Maria Wurst – delicioso empreendedorismo luso-germânico

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Maria Wurst nasce da amizade entre Francisca e Ina: uma é portuguesa, a outra é alemã; uma é morena, outra é loira. Ambas são sonhadoras e dotadas de um talento especial para o espírito empresarial.
Maria Wurst percorre o país de Norte a Sul e a Excelência Portugal foi conhecer este delicioso projecto numa das suas paragens.
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INA KOELLN  – 29 anos

O meu nome é Katharina Kölln, mas desde pequena que sou tratada por Ina (graças a um dos meus 4 irmãos que não tinha paciência para articular o meu nome todo).  Nasci em Freiburg , uma cidade bastante „eco“, no sul da Alemanha.
Com 16 anos, passei o meu primeiro ano no estrangeiro, a estudar, no sul de França. Foi nesta altura que descobri a minha paixão pelas viagens e aventuras.
Viajei com a mochila às costas durante um ano e fui viver para Paris, onde estudei design de vestuário masculino.
Seguiu-se Londres, onde comecei a trabalhar num pequeno atelier de moda e num bar à noite.
Foi nesta cidade que conheci a minha grande amiga e agora sócia, Francisca Meneses. Partilhámos uma casa na altura e depois de fazermos várias viagens à Alemanha e a Portugal, decidi viver em Lisboa. Depois de ultrapassadas as primeiras dificuldades de adaptação, lancei, em 2013, a minha marca INA KOELLN de malas e acessórios. E pouco tempo depois nasceu a nossa Maria Wurst, que era já uma ideia antiga nossa, mas que ainda não tinha encontrado o timing certo … até hoje!

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FRANCISCA MENESES – 28 anos

Aos 5 anos perguntaram-me “o que queres ser quando fores grande?” E eu respondi de forma convicta, “DONA!”. Aos 10 já tomava conta dos meus irmãos gémeos e aos 12 fui sub-guia de uma patrulha de escuteiros. Escolhi o curso de Marketing e Publicidade como licenciatura e após o curso rumei a Londres de mochila às costas, onde conhecia a minha actual sócia Ina Koelln. Realizei um curso de Inglês aplicado ao marketing enquanto trabalhava em part-time. Ainda nesse ano, fui seleccionada para o programa de estágios internacionais INOV CONTACTO e o destino foi Cabo Verde, ilha do Sal.

Regressei a Portugal e na dificuldade de procura de emprego, fiz um curriculum em formato de vídeo que teve resultados imediatos. Trabalhei 2 anos numa agência de publicidade e em Dezembro de 2012 decidi abraçar o projecto da minha vida – a Maria Wurst.

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Como surgiu a ideia deste negócio? 

Este projecto nasce de uma amizade, em Londres, entre uma Portuguesa e uma Alemã. Foi no regresso de uma viagem, a Freiburg, que o nosso sonho ganhou forma. Mais precisamente, a forma de uma salsicha. “E se trouxéssemos o prato mais típico da Alemanha para Portugal?” Os portugueses são exigentes com o que comem. Querem pratos deliciosos, baratos e de qualidade – e até já se renderam à street-food.
Por isso, não fizemos a coisa por menos. O nosso orgulho são as nossas salsichas: feitas à mão por um talhante alemão, com carnes DOP de uma herdade alentejana. É um conceito inovador em Portugal e com fortes capacidades de crescimento.

Já existia alguma experiência empresarial por parte de alguma das duas?

Sempre trabalhámos por conta de outrem, ganhámos experiência e sentido de responsabilidade. Posteriormente, a Ina cria a sua própria marca de roupa, com matérias-primas portuguesas e em simultâneo nasce a Maria Wurst.

Como definem o conceito da Maria-Wurst?

Proporcionar uma experiência diferente aos Portugueses – Oferecer uma especialidade alemã com qualidade. Satisfação do cliente, SEMPRE!

Quais as maiores dificuldades que sentiram no arranque?

Apesar do investimento ser relativamente baixo, há sempre dificuldades. É preciso ter pulso, muita coragem e dedicação. Nem toda a gente tem uma historia para contar. Nem toda a gente tem um produto forte e inovador. Nós temos e por isso, decidimos avançar.

Que impacto teve a participação no Shark-Tank? Já obtiveram financiamento?

Impacto extremamente positivo. As pessoas reconhecem-nos e procuram-nos. Temos várias pessoas interessadas em participar no negócio.

Vocês têm participado em muitos eventos e festivais de Norte a Sul. Este “road-show” tem sido uma forma de dar a conhecer o projecto. Como tem sido o feedback? 

O feedback tem sido motivador, daí rumarmos diversas vezes ao Norte e Sul do país.

A oferta de produtos tem evoluído/sido ajustada?

Temos os mesmos produtos, com alguma mudança na receita (consistência e sabor) e a ideia é acrescentar alguns extras, como a típica e saborosa salada de batata.

Quais são os projectos futuros para a marca (franchising, etc …) ?

Para já consolidar a Marca e tornar a Maria Wurst uma referência na gastronomia alemã.

 

Fotos: DR