SeaBookings.com – como duas irmãs holandesas conquistaram o mar português

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Quando as irmãs Bo e Femke Irik emigraram da Holanda para Portugal, rapidamente se apaixonaram pelo mar. Movidas por essa paixão e dotadas de um forte espírito empreendedor herdado dos pais, as duas irmãs criaram a SeaBookings – uma plataforma online que permite ao turista facilmente descobrir, comparar e reservar passeios de barco e actividades náuticas.

A Femke tinha 8 e a Bo 10 anos de idade quando os seus pais decidiram trocar o estilo de vida cinzento da Holanda pela vida solarenga em Lagos, no Algarve. As irmãs rapidamente se conformaram com a emigração quando se apaixonaram pelo Atlântico durante as suas aulas de vela e surf. Após terem concluído os estudos em Lisboa e a Bo também ter a certeza de que seria em Portugal que queria se estabelecer depois de ter ido tirar o mestrado na Holanda, as irmãs decidiram aproveitar a paixão pelo mar para darem alas ao seu desejo empreendedor.

Nas ferias de verão, as irmãs faziam sempre os exames na primeira fase de forma a ter mais tempo para se dedicarem à venda de bilhetes para um dos operadores marítimos de Lagos para ganharem “uns trocos”. Este foi o primeiro contacto com aqueles que hoje são os clientes da SeaBookings: os operadores marítimos e os turistas. Foi durante esta experiência que, na perspetiva das irmãs, se tornou claro que o processo de venda de bilhetes para atividades náuticas poderia ser optimizado. Foi então que nasceu a ideia por detrás da SeaBookings.

A SeaBookings permite comparar e marcar de passeios de barco e actividades náuticas de forma fácil, quando se quiser e de onde se quiser – Femke Irik

A ideia é simples. Por um lado, as irmãs ajudam os pequenos operadores marítimo-turísticos, por exemplo um pescador de Alvor que de vez em quando leva turistas em passeios de pesca, a ganharem visibilidade online e fornecendo um novo canal de vendas. E por outro lado, a SeaBookings permite ao turista planear melhor as suas férias, comparando e marcando as suas actividades preferidas pela internet.

As irmãs Irik trabalham dia e noite para melhorar e fazer crescer a SeaBookings. Em fevereiro de 2014, quando lançaram o projecto, apenas contavam com cinco operadores na zona de Lagos. Agora a SeaBookings já disponibiliza mais de 150 passeios de barco e desportos aquáticos ao longo da costa portuguesa, desde os passeios de barco às famosas grutas de Lagos ao stand-up paddle boarding em Cascais.

A plataforma também já disponibiliza algumas actividades em Cabo Verde, o primeiro passo para a expansão global pretendida. Já muitos turistas que marcaram experiências inesquecíveis pela SeaBookings.com, principalmente de origem alemã, inglesa e holandesa. O acesso à plataforma também pode ser feito através do telemóvel.

Embora Portugal seja um excelente ponto de partida, temos o mundo aos nossos pés. A SeaBookings ambiciona tornar-se líder mundial neste nicho – Bo Irik

Para a época de 2016, a grande tendência será o passeio de barco com visita às grutas e golfinhos com partida da Marina de Albufeira. Este passeio é um dois-em-um, pois combina o prazer de navegar ao longo das formações rochosas impressionantes do Algarve com a adrenalina de procurar golfinhos selvagens no meio do Atlântico.

Foto: DR

Açores: Concurso Regional de Empreendedorismo

cre2016aO Concurso Regional de Empreendedorismo recebe inscrições até ao dia 15 de junho e procura projectos na região dos Açores com potencial de evolução para negócios inovadores, exequíveis e capazes de dar resposta às necessidades do mercado. A competição pretende estimular a capacidade de iniciativa, a criatividade e o comportamento empreendedor nos Açores, promovendo a criação de empresas que venham acrescentar valor à oferta actual da região.

A Vice-Presidência do Governo dos Açores, através da Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores (SDEA), promove este ano mais uma edição do Concurso Regional de Empreendedorismo.

Podem concorrer pessoas singulares com mais de 18 anos, individualmente ou em grupo, apresentando projectos que conduzam à criação, nos Açores, de negócios inovadores, exequíveis e que respondam a necessidades do mercado.

