norte de Portugal Galiza

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Na passada quinta-feira, dia 28 de Outubro, no auditório da AIMinho em Braga, o BICMINHO – Centro Europeu de Empresas e Inovação promoveu o workshop “ACEInt: Casos de Sucesso de Internacionalização no Sector TIC na Euroregião Norte de Portugal Galiza”.

A criação de um modelo de negócios assente na realidade do mercado internacional, bem como o estabelecimento de parcerias, foi essencial para o sucesso – André Vieira de Castro

Na sessão de abertura, André Vieira de Castro, Presidente do BICMINHO, sublinhou a relevância deste “projeto transfronteiriço, na estratégia europeia que caminha no sentido da criação de macrorregiões, onde seguramente se insere o Norte de Portugal e a Galiza”. Apontou ainda o caminho “começamos por traçar o diagnóstico, onde verificámos a carência do sector TIC na definição de um modelo e de um plano de negócio diferenciador e de sucesso. Este foi o ponto de partida, solidificar essa tomada de consciência, e a partir daí o desafio foi criar e construir um caminho de parceria e de investida transfronteiriça, com o objetivo de gerar a diferença entre a concorrência. A criação de um modelo de negócios assente na realidade do mercado internacional, bem como o estabelecimento de parcerias, foi essencial para o sucesso. Temos de marcar a diferença, temos de ter uma oferta acrescida de vantagem.”. BICMINHO Start-up (2)

RESULTADOS DE SUCESSO: PORTUGAL GALIZA

Foram apresentados os resultados e casos de sucesso de internacionalização de empresas TIC da região do Minho, com especial destaque para a cooperação com a Galiza. O projeto foi apresentado a 17 de setembro de 2014 e assentou em três grandes blocos: um sistema de vigilância de oportunidades de negócio; um acelerador de novas empresas TIC; e uma Escola Internacional de Empreendedorismo TIC, uma vez que há uma grande lacuna de recursos humanos no sector.

Na globalidade do projeto, e até a momento, com a implementação desta metodologia verificam-se os seguintes resultados: a criação de um centro de recursos sobre internacionalização, a realização de meia centena de boletins sobre oportunidades de negócio, 18 empresas assessoradas e 8 tecnologias valorizadas. 20 projetos foram acelerados, 18 empresas start-up, 16 empresas com aceleração de financiamento e meia centena de pessoas foram formadas em técnicas de internacionalização.

Com todos os parceiros, foi possível criar a Escola de Empreendedorismo Internacional para empresas TIC da Euroregião Norte de Portugal-Galiza. Ao BICMINHO coube a responsabilidade de desenvolver os Programas de Internacionalização, composto de 8 módulos de on-site training e mentoring que cobrem os aspetos fundamentais da internacionalização como o marketing, legislação, comercialização, abordagem a novos mercados…).

 

Destaque ainda para a participação de uma delegação de 10 start-ups tecnológicas nacionais na  FEIRA ACEINT – A tecnologia na nova economia, realizada na Cidade da Cultura em Santiago de Compostela que contou com a presença de perto de 100 empresas TIC da Euroregião. NQDA- Negro Esquisso, Sétima, Slim Business Solutions, Plako, Northweb, Digital Species, Scale2Go, Ludik 380, Displr e Design by Bessa constituíram a delegação portuguesa que, no seu conjunto, empregam já 50 trabalhadores e atingiram em 2014 uma faturação superior a 1 milhão e meio de Euros, dos quais cerca de 20% foram para o mercado externo.

 

TESTEMUNHO TECNOLOGIA NACIONAL

Rui Paupério da SLIM Business Solutions (www.slimbs.com) e Moisés Campos da PLAKO (www.plako.eu) foram as tecnológicas nacionais que apresentaram o seu testemunho na primeira pessoa, partilhando a sua experiência e dando a conhecer as dificuldades sentidas bem como as soluções encontradas para vencer nos mercados internacionais.

