Zomato escolhe Lisboa para sede da empresa na Europa

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A empresa detentora da aplicação Zomato escolheu Lisboa como sua sede europeia e o português Miguel Ribeiro, que lançou a aplicação em Portugal, torna-se agora responsável pelos mercados europeus. A Zomato está agora à procura de um líder para as operações em Portugal.

A Zomato é já bastante conhecida e utilizada em Portugal. É uma aplicação usada para poder encontrar os restaurantes e informação relativa aos mesmos, que correspondam aos critérios do próprio utilizador, sejam estes uma determinada localização, o tipo de cozinha que confecciona, ou a avaliação que os clientes dão, entre outros.

O facto de Portugal ser um país com uma forte vertente tecnológica, onde as pessoas aderem com entusiasmo a novas aplicações, foi um dos factores decisivos para a escolha de Lisboa  diz Miguel Ribeiro num comunicado enviado às redacções.

“A localização geográfica e os fáceis acessos aos principais aeroportos europeus tornam Portugal num país apetecível para investir”, acrescentou o agora responsável pelas áreas de vendas, marketing e operações em Portugal, Reino Unido, Itália, Irlanda, República Checa, Eslováquia e Polónia, bem como a expansão para outros países da Europa.

A empresa multinacional indiana não só achou Lisboa como o local certo para assentar as suas raízes, mas acredita que é aqui que irá encontrar bons candidatos para ocupar o lugar de líder para a equipa que conta com 45 colaboradores em Lisboa e no Porto, sendo este “alguém inspirador, que arregace as mangas e se foque nos resultados e crescimento da Zomato em Portugal”.

A Zomato é uma aplicação para smartphones que disponibiliza informação sobre mais de um milhão de restaurantes em 22 países e tem mais de 80 milhões de visitas por mês. É por isso um marco importante e relevante, o de concentrarem as suas atenções agora na nossa capital.

Foto: DR

 

Chic by Choice e a super-equipa internacional

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Chic by Choice escolhe Lisboa como sede das operações e residência da sua equipa, que já conta com o significativo número de colaboradores estrangeiros. Londres é segunda residência para Filipa Neto, co-fundadora, que divide o seu tempo entre as capitais.

se o mercado está lá fora, tens de ir ter com o mercado – Filipa Neto

A empresa de aluguer de vestidos de luxo, Chic by Choice, aposta numa equipa poliglota para os seus escritórios de Lisboa e Londres, e nem a co-fundadora se vê isenta de estilo de vida de nómada digital. Filipa intercala o tempo entre as duas capitais onde a empresa possui escritórios.

Na equipa lisboeta, “neste momento, temos 20 a 30 por cento” de colaboradores estrangeiros, “dependendo do mês”, admite Filipa,já que existe uma certa rotatividade de trabalhadores na empresa. O entendimento entre todos é essencial para um bom funcionamento, “a partir do momento em que entre uma pessoa que venha doutro país, de outra nacionalidade e que não comunique em português, obrigatoriamente toda a equipa já tem de falar inglês”.

É este nível de acolhimento que coloca os colaboradores à vontade. Como acontece com a alemã Stefanie “que está na parte de content & communication e também de operações”, a ucraniana Margarita, que “faz tudo o que seja customer support – e é excelente nisso”, e da francesa Félicia que ajuda “em tudo o que é conteúdos do site em francês”. Em Londres está a britânica Rachel, que colabora com a fundadora “na gestão de tudo o que esteja relacionado com as marcas”.

Filipa vê-se muitas vezes obrigada a deslocar-se para os escritórios londrinos, onde se encontra uma importante componente de business development. A fundadora reconhece a importância deste ‘nomadismo’. “Se queres construir uma empresa global, tens de estar lá fora, não há volta a dar. Eu senti que, se não desse este passo, não iria estar a fazer todos os esforços para que a empresa tivesse sucesso”.

É com base nesta necessidade que Filipa afirma que, “se o mercado está lá fora, tens de ir ter com o mercado. Tens de perceber de que é que os clientes estão à procura, o que é que os teus parceiros procuram”. No entanto, reconhece que, ao dividir as operações da empresa em duas cidades, isso se torna positivo, já que “o que é interessante é que temos todas as operações cá, desde a área de tecnologia a área de design, customer support, operações – todas essas áreas – marketing, têm pessoas em Portugal. Apesar de o mercado ser internacional, e não vejo qualquer impacto negativo nesse sentido, isso é uma coisa que nos dá um certo brio, até”, conclui a empreendedora.
Foto: DR

A start-up portuguesa Xhockware lançou uma inovadora aplicação de retalho que reduz o tempo de espera à saída dos supermercados

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A start-up portuguesa Xhockware desenvolveu uma aplicação para smartphones (Android e iOS) com o nome de YouBeep, que permite aos consumidores gerir todo o processo de compra, “tornando a experiência mais divertida, personalizada e conveniente.”

