Oiôba – A colecção de fitness chegou

focus2aEm Setembro, o nosso artigo perguntava se já tinha ouvido falar de arquitectos que desenham biquínis e fatos de banho. A resposta era “Sim, existem, são portugueses e criaram uma marca com um espírito positivo, divertido e colorido”. Se o artigo fosse redigido hoje, a pergunta teria de incluir também uma colecção de fitness.

O início da aventura masculina no mundo do beachwear feminino remonta a 2011. Após um intercâmbio no Brasil, os arquitectos Pedro Sousa e Rui Roncha criaram a marca “Oibiquini”. Nesta fase, as peças eram produzidas na cidade maravilhosa e comercializadas através de uma página pessoal no Facebook.

Em 2015, os jovens arquitectos formados na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto “mergulham” a fundo no projecto, criam a nova marca “Oiôba”,  Vladimiro Leopoldo (mais um arquitecto) entra “a bordo” e as peças passam a ser confecionadas a 100% em Portugal.

Esta estação, a “Oiôba” fez questão de nos surpreender de novo.  A marca lançou a colecção de fitwear Outono/Inverno 2016 chamada “Focus”, à venda em exclusivo em OIOBA.COM.

focus3aRespeitando a identidade e estilo próprio da marca, a colecção é inspirada nas cores e formas da natureza, na energia do sol e acima de tudo, numa estética divertida e espírito positivo.

Segundo os criadores, “Focus” pretende celebrar um estilo de vida alegre e saudável, integrando um mix de padrões vibrantes e cores fortes. Uma aposta em modelos com licras de qualidade excelente e detalhes de corte nas peças para uma melhor ventilação e conforto. A fusão entre qualidade e energia dos padrões coloridos e fortes vai aumentar a motivação do treino.

Mantendo o espírito da marca, a “Focus” dirige-se a um público feminino jovem, contemporâneo e eclético, que compartilha um vínculo forte com a natureza e se rege por um estilo de vida positivo e activo.

Fotos: DR

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Oiôba – Os biquínis desenhados por arquitectos portuenses

 

As startups portuguesas mais mediáticas

farfetch_portoEm vésperas da Web Summit em Lisboa, um dos maiores eventos mundiais na área do empreendorismo, a Cision foi saber quais as 50 startups mais mediáticas em Portugal. Farfetch, Uniplaces e Science4You são as startups a que os media nacionais conferiram mais destaque desde o início de 2016.

A Farfetch, plataforma online de venda de moda de luxo, é a mais mediática startup lusa com um total de 772 notícias veiculadas  e também a primeira “billion dolar company made in Portugal”.

A Uniplaces é uma plataforma online para alojamento de estudantes universitário e é a segunda startup portuguesa mais mediática, foi alvo de 683 notícias.

A Science4you produz brinquedos educativos e científicos e conquistou o terceiro lugar deste ranking com um total de 475 notícias,

Este estudo teve como objeto todas as notícias veiculadas, no espaço editorial nacional, em mais de 2000 meios de comunicação social, no período de tempo compreendido entre 1 de janeiro e 26 de outubro de 2016, num total de mais de 4 milhões de artigos escrutinados.

De acordo com a Cision, a selecção das empresas em que incidiu a recolha de informação para este estudo teve por base as startups selecionadas para estarem presentes no Websummit, bem como outras startups que se destacaram em termos mediáticos, no corrente ano. A validação da lista final que foi submetida a pesquisa na base de dados da Cision, teve o apoio da Corpcom, agência portuguesa que desde 2007 tem vindo a desempenhar um importante papel na comunicação de startups nacionais e internacionais, bem como na comunicação do ecossistema empreendedor português.

A Cision é líder global em serviços e software de comunicação e marketing e disponibiliza um package de serviços integrado para startups portuguesas, que permite a identificação de influenciadores em todo mundo, com potencial interesse na sua atividade, distribuição de press releases em circuitos globais e monitorização de informação.