Os projectos a concurso deverão ser susceptíveis de dar origem, no mercado onde pretendem actuar, a novos produtos, processos ou sistemas, ou à introdução de melhorias significativas em produtos, processos ou sistemas já existentes, que possam ser inseridos, de forma coerente, em estratégias empresariais.

Os projectos deverão ser apresentados em formulário electrónico, disponível no sítio da Internet da SDEA, a enviar por correio electrónico a partir do dia 01 de maio e até às 24h00 do dia 15 de junho.

O Concurso decorrerá em três fases, permitindo que as ideias de negócio apresentadas na fase inicial e que transitem para as fases posteriores sejam sujeitas a um processo de desenvolvimento e consolidação, com o objectivo de garantir exequibilidade aos projectos vencedores.

Áreas prioritárias a concurso com relevância para a pontuação dos projectos (prioridades para o desenvolvimento regional):

- Agricultura, Pecuária e Indústria Agroalimentar;
- Pescas e Aquicultura;
- Meio Ambiente e Tratamento de Resíduos;
- Energias Renováveis;
- Construção ambientalmente sustentável;
- Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC);
- Tecnologias Marinhas;
- Biotecnologia;
- Construção e Reparação Naval avançada/ecológica;
- Transporte e Logística;
- Turismo;
- Design;
- Multimédia e software;
- Indústrias criativas;
- Marketing, Comunicação e Publicidade.
Os prémios a atribuir serão no valor de, respectivamente, 25 mil, 20 mil e 15 mil euros para o primeiro, segundo e terceiro lugares, e apenas serão concedidos na condição de passarem a integrar o capital social das empresas a criar para o desenvolvimento do negócio premiado.
Aos projectos seleccionados para a segunda fase será oferecida consultoria de gestão e/ou formação em empreendedorismo, ou ainda a participação em oficinas ou eventos similares.
Fonte: SDEA
Foto: DR

Lisboa é a melhor cidade para se trabalhar e para se viver segundo a BBC

Lisboa_BBC2A BBC elogia a cidade que recupera da crise que afectou a zona euro e faz um notável esforço para atrair empreendedores de todo o mundo. Start-ups, surf e sol fazem de Lisboa a melhor cidade para se trabalhar e para se viver.

Os apoios existentes para a criação de novas empresas são salientados no artigo da autoria de Lennox Morrison. A autarquia, a InvestLisboa e a Startup Lisboa são apontadas como catalisadores deste ecossistema empreendedor.  A Startup Lisboa, fundada em 2011, já ajudou a criar mais de 250 empresas, nas quais cerca de 30% dos novos empresários são estrangeiros

Para a BBC, os esforços realizados pelas entidades referidas e a requalificação urbana, contribuíram para a conquista do título de European Entrepreneurial Region of the Year (Região Empreendedora Europeia do Ano).

A proximidade com o Atlântico, as praias douradas, os cerca de 220 dias de Sol por ano, a língua inglesa ser amplamente falada, e ainda os custos  no que respeita a rendas e colaboradores serem competitivos face a outras capitais europeias, são referidos como factores de atracção de Lisboa.

Fontes: BBC; Sapo24
Foto: visitlisboa.com

AZOR Gin nasce inspirado no arquipélago dos Açores

Azor_GinAZOR, é este o nome do mais recente Gin Nacional. Azor de Açor, a ave que deu o nome aos Açores e agora ao Gin. Tal como o nome indica traz no seu interior todo o espírito do arquipélago nomeadamente com uma das suas frutas mais características, o ananás.

O AZOR Gin é uma marca da recente criada empresa “Drinks & Flavours, Lda.” que têm como uma das suas sócias fundadoras a “Master destiller” Marta Pinto. Este novo gin pretende homenagear os descobrimentos Portugueses, em especial a descoberta do arquipélago dos Açores.

Estamos perante um gin premium com notas frutadas destilado em Portugal continental com as melhores especiarias e produtos regionais do arquipélago dos Açores, sujeito a 5 destilações individuais. O ananás dos Açores ocupa um lugar de destaque, sendo notória também a presença do cardamomo, do limão galego e do zimbro. No total, são 19 os botânicos utilizados na destilação do AZOR.