Em casa, os consumidores podem criar listas de compras baseadas em promoções, e sincronizá-la com outros. Se estiver noutro local da cidade, poderão encontrar quais os supermercados mais próximos da sua localização, conseguir recompensas apenas por entrar na loja e beneficiar de descontos baseados na localização. Na loja, os clientes apenas têm de adicionar os produtos directamente da prateleira. “O YouBeep é muito simples de utilizar porque permite que o cliente registe os produtos à medida que os vai colocando no carrinho, tenha acesso ao valor final da conta e processe o seu pagamento junto a uma caixa registadora”, comenta João Paulo Rodrigues, CEO da Xhockware.

A empresa Xhockware foi fundada no Porto, em Fevereiro de 2014 e é especializada em tecnologias de retalho. A empresa tem como principal objectivo criar soluções inovadoras para problemas deste sector, para as queixas mais comuns acerca das compras em supermercados ou mercearias. Para, desta forma, melhorar a experiência de “ir às compras” por parte dos consumidores e diminuir os custos para os retalhistas. É esta combinação software-hardware que confere à tecnologia vantagem competitiva, já que permite que seja utilizada por qualquer retalhista do mundo e por qualquer utilizador com smartphone.

A aplicação permite reduzir o tempo de checkout em 50% e já se encontra implementada em 5 lojas nas zonas de Cascais, Lisboa, Porto e Torres Vedras. Em cada loja onde se encontra já se encontra em utilização por mais de 10% dos clientes.” O YouBeep está actualmente a ser testado na cadeia de supermercados Lidl e Pingo Doce, com resultados iniciais a ultrapassarem as expectativas.

Este projecto proporciona benefícios para todos aqueles que estejam envolvidos na actividade. Ideias como esta permitem facilitar o dia-a-dia, fazendo com que sejam eliminados certos obstáculos que nos podem incomodar, tornando certo tipo de tarefas menos desagradáveis. Saber utilizar as tecnologias a que hoje temos acesso e direccioná-las para resolver problemas ainda não resolvidos é algo precioso e é bom reconhecer que temos portugueses que o sabem fazer.

 

Como usar a YouBeep

1) O utilizador entra na aplicação, selecciona o botão de compras e faz scan ao código QR à entrada da loja.

2) Para fazer compras o utilizador só tem de ler os códigos de barras dos produtos antes de os arrumar no carrinho de compras.

3) O checkout pode ser feito numa caixa disponível para utilizadores YouBeep. Para finalizar as compras basta ler o código QR.

4) Os pagamentos podem ser feitos através das modalidades habituais em cadeias de retalho.

 

Fontes: European Market Magazine, Telemoveis.com e Xockware.com
Foto: DR

A revista Forbes reconheceu Portugal como o país que mais recentemente descobriu o seu espírito empreendedor

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A revista Forbes reconheceu Portugal como o país que mais recentemente descobriu o seu espírito empreendedor. É certo e sabido que nos últimos anos, em que a crise na Europa tem estado presente, que as medidas de austeridade aplicadas alteraram o nosso modo de viver. Talvez o primeiro pensamento que nos venha à cabeça é de que complica tudo. No entanto, tem-se verificado um outro cenário, talvez menos provável: há a criação de oportunidades a muitas pessoas para criarem os seus próprios negócios, “que servem de combustível ao crescimento de incubadoras e aceleradores tecnológicos.”

“Não há outro lugar onde a transformação tenha sido tão impressionante como em Portugal, um país famoso pelos seus exploradores marítimos, rico em História e em cultura e, agora, inspirador na maneira como acolhe as empresas”, escreve a Forbes.

Uma mente empreendedora sabe aproveitar as lacunas existentes no mercado, colocando-se em vantagem em relação aos outros, e tal como diz a jornalista Alison Coleman, os empreendedores portugueses souberam usar a sua “criatividade engenhosa” para as preencher. “A revista destaca ainda o apoio do governo ao empreendedorismo, com a aposta na agência Portugal Ventures e o seu fundo de 450 milhões de euros para apoio a startups inovadoras e também focadas nos sectores económicos mais tradicionais.”

