Santana Hotel & SPA – entrevista com Diana Campos (CEO)

santana1aDiana Campos, 26 anos, vilacondense de gema, licenciada em gestão pela FEP, é a “alma” e CEO  do Santana Hotel & SPA. Com uma carreira que começou no sector da construção, a responsável do Santana conseguiu, em apenas um ano, revitalizar e transformar uma unidade hoteleira parada no tempo, num caso de sucesso.

Hotel de 4 estrelas situado no Monte Santana (Azurara-Vila do Conde) apenas a 15 minutos do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e 20 minutos do centro da cidade do Porto, o Santana Hotel & SPA possui a localização perfeita para uma excelente experiência de repouso entre a praia e a cidade.  O Hotel dispõe de um health-club com ginásio, piscina interior, sauna banho turco e jacuzzi, um SPA com uma grande variedade de massagens e tratamentos que o leva a viajar pelo mundo, o Açude Bar e o Restaurante Santa Clara, Salas de Reuniões e a Sala Terraços do Ave para realização de banquetes

O Restaurante Santa Clara, recomendado pelo Guia Michelin desde 2009, é a principal referência gastronómica para os clientes, devido aos seus pratos tradicionais Portugueses e cozinha internacional. Além disso, a excelente localização da unidade hoteleira permite conhecer os principais locais de interesse turístico, tais como a Casa Museu de José Régio, o Museu das Rendas de Bilros, a Alfandega Régia e a Nau Quinhentista.

A Excelência Portugal falou com Diana Campos e encontrou  uma verdadeira líder dotada de uma forte visão estratégica e apaixonada pela natureza.

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Como surgiu a ideia de apostar num sector no qual não tinha experiência?

O Hotel está inserido num grupo de empresas focadas no ramo da construção e todos temos conhecimentos das dificuldades que o sector atravessa e a importância de diversificar o negócio. Assim surgiu a possibilidade de abraçar este projecto.

O estado “adormecido” em que o Hotel se encontrava assustou-a ou foi um desafio que a motivou? 

Um pouco de ambos, são os desafios que nos fazem lutar todos os dias, que nos fazem querer superar e redefinir os nossos limites. Como disse, era uma área nova, em que os conhecimentos técnicos de hotelaria não existiam mas temos que fazer o ‘trabalho de casa’, procurar saber e aprender mais todos os dias. A dedicação de corpo e alma, sem nunca desistir, é o melhor caminho a seguir para se atingir os objectivos.

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As necessidades de intervenção eram várias e o Hotel nunca suspendeu a actividade. Como foi possível desenvolver este processo de forma a mitigar o impacto nos clientes?

Foi (e é) uma questão delicada. É um hotel que funciona 365 dias por ano, 24 horas por dia, em que o cliente compra uma estadia/serviço para descansar e não pode ser perturbado.

Além de tentar ao máximo sensibilizar os clientes, procuramos sempre horários fora de ‘picos’ de movimento para reduzir ao máximo o impacto na sua estadia.

Não estando na praia e fora de um grande centro urbano, o Santana, em apenas um ano, ganhou vida e uma taxa de ocupação acima da média. Qual foi a estratégia adoptada? 

A estratégia passou mesmo por definir um rumo, uma missão e instrumentos para a prosseguir. Começámos por atacar os pontos francos que não podíamos alimentar numa unidade de 4 estrelas e, por outro lado, apostámos no público externo, os ‘não hóspedes’, através de eventos, da envolvência com a cidade e da criação condições para ser mais que um hotel.

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Quem é o cliente-tipo da unidade?

De segunda a sexta, destacam-se claramente os clientes-empresa, colaboradores das empresas e indústrias que integram a zona. Aos fins-de-semana, é mais o cliente voltado para o lazer. O programa ‘Momentos Românticos’ tem vindo a ganhar peso e como apostámos na integração na rotas dos ‘Hotéis Família’, as famílias são o nosso maior cliente tipo. Estamos também a desenvolver as condições para sermos também um Bike Hotel.

O Hotel abriu-se aos empreendedores locais, artistas e outros. Encontramos peças de joalharia, quadros e outras peças. Esta aposta é um dos segredos do sucesso?

Sim, sem dúvida. Somos um hotel em Vila do Conde, integramos o sector do turismo e como tal temos o dever de mostrar aos nossos clientes a riqueza da nossa cidade, dar a conhecer o que tem de melhor, o que muitas vezes passa despercebido.

Várias têm sido as parcerias estabelecidas com unidades vilacondenses e temos a preocupação de marcar presença e dar a conhecer as diversas iniciativas que têm vindo a ser desenvolvidas.

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A Diana conseguiu mudar o conceito de utilização do Hotel. O restaurante tem clientes para além dos hóspedes e realiza eventos muitos variados, o Health-Club e SPA têm clientes próprios e tudo isto sem que nenhum hóspede sinta qualquer constrangimento. Como desencadeou esta transformação e como operacionaliza todas estas actividades?

Só um trabalho de equipa permite que tudo funcione em pleno. Felizmente o Santana Hotel & SPA tem colaboradores que compreendem a importância da Satisfação do Cliente e se esforçam ao máximo para que esta não saia abalada.

Temos uma localização privilegiada sobre o Rio Ave e voltados para o Mosteiro de Santa Clara, temos que partilhá-la, dá-la a conhecer e permitir que as pessoas desfrutem dela também.

E por fim, o que ainda falta fazer no Santana?

Nunca estará ‘tudo feito’, há sempre a questão de ir mais além, temos sempre por onde aprender, crescer e desenvolver. Temos de acompanhar as inovações e estar sempre atentos às mudanças no mercado.

Em termos de estrutura, temos algumas algumas remodelações a realizar, em termos de oferta de serviços, também estamos a desenvolver novos projectos.