
Uma equipa de investigadores do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) foi distinguida com o Prémio Empreendedorismo da Fundação Everis (Espanha) por ter desenvolvido um novo método menos invasivo e mais económico para a deteção do cancro da bexiga.
O projeto liderado pelo investigador Hugo Prazeres, denominado Uromonitor, resultou na criação de um “ensaio ultra-sensível de diagnóstico hospitalar para detetar na urina mutações genéticas que provocam cancro da bexiga”. Para além de ser não invasivo, sendo por isso menos desconfortável para os doentes, o método desenvolvido pela equipa portuense custa sensivelmente metade do que o método tradicional de diagnóstico – a citoscopia -, que consiste num exame endoscópico no qual uma sonda é introduzida pela uretra até à bexiga.
Em declarações citadas pela Everis, Hugo Prazeres salienta que o novo método “made in U.Porto”, que já foi clinicamente validado, “traz benefícios para os doentes e uma significativa redução de custos”. Para além dos 60 mil euros do prémio, o líder da equipa de investigação, que integra também os investigadores do Ipatimup Catarina Salgado, Paula Soares e João Vinagre, espera obter “apoio de eventuais investidores, para que possam obter financiamento para lançar o Uromonitor no mercado global”.
Do lado da Everis, António Brandão de Vasconcelos, chairman e trustree da fundação, considerou que “é um grande orgulho ver um projeto português obter o primeiro prémio” entre um total de 400 trabalhos admitidos a concurso, facto que demonstra a “qualidade da investigação que é feita hoje em Portugal, que pouco a pouco se tem vindo a mostrar para o mercado”. É ainda de referir que, como vencedor do Prémio Empreendedores, o projeto da equipa do IPATIMUP participará nos Prémios Ibero-americanos para a Inovação e Empreendedorismo, realizados pela Secretaria Geral Ibero-americana.
Criado em 2001, o Prémio Empreendedorismo da Fundação Everis, tem como objetivo “promover o talento na investigação, o espírito empreendedor e a investigação a nível internacional”. Para além dos 60 mil euros dados ao vencedor, a Fundação distribui 40 mil euros pelas restantes menções honrosas. O vencedor e restantes finalistas têm ainda direito a um serviço de assessoria avaliado em 10 mil euros.
Fontes: Universidade do Porto e noticiasaominuto.com
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