EPIC SANA Algarve comemora 4º aniversário com corrida na Praia da Falésia

Falesia_Beach_Para celebrar o seu 4º aniversário o hotel EPIC SANA Algarve organiza, em parceria com a Associação Free Challenge, a EPIC SANA Beach Run. Trata-se de uma corrida de 10km pelo fabuloso areal da Praia da Falésia.

Domingo, dia 12 de Março, aquela que já foi considerada “A Melhor Praia do Mundo” pela TripAdvisor vai ser palco da EPIC SANA Beach Run. A iniciativa poderá ser disputada nas modalidades de caminhada ou corrida (5 ou 10 km) e é aberta a todos os interessados.

A partida será dada pelas 10 horas e no final do percurso os vencedores serão premiados. O 1º classificado ganha um programa EPIC Fitness Weekend que inclui 2 noites no hotel e um plano de fitness personalizado para esses dias.

A inscrição tem um valor de 6,50€ para a caminhada e 8,00€ para a corrida mas inclui t-shirt e, já a pensar no Verão, entrada gratuita para o Aquashow Park. No final do evento, o hotel convida todos os participantes a celebrar o seu aniversário com um bolo confeccionado pelo Chef pasteleiro António Gomes.

Este evento inédito insere-se no posicionamento do EPIC SANA Algarve como um hotel para alcançar saúde e bem-estar, em linha com os vários programas de férias que disponibiliza com uma forte componente desportiva.

Em apenas 4 anos, O EPIC SANA Algarve já conquistou os galardões de “ Melhor Hotel Costeiro do Mundo” (2014) atribuído pelo World Luxury Hotel Awards, “Seaside Resort Category” (2016) pelos Haute Grandeur Global Awards e a nível Nacional também pela mesma organização o prémio “Melhor Hotel Romântico”. O SPA SAYANNA WELLNESS deste hotel conquistou  o prémio de “Melhor SPA do Mundo” (2016) pela World Luxury Hotel Awards.

A iniciativa conta com os apoios da Câmara Municipal de Albufeira, da Autoridade Marítima Nacional, do Clube Desportivo Areias de São João e da Associação de Atletismo do Algarve.

Fonte: EPIC SANA Algarve
Foto: DR

Inscrições: www.aaalgarve.org
Data da corrida: 12 de Março
Horário: 10h00
Local: Praia da Falésia, Açoteias – Albufeira (início e término)
Modalidade corrida (10km) – Modalidade caminhada (5km)
Abastecimento de água e fruta

 

Ester Alves a 40 dias de desafiar a mítica Marathon des Sables (entrevista)

ester-alves0235 anos, natural do Porto, formada em Biologia, Ester Alves concilia treinos e provas ao mais alto nível com a tese de doutoramento.

Em apenas cinco anos, a atleta da Salomon Suunto Portugal, tornou-se uma referência do trail-running nacional e internacional, tendo representado Portugal nos campeonatos do mundo de 2015 e 2016. No seu currículo incluem-se o 8ª lugar no Ultra Trail do Monte Branco e no Ultra Trail World Tour em 2014, a 6ª posição na Transgrancanária 2015, o 1º lugar do pódio na The Coastal Challenge 2016 e na Marathon Sierra Nevada 2016 e o recente 3º lugar na The Coastal Challenge 2017.

A 40 dias da partida para a Marathon Des Sables, que apelida como a mais “mítica, incrível e competitiva prova de etapas no deserto”, Ester Alves falou com a Excelência Portugal.

 

- Como chegas ao trail-running depois do remo e ciclismo? O que te atraiu?
Remei até 2008, integrei o programa Olímpico pela seleção de remo e depois disso descobri o ciclismo. Estive 3 anos numa equipa UCI  espanhola de ciclismo. Tive de deixar o projecto, porque fui admitida a doutoramento e não tinha disponibilidade para treinar 4-5 horas por dia de bicicleta. Já corria na pré época maratonas e, por convite de um amigo, decidi experimentar o trail. Fui ficando… e abandonando aos poucos a competição de ciclismo.

 

- Temos assistido a uma explosão da modalidade no nosso país. Que mudanças realças no panorama nacional, nestes cinco anos?
Surgiram imensas provas. Sobrevivem as que têm qualidade. As restantes, acabam por morrer. Acima de tudo, as organizações têm de gostar de trail e não organizar eventos por dinheiro.

 

- O trail-running “está na moda”?
Está na moda por ser uma forma desafiante de praticar desporto…fugir para a serra, fazer desnível. Voltar à serra acaba por ser uma forma natural de fugir ao stress das cidades e da rotina.

 

- Consideras que se verificam excessos a nível de provas? Existe sensibilidade para a preservação da natureza?
Existe um excesso de provas, mas finalmente começa a haver regulamentação e maior controlo sobre as organizações e preservação dos trilhos.