50 startups mais mediáticas em Portugal
1 Farfetch 18 Good After 35 Sword Health
2 Uniplaces 19 Unbabel 36 Helppier
3 Science4You 20 Codacy 37 Speak
4 Esolidar 21 FixeAds 38 Cuckuu
5 Tradiio 22 Zarph 39 Bica Studios
6 Seedrs 23 AddVolt 40 MitoDiets
7 Feedzai 24 BeeVeryCreative 41 TREAT U
8 Talkdesk 25 Tripaya 42 Facestore
9 Zaask 26 Follow Inspiration 43 HeartGenetics
10 Chic by Choice 27 Landing Jobs 44 Pet Universal
11 Book in Loop 28 Infraspeak 45 Peekmed
12 NutriVentures 29 WiseCrop 46 Fibersail
13 Veniam 30 doDoc 47 Anubis Networks
14 Hole19 31 360imprimir 48 Transactional Track Record
15 Aptoide 32 Sensefinity 49 Yoochai
16 Iclio 33 B-Guest 50 Watgrid
17 Prodsmart 34 Xhockware

Fonte:  Cision
Foto: DR

 

 

Freakloset: nova marca de calçado premium 100% nacional vai desfilar em Londres

Equipa Freakloset1Freakloset é a nova marca de calçado premium 100% português que chega aos mercados nacional e internacional com uma proposta de valor única: reinventar os modelos mais clássicos, icónicos e intemporais de calçado, tornando-os totalmente personalizáveis com novas cores e novos materiais.

Este é apenas o primeiro passo rumo à expansão da marca que tem por objetivo a internacionalização, já em 2017 – Joana Lemos

A ideia partiu da jovem empreendedora de 26 anos, Joana Lemos, Designer & Founder da Freakloset, formada em Gestão e Administração de Empresas (Universidade Católica, Lisboa), com mestrado em Marketing (ESADE, Barcelona) e em Design (Parsons School of Design, Nova Iorque e IAE, Lisboa). Incentivada pela vontade de criar um produto inédito, que se adaptasse a diferentes estilos e personalidades, Joana cria aquele que seria o primeiro esboço da Freakloset, fruto da sua tese de mestrado na ESADE. Após uma rigorosa análise de mercado, decide avançar com a criação da marca em Portugal, tendo, desde então, trabalhado para encontrar os melhores materiais, o melhor processo de produção, os melhores fornecedores e o melhor design para garantir que apresentava um produto único, nacional, que primasse pela qualidade, detalhe, conforto e design.

O sucesso da sua estratégia de negócio foi desde logo comprovado com uma parceria internacional que permitirá, à Freakloset, apresentar-se ao mercado externo. Em fevereiro de 2017, esta nova marca de calçado 100% nacional desfilará na London Fashion Week, em parceria com uma reconhecida marca de roupa londrina.

Equipa FreaklosetDerby, Monk, Ankle Boot, Chelsea Boot e Loafer são alguns dos modelos disponíveis para venda online no website Freakloset e que podem ser totalmente personalizáveis, em minutos, graças ao avançado sistema 3D que permite escolher diferentes cores de pele, de tecido, de sola e de atacadores, para uma multiplicidade de opções adaptadas ao estilo de cada um. “Pegámos no design simples e intemporal destes modelos e demos-lhe um twist de modernidade atribuindo-lhes novas cores e materiais improváveis, como o neoprene”, refere Joana Lemos. “Fomos ainda mais longe na originalidade do nosso conceito e criámos um software 3D, simples e intuitivo, através do qual é possível personalizar quatro partes do sapato – pele, taloeira, atacadores e sola – para criar, em minutos, uma infinidade combinações e estilos”, acrescenta a responsável.

Para além da personalização, a Freakloset disponibiliza ainda uma coleção fixa que reúne uma série de combinações pré-definidas de acordo com as tendências da estação. A nova coleção Outono/Inverno já está .

Tivemos a sorte de nascer num país com uma forte tradição histórica de produção de calçado e isso deve ser capitalizado pela nova geração que pode ‘abraçar’ esta herança e aportar design e inovação à qualidade que já nos é reconhecida mundialmente. Marcas como Josefinas e Fly London são exemplo disso mesmo

Produzidos em Portugal, os sapatos Freakloset são feitos à mão, um a um, recorrendo às melhores e mais inovadoras técnicas de confeção que, aliadas à experiência de mais de 60 anos da equipa de artesãos, garantem a qualidade e o conforto, desde a costura até à sola. Tudo isto é reforçado com a introdução de alguns dos mais luxuosos tecidos e peles do mercado.

