Campeã de dança, manequim e voluntária – Margarida Dias em entrevista

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Margarida Dias tem 22 anos, nasceu em Braga, onde sempre residiu e ai concluiu a Licenciatura em Serviço Social na  Universidade Católica Portuguesa – Faculdade de Ciências Sociais. Na dança tem-se destacado a nível nacional, tendo alcançando já um palmarés muito interessante. Paralelamente, a moda tem-lhe “piscado o olho” e tem desfilado com alguma frequência.

Ligada à Pastoral Universitária descobriu o voluntariado em Cabo Verde, o que se tornou numa paixão. Localmente, coordena o voluntariado da Pastoral Universitária no Projecto Homem e faz voluntariado num lar de idosos.

A Excelência Portugal quis saber mais e entrevistou a Margarida.

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Este ano de competição foi super positivo. Alcancei todos os títulos nacionais tanto em Latinas como em Clássicas
- Com que idade descobriste a dança?  Foi a tua primeira modalidade?
Descobri a dança já relativamente tarde, com 16 anos por intermédio de uma amiga que me convidou a  experimentar uma aula de dança de salão. Não foi a minha primeira modalidade. Antes fui federada em Taekwondo mas , mais tarde deixei de praticar e assim que experimentei a dança de salão tive vontade de continuar.
 
Como conseguiste conjugar a alta-competição com a licenciatura?
Durante a licenciatura não foi muito difícil de conciliar porque os treinos eram ao fim da tarde e os campeonatos aos fins de semana. Na altura entrei na tuna e isso já não deu para conciliar porque coincidiam os horários, mas com a licenciatura nunca houve problema.
- Como decorreu este na Dança? Que títulos alcançaste ?
Este ano de competição foi super positivo. Alcancei todos os títulos nacionais tanto em Latinas como em Clássicas, nomeadamente o título de Campeã Nacional, o de campeã Nacional das 10 Danças, o de campeã do Ranking Nacional e o de campeã da Taça de Portugal nos dois estilos no meu escalão – Adultos Intermédios.
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O voluntariado muda qualquer pessoa, enriquece qualquer pessoa. Haverá sensação melhor do que vermos alguém feliz por algo que fizemos ou dissemos? Por vezes não é preciso muito! Sempre que entro no Lar de idosos onde faço voluntariado fico contente.
- Em que período da tua vida descobriste o voluntariado?  
Faço voluntariado desde que me lembro. Na Secundária, iniciei um projecto com atletas de desporto adaptado – Boccia de forma a conseguir alguns apoios e de eu própria apoiar a equipa em torneios. Fiz também voluntariado numa cantina social e visitas domiciliares a idosos para lhes fazer companhia. Mais tarde Comecei a fazer voluntariado num lar de idosos. Fiz ainda, já no final da Faculdade voluntariado em Cabo Verde.
 
- Através de que Instituição praticaste voluntariado e em que cenários/países?
Conheci a Pastoral Universitária na Universidade. A Pastoral Universitária apoia estudantes universitários e promove actividades por eles e para eles. Foi assim que tive a oportunidade de ir a Cabo Verde como voluntária nesta que foi a melhor experiência que tive, apesar de que tudo o que seja feito com amor pelos outros tenha um valor inestimável.

 
- Cabo Verde tornou-se uma paixão?  O que te cativou?
Desde o início da Faculdade que comecei a conhecer a cultura cabo-verdiana. O que mais me cativou e que tive oportunidade de comprovar no próprio país foi a simplicidade e o acolhimento.  Somos sempre bem recebidos. De uma forma tão simples e tão natural que não sei se em Portugal acolhemos da mesma maneira…
 
- Em que ilhas estiveste e que projectos desenvolveste?Estivemos na ilha de Santiago e na Ilha do Maio. Acho que mais do que desenvolver projectos, estivemos lá para ensinar e aprender. Provavelmente aprendemos mais do que ensinamos. Foi muito enriquecedor conviver com as comunidades, perceber a forma como gostavam da nossa companhia.

-  O que mudou em ti depois do voluntariado?
O voluntariado muda qualquer pessoa, enriquece qualquer pessoa. Haverá sensação melhor do que vermos alguém feliz por algo que fizemos ou dissemos? Por vezes não é preciso muito! Sempre que entro no Lar de idosos onde faço voluntariado fico contente. Apesar de custar ver algumas coisas, ficam tão contentes por um simples carinho ou um olá que já vale a pena! O voluntariado torna as pessoas menos egoístas, penso eu. Pensar no outro e conseguirmos colocar-nos no seu lugar é óptimo para nós próprios e para pensarmos em como gostamos de ser tratados também.
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A moda é outra parte da minha vida. Faz-me sentir bem comigo mesma e gostar mais de mim – não que eu não goste!
- A moda também tem estado presente na tua vida. Que papel representa e que importância lhe atribuis?
 A moda é outra parte da minha vida. Faz-me sentir bem comigo mesma e gostar mais de mim – não que eu não goste! Apesar de tudo, sempre que desfilamos ganhamos mais confiança, sentimo-nos bem, pelo menos é isso que sinto. Apesar de também a ter descoberto relativamente tarde, tem-me feito sentir muito bem.
 
- Quais as tuas expectativas a nível profissional?
A nível profissional, não poderia ter escolhido um curso diferente. Ser Assistente Social era o que queria e quem me conhece sabe que é a profissão que mais me realiza. Apesar de ser uma área bastante complicada, é muito gratificante. Não descarto a possibilidade de trabalhar no estrangeiro mas penso que em Portugal é uma profissão necessária e espero que o futuro seja risonho.
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fotos: DR e Nobodymodels