 

- Depois de repetir a The Coastal Challenge, estás em contagem decrescente para a Marathon des Sables. Que importância tem para ti este desafio e quais são as tuas expectativas?
A MDS é uma das provas mais cobiçadas do mundo. Por ser em auto-suficiência (a travessia do Sahara) e por ser em etapas. O que me encanta é ser competitiva. O Coastal Challenge obrigou-me a correr sob 35 graus e foi competitivo, espero ter conseguido a bagagem para a MDS. Falta um mês e ainda tenho muito trabalho pela frente. Mas sem dúvida estou motivadíssima.

 

- Estares integrada numa equipa da Salomon Suunto contribuiu para a tua evolução como atleta? Como é vista a equipa nacional pelas restantes equipas destas marcas?
A SALOMON SUUNTO é mais do que uma marca. É uma filosofia de vida e a equipa distingue-se porque levamos connosco a partilha e paixão pelo desafio e superação pessoal. As equipas e marcas que procuram apenas resultados tabelados acabam por desfalecer e morrer em pouco tempo. É uma honra fazer parte desta equipa. Agora em Portugal com Armando Teixeira, Romeu Gouveia e Miguel Reis. Todos partilhamos a paixão pela superação pessoal. É uma questão de atitude.

 

- O Gerês foi palco do último campeonato do mundo. Qual foi a sensação de correr em casa? 
Foi gratificante. A única pulseira que uso é a do Gerês, por levar comigo para todo o mundo Portugal. Representar o país foi sempre uma honra… um dever maior. Já o faço desde os 18 anos: representei as seleções de remo, ciclismo e trail… e vestir as cores do país é sempre uma imensa alegria e superação.

 

- Qual o desafio que mais te marcou até agora e porquê?
Talvez o UTMB. Por ser uma prova emblemática e a mais competitiva que conheci. O meu objectivo continua a ser baixar as 27 horas nos 168kms. E espero que em 2017 dê essa alegria a Portugal.

 

- E quais os desafios que ainda te faltam cumprir?
Este ano vou estar em Itália, nos campeonatos do Mundo de Trail. Quero, juntamente com o meu treinador, fazer um bom resultado e depois… baixar as 27 horas no UTMB.
Em 2018 gostaria de tentar um bom resultado na BADWATER e tentar o que conseguiu o Carlos Sá em 2015, no Death Valley.

 

Foto: DR

Artigos relacionados:
Ester Alves volta a desafiar a selva da Costa Rica durante 6 dias e 236 km
Ester Alves venceu a Maratón Sierra Nevada
Gerês foi capital mundial do Trail Running
191 portugueses participam em provas do Ultra Trail du Mont Blanc
Fisgas de Ermelo atrairam 800 participantes em prova de Trail Running

Dionísio Pestana distinguido com Prémio Excelência de Carreira

dionisio_pestanaDionísio Pestana, presidente do Pestana Hotel Group, foi distinguido esta quarta-feira com o Prémio Excelência de Carreira pela Travelstore American Express Global Business Travel.

O galardão premeia a dedicação e excelência do percurso profissional de Dionísio Pestana em 45 anos de actividade no Pestana Hotel Group, o maior grupo hoteleiro internacional de origem portuguesa, e o reconhecimento do seu contributo notável à economia nacional e à projecção internacional da excelência do turismo de Portugal.

O prémio foi atribuído na 9ª edição do Salão das Viagens e Negócios, um evento que reúne os principais actores da indústria do Turismo de negócios.  A principal finalidade desta iniciativa é contribuir para a profissionalização da indústria e com esse objectivo, reconhecer anualmente uma destacada personalidade do sector, atribuindo o “Prémio Excelência”.

“The Next 10 Years” foi o tema deste ano e o evento contou com a presença da Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, e intervenção de vários oradores de destaque, incluindo o Comissário da Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas.

Quais as tendências de mercado que estão a moldar o sector das viagens de negócio, foi a proposta de reflexão do evento. Estiveram presentes mais de 30 empresas como expositoras no certame, entre hotéis, companhias aéreas, destinos para eventos e outras.

Fundado em 1972 o Pestana Hotel Group conta com 7 mil colaboradores em todo o mundo. Líder de mercado detém e gere 90 Hotéis, totalizando mais de 11.000 quartos em 15 países e 4 continentes. Com 1.1 milhões de euros em activos, irá ultrapassar a fasquia dos 100 hotéis até 2018.

Fonte: Pestana Hotel Group
Foto: DR

 

 

O amor esteve a bordo da SATA

sata_namorados2A pensar no dia de São Valentim, a SATA surpreendeu os seus passageiros com uma mensagem especial nos encostos de cabeça. ”Queres viajar comigo para o resto da tua vida?” foi o desafio lançado pela companhia aérea açoriana para os voos do dia de hoje.