O nascimento de incubadoras como a Startup Lisboa e de eventos ligados ao empreendedorismo, tais como o Lisbon Challenge, têm também ajudado na construção deste novo espírito de descobridores. As incubadoras, têm providenciado um maior boost, oferecendo às empresas inexperientes os espaços para os escritórios que sejam necessários e o apoio empresarial que estas necessitam para que consigam “levantar voo”. No caso dos aceleradores tecnológicos, permitem que sejam dados a conhecer mais rapidamente e a um maior número e variedade de pessoas e de empresas, os negócios que estão em fase de lançamento e que podem necessitar de investimentos para um maior desenvolvimento do projecto.

Este rápido desenvolvimento do empreendedorismo português, pode parecer vir de surpresa, mas é facilmente explicado pelo facto de que já faz algum tempo desde que as empresas prometedoras têm vindo a ganhar fundos e a lançar os seus produtos a nível internacional. A reportagem diz que esta evolução tem vindo a ser disfarçada pela questão de que este é um comportamento generalizado pelos países Europa e pelo facto de haverem outros países que tem tido um desenvolvimento mais rápido, levando a que os resultados finais impressionantes do nosso país possam surpreender alguns.

Não deverá, no entanto, ser surpresa para aqueles que já são capazes de reconhecer o valor que Portugal tem e que sempre teve, seja desde a época dos descobrimentos ou nos dias de hoje.

 

Fontes: Dinheiro Vivo, Forbes
Foto: DR

Ver com “olhos de ouvir” – Estudo liderado pela UC revela forte plasticidade cerebral em pessoas surdas

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Os surdos congénitos apresentam uma grande neuroplasticidade (capacidade do cérebro se modificar) de longo prazo, fazendo com que o seu córtex auditivo aloje propriedades visuais típicas do córtex visual, revela um estudo internacional liderado pelo investigador Jorge Almeida, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (UC).

Os resultados da pesquisa, já aceite para publicação na Psychological Science, revista internacional de referência na área da psicologia, poderão ser determinantes “para explorar novas abordagens terapêuticas para tratar lesões cerebrais e doenças neurodegenerativas baseadas na neuroplasticidade, e serão centrais para o desenvolvimento de novas gerações de implantes cócleares mais eficazes”, nota o coordenador do estudo.

Os atuais dispositivos”, clarifica o investigador, “estão pensados para explorar a organização típica do córtex auditivo, mas o estudo provou alterações na estrutura, passando o córtex auditivo a deter informação relativa à visão. Será assim necessário repensar a conceção dos implantes cocleares de modo a que estes explorem também a nova organização cerebral.”

Financiado pela Fundação BIAL e por uma bolsa Marie-Curie (na primeira fase), o estudo foi realizado ao longo dos últimos quatro anos e envolveu um grupo de surdos congénitos e um grupo de normo-ouvintes (pessoas sem surdez) Chineses.

Para perceber os mecanismos de receção e reação do córtex auditivo, ambos os grupos foram sujeitos a diferentes estímulos visuais durante a realização de uma ressonância magnética, tendo os investigadores verificado que, no caso dos surdos, o córtex auditivo herda o tipo de processos e potencialmente organização que vemos no córtex visual dos normo-ouvintes.

Estas modificações neuroplásticas “deverão ser responsáveis pela perceção visual periférica superior normalmente apresentada por surdos congénitos”, explica Jorge Almeida.

Entender os “mecanismos que o sistema nervoso central dispõe para se “reprogramar”, modificando o funcionamento do cérebro, é essencial para o desenvolvimento de modelos que expliquem o fenómeno de neuroplasticidade a longo-prazo, ou seja, a compreensão do modo como o cérebro se transforma e adapta a longo prazo, e para a aplicação de terapias baseadas nestes modelos”, conclui o líder do estudo, que contou ainda com a participação de investigadores da Universidade do Minho, de duas universidades Chinesas e uma dos Estados Unidos da América.

A equipa pretende agora avançar com novos estudos em Portugal para explorar mais aprofundadamente a neuroplasticiadade na surdez, nomeadamente como forma de compensação da modalidade sensorial afetada.