Para completar a experiência de compra no canal online, a aquisição da coleção fixa e a encomenda dos modelos personalizados podem ser feitas, também, no showroom Freakloset, situado no n.º 72 da Rua do Passadiço, em Lisboa, junto à Avenida da Liberdade.

Fonte: Freakloset
Foto: DR

TYPE – Beachwear 100% nacional para quem tem atitude e confiança

TYPE1Inês, é licenciada em Arquitetura e Mestre em Gestão, mas apaixonada por Moda. Com apenas 24 anos, a jovem empreendedora já lançou quatro surpreendentes colecções da sua marca TYPE.

A TYPE foi criada em 2013 e é uma marca 100% portuguesa, desde a criação à confecção, de biquinis e fatos de banho que visa responder a uma tendência de moda “Girly”.  A jovem marca lusa quer afirmar-se perante uma plateia única, constituída pelo sol, o mar e a areia da costa portuguesa, e daí navegar para todas as costas do mundo.

ines_almeidaPara a criadora, Inês Carrilho de Almeida, a marca possui uma personalidade única e que responde aos desejos e anseios de toda uma geração veraneante que olha de outro modo para o design de beachwear.

A mulher TYPE é uma mulher forte, que tem atitude e confiança, cuja presença nunca passa despercebida, valoriza as pessoas que gostam de si mesmas e que se sentem bem consigo.

A embaixadora da marca é Joana Freitas, que volta a dar cara a mais uma colecção.

Este ano, pela primeira vez, a TYPE lançou , uma colecção de Homem – HYPE by TYPE – com padrões exclusivos e um corte único.

TYPE2A TYPE vende os seus produtos online e na loja em Lisboa, na Rua Rodrigo da Fonseca, nº25.  Para atingir o maior público possível, a marca está presente pontualmente noutras cidades. Este ano, a TYPE marcou presença no Porto, Vilamoura e Funchal.

Fotos: DR

Turismo solidário: Entrevista a Rita Marques, co-fundadora da ImpacTrip

impactrip1A ImpacTrip (agência de viagens de Turismo Solidário) proporciona experiências turísticas alternativas para REdescobrir Portugal e criar um impacto social e ambiental positivo. A Excelência Portugal quis conhecer este conceito turístico inovador e entrevistou Rita Marques, co-fundadora da ImpacTrip.

Já doámos milhares de refeições, gerámos muitas centenas de horas de voluntariado corporativo envolvendo milhares de colaboradores e apoiando ainda maior número de beneficiários – Rita Marques, co-fundadora da ImpacTrip

Quando tu e o Diogo se sentaram e decidiram fundar a ImpacTrip, qual era o objectivo? Ainda hoje é o mesmo ou tem evoluído?

A ideia surgiu enquanto viajava sozinha pela Ásia e percebi que havia mais pessoas como eu, que queriam conhecer profundamente os locais por onde passavam e deixar uma marca positiva fazendo voluntariado. Depois de pesquisar percebi que já existiam alguns programas deste género com bastante sucesso e que faziam realmente a diferença nessas comunidades, mas em Portugal não. Foi aí que pensei: “Em Portugal existem, obviamente, necessidades sociais e nós somos um país maravilhoso para se viajar.” A ideia estava formada. Durante este processo conheci o Diogo que, com experiência no sector do turismo, percebeu que era uma ideia com futuro. Foi através do Linkedin que entrámos em contacto e marcámos um almoço para discutir ideias sobre a possibilidade de trabalharmos aquele conceito. Apertámos a mão ali mesmo e hoje em dia esse aperto de mão traduziu-se numa grande amizade e muito crescimento profissional. Hoje o objectivo mantem-se, dar a conhecer o nosso país de uma maneira diferente, permitindo aos nossos turistas viajarem como locais e ainda darem um pouco de si a quem mais precisa.