A SATA preparou os seus aviões com uma mensagem a pensar no “dia dos namorados”. Os encostos foram pensados para os passageiros poderem levar e  convidar a sua cara metade a viajar e de preferência a bordo da companhia. Em simultâneo foram oferecidos chocolates na refeição.

É caso para afirmar que o amor esteve no ar.

Foto: Paulo Costa

Ester Alves volta a desafiar a selva da Costa Rica durante 6 dias e 236 km

costalchallengeEm 2016, Ester Alves chegou, viu e venceu. Este ano, a atleta da Salomon Suunto Portugal, volta a iniciar a temporada na The Coastal Challenge. A Campeã Nacional de Skyrunning tem pela frente 6 etapas em 6 dias, e 236 quilómetros com 10.000 metros de desnível ao longo da costa do Pacífico tropical da Costa Rica.

Para quem gosta de trilhos tropicais e selvagens é sem dúvida a prova mais bonita pela qual já passei. Pela biodiversidade, pelo desafio e pelos cenários únicos. Para quem tiver oportunidade uma vez na vida de passar pela América Central e correr neste ambiente fabuloso, vale a pena.

Esta prova, que é um verdadeiro teste à resistência física e mental dos atletas, arrancou hoje e termina a 18 de fevereiro. Os atletas partiram da cidade de Quepos e terminam no Parque Nacional Corcovado, Património Mundial da Unesco.

Em 2016, Ester Alves confessou que “o primeiro desafio foram os tórridos 35 graus e a humidade que mal deixava respirar”. Este ano, a atleta tenciona conseguir desfrutar da prova sem pressões, mas leva também orientações para preparar o grande desafio do ano, a Marathon des Sables.

Em declarações à Excelência Portugal, na véspera da partida, a atleta mostrou-se satisfeita por “encontrar um grupo tão bom de atletas” e “motivada por viver de novo esta experiência incrível que é a Coastal Challenge”. Quanto às expectativas, Ester espera fazer o que fez no ano passado e “superar o cansaço, a dor, a pressão a cada dia, …”.

Por fim, a atleta referiu que “no ano passado tinha o Carlos Sá a motivar-me em todas as etapas”. “Ele vai fazer falta este ano, muita falta”, acrescentou.

A The Coastal Challenge realiza-se desde 2004 e o seu percurso é desenhado dentro e fora de Talamanca, uma cordilheira costeira no canto sudoeste do país.

Além da prova principal – Expedition Category – 236 km, existe ainda a Adventure Category com 155 km e ambas podem ser disputadas individualmente ou em equipas de 3 a 6 elementos.

Foto: The Coastal Challenge

Porto Santo Nature Trail® quer mostrar a ilha para além da praia

porto_santo_trailO Porto Santo é associado, quase sempre, à sua longa praia de areia, estendida ao longo de nove quilómetros desde a Vila Baleira até à Ponta da Calheta. No entanto, a ilha tem muito mais para oferecer. Se gosta de correr, o Porto Santo Nature Trail® é um desafio único para conhecer a ilha de ponta a ponta.

A Associação de Atletismo da Região Autónoma da Madeira (AARAM) volta a organizar o Porto Santo Nature Trail®, renovando o formato deste evento que se realiza anualmente na ilha dourada.

O Porto Santo Nature Trail® terá três provas que cobrirão a ilha de lés a lés:

• Porto Santo Nature Trail® (PSNT) – 42 km e 1900 metros de desnível positivo (formato circular);

• Trail do Porto Santo (TPS) – 21 km e 1050 metros de desnível positivo (formato linear);

• Mini Trail do Porto Santo (MTPS) – 8 km e 240 metros de desnível positivo (formato linear);

Haverá ainda uma prova-extra dedicada aos mais jovens, o Kids Trail do Porto Santo (KTPS) – entre 1 km e 3 km (formato circular).

Em declarações à Excelência Portugal, Nuno Gonçalves, responsável da AARAM pelo trail running, salientou o carácter único desta prova na ilha, permitindo aliar o desporto à descoberta da ilha dourada. Esta actividade potencia também o turismo de natureza e do desporto, uma das apostas do arquipélago, acrescentou.

O Arquipélago da Madeira foi distinguido, pelo segundo ano consecutivo, com o prémio de ‘melhor destino insular’ do mundo do World Travel Awards.

O trail running consiste na corrida em trilhos normalmente só acessíveis a pé, compostos por terrenos irregulares, zonas montanhosas ou de difícil acesso. Esta modalidade atrai cada vez mais adeptos em todo o mundo e a Madeira já é palco de vários eventos de nível mundial.