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Marta Pinto

A produção tem lugar numa unidade de destilação, na região da Nazaré, criada propositadamente para este projecto e sob a direcção de Marta Pinto, a única destiladora Portuguesa e uma das poucas a nível mundial.

É aconselhado que seja servido apenas com duas vagens de cardamomo. É também sugerida a mistura de manjericão na bebida final.

De acordo com a criadora do AZOR,  a primeira produção esgotou rapidamente.

Fonte: AZOR;templeofgin
Foto: DR

Todos os anos nascem 35.000 startups em Portugal

chicbychoice_startupsDe acordo com um estudo da Dun & Bradstreet, referente a março de 2016, todos os anos são criadas 35.000 startups em Portugal.  Estes dados demonstram a enorme vitalidade do empreendedorismo nacional.

Estes dados não são os únicos a confirmarem a elevada dinâmica do ecossistema português de startups. Um estudo do Startup Europe Partnership revela a existência de 40 scaleups- startups com um investimento de pelo menos um milhão de dólares nos últimos cinco anos. Em conjunto estas empresas já angariaram mais de 166 milhões de euros junto de venture capitals.

Exemplo deste forte ímpeto empreendedor luso é a “Chic by Choice”. Criada por Filipa Neto e Lara Vidreiro, a empresa possibilita, através de uma plataforma ‘online’, o aluguer de vestidos e acessórios de moda.  Com cerca de dois anos de vida, a startup portuguesa já é líder do mercado europeu.

O estudo da Dun & Bradstreet  refere também que 2,5% das startups existentes em Portugal com menos de um ano são tecnológicas, e 2,4% das empresas jovens (entre um e cinco anos) também são tecnológicas. Estes dois indicadores ganham maior relevância quando comparados com as empresas tecnológicas com mais tempo no mercado: só 1,8% tem mais de seis anos.

Fonte: startupmag
Foto: Chic by Choice

 

Kaku Swimwear: Frederica e Leonor Sá Pinto lançaram nova marca de biquínis e fatos de banho

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Frederica e Leonor, respectivamente mulher e filha do treinador Ricardo Sá Pinto, lançaram uma nova marca de biquínis e fatos de banho, a Kaku Swimwear.

A marca nasceu de uma grande paixão entre mãe e filha por biquínis e fatos de banho, um desejo que se realizou ao fim de vários meses de trabalho e empenho. Queriam criar “um novo conceito para praia… chic… zen… cool, mas ao mesmo tempo bastante clean e sexy”.

A Kaku Swimwear é uma marca totalmente portuguesa que se tenta diferenciar pela simplicidade dos seus padrões mas, com pequenos detalhes, torna os seus fatos de banho especiais. Para a campanha de promoção da primeira colecção, a manequim escolhida foi Pimpinha Jardim.
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Frederica e Leonor criam “peças que dão gosto usar nos melhores momentos da vida… as férias!” e que possam agradar a diversos gostos.
As novidades estão à venda online no site da marca.

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As empreendedoras

Com a filha mais nova na ginástica acrobática, Frederica começou por desenhar os maillots para as suas competições, tendo sido mais tarde convidada a colaborar como directora criativa de uma marca nacional de sportswear e beachwear. 

Leonor é uma grande cavaleira e ingressará no próximo ano no curso superior de Medicina dentária.

Frederica e Leonor comungam da mesma paixão pelo vestuário de praia e resolveram aventurar-se na criação de uma nova marca de swimwear.

Fotos: DR

+351 : indicativo de moda made in Portugal

351_1 A +351 é uma marca 100% made in Portugal que está a dar os primeiros passos lá fora, com encomendas entre Nova Iorque e o Brasil. Recentemente, foi introduzida numa loja em Nova Iorque, a ‘Tictail Store’, em Orchard Street 90. Todas as peças são produzidas localmente, valorizando os melhores standards de qualidade da indústria têxtil portuguesa.

A personalidade vincada da marca destaca-se pela estética original e design único, com a concepção das colecções assente em linhas rectas, cortes confortáveis e diferentes texturas misturadas com pigmentos de cor e estampados com padrões desenhados especialmente para cada colecção.