 

A sessão contou ainda com a participação de Pedro Fraga, CEO da empresa F3M – Information Systems como keynote speaker. O experiente empresário de referência do sector TIC em Portugal lançou a discussão sobre os desafios e oportunidades de como internacionalizar no setor TIC, na perspetiva não só de empresário e especialista TIC, mas também como Director da ANETIE e como investidor e business angel.

 

ACEINT – Empreender sem fronteiras com sucesso

Criar, financiar e internacionalizar. São estas as ajudas que o BICMINHO tem vindo a oferecer aos empreendedores, start-ups e PME do setor TIC para lançarem os seus projetos empresariais com sucesso e ganharem na inovação global. Para além do apoio técnico especializado no desenvolvimento e internacionalização de modelos de negócio TIC e na obtenção de financiamento ao arranque, o BICMINHO coloca à disposição das empresas do setor TIC um conjunto de ferramentas de informação de novas oportunidades de negócio internacionais, estudos de tendências TIC e de vigilância tecnológica, e rondas de investimento com investidores nacionais e espanhóis.

 

O projeto ACEint – Empreender sem fronteiras (www.aceint.eu), desenvolvem-se com a parceria da Universidade de Santiago de Compostela e do  IGAPE – Instituto Galego de Promoción Económica da Galiza. Tem como objetivo fomentar a criação e internacionalização de empresas TIC com forte impacto positivo setores estratégicos de especialização inteligente da Eurorregião Norte de Portugal-Galiza. Trata-se de um projeto de cooperação transfronteiriça com investimento total de 837.000 Euros, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) no valor de 627.750 Euros, ao abrigo do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP).

 

Sobre o BICMINHO

O BICMINHO – CENTRO EUROPEU DE EMPRESAS E INOVAÇÃO é uma instituição sem fins lucrativos, certificada pela União Europeia com o EU-BIC para a promoção do Empreendedorismo e da Inovação, através do apoio à criação de novas empresas e à modernização e internacionalização das PME.

Com 15 anos de atividade, o BICMINHO atua ao serviço do interesse público da região e do país, tendo já apoiado a criação de mais de 200 novas empresas, com uma taxa de sucesso de 93%, responsáveis pela criação de mais de 2.500 novos empregos e de um volume de negócios global em 2014 superior a 30 milhões de euros. Na área da Inovação Empresarial e Internacionalização o BICMINHO apoiou mais de 500 PME, que empregam mais de 8.000 trabalhadores em termos globais representam mais de 650 milhões de euros de volume de negócios, das quais 150 foram apoiadas ao nível da internacionalização.

O conceito EU-BIC (European Union Business and Innovation Centre) são um caso de sucesso com mais de 30 anos da intervenção da União Europeia. Criados em meados da década de 80 pela DG REGIO (então DG XVI), os EU-BIC promovem a criação de novas empresas inovadoras e ajudam as PME a inovar, através do apoio à inovação, incubação e internacionalização, promovendo o desenvolvimento económico das regiões, criando novos empregos e desenvolvendo novas ou PME existentes, atuando como um importante agente de desenvolvimento regional.

Os EU-BIC são um exemplo clássico de como as atividades financiadas pela União Europeia podem e devem ter um impacto concreto no crescimento económico e no aumenta da competitividade europeia. Em termos globais, os mais de 150 EU-BIC criaram milhares de novos negócios e dezenas de milhares de novos empregos qualificados e sustentáveis.

Em 2013 os mais de 150 EU-BIC apoiaram em termos globais 12.300 empreendedores que deram origem à criação de 3.000 novas empresas, com uma taxa de sucesso de 90%, e ajudaram a captar cerca de 284 milhões de euros em investimento, incluindo financiamento público, bancário e de risco. Geraram cerca de 13.000 novos empregos em start-ups e PME, com um investimento público muito eficiente de cerca de 8.800 euros por cada emprego criado. http://ebn.eu/sharedResources/users/59/Infographics_EBN_2014.pdf.

 

 

Mais informação em www.bicminho.eu e em www.ebn.eu.

Fotos: DR