 

Fonte: Gabinete de imprensa da Universidade de Coimbra
Foto: DR

 

 

Antigo estudante da Universidade do Minho vence prémio no valor de 430 mil euros para estudar o cancro colo-retal

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Noel de Miranda, ex-aluno do curso de Biologia Aplicada da Universidade do Minho, ganhou a “Bas Mulder Award 2015”, uma bolsa no valor de 430 mil euros atribuída pela Fundação Alpe d’HuZes em conjunto com a Sociedade Holandesa de Cancro. Este prémio será destinado à investigação na área do tratamento do cancro cólo-retal que é, atualmente, a segunda causa de morte por doença oncológica em Portugal.

É uma contribuição preciosa para prosseguir a minha carreira nesta área, adquirir independência e estabelecer o meu próprio grupo de investigação no futuro. Acarreta também um sentimento de grande responsabilidade, uma vez que o financiamento é assegurado através das contribuições de ex-doentes, familiares e outras pessoas que se dedicaram a esta causa”, afirma Noel de Miranda, agora Investigador no Centro Médico da Universidade de Leiden, na Holanda.

A sua investigação tem como principal objetivo o desenvolvimento de estratégias que estimulem o sistema imunitário dos doentes com cancro cólo-retal de modo a que este possa identificar e eliminar as células tumorais. Apesar de o sistema imunitário ter a capacidade de reconhecer proteínas anormais produzidas pelas células tumorais, nem sempre se verifica uma resposta imunitária competente nos doentes durante o desenvolvimento de cancro cólo-retal.

O estudo propõe, assim, utilizar as proteínas que se encontram alteradas nas células tumorais para estimular uma resposta imunitária contra as mesmas, algo semelhante ao que é feito através da vacinação contra certas doenças. “Para isto ser possível, o material genético de cada cancro/doente tem de ser analisado através de técnicas de sequenciamento avançadas de forma a determinar que proteínas podem ser usadas para potenciar respostas imunitárias num contexto da medicina personalizada”, esclarece o ex-aluno da Escola de Ciências da Universidade do Minho.

Noel de Miranda, 33 anos, é natural da Póvoa de Varzim. Depois de terminar a licenciatura em Biologia Aplicada na Escola de Ciências da Universidade do Minho, ingressou no Centro Médico da Universidade de Leiden, na Holanda, para desenvolver um doutoramento na área do cancro cólo-retal. Realizou um pós-doutoramento no Instituto Karolinska, na Suécia, e é atualmente Investigador no Centro Médico da Universidade de Leiden, onde se dedica ao estudo de genética e imunologia em cancro cólo-retal. Noel de Miranda é ainda autor de 27 artigos em revistas científicas internacionais.

 

Fonte: Universidade do Minho
Foto: DR

 

NATIVUS – calçado urbano com uma filosofia muito natural

 

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A NATIVUS teve o seu lançamento no dia 04 de Junho, em Lisboa. É um projecto recente, nascido no início 2015, da criatividade e vontade de 2 jovens empreendedores Portugueses e pretende contribuir para o desenvolvimento da indústria do calçado em Portugal e além-fronteiras. Com materiais de excelência, estes modelos de sapatos, para senhora e homem, surpreendem pelo design e conforto.

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Queremos com este projecto criar modelos estéticos e citadinos, que sejam também uma experiência de conforto em diferentes contextos de utilização no dia-a-diaMaria Cristina Sena, responsável pelo design do calçado da NATIVUS

Maria Cristina Sena e Filipe Garin são os protagonistas desta história de sucesso que uniu os conhecimentos do design e da gestão na criação de um projecto que vem confirmar o potencial nacional para o desenvolvimento de novas e empreendedoras ideias.

O calçado da NATIVUS é todo desenhado pela designer Maria Cristina e fabricado no Norte de Portugal (S. João da Madeira e Felgueiras), primando pela selecção exigente dos melhores materiais nacionais como a camurça, o couro ou a madeira.

A nossa expectativa é de contribuir para o desenvolvimento do sector do calçado, um dos mais significativos para a economia nacional, com uma marca que surpreenda e apaixone os Portugueses e mais tarde o resto do mundo – Filipe Garin, responsável pela Gestão da NATIVUS.

A colecção primavera/verão que marcou o lançamento desta recente marca teve como conceito ‘Urban Jungle’ e reflecte a combinação de um ambiente urbano com uma filosofia muito natural. ‘Urban Jungle’ materializa uma criação moderna que não esquece as raízes mais selvagens.

Os modelos femininos rasos, com saltos ou cunhas e a combinação de jeans/ganga com a camurça em tom camel de alguns dos modelos masculinos, revelam os toques claros da inspiração entre o contemporâneo elegante e o étnico e natural.