 

351_3a1O processo criativo de Ana Penha e Costa é fortemente inspirado no estilo de vida ligado à cidade de Lisboa e à proximidade com o mar. A paixão pelo surf, pela música e pelas artes também se reflectem nas colecções. Influenciada pela aura de tudo o que a rodeia, a +351 oferece peças de roupa com atitude mas ao mesmo tempo um estilo descontraído para o dia-a-dia das gerações modernas actuais.

Emojis, estrelas, planetas, flores néon e listras fazem o universo paralelo que Ana quis transportar para a Colecção Primavera/Verão 2016, de forma a trazer cor e novos padrões para a cidade de Lisboa.

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A colecção está disponível na nova Loja/Atelier no nº18, da Rua Poiais de S. Bento, onde os consumidores poderão ter um contacto directo com a +351 e o com seu processo criativo. Poderá também ser encontrada no site oficial da marca (www.mais351.pt), na loja The Feeting Room, no Porto, no Espaço B, no Príncipe Real, e ainda no Hotel The Oitavos, em Cascais.

A criadora

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Ana Penha e Costa é uma apaixonada por Lisboa e pelo mundo. Trabalhou na Osklen, no Rio de Janeiro, e a ligação ao surf contribuiu para uma passagem pela Billabong, em França. Há 3 anos, lançou a +351, marca que criou com o objectivo de dar expressão ao design e produção nacionais, e que vê agora a sua 3ª colecção sair à rua.

Fotos: DR

Conexão Lusófona em entrevista

conexao1Não é todos os dias que numa entrevista a quatro membros de uma associação se encontram representados três continentes de uma vez só. A Viviane e a Bruna são brasileiras, o Pedro é português e a Laura é luso-angolana. Nascida oficialmente como uma Associação Juvenil sem fins lucrativos em Julho de 2009, a Conexão Lusófona tem hoje uma equipa constituída por cidadãos de todos os países pertencentes à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O único país não representado na equipa é a Guiné Equatorial que foi aceite como membro da CPLP em 2014.

A Excelência Portugal quis descobrir mais acerca da Lusofonia e do papel da Conexão Lusófona no Mundo.

O que é a Lusofonia?
Pedro Filipe: A Lusofonia é um sentimento de pertença a uma comunidade que está unida pela mesma língua. É mais que isto: é cultural, é sociológico. É um sentimento de afinidade porque sentimos uma proximidade muito maior com alguém que fala a nossa língua e que partilha um passado comum. Necessariamente por partilhar esse passado comum partilha também uma visão do presente e do futuro.

Veja este vídeo da Conexão Lusófona com o título “O que é Lusofonia?”:
https://www.youtube.com/watch?v=Yc1Vd1NLLlU

E pensa que existe este mesmo sentimento em comunidades falantes de outra língua como é o caso da francofonia ou a anglofonia?
Pedro Filipe: Eu acredito que também exista, acho que todos nós acabamos por envolver-nos mais com comunidades e pessoas que têm algo em comum connosco, como a língua ou outros factores identitários. Creio que cada uma das comunidades a vive de forma diferente. Nós temos uma maneira muito própria de viver a Lusofonia.

A ideia surgiu como e porquê? Sentiram a necessidade de algo que ligasse as pessoas da comunidade lusófona?
Laura Vidal: Sim, a ideia surgiu como um grupo de amigos na altura em que eu andava na faculdade em Lisboa. Espontaneamente foi surgindo um grupo de pessoas que se juntavam para convívios, debates, saídas à noite. No fundo eramos jovens estudantes universitários de todos esses países (CPLP). Depois essa experiência acabou por se repetir, no meu caso particular quando fui estudar para o Brasil em que acabei por ter as mesmas vivências com outras pessoas que estavam no Rio de Janeiro a estudar e que eram também lusófonos. Obviamente que, com esta grande mistura cultural e um à vontade que havia entre nós, a tendência era que as conversas fossem muito a partilha das realidades culturais e os pontos de contacto entre os diversos países ali presentes. À medida que esses laços se foram criando e esses diálogos se foram estabelecendo houve uma consciência generalizada de que nós eramos uma geração que tínhamos um papel importante nesta aproximação. Percebemos que não havia nada de concreto a ser feito em torno da juventude e das novas gerações lusófonas. Depois de percebermos isso achámos que podíamos passar para a prática e assim criar esta associação. Quisemos transpor aquilo que inicialmente eram reuniões informais para algo mais concreto, com projetos concretos e uma linha de ação concreta.

