A exposição “Um Oceano de Plástico”, organizada pela Campanha Ocean Action do CIIMAR (Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental), espalhou três esculturas de grandes dimensões construídas com plásticos descartados por diferentes espaços públicos da cidade – Espelho de Água da Av. Aliados, Estação de S. Bento e Largo de S. Domingos -, com o intuito de alertar a população para o problema do lixo plástico no Oceano.
Esta iniciativa recorre ao uso da arte para cativar a atenção da sociedade para questões científicas e ambientais complexas de grande relevância, e incentivar dessa forma a reflexão crítica sobre este problema e a necessidade da adopção de comportamentos ambientalmente responsáveis por toda a sociedade – José Teixeira, coordenador da Campanha Ocean Action
Os”monstros” foram criados por alunos de Artes Plásticas da ESAP (Escola Superior Artística do Porto) para a Campanha Ocean Action, que também produziram uma peça de teatro através da recriação da história da pequena sereia, numa aventura repleta de perigos devido ao lixo que chega ao mar em quantidades cada vez maiores.
Esta campanha contempla a realização de actividades científicas e de sensibilização em escolas, acções de limpeza de praias, um concurso escolar, uma exposição itinerante e a produção de vídeos educativos.
Estudos recentes mostram que mais de 8 milhões de toneladas de plástico vão parar todos os anos ao Oceano levados pelos ventos, chuvas, esgotos, rios ou deitados directamente nas praias ou no mar. A maior parte deste plástico vai parar aos fundos marinhos, enquanto o restante fica a flutuar em grandes áreas de acumulação de lixo no centro dos oceanos ou é trazido de volta para as praias. Este plástico causa graves danos nas populações de animais marinhos, que podem ingerir ou ficarem presos nestes resíduos. Além disso, os plásticos apresentam alta durabilidade e vão-se apenas fraccionando em partículas cada vez mais pequenas devido à acção do sol. Estes microplásticos absorvem grande quantidade de contaminantes da água e podem ser facilmente ingeridos pelo zooplâncton e pequenos peixes, iniciando uma corrente de acumulação de contaminantes ao longo da cadeia alimentar, que pode acabar no nosso prato.
A exposição, financiado pela EEA Grants, estará patente nestes locais até 31 de julho de 2016.
Fonte e foto: CIIMAR