A empresa tem evoluído muito ao longo do tempo e no ano passado criámos mesmo um novo departamento que se dedica exclusivamente à responsabilidade social das empresas. Em parceria com a nossa rede de parceiros sociais procuramos soluções que envolvam os trabalhadores na própria solução efetiva dos problemas e necessidades destas organizações que no dia-a-dia fazem um trabalho incrível. Neste novo departamento, a Impacteam, temos tido um sucesso enorme pois já trabalhámos com grandes empresas como é o caso da Lilly, Banco de Portugal, Partners, PHC, entre outras. Já doámos milhares de refeições, gerámos muitas centenas de horas de voluntariado corporativo envolvendo milhares de colaboradores e apoiando ainda maior número de beneficiários.

Queres explicar um pouco às pessoas aquilo que acreditas ser a missão da empresa que criaste?

Ao contrário do que muitos pensarão, para se fazer Turismo Solidário não é necessário ir para países de terceiro mundo ou terras perdidas no meio do mato. A Europa e as grandes cidades, por exemplo, também têm necessidades sociais e ambientais que precisam de ser colmatadas. E foi dessa visão que nasceu a IMPACTRIP, um conceito totalmente pioneiro e inovador em Portugal e que se revela como uma forma incrível e autêntica de conhecer este magnífico país.

O Turismo Solidário é uma forma de turismo alternativo que junta dois conceitos muito interessantes (e improváveis): Turismo e Voluntariado.

Este turismo diferente contribui para o combate às desigualdades sociais e permite ao viajante dedicar parte do tempo da sua viagem ao desenvolvimento da região visitada, de modo a ter uma maior envolvência com as comunidades locais absorvendo melhor a cultura e deixando a sua marca positiva.

Quem é que nunca acabou uma viagem com a sensação que podia ter visitado mais, que teria sido engraçado conhecer os locais mais a fundo, as ruas mais escondidas, os costumes mais enraizados? Quem é que nunca terminou uma viagem com a sensação de que podia ter feito algo diferente?

Estas viagens solidárias vêm responder a esse espaço vazio que fica quando viajamos. Poder passear, conhecer os locais pela voz de um local, fazer refeições em fornos comunitários, apanhar azeitonas, preservar o lobo ibérico que está em vias de extinção, são atividades que fazem parte de um turismo diferente, que nos transporta para tempos e histórias antigas e nos dá a conhecer a verdadeira essência de cada região. E no final, estas viagens têm um impacto muito positivo, em termos sociais, ambientais e até pessoais.

O voluntariado destes programas é sempre adaptado às competências dos voluntários para maximizar o contributo para a organização que os recebe. As tarefas são muito diversificadas dependendo das organizações e podem ir desde cozinhar refeições para sem-abrigo, ensinar crianças de bairros sociais a tocar guitarra, limpar o lixo marinho do fundo do mar, resgatar animais abandonados da rua ou mesmo construir uma casa para uma família carenciada. Estes são só alguns exemplos de muitos programas que podem ser organizados sob o conceito de turismo solidário.

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- Fala-nos um pouco daquilo que é possível fazer convosco.

Como somos todos diferentes e temos gostos distintos, procuramos sempre ter programas que se adaptem a todos os “gostos e feitios”.

Os programas de praia e natureza são sempre os mais procurados até porque fogem um bocadinho dos locais e itinerários ditos habituais.

Temos 4 programas principais – Natureza, Praia, Mergulho e Cidade – que depois se subdividem por vários locais em Portugal (incluindo ilhas) e durações (desde 1 dia até 2 semanas). Podem ver todos os destinos onde trabalhamos no nosso website.

Igualmente importantes são as 6 áreas de impacto com quem os viajantes-voluntários se podem envolver:

– Combate à fome a desperdício alimentar

– Educação infantil

– Ambiente

– Combate à pobreza

– Proteção animal

– Apoio a pessoas com deficiência

Em termos de destino, Valada do Ribatejo, por ser um destino completamente desconhecido até para os Portugueses e por ter uma Natureza ainda muito virgem, e a experiência da Arrábida, pela beleza Natural, são os mais procurados.

O número não está fechado, estamos sempre a lançar novos programas que tenham um impacto social significativo numa das 6 áreas de impacto.

Acreditas que o turismo solidário em Portugal tem muito para crescer?