Qual é a principal missão da Conexão Lusófona?
Viviane Carrico: Espalhar a Lusofonia pelo mundo! A missão da Conexão Lusófona é conectar todos os jovens e pessoas que tenham este sentimento de pertença que vai muito além daquilo que são os países que fazem parte da CPLP. Normalmente as pessoas, quando pensam em Lusofonia automaticamente pensam nos países da CPLP mas na verdade a Lusofonia são todas as regiões, mesmo em comunidades francófonas ou anglófonas, com pessoas que já estiveram ou estudaram em países lusófonos ou que têm algum interesse pela nossa cultura e que querem, de certa forma, entrar no meio deste caldo e participar nas nossas atividades. A Conexão Lusófonas tem várias áreas de destaque que podem ser vistas no nosso portal (www.conexaolusofona.org), o nosso meio de comunicação dentro e fora de Portugal. Temos várias áreas de intervenção como a Cultura (realizamos vários eventos ao longo do ano como o Festival da Conexão), a Educação, Política, está tudo interligado. Basicamente, a nossa missão é dar a conhecer este espírito lusófono e ser um meio, uma plataforma, para que as pessoas se encontrem, partilhem e façam acontecer.

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Os portugueses vivem a Lusofonia sem saber?
Laura Vidal: Sim. Uma das muitas missões que temos é precisamente essa. Com os nossos projetos procuramos trazer este espírito lusófono e desenvolver esse sentimento de pertença. Há pessoas que já o vivem e que, de alguma forma, estão conscientes dessa sua múltipla pertença a este espaço que já veem como um todo. Há pessoas que já tiveram contactos e experiências de vida que as remeteram para determinado país, ou gostam de um determinado estilo de música e nunca tinham parado para pensar que aquilo até tem um nome ou tem uma ideia utópica por trás. Principalmente com os nossos eventos, apercebemo-nos muito disso, que vem alguém que já conhece e que já se sente parte e lusófono mas também vêm pessoas curiosas ou que gostam de um determinado artista no festival e depois têm uma experiência e uma vivência em que numa situação prática percebem o que é isso da Lusofonia. O que eu acho que em Portugal particularmente acontece é que esse sentimento e sentido de pertença já se começa a viver. Penso que Lisboa é uma cidade onde isso se sente cada vez mais e Lisboa tem assumido esse lado identitário de mistura lusófona mas acredito que não haja essa consciência plena pelo país fora. Existem alguns pontos de contacto mas nem sempre há essa tomada de consciência e é por isso que nós aqui estamos.

A equipa da Conexão Lusófona tem quantas pessoas e de que origens?
Laura Vidal: Contabilizar-nos é sempre um problema. Há diferentes níveis de participação e envolvimento na Conexão Lusófona. Que participam e já seguiram eventos da Conexão Lusófona já estamos nos milhares: a seguir através do portal, interagir no Facebook, participar nos debates, no festival. Pessoas que trabalhem no núcleo duro da Associação, diária ou mensalmente já vamos próximos das 100 pessoas incluindo todos os países. Como isto começou de uma forma muito espontânea, estamos agora a tentar institucionalizar e formalizar mais um conjunto de procedimentos que são normais das associações mas sempre com muita atenção para que isto não ponha em causa esta naturalidade e dinâmica muito características da Conexão Lusófona.