Este evento, que se realiza no dia 4 de março, constitui a 5.ª prova do Circuito Trail Madeira, época 2016-17. Segundo a organização, já estão inscritos mais de uma centena de atletas.

Foto: DR

 

Turismo na região de Lisboa gerou 8,4 mil milhões de euros em 2015

lx_2015_estudoLisboa dá-se bem com o Turismo e o Turismo dá-se bem com Lisboa. Em 2015, o sector gerou perto de 8,5 mil milhões de euros e criou 150 mil postos de trabalho.  

Mais de 90% da população que reside e trabalha em Lisboa encara de forma positiva ou muito positiva os turistas e a contribuição do Turismo para a capital portuguesa,  revelam os dados dos estudos da Intercampus e da Deloitte, realizados para a Associação Turismo de Lisboa (ATL).

Fruto do turismo, Lisboa tem hoje mais vida para 91% dos residentes e para 80% dos que aqui trabalham. “O Turismo tem-me ajudado a sentir mais orgulhoso em relação a Lisboa” é a opinião de 73% da população que vive na capital portuguesa, indica o estudo realizado pela Intercampus.

A maioria dos residentes e das pessoas que trabalham na Cidade considera positivo o impacto dos turistas na reabilitação das zonas históricas e tradicionais da capital portuguesa,  na preservação do património e a preservação e reabilitação dos espaços e na preservação e reabilitação dos prédios e edifícios de habitação.

O impacto revela-se também positivo no que se refere às áreas económicas, nomeadamente, hotéis e restaurantes, bares, cafés e esplanadas,  comércio tradicional, lojas e centros comerciais e actividades culturais e artísticas.

O desenvolvimento da economia,  o aumento do comércio e a criação de oportunidades de emprego, são apontados como as principais vantagens do Turismo.

O Turismo na Região de Lisboa gerou 8,4 mil milhões de euros em 2015, o que equivale um aumento médio anual de 8% nos 10 anos precedentes, indica um outro estudo realizado para a ATL pela Deloitte.

Entre 2005 e 2015, o sector cresceu 9,5% na Cidade de Lisboa, enquanto na restante Região atingiu 4,7%. Reflexo desta evolução, o Turismo criou aproximadamente 150 mil postos de trabalho em 2015 (137.069, em 2005).

Este “boom” do sector teve reflexo na oferta turística, que regista mais sete mil quartos de hotel e outros seis mil em alojamento local na Cidade. Na década em análise, o total de hóspedes passou de 3,5 milhões para 7,3 milhões.

Ainda quando comparado com 2005, em 2015, realizaram-se dez vezes mais Congressos e Reuniões por ano em Lisboa,  mais 55 cruzeiros por ano fizeram escala em Lisboa, foram criados quatro campos de golfe e inaugurado um casino.

“A expressividade dos resultados agora divulgados assenta numa estratégia concertada entre entidades públicas e privadas que, ao longo dos últimos anos, tem reforçado a atractividade de Lisboa enquanto destino turístico de excelência, reflectindo-se no aumento progressivo do número de hóspedes”, refere a nota da ATL.

Fonte: ATL
Foto: DR

 

Açores: Secretária Regional do Turismo em entrevista

2016 terá sido o melhor ano de sempre em todas as ilhas e nos vários indicadores do turismo, nomeadamente com uma evolução acima de 20% no crescimento das dormidas na hotelaria tradicional e com a perspetiva dos proveitos ultrapassarem os 70 milhões de euros, um crescimento na ordem dos 30%.

Para a nova titular da pasta do turismo, mais importante do que bater recordes em termos estatísticos, é a qualidade oferecida e um crescimento que respeite a oferta ambiental da região para a manutenção dos atuais bons resultados.

Marta Guerreiro, Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, em entrevista à Excelência Portugal e ao Tribuna das Ilhas, falou sobre o crescimento do destino Açores e o seu caráter único, o transporte aéreo, a oferta e os desafios.

foto-1

Os Açores estão definitivamente na moda, os prémios internacionais sucedem-se e os números das dormidas crescem a taxas superiores a 20%. Qual foi a estratégia responsável por este sucesso do destino Açores?

Não se poderá falar numa única estratégia. Trata-se do fruto de um conjunto de fatores, entre os quais, temos o empenho do Governo Regional dos Açores na consolidação do trabalho de aumento de notoriedade do destino e de promoção e captação de fluxos turísticos dos últimos anos, mas também todo o investimento da iniciativa privada. Não somos, nem pretendemos ser, um destino de massas, mas temos ainda ampla margem para crescimento através dos mercados potenciais. Até porque, cada vez mais, se verifica um aumento generalizado da procura turística por destinos seguros, com beleza mística, capazes de proporcionar tranquilidade e experiências únicas, com grande preocupação pelas questões de sustentabilidade económica, cultural, social, mas sobretudo ambiental. Estas são também algumas das razões que levaram ao crescimento turístico de um destino como os Açores, que enquadra amplamente este fenómeno da procura turística mundial.

