“Diário de Bordo” de Ana Marecos

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Ana Marecos é uma assistente de bordo da TAP. Escolheu este livro para escrever as suas experiências, histórias e descobertas.Um testemunho de uma vida apaixonante. O outro lado de uma vida de sonho, Como viver o dia seguinte à reforma de uma profissão repleta de ausências. Será que estamos programados para o não – programado?
Aqui podemos encontrar relatos na primeira pessoa do que é dormir num hotel com janelas para um aeroporto; estar-se num país e poucas horas depois passar por mais dois ou três. A assistente de bordo toma o pequeno-almoço em Paris e vai jantar à Venezuela. Acorda em Maputo e regressa a Lisboa para, quase de seguida, entrar em nova aventura. Nunca se sabe onde anda…
Esta é também a história de uma nova “navegadora” lusa. O livro é o único vendido a bordo da TAP, Portugália e Linhas Aéreas de São Tomé. Sendo que vai já na sua 7ª edição.
Num momento em que a TAP está na ordem do dia, a Excelência Portugal foi conhecer uma das suas Embaixadoras no ar.
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Escrever um Diário é contar com uma espécie de amigo a quem contamos a nossa vida, com quem desabafamos os nossos momentos, os piores e os melhores.. Este é o Diário de uma vida passada a Voar.

Quem é a Ana Marecos?

Nasci num dia de sol, a caminho do Outono, no dia 26 de Setembro de 1967, às 12 badaladas na cidade das Sete Colinas, num país à beira mar plantado.

Fruta e chocolate são os meus pecados, animais, os meus companheiros de sempre.

Da escola, o que melhor recordo são os recreios, os intervalos das aulas, os trabalhos de grupo e os Professores que nos deixavam expressar a nossa opinião em voz alta e a valorizavam.

Da vida, o que mais reconheço é o apoio infinitamente generoso dos meus pais.

Tenho dois filhos, tão diferentes na aparência, quanto iguais na essência, nos valores: o melhor que a vida me deu.

Porquê a escolha desta profissão?

Era muito jovem e quando entrei, foi apenas para ter um emprego de Verão que me permitisse continuar a estudar. Nunca me imaginei a ficar. Apaixonei-me perdidamente pela profissão, conheci gente fantástica que me ajudou a crescer, é uma profissão para gente nobre de carácter, sempre pronta a ajudar, o nosso limiar de sacrifício vai muito além do normal, existe um enorme espírito de equipa. Somos todos diferentes: uns médicos, outros advogados, professores, psicólogos, terapeutas, bailarinos, cantores, escritores, todos mesmo TODOS sem excepção, gostamos de VOAR; é nessa multidisciplinaridade, nessa diversidade humana que me encontro e sou muito feliz.

Como nasceu o Diário de Bordo?

Desde criança que tropeço nas leituras, nos rascunhos, na necessidade de desabafar com o além, através de um pequeno diário; na fantasia de me rever em personagens, em gestos, em frases…

Aí nasceu também o secreto desejo de representar, subir ao palco, perante uma plateia imensa, devastadora, capaz de multiplicar infinitamente as emoções vividas na pequena Peça, capaz de transformar uma simples história de vida, num turbilhão de sentimentos cúmplices de uma felicidade inimitável.

O rasgo de um aplauso, entre gargalhadas e soluços, em que cada um se encontra com a sua própria essência, dentro das palavras que proferi; em que cada um possa construir as suas frases de vida e reerguer-se.

O que conta o Diário de Bordo?

Escrever um Diário é contar com uma espécie de amigo a quem contamos a nossa vida, com quem desabafamos os nossos momentos, os piores e os melhores.. Este é o Diário de uma vida passada a Voar.

Trago comigo um pouco de cada lugar, de cada paisagem, onde estive… ou imaginei estar! Um pouco de cada pessoa, de cada rosto, com quem me cruzei algures pelo mundo.

O Diário de bordo conta-nos a História de um amor único, de viagem em viagem, num relato cheio de humor, mas também de uma força poderosa que nos inspira a mudar de vida.

Uma reflexão pura e doce: a vida de uma Assistente de Bordo: uma vida simples, um entusiasmo e uma alegria contagiantes e, sem dúvida, uma lágrima teimosa de uma espécie de saudade que nos leva a fazer a mala de volta a casa.

De entre as viagens a melhor de todas é sem duvida a Viagem de regresso a casa.

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Viajar tanto porquê?

Como diria Fernando Pessoa: “Somos do tamanho daquilo que vimos e não do tamanho do nosso corpo”

Importa disfrutar ao máximo do tempo, para sentirmos que ganhamos tempo e não para perdermos tempo em esperas inúteis.

Na verdade temos muito tempo, tanto tempo que cabem na vida muitas coisas que não somos capazes de viver. Falta-nos tempo ou falta-nos coragem?

O valor das coisas está na intensidade com que as vivemos, as viagens são a minha inspiração. Lidar com centenas de pessoas diariamente, do mundo inteiro, só pode gerar histórias inesquecíveis.

Dos LUGARES onde estive, recordo os MOMENTOS que vivi , viajarei sempre, voltarei até um dia!

 

 

fotos: DR
texto: Ana Marecos