
A Quinta do Crasto, em pleno vale do Douro, atrai cada vez mais visitantes. No ano passado foram três mil, sobretudo brasileiros, portugueses e escandinavos. O único problema: não conseguir satisfazer a procura de dormidas. Mas existem outros programas.
O visitante pode escolher provas de vinhos, almoços ou jantares. Um passeio de barco no rio Douro (parceria com a Pipadouro), uma visita à loja, onde podem comprar vinho do Douro, do Porto e ainda azeite.
O enoturismo tem crescido no nosso país e a Quinta do Crasto viu as visitas e provas aumentarem 55%. Como tal, Tomás Roquette revela que há projectos de intervenção junto à piscina (desenhada por Souto Moura), uma cobertura na zona de refeições e obras na cozinha, para que seja mais funcional. Acrescenta ainda – “Prefiro não receber muito mais gente para garantir que as que recebo, recebo bem”.
![pipadouro[1]](http://excelenciapt.com/site/wp-content/uploads/2015/10/pipadouro1.jpg)
São os vinhos e o azeite os grandes impulsionadores da quinta. Com uma representação em mais de 40 mercados, os vinhos atingiram 6,6 milhões de euros em 2014, tendo crescido 14,4% relativamente ao ano anterior. As exportações representam já 60%, destacando-se o Brasil, Canadá, EUA, Reino Unido, Suíça ou Angola como principais destinos. Também entre portas o crescimento foi de 24%, sinal de evolução da marca.
Chave deste sucesso em Portugal, revela Roquette, é a “estabilidade e confiança” que a marca dá ao consumidor. A política do melhor preço durante o ano todo, sem descontos de quantidade, também ajuda a explicar que, em anos de crise, o consumidor aposta nos valores seguros.
A qualidade é também fundamental. Foram investidos 15 milhões de euros nos últimos 10 anos, distribuídas pela vinha, adegas e instalações produtivas. O objectivo é claro: acompanhar e controlar rigorosamente a matéria-prima. Dos 250 hectares de vinhas, saem 1,2 milhões de garrafas (das quintas do Crasto, da Cabreira e de Querindelo) e ainda são arrendadas mais 30 hectares de vinha.
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, colaboram com a Quinta do Crasto para identificarem geneticamente as vinhas mais velhas, algumas com mais de 100 anos. Com isto fica garantida a identidade das vinhas.
Só assim se explica que a Quinta do Crasto seja a empresa portuguesa com mais vinhos classificados acima de 90 pontos pela Wine Spectator, ou pelo crítico Robert Parker. Motivos não faltam para celebrar.
Vai uma visita?
Fonte: Dinheiro Vivo
Fotos: DR