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A NATIVUS

A marca NATIVUS foi criada em 2014, chegando ao mercado no início de 2015.

Os produtos são sapatos cuidadosamente desenhados e fabricados em Portugal, desenvolvidos com especial atenção em todos os detalhes para que garantam não só um maior conforto mas também a durabilidade e look desejado.

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Maria Cristina Sena terminou o curso de design visual no IADE em 2006, tendo até hoje passado pelas maiores agências de publicidade de Portugal. Sempre teve um gosto especial por moda e trabalhou como freelancer a desenhar sapatos para outras marcas Portuguesas.

Filipe Anahory Garin terminou o curso de Gestão de Hotelaria e Turismo em Les Roches Marbella em 2009, tendo até hoje trabalhado nessa área. Viu neste desafio uma oportunidade negócio que aliada à visão criativa da Maria Cristina tornou este projecto uma realidade.

A NATIVUS tem sede no Estoril.

Chic by Choice – Startup portuguesa compra concorrente alemã

 

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Conversámos com Filipa Neto, co-fundadora da Chic by Choice, e ficámos a saber os detalhes da recém adquirida La Remia, a concorrente alemã. A startup portuguesa está a dar cartas no mercado internacional e a compra mais recente é apenas o primeiro passo nos planos de expansão global.

Chic by Choice ­é a já reputada plataforma de aluguer de vestidos de luxo ­que, apesar de contar apenas com um ano de actividade, já dá que falar e até compra start­ups alemãs concorrentes. Porém, a compra não esteve relacionada com a entrada do alemão Felix Petersen, um angel investor na Faber Ventures, isto é, um investidor privado.

 

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Filipa Neto conta à Excelência Portugal tudo sobre o passo estratégico que foi a compra da La Remia, e o que isso significa a nível de consolidação num já significativo mercado alemão. Neto, juntamente com a co-fundadora Lara Vidreiro, conheceu Claudia von Boeselager e Anna Mangold na Web Summit, um evento de tecnologia em Dublin, na Irlanda. As fundadoras do La Remia partilharam com as empresárias portuguesas o seu entusiasmo pelas conquistas da Chic by Choice. “Elas contactaram­-nos e disseram, «olhem, estamos a gostar daquilo que vocês estão a fazer, queremos perceber um bocadinho melhor quais são os vossos planos e qual é a estratégia»”, conta Filipa. Além da empatia natural sentida entre as quatro empreendedoras, era inegável a vantagem estratégica que representaria o casamento das duas empresas. “Por um lado elas tinham todo o conhecimento do mercado local na Alemanha, e por outro, este já estava a representar, dependendo do mês, o nosso segundo ou terceiro mercado”, admite.

Na verdade, a expansão para o país germânico era algo que já fazia parte dos planos. Foi a grande tracção que estavam a conseguir ter nesse mercado, juntamente com a forte componente de e-commerce daquele país, que as entusiasmou e as levou a tomarem a decisão que viria a “imprimir velocidade numa coisa que nós já estávamos a fazer”, adianta Filipa.

Para a La Remia, foi o crescimento meteórico da Chic by Choice (que actualmente realiza entregas para 15 países) que as atraiu e fez com que se apercebessem de que seria vantajoso agarrem-se àquele crescimento.

A parceria entre as duas empresas, que coloca a parelha alemã “desta vez como advisors“, vai permitir aos antigos clientes da La Remia terem “acesso a muito maior oferta, do que tinham anteriormente, acesso a entregas mais rápidas”, bem como “se tiverem eventos fora da Alemanha, também [poderem] levar para esses eventos vestidos Chic by Choice.”

 

Fotos: DR

Cientista português participa em estudo que que identifica receptor ligado ao autismo e à esquizofrenia

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A perda de um neurotransmissor num tipo específico de neurónios causa perturbações do desenvolvimento do sistema nervoso, levando ao aparecimento de defeitos comportamentais semelhantes aos registados na esquizofrenia e no autismo. Um dos autores da investigação, publicada na conceituada revista Molecular Psychiatry, foi o cientista português António Pinto-Duarte, investigador na Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD).

O objectivo do estudo, realizado em ratinhos, era identificar o receptor que provoca um desenvolvimento anormal do sistema nervoso, por não estar presente numa determinada classe de neurónios. A investigação mostra como a perda de um dos receptores de glutamato, denominado “mGluR5” (metabotropic glutamate receptor 5), pode estar relacionado com alterações ao nível do desenvolvimento neuronal.