Portugal, a nível político e social, está a dar atenção ao tema da Lusofonia?
Pedro Filipe: Sim, acho que Portugal nunca deu tanta importância ao tema da Lusofonia como hoje. É um tema que tem estado na agenda do dia. Tivemos duas eleições legislativas e presidenciais onde ambos os candidatos vencedores manifestaram intenções de alargar o âmbito da Lusofonia. Quer Marcelo Rebelo de Sousa, numa conferência organizada por nós, quer António Costa manifestaram-se favoravelmente à ideia de criar um espaço lusófono um pouco como o espaço Schengen com livre circulação, não de bens, mas pelo menos de pessoas que já seria um grande avanço. Manifestaram-se a favor de projetos como um Erasmus Lusófono, comparando como a União Europeia, e isso é um grande avanço. Se isso vai acontecer ou se vai acontecer à velocidade como esperaríamos e gostávamos não sei mas estas declarações e manifestações de vontade são importantes. Agora é necessário que se traduzam em atos concretos e em pressão política e diplomática mas, de facto, Portugal tem estado muito recetivo a esta ideia de uma nova Lusofonia.

Laura Vidal: Uma plataforma como a Conexão Lusófona, indiretamente, tem contribuído para que a agenda da Lusofonia tenha esse capital e para que seja uma prioridade na agenda política. Em muitas das nossas iniciativas, como conferências e debates, elaboramos as nossas recomendações que fazemos chegar a quem decide, não só em Portugal mas também noutros estados da CPLP. Estamos agora a começar a colher os frutos desse lado menos visível da ação da Conexão Lusófona e desse trabalho de advocacia. Quando começámos a Lusofonia era ainda muito desconhecida, até o nome fazia confusão às pessoas tendo mesmo havido alguma discussão em torno da palavra mas hoje já passámos para outra fase.

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Pensam que nos restantes países da CPLP, as pessoas conheçam a Lusofonia?
Viviane Carrico: As pessoas vivem mais do que conhecem o termo. A essência do Brasil, por exemplo, é como uma colcha de retalhos por isso para nós (brasileiros) já é inconsciente viver uma multiculturalidade e uma panóplia de origens e culturas. Na verdade esta mistura já é a identidade do Brasil.

Bruna Roboldi: No Brasil, falta é uma consciência daquilo que se passa noutros países que compõem esta mistura. Falta um pouco de interesse e de perceber que tudo o que se passa nos outros lugares é um bom exemplo e um espelho do que se passa no Brasil. Nos outros países, pelo menos naqueles em que já estive (Cabo Verde e Moçambique), a Lusofonia também é muito vivida especialmente a nível cultural como a música e o teatro. As pessoas sentem aquele sentimento de pertença como um afeto intrínseco que flui. As pessoas acabam por participar muito na cultura uns dos outros. Penso que em Moçambique fui a mais concertos angolanos do que se teria ido se estivesse mesmo em Luanda.

Que atividades organizam nos restantes países lusófonos que não Portugal?
Laura Vidal: A Conexão Lusófona não tem uma agenda por país, ou seja, somos uma rede que sempre trabalhou como um todo evitando ao máximo que haja uma agenda da Conexão Lusófona por país. O nosso plano de atividades é conjunto com atividades que podem acontecer em diversos pontos do globo. Assim, as atividades que acontecem nos outros países são muito semelhantes àquelas que acontecem em Portugal quando são viáveis e quando conseguimos recursos. Por exemplo, o Festival da Conexão ainda não aconteceu fora de Portugal apenas porque ainda não conseguimos os apoios e recursos necessários mas o nosso ciclo de debates já teve lugar em várias cidades do Brasil, Moçambique e França.

Relativamente à recente incorporação da Guiné Equatorial…
Laura Vidal: Embora às vezes haja a expectativa de algumas franjas da sociedade de que a Conexão Lusófona tome determinada posição pública e oficial sobre determinadas matérias, o que é certo é que a Conexão Lusófona é composta por pessoas que têm pensamentos diferentes em relação a esses temas. Por isso, no caso da Guiné Equatorial, ou mesmo do novo acordo autográfico, nunca anunciámos estar contra ou a favor. De facto, o que tentamos fazer através do canal de comunicação (o portal) é ser um facilitador do debate e da reflexão dentro do espaço lusófono permitindo assim que se partilhem as várias opiniões e ideias existentes. Todos nós na Conexão Lusófona somos livres de pensamento e temos total liberdade para nos expressarmos em nome individual se somos a favor ou contra. Quando sentimos que há um determinado assunto que é concordante dentro da organização, a Conexão Lusófona toma opiniões mais vincadas. Um exemplo disto é a questão da livre circulação.