Sem dúvida que sim! O Turismo está em constante mudança e evolução. Os turistas são muito exigentes e estão sempre à procura de inovação e de atividades que os desafiem e tornem a experiência “fora de casa” numa experiência única. Em Portugal, o turismo solidário está a ganhar o seu lugar e nós, enquanto ImpacTrip, ficamos muito satisfeitos no papel ativo que estamos a ter para essa evolução. Temos a certeza que neste momento somos a referência do Turismo Solidário em Portugal e o nosso objectivo é aumentar esse reconhecimento e levar a ImpacTrip ainda mais para fora de portas.

A grande maioria dos nossos clientes são estrangeiros, mas gostávamos muito de aumentar o número de Portugueses a experimentar este tipo de turismo.

- Que tipo de pessoas procuram fazer voluntariado no nosso país?

O nosso público varia consoante o programa, mas são maioritariamente jovens, pessoas que costumam fazer algum tipo de voluntariado, que são ativas e participam em grupos de desporto ou artes.

Os mercados-alvo internacionais são essencialmente os Países do norte da Europa, os Estados Unidos e Canadá e a Austrália.

Algum (ou alguns) episódio(s) que tenham chamado a tua atenção, algo que verdadeiramente marcou toda esta tua aventura?

Tantos… Desde casais formados nos nossos programas de voluntariado internacional de longa duração, até viajantes grávidas, pessoas que vêm curar depressões fazendo voluntariado (e resulta!), famílias inteiras que trazem as suas crianças ou filhos de emigrantes que se mudam para Portugal depois dos nossos programas. As nossas histórias davam para uma longa conversa

Deixo a história que escrevemos sobre uma família com uma criança de 6 anos que viajou connosco: http://www.e-konomista.pt/artigo/voluntariado-para-criancas/

Que desafios esperas encontrar pela frente? Ainda há um longo caminho a fazer em termos sociais e ambientais em Portugal?

Dado que o Turismo Solidário ainda continua a ser um conceito desconhecido no nosso País, o nosso objetivo é claramente dar a conhecer esta nova forma de viajar e convidar cada um e todos os Portugueses a Redescobrir o seu País.

O terceiro sector em Portugal está cheio de ideias e cada vez mais jovens dedicam o seu tempo e energia e renovar a forma como estas trabalham. Há um longo caminho para melhorar o sector mas mesmo sendo devagar estamos a seguir no caminho certo. E a ImpacTrip quer fazer parte e contribuir para esse caminho de progresso social e ambiental!

Fotos: DR

REALFEVR: Startup nacional quer mudar o universo das Fantasy Leagues em Portugal, e no mundo

gameqA REALFEVR é a primeira plataforma online de Fantasy Leagues com registo gratuito que permite o acesso a estatísticas em tempo real e a única que oferece a possibilidade de jogar, em simultâneo, e com um só registo, várias competições nacionais e internacionais. O sucesso deste projeto, desenhado por cinco jovens portugueses apaixonados por futebol e por tecnologia, valeu-lhes um investimento de 1 milhão de euros e um acordo exclusivo com o reconhecido jornal desportivo espanhol AS que aposta na internacionalização deste projeto para Espanha, América do Sul e Estados Unidos.

Liga Espanhola, Liga Portuguesa, Liga Europa e Champions League são algumas das competições que já estão disponíveis na plataforma REALFEVR, sendo que o plano de crescimento da empresa passa pela inclusão de outras competições e outros desportos, tais como o Surf, o Golf, o Rugby, o Basquete e a Fórmula 1, e também pela integração em boxes de televisão e em consolas de jogos. A aposta na informação estatística tem por objetivo, ainda, tornar a REALFEVR num agregador de conteúdos desportivos essenciais para inúmeros canais e empresas.

Queríamos criar algo que ainda não existia no mercado nacional, uma plataforma que concentrasse, num só local, todas as competições de relevo. Fomos mais longe na inovação e tornámos o acesso à plataforma gratuito, criámos uma app mobile de suporte ao website e uma parceria com uma das maiores empresas mundiais de estatísticas para oferecer informação relevante de apoio à decisão de jogo - Tiago Dias, sócio fundador da REALFEVR

A REALFEVR foi pensada para se adequar a todo o tipo de jogadores, dos mais “light” aos mais aficionados, pois disponibiliza vários modelos de jogo adequados às suas necessidades e vontades. Atualmente, a plataforma soma mais de 25.000 utilizadores registados, com uma taxa de fidelização na ordem dos 90%, e espera ultrapassar, em breve, os 250 mil utilizadores.