Importa destacar que 2017 foi declarado pelas Nações Unidas como o Ano Mundial do Turismo Sustentável para o desenvolvimento e é esta a assinatura de qualidade que queremos na região: certificar pela natureza e posicionar o Turismo nos Açores como um destino aliado ao ambiente. Foi este o caminho que levou ao sucesso do Destino e aquele que queremos continuar a desenvolver como uma estratégia consolidada. Neste sentido, manteremos a prioridade na proteção e preservação do património natural e cultural dos Açores, criando condições para que a qualidade de vida das nossas comunidades e a natureza pura e intacta perdurem. É sem dúvida um destino “verde” e despoluído que queremos que continue a ser reconhecido a nível internacional e por todos quantos nos visitam.

Qual o impacto da chegada das low cost a São Miguel neste cenário? Depois da Terceira, está prevista a abertura de novas rotas?

A liberalização do transporte aéreo doméstico para os Açores, que ocorreu no final do primeiro trimestre de 2015, a par do aumento de oferta, mas também de procura, na América do Norte, e a melhoria das acessibilidades inter-ilhas, estão a contribuir efetivamente este crescimento. Assim, o crescimento sustentado que hoje vivemos é muito positivo e deve, sobretudo, servir de motivação e de alento para o muito trabalho que todos necessitamos de efetuar nesta área. E aqui, gostaríamos de fazer notar que o crescimento do setor do turismo beneficia claramente do novo modelo de acessibilidades áreas à Região, mas é preciso ter a noção de que este não foi um trabalho que se iniciou apenas com a entrada das lowcost ou apenas com o momento de liberalização das rotas entre o Continente português e as ilhas de São Miguel e Terceira. O crescimento do número de turistas dos EUA e Canadá que nos visitam – rotas nas quais não operam companhias de baixo custo – dá bem nota deste ponto, com crescimentos de 57% e 14%, respetivamente, até setembro último, face ao período homólogo. Para além das intenções de novas rotas, é importante reforçar os mercados prioritários em termos de captação de novos voos e de promoção, nomeadamente, os EUA, França, Reino Unido, Canadá, Itália e Alemanha; tendo em conta que os fluxos turísticos não se criam apenas com novos voos diretos para a Região, mas também através do tráfego de ligação, com preço e tempo de duração de viagens convenientes.

Assim, temos como objetivo garantir a sustentabilidade e fiabilidade das acessibilidades aéreas, mas também fomentar novas ligações para mercados emissores que se demonstrem adequados e enquadrados nos segmentos definidos no PEMTA – Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores. A SATA continuará a ter um papel preponderante nesta estratégia de captação de novos fluxos, mas trabalharemos com todas as companhias aéreas ou operadores turísticos que se nos afigurem com capacidade para a supracitada sustentabilidade e fiabilidade de novas rotas.

Que instrumentos foram criados para que as restantes ilhas usufruam do maior fluxo de turistas que chegam a São Miguel?

A verdade é que o Governo dos Açores tem consciência da importância da eficiência nas acessibilidades, garantindo assim a fiabilidade e sustentabilidade das mesmas, externa e internamente, enquanto elemento fundamental para o crescimento do setor turístico num destino insular como os Açores.

A monitorização permanente da prestação de serviço público de transportes aéreos, entre a região e o exterior e entre as nove ilhas, tem sindo uma prioridade no sentido de que todos os açorianos possam usufruir do maior fluxo de turistas que chegam a São Miguel.

Em termos gerais, regista-se uma evolução positiva no Turismo dos Açores, transversal a todas as ilhas, o que significa que os turistas estão a chegar às nove ilhas do arquipélago, quer seja através do aumento do fluxo dos voos externos, quer seja por via dos reencaminhamentos inter-ilhas.

Neste sentido, temos também vindo a reforçar a conciliação da utilização dos transportes aéreos e marítimos, em pacote, de forma a facilitar a movimentação dos turistas na região. Rentabilizar as infraestruturas portuárias e as atividades turísticas conexas e complementares, relacionadas com o turismo náutico e de cruzeiros, a partir de agora, serão também uma prioridade.

O acréscimo de turistas constitui uma oportunidade para a requalificação da oferta hoteleira, bem como da hotelaria e restauração. Como reagiram estes sectores? Foram criados incentivos e instrumentos para este fim?

Um dos quatro vetores estratégicos do Programa de Governo para o setor do turismo é exatamente o da qualificação do Destino Turístico Açores, o que mostra as preocupações do executivo na qualificação e inovação em permanência nos produtos e nos serviços, de modo a garantir a consolidação de uma oferta diferenciada e exclusiva para o turista, em todas as componentes que devem compor aquilo que é o Destino Açores.