Fotos: Conexão Lusófona

Lisboa é futuro, segundo o Financial Times

lx_visitportugal2Lisboa é uma das cidades europeias do futuro, de acordo com o ranking “Cidades e Regiões Europeias do Futuro 2016/17”, organizado pela FDi Intelligence Magazine, do Financial Times.

O que é que isto significa? Bem, a publicação do Financial Times, referência na área dos negócios e investimento, coloca Lisboa no 5º lugar do ranking das Melhores Cidades do Sul da Europa.

A lista, liderada por Istambul, conta com Madrid, Barcelona e Milão como cidades mais destacadas. Lisboa fica à frente de Liubliana, Roma, Ancara, Zagreb e Bilbao, e é ainda eleita, enquanto Região, entre as “Melhores Regiões do Sul da Europa”, desta vez em 10º lugar. Talvez haja muito mais para dizer, já que Lisboa mesmo que seja um bom exemplo do que é Portugal, Portugal é mais do que Lisboa. Mas passo a passo, conquistamos. Pessoa a pessoa, revista a revista, concurso a concurso, já são milhares, aqueles que sabem da existência de alguns dos nossos tesouros.

Ainda assim Lisboa consegue lugar no ranking do FDi, que reúne dados de mais de 294 cidades em 148 regiões e organiza-os em seis categorias para chegar ao ranking “Cidades e Regiões Europeias do Futuro”. As categorias incluem Recursos Humanos Ambiente de trabalho, Infra-estruturas, Rentabilidade, e Estratégia de apoio ao Investimento Directo Estrangeiro e Empreendedorismo.

Sentimo-nos muito lisonjeados pelo prémio dado pelo Financial Times à estratégia de Lisboa nos domínios da atracção de investimento, empresas e talentos. A repetição deste reconhecimento é para Lisboa um incentivo para continuarmos a trabalhar no sentido de transformarmos Lisboa numa das cidades mais competitivas, inovadoras e criativas da Europa- Duarte Cordeiro, vice-presidente da Câmara de Lisboa, em comunicado.

A cerimónia de entrega dos prémios realiza-se a 15 de Março, em Cannes, no MIPIM, a maior Feira de Investimento Imobiliário da Europa.
Isto depois de Lisboa ter sido igualmente distinguida há pouco tempo como a sétima cidade preferida pelos investidores europeus para o sector imobiliário, de acordo com o estudo da PwC/ULI “Emerging Trends in Real Estate, Europe 2016”.

Já são inúmeros os prémios, reconhecimentos, publicações e elogios feitos a Lisboa, ao Porto, a uma outra cidade, região de Portugal. Com o tempo, vão-se acumulando e podemos ser levados a pensar que já é suficiente, que basta. Mas nunca será assim. O mundo evolui, muda, transforma-se. Nada pára, nem nós podemos. E para sobreviver, viver e ser reconhecido pelos nossos feitos, é necessário, antes de mais, aceitar que a mudança é tão imprevista como é constante. A definição do nosso melhor varia de pessoa para pessoa, de ano para ano, e quem sabe, de dia para dia. O esforço para continuar a ser melhores não acaba: o futuro é o amanhã, que todos os dias é um dia diferente.

Lisboa é uma cidade do futuro, diz o Financial Times. Os portugueses são futuro, acrescenta a Excelência Portugal.

Fontes: Dinheiro Vivo, Expresso, Câmara Municipal de Lisboa, oje.pt
Foto: pressroom.visitportugal.com

bookinloop.com propões às famílias poupar €200M por ano sem impacto no bolso dos contribuintes

bookinaloopA Book in Loop, start-up recém-chegada ao sector dos manuais escolares, felicita o Governo português pela motivação em reduzir a fatura das famílias com a educação dos seus filhos, que ficou patente com a recente medida de fornecimento gratuito dos manuais para o 1º ano de escolaridade. Este passo é relevante e é dado no sentido certo, no entanto, como clamaram as estruturas representativas de pais e de professores, é necessário ir muito mais longe para resolver cabalmente o problema que as famílias enfrentam no mês de setembro perante a necessidade de gastar centenas de euros em livros e material escolar, uma vez que o 1º ano representa apenas menos de 1% das despesas totais em manuais ao longo do percurso escolar.