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Em comunicado à agência Lusa, António Pinto-Duarte afirmou: “ Verificamos que a perda do receptor mGluR5, especificamente nos neurónios parvalbuminérgicos de ratinho, durante o desenvolvimento pós-natal, alterava as funções normalmente desempenhadas por esses neurónios na rede neuronal”. A consequência é o aparecimento de “defeitos comportamentais semelhantes aos verificamos em doenças como a esquizofrenia e o autismo” e que incluem “comportamentos repetitivos e problemas de socialização”, explicou o cientista português.

Esta descoberta, permitiu, segundo os seus autores, “reforçar a ideia de que a configuração da rede neuronal pode ser afectada no período pós-natal, e não apenas durante a gravidez, confirmando a particular vulnerabilidade e susceptibilidade desse período a fenómenos patofisiológicos”. De acordo com António Pinto-Duarte, o resultado da investigação “é relevante, não apenas por identificar um novo alvo terapêutico, mas também por servir de motivação a estudos futuros, que possam conduzir a que esse défice possa ser, eventualmente, compensado através de estratégias farmacológicas ou por terapia genética”.

A importância do receptor mGluR5 já tinha sido demonstrada por outros trabalhos científicos, através das consequências relacionadas com a sua eliminação total no cérebro. No entanto, explicou o investigador, “até agora, ninguém tinha estudado a sua função específica numa classe de células nervosas inibitórias, denominadas neurónios parvalbuminérgicos, que se pensa serem cruciais para os mecanismos cognitivos”. Pinto-Duarte sublinha que serão necessários mais estudos para confirmar, de forma contundente, a ligação aos receptores, mas que “tal abriria portas a eliminar, ou pelo menos minimizar deficiências comportamentais que muitas vezes afectam de forma significativa a vida dos indivíduos e a sua normal integração na sociedade”.

O investigador português é o segundo autor do estudo, que foi coordenado pelos investigadores Terrence Sejnowski e Margarita Beherens do Instituto Salk, e Athina Markou, da Universidade da Califórnia de San Diego.

 

Fontes: Jornal Médico, Ciência Hoje e Lusa

Daniel Silva – Físico português pelo Mundo (a ganhar prémios!)

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O jovem físico português Daniel José da Silva ganhou mais um prémio (depois de ganhar o prémio Corbett, em Bolonha, 2013), desta vez atribuído pela conceituada editora científica Elsevier BV na 22ª conferência internacional de Análise de Feixes Iónicos – IBA 2015 – que decorreu no passado mês de Junho na cidade de Opatija na Croácia. O Físico português ganhou o prémio de “Melhor artigo escrito por um jovem cientista” nesta conceituada conferência que contou com a participação activa de mais de 60 palestrantes.

Daniel_SilvaO trabalho deste Físico promissor intitulava-se “Drawing the geometry of 3d transition metal-boron pairs in silicon from electron emission channeling experiments” e resultou de uma colaboração entre o seu instituto actual – o grupo de Física Nuclear do Estado Sólido da Universidade Católica de Leuven, que aliás já tinha publicado orgulhosamente esta notícia, o anterior grupo do Daniel, o IFIMUP-IN da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e ainda os centros: Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares do Instituto Superior Técnico e o Centro de Física Nuclear da Universidade de Lisboa.

O trabalho premiado foi dedicado ao estudo do Silício puro, que foi e continua a ser uma material-basilar para o desenvolvimento da micro-electrónica, e portanto de praticamente todos os materiais electrónicos com que vivemos hoje em dia. Tal como o Daniel e seus colegas explicam no seu trabalho, durante a produção de Silício é normal que outros elementos, em particular os chamados elementos de transição, se introduzam no Silício, contaminando-o e provocando alterações às propriedades fundamentais do Silício, comprometendo assim a a performance de um conjunto variado de dispositivos, mas com particulares efeitos nefastos nas células fotovoltaicas.

Tal como os autores referem existem técnicas que permitem minimizar estes contaminantes, como o chamado processo de “gettering”, onde camadas de átomos de Boro são introduzidas, uma vez que os átomos de Boro gostam de formar ligações químicas com estes contaminantes “aprisionando-os” na sua camada. Esta técnica já é aplicada há muitos anos, no entanto não são conhecidos com detalhe as geometrias destas ligações químicas. Foi este problema que o Daniel e sua equipa tentaram resolver, aplicando uma técnica de sonda local para um Silício com estes contaminantes, ficando assim a conhecer melhor qual a geometria atómica destas ligações.

 

Fotos: DR