Neste sentido, a formação dos recursos humanos representa um dos desafios mais exigentes para reforçar a notoriedade do destino. Estão previstas várias medidas que visam garantir a qualificação, o intercâmbio e a reconversão de recursos humanos, assim como a qualificação e inovação dos produtos e serviços. Exemplos disso são o incentivo a programas de formação e qualificação, tanto do setor público como privado; o apoio da conversão profissional e da atualização de competências adequadas ao mercado de trabalho, em particular no atendimento ao cliente e no marketing digital e, ainda, o incentivo à criação de programas e intercâmbios profissionais (cross-exposure) e de estágios com entidades públicas e privadas noutros destinos que partilhem o mesmo tipo de características e de mercados.

Os estabelecimentos de formação na Região vão assumir, no nosso plano, um papel preponderante na preparação e reconversão de recursos humanos, com a necessária qualidade, imbuídos de arte de bem receber de forma genuína, mas identitária, que consideramos fundamental que seja reconhecida pelo nosso turista. É necessariamente um processo gradual, mas estamos convictos que as medidas preconizadas vão habilitar e facilitar uma maior capacitação na preparação de novos profissionais.

A menor acessibilidade permitiu manter os Açores num estado mais puro e imune à explosão imobiliária? Como é que este valioso ativo vai ser preservado? A inclusão do ambiente e do turismo na mesma secretaria regional é um claro reflexo da aposta do Governo Regional em afirmar os Açores como destino “certificado pela natureza”?

Sim, a criação desta Secretaria tem como principal foco uma gestão integrada destas áreas, que cremos fundamentais para o desenvolvimento dos Açores.

Efetivamente a nossa aposta tem passado, e continua a passar, por aumentar a notoriedade internacional dos Açores como um destino de Natureza de Excelência, procurando reforçar, perante os mercados externos, o nosso posicionamento em prol desta imagem e pondo em destaque as nossas caraterísticas de sustentabilidade, ambientais e paisagísticas. Esta ideia não é recente e tem vindo a ser posta em prática sucessivamente pelos últimos Governos Regionais, que sempre defenderam políticas ambientais e turísticas conciliatórias de boas práticas ambientais, salvaguardadas legalmente de forma a preservar a nossa identidade paisagística, enquanto elemento diferenciador e principal mais-valia de competição com os destinos concorrentes.

Assim, a nossa prioridade é proteger e preservar o património natural e cultural dos Açores, criando condições para que a qualidade de vida das nossas comunidades não seja comprometida no presente e no futuro. É nesta linha de pensamento que pretendemos também cuidar dos nossos visitantes, antecipando e proporcionando tudo o que necessitam, para que a experiência dos Açores seja memorável e desperte a vontade de voltar. Isso tem sido trabalhado no sentido de nos apresentarmos como um destino natural, de rara beleza, sem influências externas em si, sem vocação para massas e sendo dirigido a nichos muito específicos de visitantes que queiram ter experiências irrepetíveis.

foto-2Além do turismo de Natureza, eleito produto matriz, que outras ofertas são consideradas prioritárias?

Pretendemos atingir a verdadeira sustentabilidade através do Turismo, proporcionando aos nossos visitantes uma experiência de convidados especiais em ambiente natural, para que lhes deixe saudades e a vontade de voltar.

Sabendo da importância e do posicionamento como Destino de Natureza, não podemos esquecer todas as outras potencialidades que cada uma das nove ilhas, distintas entre si, têm para oferecer.

Assim, pretendemos promover a criação de tours ou circuitos organizados para a descoberta e exploração dos atrativos, não só paisagísticos, como também culturais e gastronómicos, ao que se acrescenta a promoção da agenda cultural e sua disponibilização aos Agentes e Alojamentos Turísticos. Ainda neste âmbito, a intenção é de georreferenciar todos os atrativos naturais e culturais e disponibilizar essa informação online, assim como de infraestruturas de apoio (oficinas, centros, assistência, áreas de serviço, áreas de descanso, etc.).

Um dos produtos que também merece algum destaque é a aposta na sofisticação dos serviços e infraestruturas relacionadas com a saúde e bem-estar, em especial na área do termalismo.

Atualmente quais são os principais mercados emissores e qual a importância dos continentais e da diáspora açoriana?

Há ainda que manter o reforço da promoção do Destino Açores, através do incentivo a novas ligações para mercados emissores que se demonstrem adequados e enquadrados nos segmentos de mercado já sinalizados, nomeadamente com a expansão de notoriedade e a capatão de fluxos turísticos na América do Norte, enquanto mercado estratégico identificado no PEMTA – Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores.