“É uma clara aproximação ao modelo de ligas de fantasia dos Estados Unidos, onde há diversos programas de televisão dedicados exclusivamente a estas ligas e uma infinidade de conteúdos online com milhões de visualizações”, referiu Tiago Dias.

Com a REALFEVR, os chamados “treinadores de bancada” têm uma oportunidade única para passarem da teoria à prática e desafiarem os seus amigos e colegas para verem quem consegue criar e gerir a melhor equipa de futebol.

Fonte: REALFEVR
Foto: DR

 

Startup Braga Bootcamp – dois dias para ajudar a desenvolver ideias tecnológicas

bootcampA Startup Braga realiza nos próximos dias 30 de setembro e 1 de outubro um bootcamp destinado a todos os que tenham ideias e projetos tecnológicos, e que precisam de apoio para compreender se estes se podem transformar em negócios, ou a quem queira simplesmente aprender.

O Startup Braga Bootcamp tem como objetivo capacitar inovadores de todas as idades, com enfoque nas ideias de base tecnológica, na área digital, médica ou da nanotecnologia. É uma excelente oportunidade para validar a possibilidade de transformar tecnologias em produtos e compreender a sua necessidade no mercado, ou simplesmente para aprender sobre este processo – Daniela Monteiro, da Startup Braga

Durante dois dias, os participantes vão usufruir de uma série de workshops essenciais para iniciar o processo de desenvolver uma ideia, transformando-a num negócio. Desta forma, vão perceber a necessidade do seu produto no mercado, compreender a proposta de valor para o cliente e desenvolver o seu modelo de negócio, trabalhando em conjunto com mentores.

O bootcamp não tem limite de idade, não requer experiência e mesmo quem não tem uma ideia pode inscrever-se e juntar-se a alguém que tenha.

O Startup Braga Bootcamp realiza-se nas instalações da incubadora.  As vagas são limitadas e, para participar, basta registar-se gratuitamente em www.eventbrite.com/e/startup-braga-bootcamp-tickets-27435583569.

Fonte: Startup Braga
Foto: DR

Oiôba – Os biquínis desenhados por arquitectos portuenses

carlotasardinhacapaJá ouviu falar de arquitectos que desenham biquínis e fatos de banho ?  Sim, existem, são portugueses e criaram uma marca com um espírito positivo, divertido e colorido.

É uma marca positiva , natural e divertida. Pretendemos transmitir uma ideologia saudável , vibrante e alegre. Desenvolvemos produtos com cortes básicos mas que de destacam pela cor e criatividade. Tentamos introduzir sempre na nossa marca uma vertente cultural e artística , tanto pela comunicação/marketing que usamos como na criação de parcerias com jovens artistas. A cultura também está presente nos eventos que promovemos – Pedro Sousa, co-fundador da Oiôba

inespaisO início desta aventura masculina no mundo do beachwear feminino remonta a 2011. Após um intercâmbio no Brasil, os arquitectos Pedro Sousa e Rui Roncha criaram a marca “Oibiquini”. Nesta fase, as peças eram produzidas na cidade maravilhosa e comercializadas através de uma página pessoal no Facebook.

carlotasardina2Em 2015, os jovens arquitectos formados na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto “mergulham” a fundo no projecto, criam a nova marca “Oiôba”,  Vladimiro Leopoldo (mais um arquitecto) entra “a bordo” e as peças passam a ser confecionadas a 100% em Portugal.

A marca  só era vendida através do  website  mas, este verão, abriu a sua primeira loja física, nas Galerias Lumière, na Baixa do Porto.

oioba3aSurpreendido? A história não termina aqui, a marca vai lançar uma coleção de fitness a 15 de setembro.