As famílias gastam todos os anos, em média, 216€ por aluno em manuais escolares do 5º ao 12º ano, enquanto que no ensino primário apenas gastam uma média de 42€. A isto acresce que a reutilização, além de menos necessária, é mais difícil durante o 1º ciclo de escolaridade pela idade das crianças que manuseiam os livros e a frequência com que têm espaços para preenchimento. Nestes anos, a abordagem ao problema só pode ser aquela que o governo lhe deu: a da oferta dos manuais em plena gratuitidade, o que não se compagina com a lógica de remuneração do sector privado e requer a participação do estado.

O grande desafio para os orçamentos familiares reside nos 2º e 3º ciclos do ensino básico e no ensino secundário, em que os gastos em manuais representam mais de 96% do total. A Book in Loop identificou o problema e propõe-se a resolvê-lo colocando ao serviço das famílias uma plataforma online suportada por uma rede de postos com dispersão nacional que com total comodidade e conveniência e certificação pedagógica permite poupar até 80% da despesa em manuais escolares, através dos mecanismos da sharing-economy.

Este projeto 100% português resulta da experiência de dois jovens estudantes e promete reduzir o preço dos manuais para as famílias de 216€ para cerca de 43€ sem pesar nos bolsos dos contribuintes nem causar embaraços ao Orçamento do Estado. Se aplicado à totalidade do mercado português de livros escolares, um mercado que movimenta mais de €250M todos os anos, o modelo da BiL pouparia €200M que estão a ser gastos ineficientemente.

bookinaloop2Como funciona

O processo é simples: quem tiver manuais usados em boas condições acede a bookinloop.com ou novoanoescolar.pt e vê onde se situam os pontos de recolha em que pode entregar gratuitamente os livros, ou pede à Book in Loop que os vá recolher ao domicílio. Os manuais entregues passam por um controlo de qualidade desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro a fim de garantir as condições de utilização e, antes do início do ano lectivo, são colocados à venda no website. Nesta altura, as famílias acedem novamente à plataforma, identificam o estabelecimento de ensino e o ano escolar do(s) filho(s) e encomendam os livros, que poderão igualmente ser recolhidos num ponto ou entregues à sua porta num horário conveniente.

Quanto se poupa

Na Book in Loop há duas formas de poupar: comprando e vendendo. Ao comprar, os manuais usados são vendidos com 60% de desconto – por exemplo, se um livro custa 25 euros novo, o usado da BiL custará 10 euros. Ao vender, recebe até 20% do PVP original do livro em função das vendas, pois metade do valor da venda é equitativamente distribuído por todas as famílias que tenham entregue um manual com o mesmo ISBN. Por exemplo, se 10 famílias entregarem um determinado livro igual que seja vendido na plataforma a 10 euros, cada família receberá 50 cêntimos cada vez que um destes livros for vendido, e se for vendido todo o stock deste manual, quem o entregou receberá o valor total (os 5 euros). Esse valor ficará em conta corrente, podendo ser usado na BiL ou resgatado pelo cliente.

Fazendo contas, uma família que gaste 215€ por ano pode poupar 129€ ao comprar os livros na plataforma e pode ainda reaver 20% do que gastou nos manuais do ano anterior se decidir entregá-los, um valor na ordem dos 40 euros. Isto significa que, ao fazer o loop completo de compra e venda, uma família poderá poupar até 80% nos manuais escolares, neste caso cerca de 170 euros.

Sobre a Book in Loop

A Book in Loop é uma start-up, spin-off da Universidade de Coimbra, incubada no Instituto Pedro Nunes e na Startup Lisboa, promovida por três jovens de Coimbra e com investimento de Business Angels, dedicada a trazer as virtualidades da sharing-economy para o mercado da educação.

A BiL lançou a primeira plataforma de reutilização de manuais em Janeiro deste ano tendo já feito campanhas de recolha de livros em 60 escolas do país. Em Junho, no final do ano escolar, abrirá o período de entrega de manuais e a partir de agosto os livros estarão disponíveis para venda. Em Novembro conta iniciar o processo de internacionalização.

Fonte: Book in Loop/Startup Lisboa
Fotos: DR