Quanto aos mercados emissores com maior relevo, e segundo os dados entre janeiro e setembro de 2016 na Região, o continental representa cerca de metade das dormidas, registando-se 252 132 hóspedes, num total de 509 112. Segue-se a Alemanha (12%), os EUA (6%) e Espanha (5%).

De um modo geral e segundo os dados do Serviço Regional de Estatística relativos às dormidas de janeiro a outubro, no alojamento tradicional e TER – Turismo no Espaço Rural verificou-se um crescimento de todos os mercados prioritários, com exceção da Suécia. Aqueles que apresentaram melhores resultados em 2016 e face ao ano anterior foram os EUA e a Espanha, com crescimentos da ordem dos 58,1% e 50%, respetivamente, seguidos da Holanda (22,7%), Bélgica (19,5%), Canadá (18,9%), França (17,4%), Alemanha (17,1%) e Reino Unido (14,8%).

Sabemos a importância que a Diáspora Açoriana tem na Região, fazendo dos emigrantes embaixadores dos Açores nas suas áreas de residência. Isto permite potenciar sinergias e detetar áreas de interesse entre as comunidades, reforçando a ligação entre os Açores e a Diáspora. Neste contexto, a aposta no mercado dos EUA e Canadá, não restringida às nossas comunidades emigrantes, mas sim direcionada para o grande potencial geral existente, tem sido uma aposta importante e que pretendemos reforçar.

A natureza paradisíaca do arquipélago torna-o num palco de excelência para a prática de várias modalidades desportivas, como surf, bodyboard, BTT, canyoning, trail running, entre outros. Neste âmbito, os Açores têm sido palco de inúmeros eventos desportivos de nível mundial, qual tem sido a estratégia para a sua captação e que reflexo têm tido no turismo?

Temos vindo a reforçar um trabalho já iniciado no desenvolvimento dos produtos primários para cada uma das ilhas do arquipélago açoriano. Neste sentido, uma das medidas implementada foi a georreferenciação dos recursos naturais e spots para a prática de várias modalidades como mergulho, surf e pesca desportiva e angariar e apostar em eventos de renome internacional no âmbito destas áreas, bem como do bodyboard, BTT, canyoning, trail running, parapente, etc.

Estas medidas têm permitido aumentar o grau de satisfação com a qualidade ambiental no destino e reforçar a notoriedade dos Açores no mundo, ao estimular a vontade de visita por parte de mercados de alto valor.

Para além de fortalecerem a nossa imagem como Turismo de Natureza, estas iniciativas também são aproveitadas nos nossos planos de comunicação, potenciando o nosso património natural e a especial apetência do nosso destino para um turismo ativo e de aventura. Em termos promocionais, os Açores saem imensamente beneficiados como o palco escolhido para este tipo de eventos, o que permite evidenciar as nossas particularidades paisagísticas, aumentando a nossa atratividade para este tipo de segmentos de mercado.

O Turismo dos Açores capitaliza a sua exposição associando a sua promoção ao apoio de eventos internacionais relevantes que distingam os atributos de natureza, garantindo não só as externalidades positivas do impacto direto da participação de um elevado número de participantes, como também obtendo junto daqueles nichos de mercado grande notoriedade.

Quais são os maiores desafios atuais e futuros do setor?

O Turismo dos Açores vive atualmente um dos melhores momentos da sua história, assumindo uma identidade turística muito mais fortalecida e atingindo níveis de crescimento muito superiores aos registados no passado.

No entanto, agora mais do que nunca, há necessidade de acautelar e assegurar a manutenção dos níveis de sustentabilidade ambiental e paisagística que elevam a nossa atratividade e valorizam a nossa imagem como Destino Turístico de Natureza. É também por isso que a estratégia, a partir daqui, assentará desde logo no PEMTA – Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores, uma ferramenta de trabalho que entrou em vigor em 2016 e que será fundamental para a abordagem que será feita ao setor, nos próximos anos, ao nível do marketing e comunicação. Os seus principais objetivos são alavancar a notoriedade dos Açores junto dos consumidores finais; posicionar a Região como um destino exclusivo de natureza exuberante; promover a cooperação permanente entre os intervenientes públicos e privados na sua execução; melhorar a competitividade do destino e aumentar os fluxos turísticos, tendo de forma subjacente a salvaguarda da sustentabilidade económica, ambiental e sociocultural do território.

Em termos globais, o Governo Regional propõe, para os próximos quatro anos, dar prioridade: à qualificação do destino, no que diz respeito à inovação de produtos e serviços e à consolidação de uma oferta diversificada; à promoção da sustentabilidade interna da atividade turística em todas as suas vertentes e da sustentabilidade de fluxos turísticos que resultem na criação efetiva de emprego e de riqueza; ao aumento da eficácia da promoção e ao aumento da eficiência nas acessibilidades.