Fonte: Oiôba
Fotos: DR

Loja
Galerias Lumière, na Rua José Falcão, 157
4050-317
Porto

Website
http://oioba.com

Facebook
https://www.facebook.com/oibiquini

 

Na primeira pessoa: a paixão de Madalena pelo vinho

madalena_vidigal1Chamo-me Madalena Vidigal e nasci em Lisboa num ano de bons Porto Vintage, 1985. Sou licenciada em Gestão Hoteleira, pois sempre adorei turismo e viagens, e o vinho foi uma descoberta mais recente que mudou totalmente o rumo da minha vida!

O meu avô trabalhou no Instituto da Vinha e do Vinho (na altura, Junta do Vinho) e o meu pai é um grande apreciador de vinho, mas o vinho nunca me tinha entusiasmado. Ironicamente, foi preciso ir passar uma temporada a Moçambique, para provar pela primeira vez um vinho sul africano e achar que afinal valia a pena dar uma oportunidade a este néctar!

A partir desse momento, fazer workshops, frequentar feiras de vinho e passar horas em garrafeiras tornaram-se o meu passatempo favorito!

Uma vez que estava na área de turismo e o vinho ganhava maior importância na minha vida, decidi mais tarde fazer uma Pós-graduação em Enoturismo. Com este curso, descobri que o vinho move gente de todo o mundo e por todo o mundo, aproxima as pessoas à natureza e proporciona-lhes experiências inesquecíveis.

Até que surgiu na família a ideia de plantar uma vinha e essa ideia concretizou-se em Évora: sem história ou herança vitivinícola, a vinha nasceu do zero! Nessa altura, despedir-me do emprego e trocar o fato e os saltos altos de Assistente do Direcção de F&B num hotel de cinco estrelas em Cascais, por galochas e tesoura de poda numa vinha em Évora, foi uma decisão muito fácil!

Os 3 hectares de vinha foram plantados em 2013 e desde aí que me tenho dedicado a cuidá-la, vê-la crescer e desenvolver-se de ano para ano, com a ajuda de técnicos e agricultores da região. O entusiasmo e a vontade de saber mais, fizeram-me “voltar à escola”, mais concretamente à Universidade de Évora onde estou a estudar Viticultura.

Costumo dizer que os meus dias agora são passados “entre vinhas”, entre a minha e muitas outras. Sou uma viajante do vinho, uma enoturista imparável que adora descobrir as diferentes regiões por este mundo fora.

Além de percorrer o país dos Vinhos Verdes ao Algarve e ilhas, também já me aventurei pelas vinhas de Napa Valley, Bordéus, Chile e Rioja e criei o meu próprio blog – Entre Vinhas. Assim partilho as minhas experiências como enoturista para mostrar que o vinho é acessível a qualquer um e, acima de tudo, é uma excelente desculpa para sair de casa e passar uns dias no sossego do campo!

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Quanto ao meu vinho, ainda é cedo para ser dado a conhecer. A vinha precisa de mais uns anos para nos dar as uvas que queremos para produzir um néctar de excelência. Até lá vou acompanhando as minhas plantas nas suas diferentes fases, com toda a calma e paciência, porque a natureza não se apressa e um bom vinho, precisa de tempo para se revelar!

Em relação ao futuro, sou muito optimista! Perguntam-me muitas vezes se não tenho medo das modas e de que o vinho, que agora preenche redes sociais, salas de eventos e até mesmo bares e discotecas, um dia perca o encanto e seja ultrapassado pelos gins e cocktails. Penso que não, uma bebida com uma tradição de mais de 2000 anos em Portugal não vai passar de moda, e a prova sou eu e tantos outros jovens produtores de vinho que acreditam no seu valor e dão continuidade a este nosso património vitícola.

É verdade que o vinho português ainda não tem o lugar de destaque nos mercados estrangeiros como se desejava, mas devemos pensar que a produção de vinho de qualidade (à excepção do vinho do Porto) é algo relativamente recente no nosso país. O reconhecimento e distinção demoram a conquistar e ainda há muito trabalho a fazer.

Também não acho que seja uma questão de quantidades e que por isso não somos um mercado competitivo em relação a grandes países produtores. Apenas temos que encontrar lugar nos mercados que dão valor a produtos exclusivos, a vinhos com história produzidos em família, a uma enorme variedade de castas e sabores e centenas de anos de experiência. Tudo leva o seu tempo e as mentalidades (fora e dentro de Portugal) ainda estão a mudar. Por isso acredito mesmo que Portugal está no bom caminho!

Fotos: DR

Juliana Oliveira – “Sou CEO de uma start-up de metalomecânica”

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“Como?” “Desculpa?” “Jura??!!” ou uma bela gargalhada, são só algumas das reações que ouço quando digo qual a minha ocupação profissional. Ora… Aqui temos três questões: 1. Sou mulher; 2. Sou CEO de uma start-up; 3. Além de ser mulher, a minha start-up é de metalomecânica!

“Uauuuu… Mas o que é que se passou na cabeça desta miúda?! Despediu-se de uma multinacional, vestia fato com camisa branca, era a “Sra. Dra.” sentada numa secretaria limpa, para criar a sua própria empresa, calçar umas botas de biqueira de aço e subir a camiões do lixo para perceber se o cilindro hidráulico está com fugas de óleo ou não?!”

Pois é! A minha start-up até podia ser um blog sobre alimentação saudável ou viagens; uma empresa de organização de eventos, um hotel ou um restaurante na baixa do Porto; uma nova marca de fatos de banho, toalhas de praia ou almofadas; uma loja de decoração ou uma aplicação sobre exercício físico! Isso sim, era feminino!

Para além do lado pouco feminino da metalomecânica… start-up que é start-up tem que ter uma “app”; start-up produz bens transaccionáveis com uma forte componente tecnológica; start-up cria postos de trabalho de mão-de-obra qualificada; start-up de sucesso é notícia quando nasce!

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Então e se uma empresa fundada em 2016 (start-up, certo?) não tiver uma “app”, porque simplesmente não faz sentido?

Se essa empresa vender serviços, num sector estável, onde está a dar que falar (em Portugal e na Europa) pela excelência do serviço prestado, não é inovadora? Qual é o nome que podemos dar à arte de transformar um sector totalmente tradicional no mercado, se não “inovação”?

E se essa empresa contratar mão-de-obra que apesar de não ser “qualificada” é altamente motivada, porque acredita no projecto de uma mulher que (imagine-se!!!) criou uma empresa de metalomecânica. Essa mulher que está a criar postos de trabalho para pessoas que com 50 anos estariam no desemprego e sem perspectivas de futuro ou reforma; ou para pessoas com 30 anos, o 9º ano (feito nas novas oportunidades) e um histórico complicado de vida; ou para desempregados de longa-duração com 3 filhos para sustentar?  Isso não merecia ser notícia??!!

Não!! Então? Falta a “app”, o produto “inovador”, desenvolvido pela mão-de-obra qualificada!

Sou orgulhosamente CEO de uma empresa fundada em 2016 na área da metalomecânica! A minha start-up não é de todo convencional no mundo inconvencional das start-ups (ninguém diria mas já nasceu inovadora).

Mas o que importa? O sector no qual trabalhamos? Qual o nosso género? O que importa é sermos felizes, é a vontade com que saímos da cama de manhã para fazer aquilo que gostamos, tornar o mundo dos que nos rodeiam melhor, fazer do nosso dia um dia de conquistas e luta! e no final vencer!

Se não vencermos? Vencemos sempre! Nem que seja aprendendo aquilo que não se faz! Sim! Porque não temos que nos queixar, não temos que lamentar, temos que agir! Quando fazemos o que amamos e quando acreditamos naquilo que fazemos, tudo vai correr como desejamos (ou melhor ainda)!

Acredito na sorte, mas acredito mais no trabalho! E quando digo que tenho uma empresa de metalomecânica, normalmente desejam-me sorte! Mas que sorte?! Eu lá ganho dinheiro com sorte?!! Desejem-me trabalho! Muito trabalho! Muito óleo para me sujar, muitas pessoas para contratar, muitas reuniões para ter, muitos equipamentos para comprar, é isso que quero que me desejem! Trabalho para mim e para os que estão comigo!

E quando me virem com olheiras, cansada, suja com óleo, tinta e afins, por favor não digam “estavas tão bem na multinacional! Não te chateavas e tinhas o teu horário!”. Não se preocupem, que como mulher que sou, tenho um bom corrector de olheiras e o perfume Chanel na carteira!

Foto: DR

Juliana Oliveira é CEO da OLIMEC