Fotografias: SREAT


Apoio na cobertura dos Açores
http://www.sata.pt/pt-pt

Artigos relacionados:

Açores aposta no Turismo Ornitológico

Açores: 2016 deverá ser o melhor ano de sempre para o turismo em todas as ilhas

Turismo dos Açores regista crescimento expressivo

Parque Natural do Faial conquista prémio EDEN Innovation Awards 2016

“Portugal lançava navios, agora lança start-ups”, afirma a Bloomberg

lisboa_bl2“Portugal lançava navios, agora lança start-ups” dá título ao artigo da Bloomberg sobre o empreendedorismo luso e as oportunidades que o Brexit poderá trazer.

Edward Robinson começa por contar a história da Codacy.  Para o jornalista, Jaime Jorge fez algo que poucos portugueses fizeram: recusou um emprego na Google em Londres. Com 24 anos, o programador co-fundaria com João Garcia a empresa que, cinco anos mais tarde, veria os seus algoritmos, para correção automática de erros em no código de software, a serem utilizados por gigantes como a PayPal e a Adobe.

Para a Bloomberg, trata-se de algo novo num país pequeno com ma economia estagnada e um sector bancário sobre pressão. No passado, os melhores ingressavam em consultoras globais e a maioria dos que queriam criar a sua start-up, não o faziam em terras Lusas.

Este movimento é explicado por uma “confluência de forças” que leva os empreendedores a criar as empresas em Portugal. A “cloud computing” e o envolvimento do meio académico são elencados como alguns dos principais factores. Os salários em Portugal também são referenciados, sendo apontado o caso da plataforma de equity crowdfunding fundada por Carlos Silva e Jeff Lynn , Seedrs, cuja sede está em Londres mas tem a equipa de desenvolvimento em Lisboa.

A Bloomberg não acredita que o Brexit leve a um êxodo de start-ups, mas que possa levar os novos empreendedores a optarem por uma localização com acesso ao mercado único.

A aposta portuguesa na promoção e o Web Summit são apontados como mais-valias do nosso país. João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria e fundador da Startup Lisboa, afirma que Portugal tem a “sua própria identidade” “Durante séculos fomos para o estrangeiro. Os empreendedores portugueses nascem com um pensamento global”, salientou.

O artigo termina referindo que o verdadeiro teste chegará dentro de dois anos, quando geração de start-ups da Codacay solicite financiamento para a chamada fase de crescimento. Para o efeito, provavelmente, terão de recorrer a fundos que estão sediados em  Silicon Valley, Londres ou até em Singapura. O sucesso destes empreendedores na angariação de capital permitirá a criação de mais postos de trabalho, mais riqueza e transformar as suas apostas em regressarem com o capital para criar mais produtos, mais empregos e uma maior riqueza, vai estar no caminho para transformar as suas apostas em algo indelével”.

Fonte: Bloomberg
Foto: DR

Sporting é vice-campeão da Europa em Corta-Mato

sporting_corta_mato

19 anos depois da última participação, o Sporting Clube de Portugal sagrou-se esta manhã segundo classificado na prova masculina da Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato, realizada em Albufeira.

No regresso à maior prova europeia de corta-mato, que já venceu por 14 vezes, o clube de Alvalade arrecadou o título de Vice-Campeão da Europa. Os leões somaram 45 pontos, a 8 dos vencedores, o Istanbul BBSK da Turquia, com o pódio a ficar completo com os espanhóis do Bikila, que somaram 76 pontos.

A formação sportinguista contou com o argelino Rabah Aboud no 2º lugar individual e com os portugueses Licínio Pimentel em 12º, Rui Teixeira em 14º e António Silva em 17º.

Depois de concluída a edição de 2017, o Sporting Clube de Portugal continua a ser a equipa com mais títulos na competição, 14 no total, a última em 1994. Na história recente da Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato, a Conforlimpa foi o último vencedor nacional, em 2011, com o Benfica a ser segundo em 2014.

Com o segundo lugar no pódio, o Sporting garante desde já a presença na edição de 2018 da competição, informa a nota da Federação Portuguesa de Atletismo.

No sector feminino, o Sport Lisboa e Benfica, representante Luso nesta competição pela vitória colectiva conseguida no Nacional de Corta-Mato em 2016, não apresentou nenhuma atleta à partida, com a vitória por equipas a pertencer às turcas do Uskadur Belediye SK.

O Sport Lisboa e Benfica foi 6º classificado em  juniores masculinos e a União Desportiva da Várzea conquistou o 10º lugar em juniores femininos.

A 5 de março, em Mira, disputa-se o Campeonato Nacional de Corta-Mato Longo, prova que apura os representantes portugueses na edição de 2018.

Fontes: FPA;SCP
Foto: DR